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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

As Cinco Juanas, na Netflix

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Juana Manuela (Manny) - a stripper 

Juana Valentina - a jornalista

Juana Matilde - a cantora

Juana Caridad - a noviça

Juana Bautista - a vidente

 

Qual a probabilidade de o destino juntar cinco mulheres tão diferentes, num mesmo espaço, e perceberem que para além do nome, e de uma marca de nascença, partilham também o mesmo pai, que nenhuma delas conhece?

Pois...

Mas acontece!

 

Agora, elas vão unir esforços para descobrir que é o progenitor, e porque nenhuma das suas mães lhes contou nada sobre ele.

Aliás, à excepção da mãe de Manny, que acaba por contar à filha o que aconteceu, apenas a mãe de Caridad está viva também. Mas internada há vários anos, e incapacitada de explicar seja o que for.

Já a mãe de Valentina acabou de morrer. E a de Bautista, morreu quando ela ainda era criança. Num acidente de carro, muito suspeito.

Quanto à mãe de Matilde, essa desapareceu há muitos anos, enviando apenas alguns postais.

Assim, terão que ser elas a desvendar o segredo, que envolve o passado obscuro de um político importante, que tudo fará para o impedir de vir à tona.

 

A série aborda a realidade das casas de strip, as dúvidas sobre a vocação religiosa, o apoio a mulheres vítimas de violência e tráfico humano, o drama da violação, o poder e influência da classe política, capaz de comprar e abafar tudo, a qualquer preço, a corrupção, a obsessão e a traição. 

 

Mas também aborda o amor. Aquilo que se é capaz de fazer por aqueles que se ama, ainda que eles não o percebam.

O perdão.

A aceitação.

 

As Cinco Juanas ou, na versão original, "La Venganza de Las Juanas" acaba por ser mais uma história de descoberta de cada uma das personagens sobre si próprias, de forma a poder recomeçar as suas vidas, depois de todo o seu mundo ter sido virado do avesso.

E não tanto de vingança.

Embora se espere que ela chegue, e faça a sua justiça.

 

Eu comecei a ver e gostei muito.

Tem 18 episódios, mas vê-se muito bem.

Deixo aqui o trailer:

 

 

"Tempo de Partir", de Jodi Picoult

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Dos melhores livros que li da autora, até agora, pela forma como conduziu toda a história e me surpreendeu no final!

Ao contrário dos últimos que tenho vindo a ler, nesta história não há advogados nem processos em tribunal.

Mas há animais.

Elefantes!

Um estudo aprofundado sobre eles, a forma como se relacionam entre si, como se organizam em manadas e, bem a propósito, de como fazem e vivem o luto.

Ah, e claro, como não poderia deixar de ser, ou não estivéssemos a falar de elefantes, da sua memória.

 

Jenna é uma miúda de 13 anos, que vive com a avó.

O seu pai está internado numa clínica psiquiátrica desde o dia em que a mãe desapareceu, e ocorreu um acidente no seu santuário de elefantes, que vitimou uma das tratadoras.

Já passaram vários anos, e Jenna não sabe se a mãe está viva ou morta e, se vive, porque nunca a procurou, porque não a foi buscar? Será que a abandonou? Será que não a amava?

Disposta a gastar as suas economias para tentar descobrir o que aconteceu com a mãe, Jenna envolve-se com Serenity, uma médium caída em desgraça que, um dia, já foi famosa, e o detective Virgil, que estava encarregado do caso da sua mãe na época. 

 

À medida que vão investigando, e descobrindo pistas, mais dúvidas surgem, e mais certezas se começam a formular.

Afinal, nem tudo era o que parecia, e nem todos se davam assim tão bem como aparentavam.

Entre a mediunidade de Serenity, e a objectividade de Virgil, Jenna tenta encontrar uma explicação lógica, que lhe diga onde, e como, está a mãe, ainda que isso seja declará-la uma assassina.

Vamos conhecer melhor a Alice, mãe de Jenna, a sua missão, e a sua investigação que, em determinado momento, se misturam com o trabalho desenvolvido por Thomas, que viria a ser seu marido e pai da sua filha.

 

A determinado momento, Serenity explica que existem alguns mitos sobre a vida após a morte, e a reunião dos entes queridos é um deles. Por norma, o que acontece é que, quem está mais evoluído espiritualmente, segue adiante, enquanto os outros ficam mais atrás e, como tal, a probabilidade de se juntarem é pouca.

Explica ainda que existe uma diferença entre fantasmas e espíritos, sendo que os primeiros são aqueles que vagueiam num plano transitório, porque ainda não estão prontos para seguir em frente, ou têm algo por resolver neste mundo, enquanto os espíritos já passaram esse nível.

