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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Das ideias geniais e dos pequenos feitos possíveis

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Todos nós, por vezes, sonhamos com determinadas coisas que gostaríamos de concretizar. 

São grandes ideias que nos surgem, que nos fazem imaginar como tudo seria se as colocássemos em prática, que nos deixam temporariamente eufóricos e felizes por termos pensado nelas e podermos, eventualmente, realizá-las.

 

 

Mas, não basta ter uma ideia genial. Mas do que tê-la, é preciso perceber se a podemos levar adiante e é aí que nos devemos colocar algumas questões como:

 

- Há vontade?

- Há disponibilidade?

- Existem meios?

- Há verbas?

- É possível?

 

 

Muitas vezes, quem ouve estas grandes ideias fica igualmente entusiasmado. No entanto, o tempo vem depois demonstrar que nada daquilo que se imaginou, foi levado avante, colocado em prática, realizado...

Foram apenas ideias de génio que ficaram por aí mesmo.

 

 

Por outro lado, há aqueles que não não têm ideias destas, deslumbrantes, magníficas.

Mas levam a cabo aquilo que é possível, e que, ainda que não com tão bons resultados como os que as outras ideias prometiam, se mostram eficazes, seguras, duradouras.

Os fins justificam mesmo os meios?

Christian Bale 

 

Hollywood nem sempre é o conto de fadas que imaginamos, e a vida dos actores nem sempre é fácil. Muitas vezes, é preciso mais que um cara bonita, um corpo em forma ou um enorme talento. Alguns actores, para interpretarem um determinado papel, vêem-se "obrigados" a passar por enormes transformações, acima de tudo, físicas.

E se há mudanças que em nada afectam a saúde dos actores, outras há que podem colocá-la em perigo.

 

Engordar/ Emagrecer excessivamente

Jared Leto - teve que engordar 30 kg para o seu papel como Mark Chapman - o fã que atirou e matou John Lennon - no filme "Capítulo 27", o que lhe provocou graves problemas de saúde, agravando o seu problema de gota, e provocando uma rápida subida do colestrol.

 

50 Cent - emagraceu 25 kg em 9 semanas, por causa do seu papel em "All Things Fall Apart", através de uma dieta líquida e um rigoroso regime de circulação.

 

Anne Hathaway - para o seu papel de Fantine, no filme "Os Miseráveis", perdeu cerca de 11 kg, sujeitando-se a uma dieta de fome que a obrigava a parar de comer durante 13 dias.

 

Mathew Mcconaughay - perdeu cerca de 20 kg para interpretar um doente com SIDA, no filme "O Clube de Dallas".

 

Christian Bale - engordou 28,5 kg para interpretar um vigarista em "Golpada Americana". Já para o filme "O Maquinista", teve que perder 28 kg, sobrevivendo com pouco mais que água, uma maçã e uma chávena de café por dia.  

 

Exercício em excesso

Jake Gyllenhaal teve que treinar durante sete dias por semana, como um um boxeador profissional, fazendo pelo menos 2.000 flexões por dia, push-ups, mergulhos e levantamento de peso cinco dias por semana, para o seu papel de lutador de boxe em "Southpaw".

 

Ora, se para qualquer pessoa comum é aconselhável uma dieta equilibrada, evitando as chamadas "dietas iô iô", e exercício físico com moderação, de forma a prevenir problemas de saúde e distúrbios alimentares, para os actores, não será diferente.

Então, porque será ainda necessário recorrer a estes métodos extremos, para se obter aquilo que se pretende? Ainda não existe tecnologia ou formas de caracterização dos actores, para tal? Ou será para que tudo se torne mais realista?

Serão os actores "obrigados" a estas transformações, sob pena de verem o seu papel entregue a outros, ou será uma decisão deles seguir adiante? 

E mesmo tomando essa decisão de forma ponderada e, penso eu, com acompanhamento médico, valerá mesmo a pena correr o risco?

Será que, por um excelente papel e, quem sabe, a promessa de um Óscar, vale tudo? E os fins, justificam mesmo os meios?  

 

 

 

 

Porque nunca hei de participar num trail

 

Ultimamente tem vindo a ganhar bastantes adeptos, e parece que se tornou mesmo uma moda, paralelamente à corrida de estrada.

O meu marido, que costuma participar em algumas corridas, há muito desejava experimentar correr um trail.

E sobre isso, tenho uma opinião muito própria, que pode ser completamente absurda tendo em conta que se trata de uma competição, mas que para mim faz todo o sentido:

- o trail deveria ser algo para se participar em grupo (duplas ou equipas maiores), em que uns se ajudam aos outros e mantêm-se unidos, a ultrapassar os obstáculos e a derrubar barreiras, até à meta;

- o principal objectivo deveria ser a experiência, um momento diferente passado com amigos, um desafio a superar mas sem a preocupação ou pressão da vitória, ou de uma boa classificação;

- apesar de se escolher, propositadamente, terrenos acidentados, de difícil acesso e que exigem uma excelente forma física, e as condições serem totalmente diferentes de uma estrada de betão, ainda assim deveria haver mais segurança e mais meios à disposição dos participantes;

- quem quiser experimentar um trail, deve treinar antes para isso, e não se aventurar sem qualquer preparação;

- pode ser péssimo para quem, como eu, não tem o mínimo sentido de orientação, ainda mais se os meios disponíveis para orientação forem escassos ou nulos; 

- deveria haver alguém ligado à organização em pontos estratégicos do percurso;

- deveria ser fornecido aos participantes um contacto de emergência para o caso de alguma eventualidade;

 

É por tudo isto, que nunca hei de participar num trail! Além, claro, da minha pouca vontade de correr. 

Porque para mim não faz qualquer sentido ir cada um por si, preocupado com uma medalha ou prémio, e arriscar-se a ficar pelo caminho, sem qualquer recurso à disposição. 

Até pode ser um perfeito disparate o que estou para aqui a dizer, mas a mim não me apanham a subir montanhas, nem a atravessar rios, nem qualquer outra actividade radical ligada ao trail!

 

Reflexão do dia

É incrível como, apesar das mais diversas línguas, das mais avançadas tecnologias, das mais variadas formas de expressão e de todos os meios existentes e disponíveis, ainda assim, muitas vezes, não conseguimos comunicar, não conseguimos transmitir nem captar a mensagem, não compreendemos nem nos fazemos entender...

Irónico, não?

 

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