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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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A Viagem de Arlo

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Desde que ouvi falar pela primeira vez deste filme, que o quis ir ver ao cinema. 

Na altura, acabou por não se proporcionar. No entanto, no passado domingo, como tínhamos gravado, decidimos ver os três, para terminar a tarde em família, no quentinho. 

Posso dizer que é dos melhores filmes de animação que já vi, e recomendo a quem ainda não teve oportunidade de o fazer!

 

 

 

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Tudo começa com o nascimento de três dinossauros, perante um pai e uma mãe expectantes por ver pela primeira vez as suas crias. Eram três ovos de tamanhos diferentes. Os dois menores, escondiam bebés de tamanho normal e muito activos e traquinas. O terceiro ovo, o maior, para surpresa dos pais, trouxe um pequenino dinossauro, muito medricas, e sem saber muito bem o que fazer agora que saíra do ovo - Arlo.

 

 

 

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Arlo era, de certa forma, discriminado pelos irmãos por ter medo de tudo, e não conseguir fazer nada do que era suposto, como deveria ser feito, atrapalhando assim o trabalho deles também. Os pais, para guardar o produto das colheitas para o inverno, construíram uma espécie de celeiro em pedra, e era lá que colocavam as marcas das patas, quando assim o merecessem, por terem feito algo de grandioso.

Já todos tinham deixado a sua marca, menos Arlo. E isso deixava-o triste.

 

 

 

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Um dia, o pai dá-lhe uma missão: apanhar a "criatura" que lhes andava a roubar a comida armazenada. Se ele conseguisse fazê-lo, teria direito à sua própria marca.

No entanto, Arlo deixou a criatura fugir, ao invés de a matar. O pai, frustrado e tentando mostrar ao filho como devia ter agido, acaba por ir longe demais e, quando se apercebe disso, é tarde. Num gesto que quase se poderia interpretar como um pedido de desculpas, e para salvar a vida do filho, acaba ele por morrer. E Arlo fica com um trauma que dificilmente irá ultrapassar.

 

 

 

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Sem o marido para fazer o trabalho mais duro, sobra para a mãe de Arlo e os irmãos tentarem terminar as colheitas antes que chegue o inverno. Arlo continua a não ser de grande ajuda, embora tente sempre dar o seu melhor. 

Um dia, ele apanha a "criatura" dentro do celeiro, e decide ir atrás dele para o apanhar de uma vez. Mas um acidente acaba por levar Arlo para longe da família.

 

 

 

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É a partir desse momento que começa a viagem de Arlo, para voltar à sua terra, tendo que aprender a conviver com a "criatura", a superar medos, a enfrentar o perigo, e a perceber que há muito mais coragem dentro dele, do que ele próprio imagina.

 

 

 

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Como seria de esperar, embora parecesse improvável num primeiro momento, Arlo e Spot tornam-se grandes amigos e companheiros, defendendo-se um ao outro quando mais precisam.

 

 

 

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E a despedida será o momento mais doloroso. Se, no início, Arlo ainda tentou desviar Spot da família, que julgava morta, percebe depois que é junto dela que Spot deve ficar. Mesmo quando Spot tenta ir com ele, Arlo mantém-se firme, e impede-o.

Porque a verdadeira amizade é mesmo assim - querer que os nossos amigos fiquem bem.

 

 

Conseguirá Arlo encontrar o caminho para casa, e para a sua família? Conseguirá, finalmente, concretizar o seu sonho e colocar a marca no celeiro? Será ele capaz de pôr para trás das costas aquelas imagens que o paralisam, e fazer o que realmente quer?

 

 

A mensagem que retiramos deste filme é também a de que, quando necessário, vamos buscar forças onde nem sabíamos que as tínhamos, quando nos vemos sozinhos, somos obrigados a desenvencilhar-mo-nos da melhor forma, para sobreviver, e enfrentamos os maiores medos que possamos ter, para salvar aqueles que amamos. 

No fim, percebemos que somos alguém completamente diferente daquela pessoa que mostrámos no início, que achámos ser no início. E isso é tão bom!

Sobre o livro Armadilhas da Mente

 

É um bom livro! Para quem gosta do tema, claro!

Tem muito de psicologia, filosofia, e estudo da mente humana, o que é bastante interessante mas pode, por vezes, dar-nos vontade de passar à frente.

Mas é também um romance, uma história sobre riqueza, sobre dinheiro, sobre interesses e poder, e sobre como nada disso é importante quando se perde o essencial. É uma história sobre pessoas simples, sobre a felicidade e o prazer que se podem experimentar e sentir com pequeninas coisas do dia a dia. Uma história sobre medos, traumas, obsessões, mas também sobre amizade e amor verdadeiro! 

Uma história que mostra que, por muito que saibamos, podemos sempre aprender mais; que as nossas certezas não são assim tão certas; que a cultura não é só coisa de ricos; que nos podemos tornar pessoas melhores se fintarmos e ultrapassarmos as diversas armadilhas da nossa mente! 

O Poder do Amor e as pobres galinhas!

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Lá vai uma, lá vão duas, três galinhas pelo ar!

