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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Coragem ou determinação?

 

Por vezes ouvimos as pessoas dizerem "ah e tal, é preciso coragem" ou "gostava de ter a tua coragem", quando nos vêem lutar por aquilo que queremos, quando nos vêem arriscar, sair da nossa zona de conforto, quando nos vêem tomar decisões que também elas gostariam de tomar, mas não conseguem, ou não podem. 

Mas eu pergunto: será que estamos aqui a falar de coragem, ou antes de determinação? Será que as duas são aliadas e complementam-se?

Vejamos, por exemplo, uma pessoa de 50 anos que vai à procura de trabalho. É verdade que ela foi corajosa em querer encontrar um trabalho com essa idade, uma idade em que consideram as pessoas velhas demais para trabalhar, mas novas demais para se reformarem. Mas foi apenas a coragem que a levou a encontrar esse emprego?

E aquelas pessoas que, por circunstâncias da vida, não puderam estudar quando deveriam, e fazem-no mais tarde? Foi apenas a coragem que as moveu e lhes garantiu o diploma?

Ou alguém que vai tentar a sua sorte noutro país, noutro continente, ou que se envolve em acções humanitárias ou voluntariado?

E aquelas que, contra todas as expectactivas, decidem concretizar os seus desejos, como o de ser mãe, publicar um livro, tirar um determinado curso, dedicar-se a uma determinada actividade ou outro qualquer?

É preciso coragem, sim! Para dar o primeiro passo.

Para todos os outros, tem que haver muita determinação, porque só ela levará cada um de nós à meta que traçámos e querermos alcançar. A coragem, tem tendência a esmorecer, ou até abandonar-nos pelo caminho.

Mas se estivermos determinados, será muito mais fácil chegarmos ao fim da viagem realizados, e com os nossos objectivos concretizados!

A vida é um jogo

 

Com uma casa de partida, uma meta ou casa de chegada, e todo um percurso a fazer pelo meio, para lá chegar.

Neste jogo, lançamos os dados. Por vezes, eles levam-nos a avançar vários passos. Outras vezes, obrigam-nos a recuar, a retroceder alguns passos ou, simplesmente, a não nos movermos. Nem sempre avançar é bom. Pode-nos levar a casas que gostaríamos de evitar. Nem sempre recuar é mau. Podemos ir parar a uma casa que até nos traga vantagens.

Cada uma das casas à qual os dados lançados nos levam, nos trazem desafios, objetivos a alcançar, perguntas às quais temos que responder. Algumas casas trazem coisas boas, pequenos incentivos, bónus, alegrias, a oportunidade de avançar mais um pouco neste jogo. Outras, nem tanto. São casas que não nos levam a lado nenhum, sem utilidade mas que, ainda assim, fazem parte do jogo.

Como todos os jogos, também a vida é um risco.

Mas, ao contrário de um jogo comum, que jogamos ou não consoante a nossa vontade, neste jogo da vida não pedimos para entrar. Ainda assim, fomos colocados no tabuleiro a partir do momento em que nascemos, e "obrigados" a jogá-lo, a correr esse risco. 

Ao contrário de um jogo comum, a maior parte de nós não tem pressa de chegar à meta, à fatídica casa de chegada, na qual iremos abandonar de vez o jogo, e esta vida que nos foi dada.

Queremos,sim, aproveitar aquilo que as diversas casas, que lhe precedem, nos têm para dar. Embora nem sempre o consigamos fazer como deveríamos. É que, mesmo avançando devagarinho, estamos a avançar, e as casas pelas quais passámos, ou não, vão ficando para trás, sem que possamos, muito provavelmente,lá retornar. E não nos esqueçamos que, a qualquer momento, e sem contarmos com isso, podemos ser eliminados do jogo.

A vida é um jogo, e este jogo é também feito de apostas. Algumas, serão apostas ganhas. Outras, poderemos eventualmente, perder. Mas só saberemos o resultado da aposta, depois de a fazer.

Só saberemos aquilo que nos espera, e onde nos levará este jogo, se nos mantivermos activos, em movimento, se continuarmos a lançar os dados, a fazer apostas, a utilizar os botões que temos ao nosso dispôr, a percorrer o tabuleiro onde fomos colocados como peões mas, ao mesmo tempo, como jogadores. 

Só conseguiremos aproveitar ao máximo este jogo, se soubermos aprender com as más jogadas, celebrar os pequenos avanços e conquistas, tirar partido das casas mais vantajosas onde os dados nos levem, e contornar aquelas que mais nos prejudicam.

