Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Manifest, na HBO

unnamed.jpg

E se, de repente, 3 horas se transformassem em 5 anos?!

 

Se, de repente, enquanto para nós tivessem passado apenas 3 horas, para aqueles que deixámos, tivessem passado cinco anos?

Se estivessemos exactamente iguais mas, os restantes, tivessem avançado no tempo, crescido e seguido com as suas vidas, achando-nos mortos?

Se, em pouco mais de 3 horas, tivessemos perdido as pessoas que mais amamos, sem o saber?

Se, num momento, todos estivessemos juntos e, apenas com uma simples decisão, nos separássemos por cinco anos?

Se, num momento, tudo estivesse bem e, no seguinte, tudo estivesse mal mas, ainda assim, fosse o necessário para que tudo pudesase acabar bem?

Confuso? Sobrenatural? Misterioso?

Sim, tudo isso.

A fazer lembrar a série Lost. Com mais perguntas, do que respostas.

 

Comecei a ver esta série por insistência da minha filha.

Ela já me tinha falado sobre Manifest, e percebi que tinha algum mistério e fantasia a mais, algo que, se não for equilibrado, acaba por estragar.

A verdade é que são muitos os mistérios por desvendar neste mundo, nem todos explicáveis, ou para os quais não há conhecimento suficiente para explicar e, como sempre, se algo não se pode explicar, tendemos a crer que é pouco provável que exista.

Entre esses mistérios está, por exemplo, o tempo. A paragem no tempo, duas linhas de tempo paralelas, as viagens ao passado e/ou ao futuro. Na mesma linha, as premonições, os "chamamentos", o destino, algo mais forte que nós. Uma voz que não escolhemos ouvir, uma missão que não escolhemos aceitar.

Uma dádiva, ou um fardo?

Um sonho, ou um pesadelo?

Vida, ou morte?

Como encarar esta nova existência?

 

Como explicar que nos poderá ter sido dada uma segunda oportunidade que, em nada, parece melhor que a que estávamos a perder?

Como explicar que, aquilo que tornou a nossa vida um inferno, pode ser um dom, capaz de ajudar outras pessoas?

Como acreditar que tudo tem uma explicação, tudo está interligado, tudo tinha que acontecer assim mesmo?

Deus? Ciência? Tecnologia? 

 

Michaela, Ben, os seus pais, Cal, Olive e Grace iriam apanhar o mesmo avião mas, um contratempo e uma promoção inesperada leva Michaela, Ben e Cal a apanhar o voo seguinte ao dos restantes.

Assim, Grace e a filha Olive, bem como os pais de Michaela e Ben, partem primeiro. A diferença entre voos seria de apenas algumas horas.

No segundo voo, o avião apanha turbulência, mas logo volta ao normal. Ou achavam eles. Michaela tenta enviar uma mensagem ao noivo a dizer que aceita casar com ele, mas está sem rede. O avião para no meio da pista. Há polícia por todo o lado. Algo não está bem.

Afinal, todas aquelas pessoas foram dadas como mortas. Há cinco anos atrás. 

Há cinco anos que aquele avião deveria ter chegado, e não chegou.

 

Agora, aqueles que seguiram no primeiro voo, que sentiram a passagem do tempo, e tiveram que lidar com as perdas dos familiares, têm agora que lidar com o regresso destes, vivos, numa vida onde talvez não haja espaço para eles.

Grace tem outra pessoa, ainda que não tenha coragem de contar ao marido, Ben. A filha de ambos, Olive, é uma adolescente, enquanto o irmão gémeo, Cal, continua igual.

Michaela fica a saber que o seu noivo, Jared, casou com a sua melhor amiga. E que a sua mãe morreu de cancro.

Como assim? Como aconteceu tudo isso em apenas 3 horas. Pois, não foram 3 horas, mas 5 anos!

Numa história em que ninguém é culpado das circunstâncias em que agora se encontram, não será fácil gerir passado e presente.

