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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Há professores...

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...e há pessoas que são pagas para dar aulas.

O professor de educação física da minha filha inclui-se nesta segunda categoria.

 

Que a minha filha não gosta de educação física já é sabido. E que para a maior parte das actividades que se fazem nas aulas não tem grande jeito, também é certo. Sai à mãe!

Ela própria já disse ao professor, quando este lhe perguntou o quanto gostava de educação física, que de o a 5, era 0.

Mas é missão do professor incentivar os alunos, motivá-los, encontrar alternativas que os façam ver a educação física com outros olhos. E encontrar formas de avaliar distintas, o que não é o caso.

Para este professor, há metas mínimas a atingir e, caso não atinjam, têm negativa. Essas metas baseiam-se unicamente em aulas práticas.

Portanto, a minha filha sabe que a negativa está sempre garantida, enquanto tiver este professor.

 

Todos nós sabemos que as aulas tanto podem ser feitas no interior, como no exterior. Sendo que o exterior é, por norma, usado para a parte do atletismo, e jogos que podem ser feitos ao ar livre.

O professor lembrou-se de os pôr a fazer prancha sobre uma bola de basquete, em pleno alcatrão. 

Correu mal à minha filha que, quando ia a levantar-se, desequilibrou-se e bateu com o cotovelo no chão, arrancando a pele.

Tudo bem, são acidentes que acontecem, e ela não é nenhuma flor de estufa. Mas estava a sangrar, e o professor lá lhe disse para ir lavar o braço.

A auxiliar que ali estava, para além de lavar-lhe a ferida, achou por bem pôr um pouco de betadine.

Ela voltou para a aula.

 

E o professor? O professor reclamou por ela estar com betadine, porque só tinha mandado lavar!

A sério?!

O ideal tinha sido ir à enfermaria, limpar a ferida, pôr betadine e tapar aquela zona, pelo menos enquanto estivesse na aula, para evitar outro acidente, no mesmo sítio, protegendo assim a ferida.

E ele estava preocupado com o facto de ter betadine? Estaria com medo que manchasse o alcatrão?!

Sem comentários...

 

 

 

O que há de novo neste ano lectivo?

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- Novos horários, com o último tempo a terminar às 18.30h quando, no ano passado, tinham conseguido evitar isso e se gabavam desse feito

 

- As aulas passam dos habituais 45 minutos para 50 minutos

 

- A turma recebeu alunos de outras turmas, e viu partir os colegas que vinham desde o 7º ano, para outras turmas, quando a directora de turma tinha antes dito que, à partida, a turma se iria manter

 

- Mantêm-se alguns professores que ela não se importava nada que mudassem, voltam alguns professores de quem já achava que já se tinha visto livre

 

- Chegam professores novos para o lugar daqueles que mais queria que ficassem

 

 

Ainda há poucos dias a minha filha me dizia: mãe, este ano estou motivada, e vou-me aplicar ainda mais.

Depois disto, bem pode munir-se de motivação extra, que bem vai precisar!

Se não lutarmos por aquilo que queremos, quem o fará?

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Se temos um objectivo, temos que ir à luta, para o concretizar.

Se nos deparamos com obstáculos pelo caminho, há que os contornar.

Se nem sempre as coisas acontecem quando queremos, temos que ser pacientes, saber esperar. Um adiamento é apenas isso, um adiamento. É uma vírgula numa frase, para uma pausa, e não um ponto final.

E se, pelo caminho, começamos a perder a determinação, a força, a coragem e a vontade, temos que contrariar o nosso pensamento, e encontrar a motivação necessária, nas mais pequenas coisas a que nos pudermos agarrar, para continuarmos a avançar.

As coisas não nos caem nos braços por obra do acaso. Nada nos é oferecido de bandeja. Nada se consegue sem esforço.

Por isso, não basta ficar parados à espera que a vida passe por nós. É preciso fazermo-nos ao caminho, e passarmos nós pela vida, aproveitando tudo o que pudermos ao longo dessa passagem.

