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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Quando os novos manuais escolares chegam a casa!

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É uma alegria!

Um momento mágico!

 

 

Abrir a caixa e tirá-los lá de dentro, novos, brilhantes, impecáveis.

Retirar o plástico dos que vêm embalados, cheirá-los, manuseá-los pela primeira vez.

Abri-los e descobrir aquilo que se irá aprender no próximo ano lectivo, e criar logo ali, consoante as matérias, uma empatia ou antipatia pelas mesmas.

 

 

Plastificá-los, se for o caso, identificá-los com etiquetas, e colocá-los no lugar dos antigos, que agora se arrumam noutra secção, até ver.

 

 

E ali ficam eles, a postos, até setembro. 

Daí em diante, podemos passar a querer vê-los à distância, e tudo pode acontecer com eles, chegando ao final num estado pouco recomendável.

Mas, até lá, vamo-los admirando...

 

Se uma determinada gata não se armar em guardiã, e não nos deixar sequer tocar neles!

Incerteza até ao último momento

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Na próxima semana saem as notas finais, e é semana de matrículas para o 10º ano.

O curso está escolhido, bem como as disciplinas pretendidas.

Mas nada está garantido. É preciso que haja alunos suficientes para o curso, e para as disciplinas específicas que ela quer. 

E é preciso que seja admitida na escola pretendida.

 

 

Nos últimos anos, esta seria a altura de encomendar os manuais escolares, que chegariam lá para Agosto, mês em que comprava o material escolar básico.

E ficava descansada até ao início do ano lectivo.

 

 

Este ano, sinto-me de pés e mãos atados, sem poder despachar tudo como queria.

Tenho que esperar que saiam as turmas, para ver se ela ficou na escola e curso que quer. E, provavelmente, tenho que esperar (não sei se através da turma dá para ver) pela publicação dos horários, no início de setembro, para saber que disciplinas vai ter e, assim, que livros comprar.

Claro que posso sempre comprá-los antes mas, depois, se for preciso trocar, é mais complicado.

Só que não gosto de deixar tudo para a última hora e, este ano, sinto que vai ser incerteza até ao último momento.

 

 

Alguém por aí já passou por uma situação semelhante? 

Quando é que se fica a saber que disciplinas vão ter (se as escolhidas, ou outras por falta de alunos)?

É arriscado comprar já os livros?

Ou setembro é mais arriscado, por estarem esgotados ou em ruptura de stock?

Quando temos tanto ou mais trabalho a pagar, do que a receber!

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Esta semana ligaram-me da escola, por causa dos manuais escolares.

Estava na altura de devolver os manuais, uma vez que tinha usufruído dos auxílios atrabuídos pela acção social escolar.

Disse-lhes que os livros não estavam em condições, e que queria saber como restituía o valor anteriormente pago.

Informaram-me, depois de perguntar aos superiores, que teria que ir à escola pessoalmente, num dos dois dias seguintes.

De qualquer forma, mesmo que fosse para entregar os manuais, tinha sempre que lá ir.

 

 

Fui no dia a seguir ao telefonema.

Informei a funcionária do PBX do que ia fazer. Encaminhou-me para a tesouraria.

Na tesouraria, voltei a explicar o que ia fazer. Ficaram muito admiradas, e disseram que não era com elas. Que estavam apenas a fazer os pagamentos das visitas de estudo. O ano passado, tive direito a 10 euros mas este ano, pelos vistos, não há lugar a pagamento.

Fui recambiada para a secretaria. Na secretaria, a funcionária diz que se é para pagar os manuais é na tesouraria, e liga para elas. Explica o que têm que fazer, e que não avisou nada antes porque não sabia que eu iria lá logo no dia seguinte (não que me tivessem dado muito mais tempo).

Mais uma vez, fui reconduzida à tesouraria, onde as funcionárias reclamavam entre si, que ninguém as tinha informado de nada, que não tinham orientações nenhumas, que não sabiam onde guardar o dinheiro, nem o que cobrar.

Ao que parece, até agora, fui a única mãe que não entregou os manuais e, por isso, o primeiro caso que lhes apareceu à frente.

Lá receberam o dinheiro (não podia ser por multibanco), deram-me o troco e pediram desculpa pela confusão. 

 

 

Porque é que eu preferi devolver o dinheiro em vez dos livros?

Em primeiro lugar, porque considero que, se é uma coisa que tenho direito, não deveria ter que devolver.

Em segundo, porque gosto sempre de guardar os livros já que, na maioria das vezes, acabamos por ter que consultá-los nos anos seguintes. No caso da minha filha, indo para o 10º ano, há disciplinas que ela provavelmente já não terá, mas outras sim, e estes livros podem vir a ser úteis.

E, por último, porque alguns dos livros estavam mesmo em mau estado, sem capas e partes que deles faziam parte, colados com fita cola, sublinhados a fluorescente, e não serviriam para ninguém mais usar.

 

 

 

 

 

 

Em contagem decrescente para o final do 9º ano...

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... e já a acusar o stress de tudo o que por aí vem!

 

  • Os testes finais, e o recuperar ou descambar, neste curtíssimo tempo de aulas que resta
  • Os exames, e as contas ao resultado necessário para não ter supresas no final do ano 
  • As aulas em tempo de férias
  • O baile de finalistas, e tudo o que ele implica: logística, tempo, ensaios de dança, organização
  • A escolha do curso, e as matrículas para a nova escola
  • A nova política dos manuais escolares
  • Uma nova escola, uma nova etapa

 

Sendo eu aversa a pressão e mudanças, já estou a sofrer por antecipação!

A reutilização dos manuais escolares é uma utopia?

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Quando fui entregar as facturas dos livros do 6º ano da minha filha, a fim de ter direito ao apoio escolar, fui informada que, no final do ano, teria que devolver 4 livros, dois do 5º ano e dois do 6º, se quisesse ter direito a novo apoio no 7º ano. Parece que fazia parte das regras entregar os livros no final de cada ciclo.

 

Não achei correcto, e nunca entreguei nenhum. Por vários motivos:

 

- em cada ano que a minha filha está, tem muitas vezes que ir consultar os livros dos anos anteriores, para rever matérias e conceitos dados nessa altura, e que agora tem que saber aplicar - se tivesse entregado os livros, não tinha qualquer base de apoio;

 

- salvo algumas excepções, em que os professores prescindem dos manuais, normalmente a disciplinas mais práticas, em que não precisam deles, todos os outros manuais são utilizados para se responder aos exercícios nos mesmos, sublinhar, recortar, preencher, colar, e por aí fora, tornando difícil a sua reutilização;

 

- se é um direito que temos a oferta dos manuais, não faz sentido pedi-los de volta;

 

Não sei se, entretanto, as coisas mudaram mas, quando fui apresentar as facturas, no 7º ano, ninguém pediu nada.

 

Este ano, a questão aplica-se aos manuais fornecidos pelo governo, de forma gratuita, aos alunos do 1º ano. Os pais devem entregar os respectivos livros, sob pena de não terem direito aos livros do 2º ano.

 

No entanto, o que acontece aos livros que são devolvidos?

 

De acordo com o Jornal de Notícias:

"As escolas do primeiro ciclo já estão a receber os manuais do 1.º ano que foram disponibilizados no início do ano lectivo pelo Governo, mas os directores não sabem que destino dar-lhes uma vez que grande parte não será reutilizável. A maioria dos agrupamentos optará por armazená-los enquanto tiver espaço, adiando para já, o envio para o papelão."

 

Será, então, a reutilização dos manuais escolares uma utopia?

E, se os mesmos não vão ser reutilizados, para quê devolvê-los?

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