Quanto ao futuro, esse está reservado para todos os passageiros daquele maldito/bendito voo 828 que, agora, têm grandes desafios pela frente, causados pelo fenómeno sem explicação, de que foram vítimas.

Resta saber se isso vai ajudá-los e ajudar terceiros, dali em diante, ou se ainda vai trazer mais confusão e caos às suas vidas.

Será, esta uma verdadeira segunda oportunidade, no sentido positivo? Ou uma vida ainda pior que a anterior, que nunca desejariam para si, se tivessem podido escolher? 

 

 

"A Última Saída", de Federico Axat

502x.jpg

 

O meu marido apanhou este livro numa promoção do Continente.

Quando mo mostrou, o nome e a capa não me soaram estranhos. E até lhe disse "acho que tenho esse livro na minha lista de livros a comprar", o que confirmei mais tarde ser verdade.

Assim, não precisei de comprar para o ler.

Só tive que esperar várias semanas, para ele acabar de o ler, e poder começar eu.

 

Peguei então nele no sábado. 

Ia ao cabeleireiro, e é sempre uma boa opção levar um livro para me entreter naquelas mais de duas horas.

Comecei a ler, mas não me entusiasmou. Às tantas, guardei-o na mala.

Passei o resto do tempo em conversa com a cabeleireira.

Ao chegar a casa, perguntou-me o que estava a achar do livro, e disse-lhe que estava muito desiludida. Muita fantasia, muita confusão. Não faz o meu estilo.

E ele respondeu-me:

"É mesmo assim. A primeira parte tem esse efeito em todos os leitores. Mas vais ver que, à medida que fores avançando, não vais querer parar de ler, e vais gostar."

 

Lá continuei.

E ele tinha razão!

Portanto, quem tenha interesse em ler, considerem a "Primeira Parte" do livro uma espécie de Cabo das Tormentas, que é preciso ultrapassar, no caminho para chegar à Índia. É a parte mais difícil da viagem. Depois, a viagem torna-se mais apelativa e emocionante.

 

Posto isto, temos o protagonista, Ted, que aparentemente está prestes a cometer suicídio quando uma visita inesperada lhe estraga os planos.

O motivo para tal acto parece ser o tumor cerebral que lhe foi diagnosticado. Ainda que esteja a ser seguido por uma psicóloga, para o ajudar a lidar com o problema, Ted parece ter tudo premeditado ao pormenor, e querer pôr fim à vida.

 

Entretanto, vão sendo apresentadas outras personagens, que não percebemos muito bem onde encaixam. Descobrimos que o seu casamento tinha acabado. E ficamos curiosos para saber o que raios é, afinal, um opossum, um animal que está sempre a surgir na vida de Ted.

Embarcamos naquela teoria da conspiração, de que estão todos contra ele até que...

Ups, nada é o que pensámos ser até ali.

 

E é a partir da "Segunda Parte" que a trama ganha balanço, e começamos a querer descobrir tudo o que aconteceu para Ted chegar àquele ponto da sua vida em que agora se encontra, e onde e qual a chave que abre a porta para o que ele guarda na mente, e não consegue, de forma alguma, desbloquear.

Laura parece ter um papel fundamental, para fazê-lo sair de cada um dos ciclos em que se encontra, e partir para o próximo, num caminho em que não convém voltar atrás, mas que pode ser assustador, sabendo que, no fim do mesmo, está a verdade que o seu cérebro o fez esquecer.

E, ainda assim, aquela verdade que se descobre pode ser apenas "a verdade dele", que mascara a verdadeira realidade. 

 

O que é certo é que, atrás de cada fantasia criada pela nossa mente, pode existir uma base real, uma realidade que foi inconscientemente distorcida.

