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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Abençoadas moedas

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Ontem fomos até Tróia.

Peguei numas moedas que lá tinha, e levei-as, junto com mais algum dinheiro, para o que fosse preciso (café/ estacionamento).

Já uma vez tivemos um problema com o parque de estacionamento,por não aceitar cartão multibanco,o que nos obrigou a ter que ir ao único multibanco disponível, levantar dinheiro.

Por isso, já vamos prevenidos.

 

À saída da praia, passámos por um café. Fiquei cá fora com a geleira e as mochilas, enquanto ele levou a minha carteira e pagou os gelados.

 

Chegámos ao estacionamento. 

Uma fila enorme para pagamentos. Um segurança por ali, a ligar para alguém. Pessoas a reclamar.

A máquina não dava recibos. Menos mal.

E também não aceitava notas! Pior. Então, se não aceita cartão nem notas, como é que pagamos? Não é normal.

Teríamos que esperar que viesse alguém, para tentar resolver o problema ou, caso não resolvesse, restava irmos a algum sítio trocar o dinheiro.

 

Começo a contar as moedas que tinha na carteira. 9 euros.

Chega a nossa vez. O meu marido coloca o cartão na máquina.

Valor a pagar: 9 euros!

Foi a nossa sorte :) 

Enquanto os outros ficaram à espera, nós safámo-nos e viemos embora.

Abençoadas moedas que me lembrei de levar!

Achei uma nota de 5 euros

Resultado de imagem para nota de 5 euros

 

Eu, a carochinha de serviço, habituada a encontrar na rua moedas de 1 e 2 cêntimos, esporadicamente uma moedita de 10 ou 20 cêntimos, e uma única vez uma moeda de 50 cêntimos, mais habituada a perder notas sem saber bem como, do que a encontrá-las, achei uma nota de 5 euros!

 

Li no outro dia, que encontrar moedas na rua pode ser um sinal, uma forma de aqueles que já partiram comunicarem com quem cá está.

Curiosamente, encontrei a nota no dia 25, um ano após a morte da Tica. Coincidência?

Suponho que sim. Até porque era um nota, e não uma moeda!

Mas o que quer que signifique, a verdade é que deu jeito. 

Carochinha dos tempos modernos!

 

Longe vão os tempos em que a Carochinha, varrendo a sua cozinha, encontrava uma moeda que a tornava rica, e se punha à janela toda enfeitada, à espera do seu rato encantado!

A Carochinha da minha história encontra moedas de 1 ou 2 cêntimos na rua! Com alguma sorte, lá calha uma mais gordita, mas nem assim consegue amealhar o suficiente para garantir o seu futuro!

As únicas janelas onde se põe à conversa com o seu "João Ratão", são a do MSN e a do autocarro! E foge do casamento como de uma praga, em vez de correr para a igreja!

Será o desfecho desta história menos trágico que o original?

Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos...

  

 

A Era do dinheiro

 

Quando eu nasci, não sabia o que me esperava cá fora!

Estava habituada a “habitar” numa pequena bolsa de água quentinha, que me mantinha viva, que me protegia, que me alimentava, onde dormia, e que me dava tudo o que eu precisava.

Mas os meus pais sabiam que seria necessário mais do isso.

Eles precisavam de dinheiro para me comprar alimento; precisavam de dinheiro para me comprar roupa; precisavam de dinheiro para me comprar fraldas, produtos de higiene, e medicamentos.

Eu fui crescendo, e eles precisaram de dinheiro para me pagar os estudos, os passeios da escola, as fotografias da turma.

Agora que sou adulta, o que é que eu preciso?

Se quiser comprar ou alugar uma casa para morar? Preciso de dinheiro!

Se quiser viajar? Preciso de dinheiro!

Se precisar de me deslocar, em transporte próprio ou público? Preciso de dinheiro!

Se estiver doente? Preciso de dinheiro!

Se me quiser alimentar? Preciso de dinheiro!

Se me quiser vestir e calçar? Preciso de dinheiro!

Se quiser comprar alguma coisa, seja para mim ou para oferecer? Preciso de dinheiro!

Se quiser levar um determinado projecto adiante? Preciso de dinheiro!

Se quiser casar ou divorciar? Preciso de dinheiro!

Se quiser ter filhos? Preciso de dinheiro!...

Pensando bem, o que é que eu posso, então, ter ou fazer, que não necessite de dinheiro?

A educação, os valores, os sentimentos…

Mas de que me adianta tudo isso, se não tiver dinheiro?

Posso até ter saúde, sem ter dinheiro. Mas ela depressa desaparecerá, a partir do momento em que, por falta desse mesmo dinheiro, não me puder alimentar, matar a sede, ir ao médico ou comprar medicamentos quando estiver doente.

E se não me posso, eventualmente, curar, por falta de dinheiro, tudo o resto morre comigo!

Talvez a Adão e Eva, tudo tenha sido oferecido, sem que necessitassem de um saco de moedas ou um maço de notas para troca.

Talvez em séculos passados, houvessem outras formas de nos mantermos e sobrevivermos.

Mas eu, feliz ou infelizmente, nasci na era do dinheiro.

E, por isso mesmo, por mais que me digam que o dinheiro não é tudo, que o dinheiro não traz felicidade, que o dinheiro não nos dá saúde, e todas essas frases que já conhecemos tão bem, a verdade é tudo à minha volta me mostra e prova exactamente o contrário!

Não é tudo, mas quase tudo depende dele! Quase tudo gira à volta dele! E, digam o que disserem, o dinheiro é uma preciosa ajuda sempre bem-vinda!

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