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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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ZOO - a série da Netflix sobre o Homem e os animais

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Gostam de animais?

Gostam de ciências e investigação?

Gostam de suspense e mistério?

Gostam de policiais, com teorias da conspiração e agentes infiltrados e corruptos à mistura?

Gostam de dramas familiares?

Gostam de romance?

Gostam de acção e surpresas constantes?

 

Então esta é a série ideal!

 

 

Tudo começa com um ataque de leões fora do normal na selva africana, onde são apresentadas as personagens principais:

 

Jackson - um perito em comportamento animal que vê, nestes estranhos ataques que estão a ocorrer, uma possível ligação com as teorias do seu pai, que o levaram à loucura, a perder a credibilidade e o trabalho, e a ser abandonado pela família

 

Abraham - um guia de safári, melhor amigo de Jackson que o vai acompanhar na busca da verdade, depois de ser salvo de um ataque de leões

 

Chloe - é uma agente secreta francesa, única sobrevivente de um dos ataques dos leões em África, que escapa com a ajuda de Jackson

 

Jamie - uma jornalista que vive para uma única missão - destruir a Reiden Global - uma companhia produtora de pesticidas e alimentação para animais, que ela acusa de ter matado a sua mãe, e de actuar de forma ilegal, pondo em perigo a vida das pessoas e dos animais

 

Mitch - um veterinário patologista que é procurado por Jamie para a ajudar a destruir a Reiden Global, mas que acaba por dar uma preciosa ajuda na investigação 

 

 

Alguém, que não conhecem, junta estas 5 pessoas, para que descubram o que se está a passar com os animais em todo o mundo, a razão para a mudança de comportamento e ataques inexplicáveis que estão a cometer, e como impedir essa ameaça, oferecendo-lhes recursos e levando-os a viajar para locais distintos.

 

Estarão os animais a ficar mais inteligentes? A deixar de ter medo dos humanos? A transmitir alguma mensagem ao Homem? A desafiá-lo? A provar que, a partir de agora, são eles que mandam, e é o Homem que deve ter medo? Será uma forma de vingança contra aqueles que, ao longo de séculos, os trataram mal?

Ou haverá, mais uma vez, responsabilidade humana nesta transformação?

 

A longo da série, alguns segredos vão sendo desvendados, percebemos que nem todos são quem pensamos que sejam, e que não é só da parte dos animais que vem o perigo! E não vai ser fácil lidar com os ataques que lhes fazem, de todas as frentes.

 

A série da CBS tem 3 temporadas, de 13 episódios cada uma, e foi inspirada no livro de James Patterson, com o mesmo nome. A quarta temporada foi cancelada por fracas audiências, mas as 3 temporadas podem ser vistas na Netflix.

 

 

Quando estamos a ver um filme de terror e...

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...do nada, as luzes da tua casa começam a acender e apagar, e a televisão a ligar e desligar!

 

Confesso que esse pequeno pormenor conseguiu ser mais assustador que o próprio filme, que nos estava a dar tanto sono, que quase adormecíamos de aborrecimento.

O filme era este mesmo - It - A Coisa - e foi mesmo uma coisa sem explicação, sem pés nem cabeça, sem graça, sem terror, sem nada que chamasse a atenção. 

O Livro dos Perfumes Perdidos, de M. J. Rose

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E se, de repente, descobríssemos que um determinado perfume poderia levar-nos numa viagem a vidas passadas que já vivemos, comprovando que a reencarnação existe, e não é apenas um mito?

E se, ao fazer essa descoberta, estivéssemos a colocar, automaticamente, a nossa vida em risco e a cabeça a prémio, tal o desejo de todos quererem pôr a mão nessa fórmula, pelas melhores e piores razões?

 

Jac e Robbie são filhos de um dos melhores perfumistas de Paris. Robbie seguiu as pegadas do seu pai, e tornou-se também perfumista. Já Jac, que por acaso é, dos dois filhos, a que tem o melhor olfacto, dedicou a sua vida ao estudo da mitologia, bem longe de Paris.

Jac é a cética. Robbie não. Robbie é um sonhador, um homem crente, mesmo naquelas coisas que não se conseguem ver, mas apenas sentir. As suas crenças são tão inabaláveis que, confundindo-se com teimosia, loucura ou estupidez, a verdade é que ele está disposto a tudo para lutar por aquilo em que acredita.

Numa altura em que a China cria uma série de leis para descredibilizar e travar a reencarnação, Robbie decide doar esta poderosa “arma” que encontrou, a Dalai Lama, algo que a máfia chinesa tentará impedir a todo o custo.

 

E, de facto, uns dias depois da descoberta, Robbie desaparece. Jac viaja então até Paris, para descobrir o paradeiro do irmão e o que lhe terá acontecido. Mas, acima de tudo, Jac terá que lutar contra as suas próprias memórias, as recordações das suas vidas passadas e a resistência em acreditar que são mais que meras alucinações, delírios ou surtos psicóticos. E, com esse conhecimento, saber o que tem a fazer para que a história, no presente, não se repita.

 

O livro, no início, é um pouco confuso e, diria mesmo, secante. São muitas informações a assimilar, muitas personagens diferentes apresentadas, sem que consigamos estabelecer qualquer ligação entre elas, muitas viagens entre passado, passado longínquo e presente. Dá vontade de deixar o livro a meio. É quase como embrenharmo-nos numa árdua tarefa em que temos vontade de desistir porque achamos que não a iremos levar até ao fim, e não vale a pena o esforço.