Ler este livro fez-me pensar naquelas pessoas que estão mentalmente aprisionadas, num estado de sofrimento por não se lembrarem de quem são, do que fizeram, sem capacidade para distinguir a realidade da ilusão, sem memórias dos seus últimos dias, num limbo entre a sanidade e a loucura. No tal círculo central, que separa as duas metades do campo, e no qual ninguém quer, nem pode, estar, eternamente.

Ted está no círculo, e precisa de sair dele. À medida que o tempo passa, mais perto fica da metade do campo que lhe trará a sanidade mental de volta.

Mas, conseguirá ele lidar com a verdade?

Conseguirá Laura olhar Ted da mesma forma, e continuar a querer o melhor para ele, depois de descobrir a verdade?

 

No labirinto que é a nossa mente, há apenas uma única saída, que temos que encontrar, para conseguirmos sair dele, sem ele nos prender para sempre, e nos perdermos para sempre.

 

Enola Holmes, na Netflix

Enola Holmes (2020) | Crítica - Vamos Falar de Cinema!

 

Gostei do filme.

Gostei da interacção da protagonista com o público.

Gostei de conhecer mais sobre a família da personagem Sherlock Holmes, nomeadamente, um irmão chamado Mycroft, e uma irmã, Enola, cujo nome ao contrário pode ler-se "Alone".

 

Confesso que este Sherlock está fora da imagem que sempre tive em mente, para esta personagem. Já Mycroft, é dispensável. É o típico nobre preocupado com a opinião pública, frio, calculista.

Quanto a Enola, tem tudo para ser uma dama, se assim o quiser, mas também uma mulher que luta, que tem os seus próprios ideais, inteligente, desenrascada.

Logo no início, não gostei do jovem Tewkesbury. Pareceu-me um palerma convencido. Mas, ao longo da história, ele vai mostrar que é melhor que isso e que, também ele, quer seguir o seu próprio caminho, desafiando a família.

Enola, por sua vez, fica sozinha quando a sua mãe desaparece misteriosamente. Sendo os irmãos bem mais velhos, saíram de casa quando ela era pequena, e Enola sempre viveu e foi educada e preparada para a vida, pela mãe.

Agora, vê-se forçada a ir para uma escola aprender regras de etiqueta para se tornar uma dama já que, aos olhos do irmão Mycroft, ela parece uma selvagem indomável.

Conseguirá ela escapar, e traçar o seu próprio destino?

 

E Tewkesbury, porque correrá ele perigo de vida? Qual a sua importância na história, e porque se cruzou o seu caminho, com o de Enola?

 

O filme entretém, prende, passa rápido, e queríamos que continuasse, para saber mais sobre como seguiriam as vidas deles, se haveria romance, se haveria mais aventuras com Enola e Tewkesbury, e como seria a futura relação de Enola com a mãe e com os irmãos.

Deixar moedas nos muros

png-clipart-cartoon-gold-coin-gold-painted-food.pn

Quando estava de férias, num dos dias em que andei em limpezas, fui pôr qualquer coisa nos contentores do lixo e, ao regressar, reparei que no muro que cerca as casas dos vizinhos e a minha, estavam lá moedas em cima. Pareciam de 1, 2 e 5 cêntimos.

Se fosse uma moeda, ainda poderia dizer que alguém se tinha esquecido dela. Mas um montinho? Só pensei que alguém as tinha colocado ali propositadamente, para ver se alguém pegava nelas e levava para casa, tipo teste.

Deixei-as ficar. Nunca mais pensei nisso mas, num outro dia, voltei a ver por lá moedas novamente.

Uns dias mais tarde, estava no quarto da minha filha, quando oiço a vizinha falar com a nora e o filho que tinham lá posto moedas no muro e, inclusive, uma vez, dentro de um copo.

Estavam a pensar que seria algum esquema, ou código, para marcar a casa.

E perguntei-me se os ladrões adoptaram essa técnica, para marcar os alvos que pretendem, mais tarde, atacar.