E afirma que os espíritos não se manifestam para a pessoa viva de forma a que esta os reconheça, mas da forma como querem ser lembrados.

 

Ao longo da história, vamos ver que muito do que ela diz bate certo mas, por outro lado, também há situações que contrariam essas teorias.

O que é certo, é que todo o enredo nos leva numa direcção e, quando chegamos ao final, é quase como se nos virassem de cabeça para baixo, e percebêssemos que estávamos a ver o "filme" todo ao contrário!

Afinal, quem está vivo? E quem está morto?

Quem morreu? E quem matou? 

Quem é bom? E quem é o vilão?

 

Só vos digo uma coisa: teria adorado conhecer a Maura!

Este livro aumentou, sem dúvida, ainda mais o meu fascínio pelos elefantes :) 

Quem Matou Sara - segunda temporada, na Netflix

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A primeira temporada de "Quem Matou Sara" deixou perguntas por responder, para as quais vamos obter resposta nesta segunda temporada.

Mas, da mesma forma que um puzzle, que podemos montar de várias formas e, em cada uma delas, nos dá uma imagem diferente, também a história em torno de Sara tem mais do que uma forma de montar, e contar.

Por vezes, estamos a olhar para a imagem de um determinado ponto, e é só aquilo que vemos mas, quando nos desviamos, ou quando mudamos a posição da imagem, ela mostra-nos uma segunda imagem, aparentemente oculta.

Assim é a série "Quem Matou Sara"!

 

Nesta segunda temporada, vamos perceber mais claramente quem é Diana, a Caçadora, e quais os motivos que a levaram a encarnar esta personagem, bem como o objectivo de estar a fornecer a Alex algumas das pistas sobre a morte da irmã.

E qual o papel de Clara, agora infiltrada entre Chema e Lorenzo.

A busca pelo culpado da morte de Sara continua, apesar de agora se saber que ela sofria de esquizofrenia, e que era a própria a afirmar, no seu diário oculto, que queria morrer.

Alex terá a ajuda do médico que acompanhou a sua irmã para compreender melhor a doença, e o segredo que a sua mãe e a sua irmã sempre lhe esconderam.

Ficamos também a saber de quem é o cadáver enterrado no quintal da casa de Sara.

E haverá mais umas quantas reviravoltas que nos vão fazer olhar para cada uma daquelas personagens com outros olhos, e de uma outra perspectiva.

 

"Quem Matou Sara" é uma história de vingança, e de justiça, feita pelas próprias mãos. 

Mas é preciso ter cuidado.

Por vezes, estamos a atirar ao alvo errado e, depois, podemos ficar com sangue nas mãos, de pessoas inocentes, que nada tiveram a ver com as mortes que estamos a tentar vingar.

 

De qualquer forma, descobertos mais alguns segredos que não tinham sido desvendados até aqui, conseguimos perceber também, no final desta segunda temporada, quem matou Sara.

Ou talvez não...

A última cena volta a deixar tudo em aberto, e promete um novo mistério, para uma terceira temporada.

E a pergunta que se coloca já não é tanto "Quem Matou Sara", mas antes "Será que Sara está mesmo morta?"!

 

 

"7 Dias sem...", de Monika Peetz

Bertrand.pt - 7 Dias Sem...

 

Tinha este livro na minha lista há mais de um ano.

Foi ficando para trás porque havia sempre outros que eu queria mais.

Há pouco tempo, aproveitando as promoções, mandei vir.

Porque não? Era uma história diferente e, de vez em quando, é o que precisamos para intercalar com as leituras habituais.

 

No entanto, quando comecei a lê-lo, pensei logo "Porque é que fui comprar o livro?". Não me estava a cativar. Estava a achá-lo muito sem graça, sem conteúdo. Curiosamente, da mesma forma que se sentiram as cinco amigas - Eva, Caroline, Judith, Kiki e Estella - nos primeiros dias de isolamento num castelo para uma terapia de jejum. Um certo arrependimento, e uma vontade de desistir daquela ideia estúpida, que lhes estava a fazer mais mal que bem. No caso do livro, de uma história que não parecia ter muito a oferecer.

 

Mas continuei. Já que o comprei, mais vale lê-lo até ao fim.

E assim fizeram as amigas. Já que ali estão, e que começaram, agora é levar o desafio adiante.

O objectivo era umas férias invulgares para relaxar, purificar e adelgaçar, no isolado Hotel do Castelo de Achenkirch. Sem telefone, internet, homens, exigências familiares e obrigações profissionais. E, praticamente, sem comer!

A parte dos telefones e internet não foi cumprida na íntegra, porque continuavam a usar os telemóveis. 