Podemos não ter pedido para jogar este jogo da vida, mas a verdade é que estamos dentro dele.

E valerá a pena passar todo o percurso do jogo sem arriscar, sem o viver, sem tomar as rédeas do mesmo nas nossas mãos? Valerá a pena ficar parado, a ver os outros jogadores passar por nós, ou à espera que alguém lance os dados por nós, avance por nós, viva por nós?

Valerá a pena desperdiçar todas as ferramentas que nos foram fornecidas para nos ajudar nesta caminhada, e esperar que o destino se encarregue de nos empurrar de uma casa para a outra, quando não era nessas casas que queríamos estar?

A vida é um jogo, sim. E já que estamos nele, vamos jogá-lo como sabemos e podemos, e deixar a nossa marca enquanto nele nos mantivermos, sem receios!

O nosso recorde de 2015

 

Este ano tínhamos como meta ultrapassar o recorde do ano passado de toques de raquetes de praia. E foi alcançada! O problema é que agora, duvido que mais alguma vez consigamos ultrapassar a nova marca, ou sequer repeti-la: depois dos 535 toques de 3ª feira, chegámos aos 653 toques ontem à tarde.

E, da minha parte, uma valente dor no braço!

Pelo bem do ambiente, taxem-se os sacos de plástico!

 

Portugal é um dos países europeus onde se utilizam mais sacos de plástico, a maioria dos quais usados apenas uma vez, e depois deitados para o lixo, criando um problema ambiental, uma vez que demoram décadas a desaparecer.

Seguindo a linha de outros países, Portugal optou então por medidas ambientalistas que passam pela aplicação de taxas aos sacos de plástico. 

A não entrega, ou atraso, da contribuição é punível com multa, e se o sujeito passivo não realizar o pagamento voluntário no prazo, é extraída uma certidão de dívida, e o fisco avança com processos de execução fiscal. É também uma das medidas que deverá gerar mais receitas, provavelmente destinadas a subsidiar outras reformas fiscais. A excepção para esta medida, segundo dizem, serão os sacos de plástico sem asas, destinados a contacto directo com os alimentos.

No entanto, o objectivo principal, diz o ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, não é o de obter receitas, mas sim o de incentivar a mudança de comportamentos. A meta? Baixar o consumo per capita para 35 sacos por ano, pouco mais do que um saco por mês!

A sério?! Acreditam mesmo nisso?!

Se o governo está tão preocupado com o impacto ambiental provocado pelo uso excessivo dos sacos de plástico por que é que, simplesmente, não os extingue? Corte o mal pela raiz. Ataque o problema na sua origem. Não os havendo, ninguém os utiliza! 

Faça campanhas de sensibilização, distribua sacos amigos do ambiente pelas famílias, em substituição dos sacos de plástico! Mas, é claro, isso seria uma despesa que não pode ter. Por isso, em nome do ambiente, taxa-se os sacos de plástico! Quem quiser, paga. Quem não quiser, que compre outros, de pano, ou papel, ou qualquer outro material biodegradável. 

O que é que pretendem? Que as pessoas, perante mais 10 cêntimos, deixem de comprar sacos de plástico quando vão às compras? Não sei se resulta! Isso é a mesma coisa que aumentarem o preço de um maço de tabaco - não é por isso que vai haver menos fumadores, ou estes vão fumar menos. Mas em qualquer das situações as receitas do Estado aumentam!

Pois eu penso que quem se preocupa com o ambiente, já tem determinados cuidados sem que lhes imponham taxas. E quem não se preocupa, não sei se começará agora a fazê-lo. Não sei se muitas pessoas estarão dispostas a sair de casa, ou de onde quer que estejam, com sacos dentro dos bolsos, ou na mala, para ir às compras. Ou com carrinhos ou cestas à moda antiga.

Eu própria, para poucas compras, vejo-me mais inclinada a comprar os ditos sacos na hora, do que a levá-los comigo. 

Uma coisa é certa: ou as pessoas deixam de comprar (ou reduzem o uso) sacos de plásticos para não dar, de bandeja, dinheiro (ainda mais) a quem já tanto nos rouba e estão, involuntaria e automaticamente, a contribuir para a preservação do ambiente, que é suposto ser o objectivo, ou continuam a utilizá-los, cai por terra a meta pretendida quanto ao ambiente, mas o Estado enche os cofres à custa destas taxas! Não é uma medida genial?! 

Vamos ver no que se vai traduzir, em termos práticos e ambientalistas, esta nova medida. Mas acredito que se atinja mais depressa a meta das receitas, do que a da redução da utilização de sacos de plástico!

 

 

 

 

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