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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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1ª Guerra Mundial, Feminismo e Loucos Anos 20

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Esta é uma parte da matéria que a minha filha tinha que estudar para o teste de História, e que eu achei mais interessante e fácil de apreender.

 

Desde o papel das mulheres na Primeira Grande Guerra, e que já tantas vezes li nos livros da Lesley Pearse, às mudanças na mentalidade e forma de viver, não só das mulheres, mas da sociedade em geral, do surgimento dos mass media e a importância da rádio, da televisão e do cinema, aos direitos reivindicados pelas mulheres, e liberdades e independência dos homens, que começaram a adquirir, desde as novas modas e modernices que que não estavam habituados, aos ataques para que as mulheres regressassem ao lar, sentido-se os homens ameaçados por uma eventual inversão dos papéis e masculização das mulheres, os anos 20 foram mesmo loucos!

 

Mas, como nem tudo são rosas, a outra parte da matéria era sobre a Rússia e as lutas do operariado.

À excepção do Domingo Sangrento, achei a matéria aborrecida e complicada de compreender.

Curiosamente, nos testes das Escola Virtual, foi onde a minha filha conseguiu safar-se melhor.

 

Por vezes, estou a olhar para a matéria que vem no manual, e sinto que falta, entre os vários temas, uma espécie de elo de ligação. É que parece que num momento estão a falar de uma coisa e, no segundo seguinte, passa-se para outra que nada tem a ver, sem haver uma conexão, um fio condutor.

 

 

 

Matéria da universidade no 9º ano?!

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Há cerca de um ano ouvi falar, pela primeira vez, em termos como sistema nervoso central, sistema nervoso periférico, sistema simpático, sistema parassimpático e afins.

Estava o meu marido no primeiro semestre da licenciatura em Ciências do Desporto, a estudar esta matéria na cadeira de Anatomofisiologia. Ele bem me queria explicar todos estes conceitos, mas eu já não o podia nem ouvir falar deles!

 

Este ano, quando deu uma olhadela nos conteúdos das várias disciplinas que a minha filha iria dar, torci logo o nariz às ciências: a maior parte da matéria era sobre o corpo humano - a matéria em que sempre teve mais dificuldades. Mal sabia eu o que estava por vir.

 

Ontem, trouxe uma ficha de ciências para fazer. Pediu-nos ajuda. Era sobre o sistema nervoso.

Eu estava a olhar para aquilo pela primeira vez, o livro não é muito explícito e fiquei um pouco à nora. O meu marido ajudou, e ficou extremamente surpreendido porque a matéria que ela está a estudar, foi aquela que ele teve na universidade!

 

Será impressão minha, ou os programas cada vez exigem mais dos alunos, e cada vez mais cedo?

Ou serão os alunos de hoje muito mais capacitados para apreender uma quantidade infinita e complexa de conhecimentos, do que éramos nós, no nosso tempo?

 

O que eu sei é que tanto a minha filha, que está a aprender esta matéria, como o meu marido, que já a estudou, como eu, que a vi pela primeira vez, de tanto olhar para os livros e imagens dos neurónios, ficámos com os nossos próprios neurónios todos avariados! 

Quando terminámos o último exercício, foi uma festa!

 

Porque devemos manter os manuais do ano anterior?

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Porque podem vir a fazer falta no ano seguinte!

 

A professora de Geografia deste ano pediu aos alunos para levarem o manual e caderno de actividades de geografia do 7º ano, para continuarem a dar a matéria que ficou por dar desse ano.

Como guardo tudo, ainda os tinha em casa, e resolvemos o assunto.

Mas, e quem já emprestou ou doou os manuais? Como é que faz agora?

 

 

A matéria de matemática que a minha filha tem estado a dar são as potências mas, claro, com as férias de verão pelo meio, e essa matéria dada no início do ano anterior, muitas regras estão esquecidas. Ontem,fui procurar o manual do ano passado, para ver se ajuda a relembrar.

 

 

Se não tivesse por hábito guardar os manuais, não tinha como esclarecer dúvidas ou rever matérias dadas anteriomente.

Até porque, em muitas disciplinas, a nova matéria não é mais que a extensão da matéria já dada, mas agora mais complexa.

 

As vantagens de estudar com a minha filha

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Não, não vou dizer que ela aprende melhor, que tem melhores notas, e que o estudo conjunto se reflete numa melhor avaliação.

Mas, por vezes, ter olhado para a matéria que ela anda a dar nas aulas, ajuda a responder acertadamente a algumas perguntas a que, de outra forma, eu nunca saberia:

 

Qual é a capital do Lesoto?

 

Antananarivo

Dodoma

Maseru

Paramaribo

 

Ora, uma das coisas que a minha filha mais teve que fazer, a geografia, foi identificar países e capitais em mapas. Sabia que esta tinha sido uma delas, e apenas as duas últimas me diziam algo. A minha filha inclinava-se mais para Paramaribo. Eu, disse-lhe que ia mais para Maseru.

Se estivesse lá a jogar, tinha acertado!

Visitas de estudo ou passeios?!

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Hoje em dia, tal como no nosso tempo, é comum os estudantes terem várias visitas de estudo ao longo do ano lectivo.

E eles, por certo, agradecem! 

É um dia sem aulas, sem dar matéria, sem aturar os professores, É um dia de convívio, passeio, diversão, de conhecer novos locais.

De facto, cada vez mais as visitas de estudo são encaradas dessa forma e, mesmo que estejam, de alguma forma, relacionadas com algo que estão a dar ou já deram em aula, penso que isso é algo em que os alunos não pensam, não prestam atenção, e nem estão para aí virados.

 

A propósito da visita de estudo que a minha filha teve ontem, comentava eu com a minha mãe que, de uma forma geral, os professores raramente propõem aos alunos, após a visita, uma espécie de ficha para testar aquilo que aprenderam durante a visita, para falar sobre o que viram e ficaram a conhecer.

Penso que, com a minha filha, isso só aconteceu uma vez, estava ela na primária, e foi acerca de uma peça de teatro que tinham visto, para dar a sua opinião. Também comigo isso apenas aconteceu uma vez ou duas. É algo que ninguém gosta de fazer, e ainda bem que tem escapado.

 

Qual não é o meu espanto quando, à noite, estou a tirar as coisas da mochila dela e me deparo com uma ficha de duas páginas, para a minha filha fazer, relacionada com a visita de estudo do dia! Mais depressa falava nisso, mais depressa o professor se lembrava!

Mas não será caso para admiração. Afinal, embora o sentido que damos às visitas de estudo seja outro, elas não passam de isso mesmo, de visitas de estudo da matéria dada, para consolidação de conhecimentos, para ver no loval aquilo que se aprendeu na teórica. Não são meros passeios desprovidos de outras intenções que não o lazer. Existe um objectivo por detrás das visitas de estudo, relacionado com o estudo.

 

A minha filha disse logo: "eu não sei fazer nada disso!".

Acredito que não! 

Mas vai ter que dar um jeito, até porque parece que terá avaliação nesta ficha.

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