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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

4 anos sem Tica

Faz hoje 4 anos que a Tica partiu.

Costumamos dizer que, de certa forma, ela está presente na Becas e na Amora mas, ainda assim, a Tica tinha particularidades muito próprias.

 

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Foram muitas as vezes que a Tica dormiu nestas caixas de cartão, lá bem no alto. 

 

 

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Adorava pôr-se em cima do microondas.

 

 

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Era doida por ervinhas!

 

 

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Subia para o lavatório, e ali ficava sossegada.

 

 

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Ou no bidé, a aprender higiene dentária.

 

 

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E no lava-loiça!

 

 

Tica Abril 3

E adorava pendurar-se nos cortinados!

 

Tão bom recordar a nossa castanhinha 

O facebook e a descoberta de coincidências curiosas

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Diz-se tanto mal do facebook, mas ainda há coisas curiosas que ele ainda nos vai dando.

Uma delas, são as coincidências.

Através de uma partilha de memórias, de publicações nossas, noutros anos, é curioso perceber como certas coisas tendem a repetir-se, nos mesmos dias, nos anos seguintes.

 

Por exemplo, num determinado dia, de um ano anterior, tinha feito uma publicação sobre o frio extremo aqui na vila. Anos depois, no mesmo dia, o frio repete-se.

Também já me aconteceu com a chuva.

Há 3 anos, andava a chupar Halls de mel e limão para a garganta. Hoje, cá estou eu de novo com eles.

 

Pena é que algumas coisas boas não se repitam também.

Era sinal que hoje, em vez de vir trabalhar, estaria a assistir a um qualquer concerto, na Altice Arena!

Dizem que hoje é o Dia dos Avós...

Imagem relacionada

 

Por aqui, não conheci nenhuma das minhas avós, já que ambas faleceram muito novas, ainda eu nem sonhava que iria algum dia existir.

Não conheci o meu avô materno, que também partiu cedo.

Conheci o meu avô paterno. Em dias bons, não queria saber dos netos, pelo menos, do lado do meu pai. Em dias menos bons, quando se embebedava, dava-nos uma nota, para compensar.

Portanto, pouca relação tive com o dito, até ao dia em que faleceu. E, como não sabia o que era ter avós, nem senti falta deles.

 

 

Entretanto, fui mãe, e os meus pais tornaram-se avós.

Avós que foram segundos pais para a minha filha.

Uma avó que ficou com ela enquanto eu trabalhava, desde os 2 meses - que lhe dava de comer, que a embalava para dormir, que cuidava dela, que aturava as suas birras.

Um avô que brincava, que lhe ensinava coisas novas todos os dias, contava histórias, levava ao Jardim de Infância e ia buscá-la ao final do dia, que a levava consigo às compras.

Que ainda hoje lhe compra as goluseimas que a mãe não a deixa comer em casa!

Ao longo destes 15 anos, a casa dos avós é um ponto de paragem obrigatório, ou não ficasse a poucos metros da nossa casa.

A minha filha sabe o que é ter avós, e não podia ter tido melhores!

 

 

Que ela possa conviver com eles por muitos mais anos, e que guarde essas memórias para quando ela própria tiver os seus filhos, e tornar-me, a mim, e ao seu pai, avós!

 

 

 

 

 

A nossa história somos nós que a fazemos!

Foto de Marta E André Ferreira.

 

Existem pessoas que entram nas nossas vidas sem o esperarmos.

Algumas chegam como um furacão, arrebatam-nos, levam-nos a entrar num turbilhão de emoções, e partem como se nunca tivessem passado por nós, deixando para trás o rasto da destruição que provocaram. Deixando-nos a tentar unir os cacos, a reerguer-mo-nos, a superar a tristeza e a desilusão.

Outras, chegam de mansinho. Não nos apercebemos logo delas, mas estão lá.

E, com o tempo, os nossos olhos abrem-se para quem está ali à nossa frente, e o coração, sarado, volta a sentir felicidade, paixão, amor.

De repente, a nossa vida ganha mais cor, os nossos dias iluminam-se de um brilho especial, tudo fica mais fácil, mais emocionante, mais divertido, mais forte.

São pessoas com as quais nos sentimos bem, seguras, que sabemos que estão lá, nos bons e nos maus momentos, que não nos deixam cair, que nos apoiam e incentivam, que fazem tudo valer a pena.

Se essas pessoas ficarão para sempre nas nossas vidas, ninguém o poderá saber com certeza. Talvez sim… Talvez não…

Mas, mais importante que isso, são os momentos que vivemos juntos. As aventuras, os sorrisos, as brincadeiras, os gestos, as palavras, o carinho, a amizade, o amor que sentimos, os abraços, os beijos, o aconchego, a paz, tudo o que de bom sentimos quando estamos juntos.

E que, um dia mais tarde, recordaremos, sozinhos, numa outra vida, todas as histórias que vivemos, e que fizeram de nós a pessoa que em que nos tornámos.

Ou juntinhos, a relembrar como a nossa história começou, e o que ainda nos reserva no futuro!

Sobre o Festival da Canção - 1ª semifinal

Foto de RTP - Festival da Canção.

 

Vi ontem a primeira semifinal do Festival da Canção, que passou no domingo na RTP.

