Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada...
Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!
Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada...
Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!
A perspectiva que temos sobre algo, é apenas isso - uma perspectiva. A forma como interpretamos determinada situação, acção ou sentimento.
Não significa, obrigatoriamente, que seja essa a realidade.
Pode ser.
No entanto pode, também, ser muito diferente.
Temos uma tendência a interpretar as coisas baseando-nos, por vezes, na nossa própria forma de pensar, de agir, de encarar as coisas, de mostrar o que sentimos.
Pior - queremos, muitas vezes, que as pessoas ajam de acordo com o nosso próprio código, como se não houvesse outra forma, igualmente válida, de se estar na vida.
Mas existe.
E, da mesma forma que gostamos, ou desejamos, que a nossa forma de ser e estar seja aceite ou compreendida, sem interpretações erradas do nosso comportamento, pelos outros, devemos tentar compreender e aceitar a dos outros.
As pessoas são como são e, por mais que finjam ser outra coisa durante algum tempo, a máscara acaba por cair, e mostrar o que está por baixo.
Na vida, cada vez mais acredito que não temos que provar ou mostrar nada a ninguém. Nem para nos defendermos, nem para tentar fazer os outros perceberem quem tem razão, e quem esteve mal.
Quem quiser acreditar naquilo que somos, e naquilo que dizemos ou fazemos, acredita. Quem não quiser, está no seu direito.
A vida acabará por dar a resposta e, mais cedo ou mais tarde, o verdadeiro carácter de uma pessoa acaba por vir ao de cima, e revelar-se.
Vi no outro dia um vídeo muito engraçado sobre como, muitas vezes, as pessoas tiram fotografias para publicar nas redes sociais, que não correspondem à realidade da situação que querem mostrar aos outros, que estão a viver.
E eu pergunto-me: porquê?
Serão essas pessoas mais felizes por viverem de aparências? Por enganarem os outros? Por se enganarem a si mesmas?
Vale assim tanto a aprovação dos outros para se sentirem bem consigo mesmas?
Quantos sorrisos valem cada “like”, cada “reacção”, cada “seguidor”, cada “comentário” que, a longo prazo, não se convertam em tristeza, ou pena, por nada daquilo ser verdade? Por estarem a passar a imagem e um vida de mentiras?
E se, nas redes sociais, como o facebook e o instagram, essas situações são mais frequentes e recorrentes, também na blogosfera pode acontecer, de forma mais discreta e não tão flagrante.
Por vezes, também surgem bloggers que tentam passar a ideia de uma vida perfeita ou, mesmo não o sendo na totalidade, uma vida que muitos desejariam, por certo, ter.
Cada um sabe de si, e do que quer ser ou fingir ser, tal como quem está do outro lado só acredita se, e no que quer.
Mas, para mim, não faz qualquer sentido.
Poderia ter surgido aqui como a mulher que tem a relação perfeita com o marido, uma filha com uma educação exemplar, duas gatas que são umas santas!
Com um trabalho que me realiza e um excelente ordenado que me permite uma vida folgada, cheia de viagens pelo mundo, escapadinhas de fim de semana e afins!
Como uma mulher prática, amiga do ambiente, minimalista, decidida, prendada em várias áreas, e tantas outras qualidades.
Como uma mulher extremamente organizada, a quem as 24 horas do dia chegam perfeitamente para tudo o que é preciso, e ainda sobra tempo.
Como a mulher culta, que lê os melhores livros, frequentadora assídua de espetáculos, teatro e outros eventos culturais.
Poderia ter criado a imagem que quisesse de mim, que me favorecesse em todos os sentidos, e servisse de modelo ou exemplo para quem me lê.
Mas essa… não seria eu!
Porque escolhi ser eu mesma?
Porque quero dar-me a conhecer como sou, na realidade, com as minhas qualidades, mas também com os muitos defeitos.
Porque quero mostrar que a vida não é perfeita, porque existem muitas coisas que a impedem de ser, muitas dificuldades, obstáculos, problemas, tristezas. Mas não tem que ser perfeita, para me proporcionar momentos de felicidade e alegria.
Posso não ser a pessoa que desejava ser, ou ter a vida que queria ter, mas aquilo que tenho e dou a conhecer, é aquilo que faz de mim o que sou.
E, num mundo que insiste em viver de aparências, sermos nós mesmos é um bem valioso, o nosso maior tesouro!
Deve um profissional, no exercício da sua profissão, mostrar abertamente as suas emoções?
Até que ponto o profissional deve colocar as emoções, provocadas pelo seu próprio trabalho, de lado. Até que ponto essas emoções interferem com o trabalho?
Mostrar, sem reservas, as emoções que estão a sentir é uma forma de proximidade e compreensão para com quem estão a atender, ou falta de profissionalismo?