Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A segurança está dentro de nós, e não nos outros!

transferir.jpg

 

Soube esta semana, que o cantor Armando Gama tinha sido detido, acusado de violência doméstica pela companheira, 34 anos mais nova que ele.

"A mulher do artista denunciou o clima de coação psicológica a que Armando Gama alegadamente a sujeitava, não a deixando arranjar emprego ou relacionar-se com os amigos. Também há denúncias de alegadas agressões físicas, na presença da criança." 

 

Antigamente, as mulheres preferiam homens mais velhos porque, diziam elas, ofereciam mais segurança, para além de uma maior maturidade.

Hoje, os tempos são outros e, é vê-las, mais velhas, a preferir rapazes novos, que lhes saibam dar valor, que mostrem que, apesar da idade, ainda são desejadas e apetecidas pelos mais jovens.

 

Já os homens, sempre tiveram a tendência a manter relações com mulheres mais novas. Noutras épocas, por tradição, pela regra ditada na altura, dentro da sociedade em que viviam.

Hoje, porque querem sentir-se novamente jovens, e saber que as mulheres mais novas ainda estão ali aos seus pés, mesmo quando as mais velhas já não mostram qualquer interesse.

No fundo, tudo se resume a optar por relações em que sintam segurança, que lhes elevem a autoestima, que os façam sentir, a eles, uns D. Juans e, a elas, as poderosas.

 

Mas, depois, com essa diferença de idades, acabam por vir à tona, mais cedo ou mais tarde, as incompatibilidades, as consequências.

Um homem que tem uma mulher mais nova ao seu lado deveria sentir-se, inicialmente, bem, mas acaba por meter na cabeça que, sendo mais nova, vai acabar por o trair com alguém da mesma idade. Torna-se inseguro, desconfiado. Vai começar a querer controlar a vida da companheira, a limitá-la, a sufocá-la e, em último caso, chegamos à violência doméstica.

Da mesma forma, se essas mulheres mais novas procuravam segurança e maturidade, acabam por encontrar precisamente o oposto, nos homens com quem estão.

E o mesmo no caso das mulheres, com rapazes mais novos. Também se podem tornar possessivas, controladoras, manipuladoras, arruinando as relações. 

 

Porque a verdade é apenas uma: não adianta procurar nos outros, aquilo que nós próprios não temos!

Se não somos pessoas seguras, se não prezamos o respeito, se não confiamos, se não temos uma boa autoestima, se não acreditamos em nós, se não nos sentimos bem com a pessoa que somos, com o nosso corpo, com a nossa forma de estar na vida, não serão os outros a dar-nos isso.

E depender dos outros para nos dar aquilo que não conseguimos encontrar dentro de nós, só nos fará mais mal, que bem. Porque essa dependência será, por certo, usada contra nós, quando menos o esperarmos.

Ser mãe

doc20150413174124_001 cópia.jpg

 

Ser mãe significou uma grande mudança na minha vida, e tornou-me, em alguns aspectos, numa pessoa diferente daquela que, até então, era:

 

  • mais maturidade
  • mais responsabilidade
  • mais altruísmo
  • mais sensibilidade

 

Deixei de me centrar tanto em mim própria, e mais na minha filha, e do quanto depende de mim. No seu bem estar, na sua segurança.

Ser mãe vai-me fazendo crescer, à medida que também ela cresce...   

Foto Inês.jpg

Foto Inês_0001.jpg

 Férias 2010 54.jpg

IMG_1158.JPG

 

Ser mãe

doc20150413174124_001 cópia.jpg

 

Ser mãe significou uma grande mudança na minha vida, e tornou-me, em alguns aspectos, numa pessoa diferente daquela que, até então, era:

 

  • mais maturidade
  • mais responsabilidade
  • mais altruísmo
  • mais sensibilidade

 

Deixei de me centrar tanto em mim própria, e mais na minha filha, e do quanto depende de mim. No seu bem estar, na sua segurança.

Ser mãe vai-me fazendo crescer, à medida que também ela cresce...   

Foto Inês.jpg

Foto Inês_0001.jpg

 Férias 2010 54.jpg

IMG_1158.JPG

 

Isto de ser independente...

transferir (2).jpg

...tem muito que se lhe diga!

 

Numa conversa com a minha filha:

Ela: Quando fizer 18 anos já sou independente.

Eu: Ai sim? Porque é que dizes isso?

Ela: Então, com 18 anos já não mandas em mim. Já posso fazer o que quiser. E vou tirar a carta de condução.

Eu: Enquanto morares comigo, tens que respeitar as minhas regras e deves-me satisfações. Quanto à carta, acho bem. E com que dinheiro o vais fazer?

Ela:Com o dinheiro que tenho no mealheiro.

Eu: Mas vais precisar de muito mais!

Ela: Então, ainda tenho 7 anos para juntar.

Eu: E vais morar com quem?

Ela: Contigo.

Eu: E vais trabalhar?

Ela: Não mãe. Primeiro tenho que ir para a universidade, para me formar e poder arranjar um trabalho.

Eu: E quem é que vai pagar as tuas contas enquanto estudas?

Ela: Tens que ser tu.

Eu: Ah. Deixa-me lá ver então se percebi. Com 18 anos já és independente, mas vais continuar a morar com a mãe e a depender financeiramente da mãe? Então não és independente! Quando tiveres o teu emprego, a tua própria casa e a tua vida organizada, aí sim, podes dizer que és independente!

 

Os jovens têm sempre imensa pressa de chegar aos 18 anos, atingir a maioridade e tornarem-se independentes. Na teoria, assim seria. Na prática, a história é diferente. E é um desejo que só se aplica e é válido para o que mais convém.

Aos 18 anos, os pais já não podem mandar neles! Já podem fazer o que quiserem sem dar satisfações a ninguém! Já tomam as suas decisões e não gostam que os pais se intrometam onde, consideram eles, não são chamados!

Mas se lhes perguntarmos se vivem sozinhos ou com os pais, parece-me que grande parte pertencerá à segunda opção. Se lhes perguntarmos onde vão buscar o dinheiro para os seus gastos do dia a dia e extravagâncias, para os estudos, ou até mesmo para o pagamento de uma renda, provavelmente responderão que são os pais que lhes dão.

Se há algum problema no qual se meteram e do qual não conseguem sair, é aos pais que muitas vezes recorrem.

Antigamente, os jovens tornavam-se adultos mais rapidamente, saindo debaixo das asas dos pais por volta dos 18 anos. Por vezes, antes.

Hoje em dia, temos homens e mulheres entre os 20 e os 40 anos, que estão totalmente dependentes dos progenitores. Muitos, nunca trabalharam.

Então, que espécie de independência é esta que tanto e tão cedo anseiam, e que só tão mais tarde conseguem ou se predispõem a alcançar?

Independência não é apenas ser livre para decidir a vida que quer levar sem que ninguém se intrometa, mas também agir com a maturidade e responsabilidade que ela exige.