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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Pessoas que entram e saem das nossas vidas

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Existem pessoas que entram nas nossas vidas sem o esperarmos.
Algumas chegam como um furacão, arrebatam-nos, levam-nos a entrar num turbilhão de emoções, e partem como se nunca tivessem passado por nós, deixando para trás o rasto da destruição que provocaram. Deixando-nos a tentar unir os cacos, a reerguer-mo-nos, a superar a tristeza e a desilusão.


Outras, chegam de mansinho. Não nos apercebemos logo delas, mas estão lá.
E, com o tempo, os nossos olhos abrem-se para quem está ali à nossa frente, e o coração, sarado, volta a sentir felicidade, paixão, amor.
De repente, a nossa vida ganha mais cor, os nossos dias iluminam-se de um brilho especial, tudo fica mais fácil, mais emocionante, mais divertido, mais forte.
São pessoas com as quais nos sentimos bem, seguras, que sabemos que estão lá, nos bons e nos maus momentos, que não nos deixam cair, que nos apoiam e incentivam, que fazem tudo valer a pena.


Se essas pessoas ficarão para sempre nas nossas vidas, ninguém o poderá saber com certeza. Talvez sim… Talvez não…
Mas, mais importante que isso, são os momentos que se vivem juntos. As aventuras, os sorrisos, as brincadeiras, os gestos, as palavras, o carinho, a amizade, o amor que se sente, os abraços, os beijos, o aconchego, a paz, tudo o que de bom as pessoas sentem quando estão juntas.


E que, um dia mais tarde, possam recordar, sozinhas, numa outra vida, todas as histórias que viveram, e que fizeram de delas as pessoas que em que se tornaram.
Ou juntinhas, a relembrar como a sua história começou, e o que ainda lhes reservará no futuro!

Somos apenas um número

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Um número que dá jeito ter à mão, quando tem utilidade e serve os interesses de quem dele precisa, mas também, noutras ocasiões, um número a mais, que se pode facilmente dispensar. 

 

Um número que, num dia, faz a diferença, e contribui para um resultado extremamente positivo. Um número que faz todo o sentido manter, um número importante. E, no entanto, noutro dia, apesar de tudo, um número do qual é necessário abdicar. Porque não é indispensável à equação. Porque a conta faz-se na mesma, sem ele.

 

Por muito que, em determinados momentos, nos convençam, e nos convençamos, do nosso valor, visível quando tudo corre bem, a verdade é que seremos apenas um número, quando as situações assim o exigirem.

 

E o meu sobrinho, até aqui sempre elogiado pelo bom trabalho desempenhado, que a determinado momento esteve em vias se ser promovido, foi agora informado de que o seu contrato não irá ser renovado.

Não é que não seja bom no que faz. 

Simplesmente, revonar o contrato significaria tornar-se efectivo na empresa.

E, neste momento, com o sector parado, sem grandes perspectivas de que a receita venha a aumentar significativamente, a ordem é para trabalhar com o que é mais difícil dispensar, e dispensar todos aqueles que podem, enquanto podem.

 

É a Covid-19, a fazer a primeira "vítima" na família e a mostrar, como se nos pudessemos esquecer que, no fundo, somos apenas um número.

E, no entanto, somos tão mais que isso...

 

 

O bloco de apontamentos das parvoíces

Imagem relacionada

 

Lá por casa, costumamos ter uns blocos de apontamentos na cozinha.

Por norma, servem para fazer as listas de compras ou anotar alguma informação que seja necessária.

 

Mas ultimamente, damo-lhes também outros usos.

Ou serve para fazermos desenhos de como as gatas estavam a dormir connosco, ou para apontar aquela letra que inventámos para uma música, ou para não nos esquecermos que alguma frase ou piada sem graça que nos saiu no momento.

Vamos pondo lá tudo.

 

No outro dia, peguei num dos blocos, e estive a ver o que por lá estava.

Achei engraçado ver a quantidadede parvoíces que para lá vai.

Um dia mais tarde, sempre que pegarmos neles, vamo-nos lembrar desses momentos.

 

Porque nem só de imagens são feitas as recordações, ficará sempre, para a posteridade, os nossos blocos de apontamentos das parvoíces!

 

A quem (ou ao que) nos agarramos nos momentos de dificuldades?

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Testemunhas de Jeová - parte I

 

No sábado passado, estava eu calmamente a sair de casa para ir estender roupa, quando sou abordada por três mulheres, que queriam conversar comigo sobre Deus e a Bíblia. Por certo, já saberão de quem se trata!

Por norma, despacho-as logo, até porque nada daquilo que me digam me fará mudar de opinião, mas desta vez, deixei-as falar.

 

Uma delas era mais nova, talvez até mais nova que eu e, apesar da sua crença, percebia-se que era uma pessoa com quem se poderia ter conversas interessantes. Ainda nos rimos com umas piadas, falámos de animais, era uma pessoa descontraída. As outras, mais velhas, não deviam estar satisfeitas com o rumo da conversa!

 

E, talvez por isso, a querer puxar a brasa à sua sardinha, uma delas perguntou-me:

"Então, quando a D. Marta tem algum problema, ou está a passar por dificuldades, em quem é que se apoia, como faz para ultrapassar?"

Respondi-lhe que, nesses momentos, luto como posso para ultrapassar, apoiando-me na família, que é quem está ao meu lado!

 

 

Aliás, os momentos mais complicados, problemáticos, difíceis, pelos quais passamos são, por norma, aqueles em que temos maior tendência a nos agarrar a algo, a aceitar apoio, independentemente de onde venha,  a procurar respostas, a depositar fé naquilo que nos der esperança de que tudo vai melhorar.

Mas são, também, os momentos em que estamos mais vulneráveis, susceptíveis e, como tal, aqueles em que tendemos a acreditar em tudo o que nos coloquem à frente dos olhos, a ser enganados.

Além de que, muitas vezes, as pessoas só se viram para a religião, para a fé, para pedir ajuda a Deus, quando estão mal. Depois, quando estão bem, não querem mais saber.

 

 

Como já aqui referi algumas vezes, aceito que as pessoas tenham que se agarrar a algo, se isso lhes der esperança, se as ajudar a seguir e frente, a minorizar o sofrimento e a dor, mas não me queiram "impingir" algo em que não acredito.