 

 

O que dizer sobre o novo concurso da SIC - O Poder do Amor?

Poderia dizer, porque é verdade, que não precisamos ir a um programa de televisão para provar o nosso amor por alguém, a quem quer que seja.

Poderia dizer, porque também é verdade, que o amor não se mede em dinheiro.

Poderia dizer que a grande maioria das provas que os concorrentes tiveram que executar, não tinham tanto a ver com o amor entre o casal, mas mais com superação de medos, humilhação, testar limites...

Se isto fosse feito numa qualquer universidade, já estariam a condenar, considerando tais actos como praxes. Ou não! Afinal, são actos consentidos e, sendo assim, há quem já não os considere praxes.

Já a prova de ontem, das galinhas, é um autêntico atentado aos direitos dos animais! Pobres galinhas! A pegarem nas coitadas de qualquer maneira, a arremessarem-nas conforme calhava, e as penas a ficarem pelo caminho. Isto não deviam ser permitido.

Que os humanos, seres racionais, queiram provar o seu amor e rechear a sua conta bancária, tudo bem. Mas o que têm as galinhas a ver com o assunto? Porque é que têm que entrar, à força, na brincadeira?

E o que dizer da condução às cegas? Espero que não vire moda. É que já existem tantos condutores na estrada que, mesmo sem olhos vendados, não vêem nada à frente. Não precisamos de mais.

Mas porque nem tudo, neste programa, são espinhos, há que dar o mérito às provas de conhecimento do casal - como a das almofadas, a escalada ou a do puzzle, que mostram que é possível inventar provas divertidas e inseridas no contexto, sem exageros.

Quanto aos concorrentes, os meus preferidos são o casal Ana e Quimbé, o casal Sónia e Zé (ontem eliminado) e o casal Micael e Cristina. Divirto-me muito com o Eddy, com o Artur e com o Nuno. Já os meus "ódios de estimação" vão para a Tânia, para o Márcio e para a Tina. 

Medos ainda não ultrapassados

 

O medo de tudo quanto é bicho - aranhas, centopeias, gafanhotos, grilos, baratas, cobras e tantos outros (sempre);

 

O medo da trovoada (já tive mais, mas também já tive menos);

 

O medo de não ser capaz de fazer os que me rodeiam felizes (tem dias);

 

O medo de não ser uma boa mãe (às vezes);

 

O medo da escuridão (às vezes);

 

O medo da morte (quando penso nela)...

 

Adaptação - Parte II

 

Se para ele não é fácil, para ela também não.

Ao fim de umas semanas de vida a dois, alguns dos medos e receios que tanto a faziam hesitar, começam agora a confirmar-se.

O romance da primeira semana, em que ambos estavam de férias, deu lugar à vida rotineira de casa para o trabalho, e do trabalho para casa.

A calma foi substituída pela correria, a disponibilidade pelo cansaço.

Aquilo que antes acontecia espontaneamente, parece agora soar a obrigação.

E a sensação de que o passado, mais cedo ou mais tarde, se vai repetir começa a ganhar força.

Talvez ela seja uma mulher de outro planeta, estranha, invulgar, diferente...Talvez nenhum homem seja capaz de compreender e aceitar a forma como ela encara a vida e as relações, mas é a sua maneira de ser.

Não pede muito.

Não quer estar com uma pessoa pelas vantagens que isso lhe possa trazer. A única coisa que considera lógica é uma ajuda para as despesas comuns. O resto, fica por conta de cada um gerir e gastar onde bem entende, como já faziam antes.

Sabe que é normal, sempre que o possa fazer, ajudar o companheiro quando estiver em dificuldades, como gostaria que a ajudassem, na mesma situação. Mas não concorda que isso seja uma obrigação adquirida só porque agora estão juntos. E que lhe seja cobrada ajuda, mesmo sabendo que ela não pode, ou que a acusem de todos os males daí resultantes. Ela não tem culpa que as coisas não tenham corrido como estava previsto.

Também não lhe cabe a ela afirmar se ele tem ou não condições para ali estar a viver. É algo que só ele pode saber. Talvez tenha sido precipitado, talvez não tenha contado com tantos contratempos, mas isso agora não importa.  

E se, agora que estão a trabalhar e com horários opostos, sobra pouco tempo para estarem juntos, ela não tem culpa.

Se têm disposições diferentes, nenhum deles tem culpa. Ou conseguem viver assim, ou não conseguem. Podem conversar, tentar aproveitar quando a vontade coincide, chegar a um consenso. Mas não é justo fazer, também disso, uma obrigação a cumprir, e reclamar quando não o é. 

É tudo o que ela não quer - estar numa relação em que, de repente, tudo o que antes acontecia naturalmente se transforma, pelo simples facto de morarem juntos, em deveres a cumprir. Em que a compreensão, amizade e companheirismo de antes, dão agora lugar a um livro de reclamações por deveres não cumpridos.

Talvez não seja mesmo deste mundo...Talvez esteja enganada...Talvez seja, simplesmente, uma questão de afinação de ponteiros, de limar de arestas, e não um mau presságio...

O tempo o dirá... 

       

 

 

 

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