Relaxar também não foi fácil, com todos os problemas pendentes que cada uma delas tinha, a juntar a alguns outros membros irritantes do hotel.

Mas a maior provação foi, sem dúvida, aguentarem-se à base de chás, água e sopas, durante todo o dia, ao longo de 7 dias. E sem muito com que ocuparem a mente e o estômago, sem variedade de actividades nos primeiros dias. Embora os dias seguintes tenham quebrado essa monotonia, com caminhadas, passeios, exercícios físicos ou outras terapias.

 

A história, e as férias das amigas, tem como base a busca de Eva pelo seu pai, que nunca conheceu e tão pouco sabe quem é, mas que acredita ser o dono do hotel onde irão ficar instaladas.

Mas outros segredos serão desvendados pelo caminho.

E percebemos que nem sempre é bom a verdade vir à tona, se essa verdade que tanto ansiamos para nós, prejudicar outras pessoas, que nada têm a ver com ela. Por vezes, há motivos para ela ter ficado enterrada no passado: para que não possa fazer estragos no presente, e no futuro. Ou talvez seja o facto de no-la esconderem, e fazerem tanto mistério sobre ela, que nos leva a querer ainda mais sabê-la, e a originar consequências mais desastrosas.

 

Outro dos temas que gostei de ver abordado foi a traição nas relações, quando estas envolvem amizades também. 

O marido de Caroline traiu-a com Judith, uma das suas melhores amigas (para além de o ter feito com outras mulheres também). Ainda assim, Caroline perdoou Judith por esse deslize, e continuaram amigas, algo que os próprios filhos tiveram dificuldade em perceber - como é que se pode continuar amigo de alguém que traiu a nossa confiança? 

Pode-se perdoar um(a) amigo(a) que nos atraiçoa, da mesma forma que um(a) companheiro(a)? É mais fácil? Mais difícil? É possível perceber se foi algo intencional, ou involuntário? 

 

O que é certo é que, apesar dos atritos que por vezes surgem entre as amigas que, afinal, são humanas, a amizade entre elas prevalece acima de tudo, ajudando-se e apoiando-se umas às outras.

 

No final, as amigas das terças, como são apelidadas, estão divididas entre o desejo de, finalmente, voltar à vida normal, e deliciar-se com um belo prato de comida a sério, e uma certa nostalgia daqueles dias e daquela rotina a que já se estavam a habituar, e a gostar.

Todas elas aprenderam alguma coisa, cresceram, tomaram decisões e, pasmem-se, emagreceram!

E nós, ficamos com vontade de passar lá uns dias também.

Da mesma forma, terminado o livro, e respondendo à pergunta que tinha feito no início, valeu a pena ler até ao fim, e não me arrependo de o ter comprado, precisamente, porque é diferente. 

Primeiro estranha-se, depois entranha-se, e até se gosta!

 

 

 

O estranho caso da lente de contacto misteriosa

Dúvidas Comuns Sobre as Lentes de Contato - Tua Saúde

 

Ontem, ao final do dia, estava eu na casa de banho, quando olho para o chão e vejo uma lente de contacto.

A única pessoa que usa lentes de contacto, lá em casa, sou eu. E, que desse por isso, ainda tinha as duas postas nos olhos!

A lente não estava seca, nem rígida, como seria de supôr, uma vez que é o que acontece quando ficam algumas horas fora do líquido. Dava a entender que tinha sido usada recentemente.

 

Olhando melhor para a lente, e confirmando que não poderia ser minha, porque efectivamente tinha-as postas, e são de um diâmetro ligeiramente maior que aquela perdida, suspeitei que pudesse ser uma lente que comprei uma vez para a minha filha, e que ela nunca chegou a usar.

 

Mas o mistério permanecia?

Ainda que fosse essa lente, ela já tinha ido para o lixo há uns valentes meses, senão mesmo mais de um ano.

E, ainda que tivessemos mandado para o lixo e ela, por milagre, tivesse caído fora do saco, como é que se mantinha assim, intacta, durante tanto tempo?

Como é que, em todas as semanas que varro e lavo o chão, nunca apareceu? E ontem pareceu estar ali, estrategicamente, à vista?

 

No dia anterior, a minha filha tinha ouvido uns barulhos estranhos.

Num dos dias anteriores, a nossa gata parecia agior de forma estranha, inquieta, como se estivesse a ver alguma coisa que mais ninguém via.

 

Portanto, a minha mente só conseguiu conjecturar duas hipóteses:

a) Temos um espírito zarolho a vaguear lá por casa 

b) Temos um possível ladrão vesgo que deixa provas incriminatórias

 

Ainda tive para guardar a dita lente num saquinho de provas, e enviar para análise laboratorial!

Mas depois, acabei mesmo por deitar no lixo.

Acho eu...