De qualquer forma, penso que não se voltou a repetir e, felizmente, ninguém foi assaltado por ali.

Mas que é estranho, lá isso é.

 

Gran Hotel, na Netflix

gran-hotel-série 1.jpg

 

Gran Hotel é uma série espanhola que, apesar de ter sido transmitida entre 2011 e 2013, só agora tive oposrtunidade de ver, na Netflix.

 

O Gran Hotel é propriedade da família Alarcón, cuja matriarca é D. Teresa.

Ela fez, e fará tudo para que o Gran Hotel continue a pertencer à família e, por isso, a primeira decisão com que somos confrontados, por parte dela, é o casamento arranjado da sua filha Alícia, com Diego, seu aliado e gerente do hotel.

Mas, ao longo da trama, vamos descobrir muitas mais atitudes condenáveis por parte de D. Teresa. Por muito que, em alguns momentos, a tenham mostrado como uma vítima, ou pelas raras boas ações que a sua consciência a levou a tomar, não consigo entender, justificar ou desculpar.

 

Alícia é a filha mais nova, e não verá com bons olhos o seu casamento com Diego, sobretudo depois de conhecer e se apaixonar pelo camareiro Julio, um romance proibido entre classes distintas que poderá acabar de forma trágica, para qualquer um deles, ou para ambos.

 

Julio chega a Cantaloa para visitar a irmã, Cristina Olmedo, uma criada que trabalhava no Gran Hotel e que terá desaparecido misteriosamente.

Ao mesmo tempo que Julio tenta descobrir o que aconteceu à sua irmã, com a ajuda de Alícia e do seu amigo Andrés, vai-se descobrindo os segredos que esconde a família Alarcón, que mostram que nada é o que parece, e ninguém é aquilo que aparentava ser.

E entre estes mistérios, vários crimes serão cometidos, levando à chamada de um detective conceituado à região, que marcará pela diferença.

 

 

Entre as personagens mais marcantes da série, destaco:

Julio - Tem uma capacidade inata para conquistar as pessoas à sua volta, e das as meter em sarilhos também, mas é amigo do seu amigo, e lutará pelo seu amor até ao fim.

Belén - Acho que foi a que mais nervos me deu, apesar de haver muitas outras tão ruins como ela. É daquelas que não perde uma oportunidade de fazer mal aos outros, para conseguir o que quer, e assim será até quase ao fim.

Detective Ayala - Juntamente com Hernando, proporciona muitos dos momentos cómicos da série mas, por si só, é alguém que está disposto a descobrir a verdade nem que, por vezes, tenha que contornar um pouco a lei, que só atrapalha.

Ângela - A governanta que se mostra uma mulher exigente e austera mas que, com o tempo, irá amolecer um pouco e, no fundo, é uma boa pessoa para aqueles que o merecem. No início muito submissa e leal a D. Teresa, pelo passado e pelos segredos que escondem, Ângela irá acabar por enfrentar a sua patroa, quando tiver que ajudar o filho.

Javier - Nunca vi uma pessoa meter-se em tantos problemas, e escapar a todos eles com vida, como este playboy, que só quer boa vida e mulheres, para desespero da mãe. É como os gatos, que têm sete vidas!

Maite - Amiga de Alícia, virá na terceira temporada visitá-la. Uma mulher independente, culta, avançada para a sua época, e advogada. É a primeira mulher que ali veremos a usar calças.

Lady - Uma senhora idosa, amiga da família, divertida, que adora conversar e é exímia em contar a todos, aquilo que deveria guardar para si. No entanto, também sabe guardar segredos, e entrar nas farsas, sem maldade.

D. Teresa - Diz que tudo o que faz é pelos filhos, mas a nós parece-nos que o faz por si própria, pela necessidade de manter-se como dona do Gran Hotel, sem olhar a meios, para atingir os seus fins. D. Teresa tão depressa está do lado de uns, como muda para o lado de outros, consoante os seus interesses. Não faz nada sem segundas intenções. É uma pessoa fria, que acabará por perder a confiança e o amor dos filhos, enganada por aqueles em quem mais confiava.

