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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Um mundo cada vez mais dependente das drogas

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Da infância à velhice, caminhamos para um mundo cada vez mais dependente das drogas.

 

Na infância, temos crianças hiperactivas, que são obrigadas a tomar medicação para acalmar e conseguir concentrar-se.
Na adolescência, os nervos que antecedem os exames e provas, obrigam à toma de calmantes.
Na idade adulta, a pressão de uma carreira bem sucedida e a competição obrigam, muitas vezes, a tomar comprimidos para dormir, ou antidepressivos, ou ainda suplementos disto e daquilo, porque a alimentação não é a melhor. Ah, e os comprimidos para a memória, que já começa a falhar.
Mais tarde, com a idade a avançar e possíveis doenças, os mais velhos começam a ter uma pequena farmácia em casa, com medicamentos de todas as cores e feitios para tomar.


Longe vão os tempos em que tudo se resolvia à base de chás, xaropes naturais, mezinhas e afins ou tínhamos, simplesmente, que aguentar e ultrapassar o melhor que podíamos.
Felizmente, a medicina evolui à medida que a nossa sociedade se vai transformando, acompanhando-a nas mudanças, e oferecendo melhores respostas aos problemas que vão surgindo.


Mas, será que não estamos a cair no exagero, ao tentar solucionar tudo aquilo que nos afecta à base de drogas?


É este o mundo que nos espera, e aos nossos descendentes, no futuro - um mundo totalmente dependente das drogas?

Amo-te Como És

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Como vos falei há dias, num destes fins-de-semana escolhemos este filme para ver.

É uma comédia romântica, com algum drama à mistura!

 

 

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Jay é um homem que está em liberdade condicional, tendo por isso que encontrar um emprego fixo que, neste caso, é num hospital psiquiátrico. A par com este trabalho, ele vive de noitadas e jogos ilegais, acabando por ficar sem dinheiro nenhum e ainda com uma dívida por pagar, que lhe poderá custar a vida.

No hospital psiquiátrico conhece Daisy, que acabou de chegar. Depois de defendê-la das garras de um homem que lhe queria fazer mal, fazendo-se passar por médico, ela foge do hospital e vai atrás dele.

Sabendo que o irmão vai casar e que é uma óptima oportunidade de pedir dinheiro aos pais, com quem pouco se dá, Jay acaba por levá-la com ele, como se fosse sua namorada.

 

 

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As coisas até estão a correr bem, até que Daisy sofre um ataque de pânico, e os pais descobrem a verdade.

A partir daí, os dois partem à aventura, numa fuga à polícia, por Jay ter "raptado" uma doente do hospital, colocando em perigo a sua recuperação e tratamento.

 

 

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O que o médico não sabe, é que Daisy apenas precisa de aprender a viver em sociedade, e que é muito mais inteligente e forte do que aparenta. Que nem sempre os médicos sabem tudo e têm razão naquilo que julgam ser a verdade.

 

 

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Este é o primeiro e último beijo dos dois, antes de ela voltar para o hospital psiquiátrico, e ele ser preso. 

Que destino estará reservado a este casal de apaixonados? Terão ainda alguma hipótese de ficar juntos?

 

 

Deixo-vos também aqui o trailer do filme: 

 

Quando a decisão é nossa

Faz hoje nove anos que morreu a “Fofinha” - a minha gatinha!

Foi lá para casa pequerrucha, com apenas dois meses, e desde então muitas foram as aventuras que vivemos.

Desde pequena que se habituou a dormir comigo – o meu pai tirava-a de lá, e ela voltava!

Costumo dizer que, em termos de personalidade, era muito parecida comigo, meiguinha quando queria, e para quem queria, mas também “brava e feroz”, como me chamou a minha filha no outro dia!

O que ela mais adorava era estar ao meu colo, brincar com os meus cabelos e ocupar o meu lugar na cama quando eu me levantava para ir para a escola! Parecia uma autêntica criança, com a cabeça na almofada e toda tapada. Pelo menos podia estar à vontade, porque durante a noite, enroscava-se nas minhas pernas e, se eu por acaso a incomodasse, arranhava-me e ia embora, mas dali a pouco lá estava ela outra vez!