Mas depois, as coisas começam a ficar interessantes, a curiosidade aumenta, a acção começa finalmente a desenrolar-se e o suspense começa a prender-nos à história. As cenas ganham ritmo e dali até ao final tudo avança rapidamente, como se tivéssemos ganhado um novo fôlego e nova energia para concluir a missão com gosto.

 

Por outro lado, talvez por a minha imaginação ser muito fértil, e eu ser uma pessimista nata, estou sempre à espera que as pessoas revelem o seu pior lado e, por isso, nesta história, suspeitei de todos, mesmo aqueles que pareciam apenas estar genuinamente a ajudar.

 

Ainda em relação ao tema do livro, deixo aqui esta questão:

 

A comprovar-se que cada um de nós já viveu outras vidas, gostariam de ter a possibilidade de olhar para essas vidas e perceber quem foram? Ou o passado deve ficar lá atrás, preferindo viver o presente?

O que acham que mudaria, para cada um de vós, na forma como agiriam nesta vida presente, se soubessem aquilo que fizeram no passado?

O Silêncio, de Fiona Barton

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Numa demolição em curso, de uma velha casa de classe média em Londres, um trabalhador descobre um esqueleto minúsculo, pertencente a um bebé, que parece estar enterrado há anos. 

Kate, a jornalista, parece achar que, por detrás desta descoberta, pode estar a história de que precisa para manter o seu trabalho, evitando ir parar à lista dos funcionários a despedir. E, por isso, começa a investigar, por sua conta, o que poderá ter acontecido, quem será o bebé sepultado, e a mãe dele.

Enquanto isso, Emma lê a notícia no jornal e fica perturbada, dando a entender que pode saber algo sobre o assunto, um segredo que há muito guarda, e que não quer ver desvendado.

Por outro lado, Angela também fica perturbada com a descoberta, e insiste que poderá ser o corpo da sua filha desaparecida. Após os procedimentos da praxe, os testes mostram uma correspondência de ADN, confirmando as suas suspeitas.

E Emma respira de alívio.

Só Jude, mãe de Emma, parece não se preocupar minimamente com o assunto, apesar de ter morado naquela mesma rua, na altura em que tudo terá acontecido. Será que ela não sabe mesmo de nada?

Mas, uma reviravolta na história, prova que o segredo é bem mais complexo do que poderíamos imaginar, que há duas pessoas com contas a ajustar com o passado, e outras duas que poderão ser mais próximas do que pensam.

E, quando o silêncio começa a destruir a pessoa, está na hora de expor a verdade, e desenterrar toda a história, custe o que custar, doa a quem doer.

Posso dizer que gostei muito mais deste livro que do anterior “A Viúva”, da mesma autora, e foi uma bela prenda de Natal que recebi!

Escrito na Água, de Paula Hawkins

Foto de Marta E André Ferreira.

 

Confesso que as primeiras páginas deste livro não me entusiasmaram.

É preciso alguma atenção, porque são muitas as personagens apresentadas, e que parecem não ter qualquer relação entre si, nem com a história em si.

Tudo gira em torno do "poço das afogadas", um local onde já várias mulheres perderam a vida, em circunstâncias que ninguém parece saber, ou querer, explicar.

Nel andava a investigar, por sua conta, todas as histórias. Mas queria fazer a sua pópria versão das mesmas. O seu trabalho incomodava quase todos os que ali viviam. Até ao dia em que, também ela, aparece morta no rio.

Nickie, que todos consideram uma velha louca, pode ser a única a saber a verdade. Fala com os mortos, ouve-os, sabe como tudo aconteceu. Mas ninguém lhe dá ouvidos. Por isso, ela fica calada. Ou talvez tenha contado a Nel, antes de ela morrer...

Numa história em que todos parecem suspeitos, ou ter motivos para acabar com a vida de Nel, só no final se vai descobrir quem o fez, embora antes disso se comece a revelar o mistério.

O que mais me agradou nesta história foi, decididamente, o final que a autora lhe deu!

Depois de imaginar a cena que pensava ser a verdadeira, fiquei mesmo surpresa e a pensar "A sério? Tão simples quanto isso?" 

 

 

SINOPSE

"Nel vivia obcecada com as mortes no rio. O rio que atravessava aquela vila já levara a vida a demasiadas mulheres ao longo dos tempos, incluindo, recentemente, a melhor amiga da sua filha. Desde então, Nel vivia ainda mais determinada a encontrar respostas.

Agora, é ela que aparece morta. Sem vestígios de crime, tudo aponta para que Nel se tenha suicidado no rio. Mas poucos dias antes da sua morte, ela deixara uma mensagem à irmã, Jules, num tom de voz urgente e assustado. Estaria Nel a temer pela sua vida?

Que segredos escondem aquelas águas? Para descobrir a verdade, Jules ver-se-á forçada a enfrentar recordações e medos terríveis há muito submersos naquele rio de águas calmas, que a morte da irmã vem trazer à superfície.
Um livro profundamente original e surpreendente sobre as formas devastadoras que o passado encontra para voltar a assombrar-nos no presente." 

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