Andrés - O rapaz mais ingénuo e puro dali, que acredita sempre no lado bom das pessoas. Está sempre pronto a ajudar e a sacrificar-se pelo bem dos outros. Suspeito de matar a sua mulher, ele não hesitará em entregar-se às autoridades, condenando-se à morte.

 

O engraçado desta série é que, à medida que a vamos vendo, vamos encontrando actores que já vimos noutras séries ou filmes, como o Detective Ayala e o Javier (Alta Mar), Eugénia (Vis a Vis), Alícia (filme Perdida) e Diego (La Casa de Papel - confesso que este não reconheci de imediato).

 

 

A história inicia-se no ano 1905, ou seja, início do século XX. No entanto, entre a sociedade existente naquela época, e a sociedade actual, existem características que se mantêm.

 

As aparências

Tal como hoje, ainda muitas pessoas insistem em viver por conta das aparências, em mostrar aquilo que não são, e não têm, ou aquilo que não fazem, só para ficar bem na fotografia, também naquela época era uma das coisas mais importantes a manter, aos olhos dos restantes.

 

A diferença entre classes e estratos sociais

A forma como os “senhores” tratavam os “criados”, com as devidas excepções, não era muito diferente da forma como, hoje, muitos trabalhadores são tratados pelos patrões, bem como o lugar que cada um deve ocupar, e a pouca importância que lhes é dada, ainda que sejam um elo fundamental.

 

A descartabilidade humana

No seguimento do ponto anterior, naquela época, os funcionários eram descartados como objectos que já não servem o seu propósito ou deixaram de ter interesse. Tal como hoje em dia.

Mas não eram só os funcionários. Até mesmo aqueles que, num momento, consideram aliados, no momento seguinte, consoante os seus interesses, podem ser postos de parte, ou mesmo tramados, de forma traiçoeira.

 

A importância do dinheiro e da riqueza

Por dinheiro, enganava-se, “vendia-se” os filhos a quem pagasse o melhor dote ou significasse uma maior aliança, roubava-se, matava-se. Tudo o que fosse necessário, sem olhar a meios, para alcançar os fins.

 

Os segredos

Por norma, quanto mais altas e poderosas as classes sociais, mais segredos e mistérios essas famílias escondem, que não querem que venham à tona. Desde adultério, a filhos ilegítimos, de negócios obscuros a crimes e assassinatos, há de tudo um pouco.

 

A corrupção

Infelizmente, a corrupção não é uma modernice.

Haja dinheiro, poder, influência, e pode-se comprar um pouco de tudo: silêncios, falsas declarações, testemunhas, provas fictícias, aliados, lealdade, e por aí fora.

 

Injustiça

Acaba por ser uma consequência da anterior, sobretudo quando estão em causa as vidas das pessoas, ou quando se condenam à morte inocentes.

Também naquela época, nem sempre as leis estavam do lado da verdade. Mas, da mesma forma, muitas vezes se agia por conta própria, fazendo aquilo que quem de direito deveria fazer, mas não se mostrava muito interessado em fazer.

 

Ganância

"Quem tudo quer, tudo perde", diz o ditado. 

E isso foi visível muitas vezes, ao longo da série, quer com a personagem Cristina, como com Belén ou até mesmo Diego.

 

Vingança

Diz-se que "a vingança é um prato que se serve frio", e houve alguém que levou o ditado à letra e deixou o fogo arrefecer durante mais de 10 anos, para regressar agora, e vingar-se por todo o mal que lhe causaram.

 

Amores proibidos

Entre Alícia e Júlio, uma senhora e um camareiro, Ângela e D. Carlos, uma governanta e um senhor, Sofía e Padre Grau, uma senhora e um padre, são alguns exemplos.