Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A publicidade nos blogues

Agora que o meu marido anda, finalmente, a entusiasmar-se com o blog dele e a escrever mais, vem com esta conversa:

"Estive a ver uns vídeos e posso ganhar dinheiro com o blog, com publicidade.", diz ele.

"Pois podes. Mas, afinal, para que é que criaste o blog? Para escreveres ou para ganhares dinheiro? Queres que as pessoas lá vão para ver aquilo que escreves, ou a publicidade que lá tiveres? E, de qualquer forma, não penses que ficas rico à custa do blog", respondo eu.

"Porque é que não posso usufruir das duas coisas?", contrapõe ele.

A conversa ficou por aqui até porque, como ele diz, "o blog é meu, posso fazer o que quiser!".

Mas isso não significa que não tenha a minha opinião e, de facto, pergunto-me se haverá por aí muitas pessoas que criam blogs a pensar que vão ser como alguns que se vêem na televisão, que vivem só com os rendimentos que o blog lhes dá. Ou que dão mais importância ao lucro que poderão ter com a publicidade que lá colocarem, do que ao resto.

E será que, quem acede a um blog, se sente mais atraído pela publicidade que lá vê, ou pelo restante conteúdo? Será a publicidade uma forma de afastar os leitores, ou de os cativar?

Não tenho nada contra quem tem publicidade no seu blog, e ganha com isso alguma compensação. Se uma determinada marca lhes agrada, e o seu blog agrada à marca, acho bem. Mas querer utilizar o blog como um painel publicitário com a única finalidade de ganhar dinheiro, não concordo.

Pessoalmente, e embora o dinheiro seja sempre bem vindo, preferiria ter outro tipo de compensação, mais ao nível da realização pessoal. E teriam que ser os interessados a vir ter comigo, nunca eu a ir atrás deles. 

 

 

 

Ferramentas da Vida

 

Viver é como escrever...uma história, um conto, uma aventura...

Nascemos, diante uma página em branco.

À medida que vamos crescendo, vamos deixando as primeiras marcas nessas folhas. São desenhos abstractos, coisas que nos apetece pôr no papel, gatafunhos próprios da infância, dos tempos em que ainda não assumimos a responsabilidade pelo nosso caminho e pela nossa vida.

A partir daí, tomamos consciência da nossa missão, e tornamo-nos mais cuidadosos e cautelosos...ou não!

É nessa altura que começamos a fazer uso das várias ferramentas que a vida nos coloca à disposição.

Por vezes, temos medo. Preferimos escrever a lápis. Se nos enganarmos, apagamos com a borracha e voltamos a escrever de novo, sem deixar qualquer marca. Mas, o que se escreve a lápis, não tem muita força. Corre o risco de ser apagado pelo tempo, ou por variadas circunstâncias.

Também as nossas acções, quando são feitas sem grande convicção, não convencem, e caem no esquecimento.

Outras vezes, enchemo-nos de coragem, e escrevemos a caneta. Estamos mais seguros para tal, mas não significa que não cometamos erros.

Erros que não podemos apagar com a borracha. Podemos utilizar um corrector mas, apesar de, aparentemente, não se notar o erro, ele está lá por baixo da tinta, para os olhares mais atentos.

Quando temos atitudes menos dignas, por mais que queiramos apagar isso do nosso pensamento, e da memória das outras pessoas, nem sempre conseguimos.

Ou podemos, simplesmente, riscar. Não fica bonito, mas assumimos o erro, e seguimos em frente.

Também a nossa vida não é um percurso imaculado desde o nascimento até à morte. Faz parte da vida aprender, errar, acertar, arriscar, ter medo, ter coragem...

E a tesoura, será que precisamos dela? Valerá a pena cortar um pedaço de folha que nos está a manchar o livro? É verdade que será uma maior garantia de que ninguém algum dia saberá o que lá estava. Mas é um buraco que fica e que não conseguiremos preencher. Se o remendarmos, perceber-se-á isso mesmo!

Depois, há quem apenas escreva, e há quem ilustre todas essas palavras e frases. Há quem o faça em tons de cinzento, preto ou branco. E quem utilize uma panóplia de cores!

O resultado final dir-nos-á muito sobre quem fomos e como aproveitámos a nossa curta estadia neste mundo. As ferramentas que utilizámos, mostrarão a forma como vivemos a nossa vida!

 

 

  • Blogs Portugal

  • BP