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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Inspiração ou imitação?

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Todos nós temos algo, ou alguém, em algum momento da nossa vida, que nos inspira.

A vida é feita de várias inspirações.

De exemplos, que tentamos aplicar na nossa vida.

De modelos, que tomamos como ponto de partida.

De ideias, que até podemos aproveitar.

E por aí fora.

Da mesma forma que, quem sabe, também nós inspiramos os outros.

 

Para mim, inspiração é pegar em algo, e transformá-lo, dando um toque pessoal. É já ter algo em mente, e usar essa inspiração para levar adiante o projecto.

É aquele "empurrão" na falta de coragem, na indecisão, na inércia.

É uma espécie de luz que guia.

Uma bússola que encontramos quando menos se espera, e que orienta.

É aquele "click" que há muito esperávamos, e não havia forma de chegar. Que estava encravado, e finalmente se soltou.

 

No entanto, o que se vê muito por aí, ao contrário de inspiração, é pura imitação.

É copiar o que os outros fazem, só porque essas pessoas fazem.

É fazer coisas nas quais nem sequer pensaram antes. Mas que, agora, parece que sempre tiveram essa ideia.

Porque, à falta de ideias próprias, se tem que ir buscar a quem as tem.

Só que, quem se dedica unicamente a imitar, nunca está a 100% nessa missão.

Então, o que sai, muitas vezes, são tentativas falhadas.

São interesses relâmpago que, à mesma velocidade a que chegam, também desaparecem.

Porque, ao contrário da inspiração, a pessoa que se limita a imitar continua sem saber o seu caminho, e andará sempre sem rumo, seguindo os passos e caminhos dos outros, sem nunca chegar a lado nenhum.

 

Somos mais felizes quando vivemos de aparências?

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Vi no outro dia um vídeo muito engraçado sobre como, muitas vezes, as pessoas tiram fotografias para publicar nas redes sociais, que não correspondem à realidade da situação que querem mostrar aos outros, que estão a viver.

 

E eu pergunto-me: porquê?

Serão essas pessoas mais felizes por viverem de aparências? Por enganarem os outros? Por se enganarem a si mesmas?

Vale assim tanto a aprovação dos outros para se sentirem bem consigo mesmas?

Quantos sorrisos valem cada “like”, cada “reacção”, cada “seguidor”, cada “comentário” que, a longo prazo, não se convertam em tristeza, ou pena, por nada daquilo ser verdade? Por estarem a passar a imagem e um vida de mentiras?

 

 

E se, nas redes sociais, como o facebook e o instagram, essas situações são mais frequentes e recorrentes, também na blogosfera pode acontecer, de forma mais discreta e não tão flagrante.

 

Por vezes, também surgem bloggers que tentam passar a ideia de uma vida perfeita ou, mesmo não o sendo na totalidade, uma vida que muitos desejariam, por certo, ter.

Cada um sabe de si, e do que quer ser ou fingir ser, tal como quem está do outro lado só acredita se, e no que quer.

Mas, para mim, não faz qualquer sentido.

 

 

Poderia ter surgido aqui como a mulher que tem a relação perfeita com o marido, uma filha com uma educação exemplar, duas gatas que são umas santas!

Com um trabalho que me realiza e um excelente ordenado que me permite uma vida folgada, cheia de viagens pelo mundo, escapadinhas de fim de semana e afins!

Como uma mulher prática, amiga do ambiente, minimalista, decidida, prendada em várias áreas, e tantas outras qualidades.

Como uma mulher extremamente organizada, a quem as 24 horas do dia chegam perfeitamente para tudo o que é preciso, e ainda sobra tempo.

Como a mulher culta, que lê os melhores livros, frequentadora assídua de espetáculos, teatro e outros eventos culturais.

Poderia ter criado a imagem que quisesse de mim, que me favorecesse em todos os sentidos, e servisse de modelo ou exemplo para quem me lê.

Mas essa… não seria eu!

 

 

Porque escolhi ser eu mesma?

Porque quero dar-me a conhecer como sou, na realidade, com as minhas qualidades, mas também com os muitos defeitos.

Porque quero mostrar que a vida não é perfeita, porque existem muitas coisas que a impedem de ser, muitas dificuldades, obstáculos, problemas, tristezas. Mas não tem que ser perfeita, para me proporcionar momentos de felicidade e alegria.

Posso não ser a pessoa que desejava ser, ou ter a vida que queria ter, mas aquilo que tenho e dou a conhecer, é aquilo que faz de mim o que sou.

E, num mundo que insiste em viver de aparências, sermos nós mesmos é um bem valioso, o nosso maior tesouro!