Dar-lhe banho, cabia ao meu pai, equipado a rigor e com luvas, porque ela detestava a água, e era uma autêntica guerra! Assim que terminava, era vê-la sair disparada com os pelos em pé, e lavar-se ela própria à sua vontade!

As vacinas eram outro martírio – até o próprio veterinário tinha medo de segurá-la!

Esteve comigo desde os meus nove anos, e eu adorava aquela gatinha selvagem, mas que trouxe alegria a todos lá em casa.

Até que um dia ela ficou doente, e no estado em que estava não havia nada que se pudesse fazer por ela.

A cada dia ela piorava, notava-se que já não era a mesma, estava debilitada, só se sentia bem deitada e, muitas vezes, nem assim. Era evidente que sofria, tinha dores, e nós apenas podíamos assistir, impotentes.

Foi nessa altura que o meu pai sugeriu que talvez o melhor fosse abatê-la, para lhe evitar mais sofrimento.

E eu, claro, fiquei revoltada com tal absurdo (porque para mim o era). Como é que o meu pai podia pensar em tal coisa? Em matar a minha gata que há tantos anos estava connosco? Será que ele não gostava dela tanto quanto eu? Será que não se sentia mal só de pensar em cometer tal crime?

Por muito que o meu pai me explicasse que era o melhor para a Fofinha, que ia acabar de vez com o sofrimento dela, que a morte era certa e não havia mais nada que pudéssemos fazer, e por isso mesmo mais valia antecipar-lhe o destino, eu simplesmente não conseguia compreender.

Infelizmente por um lado, mas felizmente por outro, uns dias mais tarde ela acabou mesmo por falecer. E acreditem ou não, foi um peso que me saiu de cima – o peso de ter que tomar aquela decisão que o meu pai esperava!

Sim, era apenas um animal. Mas para mim, seja qual for o ser vivo, racional ou irracional, não há distinção.

É um assunto bastante delicado e polémico, em que há vozes a favor e contra, em que há argumentos de peso para ambos os pratos da balança.

Não me cabe a mim julgar quem pende para um lado ou para o outro – só quem vive e passa por esse tipo de situações sabe o que sente e aquilo que a sua consciência lhe diz. Tenho a certeza que, qualquer que seja a decisão tomada, será sempre difícil. E mexe com muitos valores éticos e morais.

No caso da minha gata, talvez se ela falasse, fosse tudo muito mais simples. Poderia dizer-nos o que ela própria desejava.

É o que acontece com a eutanásia – em que o paciente pede voluntariamente para morrer. Mas, mesmo sendo aplicada só a pedido dos pacientes, há sempre aqueles que não têm capacidade para decidir, como crianças ou pessoas mentalmente incapazes. E nesses casos, quem decide por eles?

Em Portugal, esta prática, pela qual se abrevia a vida de um doente crónico e incurável, num estado de imenso sofrimento físico e psíquico, de forma controlada e assistida por um especialista, facultando uma morte sem sofrimento, é ilegal.

Pelo contrário, na Holanda, há já alguns anos que o parlamento aprovou a lei, e esta entrou em vigor.

Aí, parece que os médicos obedecem a regras rigorosas, e os processos são fiscalizados por comissões, compostas por um médico, um jurista e um especialista em ética, sendo que a eutanásia só pode ser realizada pelo médico que acompanhe de perto o estado de saúde do doente em questão, e sempre depois de ouvida uma segunda opinião de outro médico. No caso de menores, o consentimento é dado pelos pais. E para aqueles que não tenham expresso essa vontade, por escrito, quando chega o momento da verdade, quem decide por eles?

Continuo a preferir acreditar que os avanços da medicina vão permitir a todos aqueles que algum dia se encontrem nestas circunstâncias, viverem sem grande sofrimento até que a morte natural aconteça.

Mas se isso não for possível, espero nunca ter que vir a tomar essa assustadora decisão, entre a vida e a morte…