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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

E, de repente, tornei-me "a louca"...

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... a louca que corre para o telemóvel , ou pega no primeiro pedaço de papel que tem à mão, para escrever aquela ideia que acaba de surgir, nas horas mais impróprias, e nos sítios mais inusitados.

 

E não é porque são muitas!

É mesmo porque a memória está mais para formiga, do que para elefante e, se não o fizer na hora, minutos depois já não me lembro de nada.

 

E, sim, este post também foi objecto de apontamento, na parte de trás da lista de compras do marido!

Quando o livro e o filme não batem certo

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Já há vários anos que li o livro do Nicholas Sparks "Dei-te o Melhor de Mim" e, mais tarde, em 2014, assisti ao filme no cinema.

Este fim de semana, voltei a ver o filme, que tinha passado na TV e gravei.

 

E ao vê-lo novamente, vinham-me à memória de pedaços do livro, e dava por mim a pensar "então, mas esta não era a parte em que...", "então, mas esta cena não se tinha passado naquele sítio...", então mas não acontecia aquilo?".

Por curiosidade, fui ver as páginas do livro, e percebi que estava certa. O filme trocou algumas voltas ao livro, e eu já não me lembrava disso porque a versão que me ficou na mente, foi a original!

 

De qualquer forma, a emoção que senti ao vê-lo foi a mesma!

 

Haverá vida depois da morte?

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A morte sempre foi um tema sobre o qual evito falar, ou sequer pensar, porque senão começo a imaginar cenários nada animadores.

Sendo eu uma pessoa céptica, acredito que quando morremos, o nosso corpo fica debaixo da terra a ser comido pelos bichos, e acabou.

 

 

Deixamos de existir, de sentir, de pensar, de ser. É uma sensação muito estranha saber que, mais cedo ou mais tarde, será esse o nosso inevitável destino. E nada restará do que fomos, ou do que vivemos.

 

No entanto, ultimamente, tenho-me deparado algumas vezes com a teoria da reencarnação. Tanto na leitura, com o livro "Maldito Karma", em que a personagem principal morre e reencarna numa formiga, devido às acções que teve em vida, e que a condenaram a renascer nesse novo corpo, como no filme que tenciono ver brevemente "Juntos para Sempre", que também existe em livro, com o título "Teu Para Sempre", em que um cão morre e reencarna noutros cães, sempre com uma missão diferente, tentando descobrir o objectivo de todas essas etapas, e da própria vida.

 

 

 

Pelo que pude perceber, em cada nova vida, a figura reencarnada lembra-se das suas anteriores vidas, e daqueles que delas fizeram parte, como se apenas o corpo fosse diferente.

Mas será que, a haver mesmo este processo, isto será verdade? Ou, pelo contrário, a pessoa reencarnada será uma nova pessoa, sem qualquer memória do passado?

 

Seremos nós, também, pessoas reencarnadas? Teremos vivido já outras vidas? Será a reencarnação parte integrante do ciclo da vida?

E as outras pessoas, com quem convivemos? Conseguirão, de alguma forma, perceber quem fomos, quem somos? Ou não farão a mínima ideia que, um dia, já fizemos parte das suas vidas?

 

Tanto nos livros como no filme, as personagens vivem, em determinadas vidas, em locais totalmente diferentes, mas conseguem, noutras, contactar com os seus entes queridos, e enviar sinais, embora não podendo explicar directamente quem são.

 

E porque este filme é sobre animais, é impossível não pensar na nossa Tica. Será que também ela reencarnou noutra gata, e estará hoje por aí, com uma outra família? 

Conseguirá, à semelhança de Bailey, um dia voltar para nós?

 

As maiores recordações somos nós que as guardamos

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Se há pessoa avessa a destralhar e, sobretudo, a desfazer-se de todas aquelas coisinhas que tem lá por casa a ocupar espaço, só porque é uma recordação disto ou daquilo, porque foi dada por esta ou aquela pessoa, porque tem um significado especial ou qualquer outra justificação, sou eu.

É por isso que ainda conservo bonecos de quando era pequena, livros de quando andei no secundário, a roupa toda da minha filha, acumulada ao longo de 13 anos, e tantas outras coisas que por lá andam, em caixas, caixinhas e caixotes.

A minha filha está a ir pelo mesmo caminho.

Quando temos que fazer pinturas, ou limpezas grandes, é tanta coisa para tirar, para depois voltar a arrumar, que mal nos conseguimos mexer e entender de onde saiu tudo aquilo.

 

Até quando vou continuar a fazê-lo? Não sei...

Eu bem tento, mas depois penso "ah e tal, isto não", "aquilo também não" e continuo a ficar com tudo.

Gostava de ser mais desprendida, mas é algo que ainda não consegui.

 

No entanto, nos últimos tempos, tem-me dado muita vontade de dar uma grande volta a tudo o que tenho em casa, e que já não utilizo. O problema é que, se começo, com a vontade com que ando, vai mesmo tudo. E, depois, o mais certo é arrepender-me. Mas já será tarde demais.

 

 

 

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E daí? Será assim tão importante? Se acontecesse alguma coisa (esperemos que não) e perdessemos tudo, não teríamos que seguir em frente, sem nada poder fazer? Viveríamos, por isso, menos felizes? Seria isso motivo para nos esquecermos dos momentos, das pessoas, das recordações que guardamos? Não.

Não precisamos de muito para viver. Não nascemos com muito, e não partimos deste mundo com muito. Da mesma forma, enquanto cá estamos, também não precisamos de muito. Apenas do essencial.

O que mais importa é, enquanto cá estivermos, tentarmos ser felizes, acima de tudo, com aquilo que experienciamos, que vivemos, que guardamos na nossa memória e no nosso coração. E nenhuma dessas emoções se resume unicamente a bens materiais.

Ups, esqueci-me dos TPC's!

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A mãe pergunta à filha: "trazes trabalhos?"

A filha responde: "não."

No dia seguinte, ao ver a filha arrumar as coisas na mochila, volta a perguntar: "não trazias mesmo trabalhos dessa disciplina, pois não?"

"Não, mãe."

 

 

Depois da aula, já de regresso a casa:

"Mãe, vais-te passar. Afinal tinha trabalhos, mas esqueci-me!"

 

Às vezes ainda gostava de saber o que é que estas crianças andam na escola a fazer.

Se perguntamos o que é que deram numa determinada aula, não se lembram. Se perguntamos quais são os trabalhos que trazem para fazer, não se lembram. Muitas vezes nem apontam. Ou porque já saíram depois da hora e não deu tempo, porque foi tudo a correr ou porque acharam que não se iam esquecer, e não havia necessidade de apontar.

E, depois, dá nisto. Trabalhos de casa por fazer e anotações na caderneta. 

Claro que, a juntar a esta falta de atenção, podemos somar a quantidade parva de trabalhos de casa que todos os dias trazem para fazer. 

É que, se até aqui, eles traziam trabalhos para fazer para a semana seguinte, agora são para o dia seguinte. E mesmo que seja para dali a dois dias, tem que ser feito naquele porque, entretanto, hão-de vir mais e não convém acumular. Sim, porque não são 2 ou 3 perguntas ou exercícios de cada disciplina, são páginas cheias de cada uma, e várias para a mesma altura.

Às tantas, já estão tão saturados que, mesmo que tenham apontado, já nem se lembram de que também têm aquilo para fazer.

Até nós, adultos, muitas vezes temos lapsos de memória parecidos.

E isto já é assim agora. Quando tiverem, para além de todos os trabalhos de casa, de estudar para os testes, nem quero imaginar.

 

 

 

 

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