Não gostei. Já tinha ouvido algumas críticas acerca desta gala, mas quis ver pessoalmente, e foi uma total desilusão.

 

Se é verdade que, há muitos anos atrás, o país parava para assistir a este evento (eu sou desse tempo), à semelhança do que acontecia com a eleição da Miss Portugal, actualmente as pessoas nem se cansam a ver que músicas nos vão representar, porque nunca passam de "mais do mesmo", e nunca nos levarão a lado nenhum.

 

 

 

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O Festival da Canção 2017 prometia ser inovador, diferente, uma "lufada de ar fresco" com estilos diferentes, jovens talentos com vozes fenomenais, alguns dos melhores compositores, um outro sistema de voto, e por aí fora.

Não o considerei inovador. Vi, sim, um espaço e iluminação a fazer lembrar os festivais de antigamente, para não falar da quantidade de memórias que foram buscar desses tempos, dois apresentadores que pareciam não estar minimamente à vontade no seu papel, com discursos forçados, e com a Sónia constantemente a cortar a palavra aos jurados, sempre que se prolongavam no discurso, e o Malato a falar tão devagar que mais parecia ter-se esquecido do guião, ou estar ali em convalescença. Só por aí, já se tornou uma gala enfadonha.

 

 

Mas o que estávamos ali a eleger era a música ideal para nos representar e, nesse sentido, o que mais contava seria as músicas apresentadas. Esse mérito cabia a compositores e intérpretes. E, também aí, na minha opinião e de uma forma geral, falharam.

Falharam os compostitores, quando aceitaram este convite como uma forma de promover as suas canções e o seu trabalho. Falharam ao compôr músicas que, segundo os próprios afirmam, não foram pensadas com o objectivo de ir ao Festival Eurovisão da Canção.

Falharam ao não aproveitar o potencial máximo das vozes dos intérpretes que escolheram, e ao criar músicas que em nada se adequavam às mesmas.

 

 

Falharam ao compôr o mesmo género de músicas que já estamos fartos de ver o ouvir neste tipo de concurso, e que sabemos que chegam lá fora, e são imediatamente eliminadas.

Queriam mostrar-nos um Festival da Canção inovador, e falharam totalmente.

Quem conseguiu acompanhar o mesmo sem mudar de canal, sem adormecer, sem se arrepender do tempo perdido, está de parabéns!

 

 

O que eu achei das músicas?

 

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Gosto da voz da Márcia, e a música, ouvindo várias vezes (várias mesmo), até entra no ouvido e consegue ser bonita. Para o Festival não era, de todo, uma boa canção. Nada de novo.

 

 

 

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Quando ouvi as Golden Slumbers, pensei: "esta dupla terá sucesso se cantar este género de músicas em inglês". Aqui sim, um género diferente, que gostei, mas que talvez não convença lá fora. Ainda assim, fiquei fã.

 

 

 

Foto de RTP - Festival da Canção.

 

O que dizer do Fernando Daniel - pessoalmente, acho a música horrível, e não me entra, de todo, no ouvido. No entanto, tendo em conta o género de música que costuma ser mais votada lá fora, pareceu-me uma boa candidata.

 

 

 

Deolinda Kinzimba

 

A Deolinda foi outra excelente voz, desperdiçada na música que lhe calhou. Tal como o tema de estreia da Deolinda, também este não soa bem, e é rapidamente esquecido.

 

 

 

Rui Drummond

 

A canção que o Rui Drumond levou é bonita, poderia facilmente passar nas rádios e fazer sucesso em Portugal, e ele tem uma grande voz mas, para nos representar lá fora não era a mais adequada.

 

 

 

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Finalmente, tivemos algo inovador nesta gala que estava a seguir o mesmo rumo, canção após canção - Lisa Garden! Inovou por ter trazido ritmo e inovou por se apresentar a cantar em inglês. Pessoalmente, não achei a música nada por aí além, e até mesmo em termos de interacção com os bailarinos, a Lisa poderia ter-se mexido mais (talvez o vestido não o permitisse). Mas já vi músicas piores serem bem pontuadas na Eurovisão, e seria uma aposta diferente!

 

 

 

Salvador Sobral

 

"Amar Pelos Dois" chegou-nos pela mão dos manos Sobral. Confesso que não conhecia o Salvador, e fiquei surpreendida com a forma como ele interpretou o tema. Adorei! Estou curiosa para ouvir as suas músicas. No entanto, não me pareceu também uma boa arma para levarmos a Kiev.

 

 

 

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Por último, os Viva La Diva. Gostei da música, embora não saiba se a Kika, sozinha, não estaria melhor. A mistura das vozes não me convenceu totalmente. É uma canção forte, que pode vir a ser escolhida na final. 

 

 

Pontos negativos:

Em quase todas as músicas, tive dificuldade para decifrar a letra das mesmas e, em muitas partes, parecia que estavam a cantar em inglês.

 

 

O júri

 

A falta de isenção de certos jurados que, segundo consta, andavam a promover os seus favoritos, nas redes sociais, durante o decorrer da gala.

 

 

Pontos positivos:

As Patrícias, que deram um toque diferente às músicas para as quais fizeram back vocals.

 

 

Imagens RTP - Festival da CançãoTVMaisNiT

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