 

 

 

Como é que uma mãe se prepara...

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...para uma possível retenção escolar de um filho?

 

Quando os nossos filhos vão para a escola, e começam a tirar boas notas, ficamos felizes da vida, achando que está tudo encaminhado, e vai sempre correr tudo bem.

Nessa altura, só nos preocupa o facto de uma ou outra nota baixar um pouco em relação ao habitual, mas temos esperança que tenha sido uma vez sem exemplo.

 

Quando a responsabilidade começa a ser maior, e o número de disciplinas também, aumenta o receio de que as coisas possam mudar. Mas, quando chega o primeiro teste com nota negativa, é sempre um choque! Porque não estamos habituadas a isso, estamos acostumadas às boas notas, e apanha-nos totalmente desprevenidas.

 

Passado o choque inicial, o impacto provocado pelos próximos testes negativos causa menos estragos. Até porque vão alternando com positivas, e os professores são generosos e até dão boas notas no final.

 

Entrei neste ano lectivo da minha filha, com a noção de que seria um ano difícil, e que ela poderia não estar preparada para algumas disciplinas, nomeadamente, História. Iniciámos, cientes de que a possibilidade de vir a ter negativa a esta disciplina poderia ser real. 

A verdade, por muito que nos custe, e apesar de ser este o "trabalho" deles, é que as crianças não têm obrigação de ser boas a tudo. Há disciplinas para as quais terão mais aptidão que outras, e isso não é caso para desespero. E uma negativa não impede a passagem de ano.

Claro que também entrámos com o espírito - vamos lá dar tudo o que temos, e conseguir o melhor possível. Assim, depois de umas notas bem melhores que no ano anterior, nos primeiros testes, surge a primeira negativa - a História, como já esperávamos. Não custou tanto, porque já era algo para o qual estava preparada.

E, aí, surge a segunda negativa, a Físico-Química. Mais uma bofetada, mas vamos lá encher-mo-nos de positivismo, para contrariar e dar a volta a estes resultados.

 

Até que chega a avaliação intercalar e...três negativas - aquela a que ela tem-se safado sempre, e que eu não condeno, porque também para mim era sempre o meu calcanhar de Aquiles - Educação Física.

De um momento para o outro, percebemos que um filho está em risco de retenção. Claro que ainda estamos no primeiro período, que ainda foram só os primeiros testes e tudo pode mudar, e que os professores não iriam, provavelmente, reter um aluno assim, sem ponderar onde poderiam puxar uns cordelinhos.

Mas eu não gosto do incerto.

 

Tentámos perceber em qual destas disciplinas haveria mais hipóteses de recuperar. A História, dificilmente. Educação Física, tendo em conta o professor deste ano, idem. Se até aos rapazes que sempre tiveram boas notas, foi parco na avaliação. Resta-nos a Físico-Química. E tentar não baixar nas restantes, o que também já começa a ser complicado de gerir.

Os próprios professores já avisaram que eles podem contar com cada vez mais dificuldades, e que os testes não serão mais fáceis, pelo contrário. 

 

Os segundos testes já estão aí, e já houve baixas, embora dentro da positiva, que me deixaram em alerta máximo.

É estranho, porque a minha filha não é daquelas crianças que segue o modelo da estabilidade, dentro do que é pedido. Ora tira grandes notas, ora tira notas fraquíssimas. É capaz de tirar 80/90 a determinadas disciplinas, e 20/30 a outras! Anda sempre em picos, em altos e baixos, o que só prova, mais uma vez, que não é uma questão de dificuldade geral, é falta de aptidão, motivação ou interesse, por algumas das disciplinas que lhe são impostas.

 

Sim, é só o primeiro período. Mas dou por mim, consciente ou inconscientemente, a preparar-me para uma possível retenção escolar. E de que forma é que isso me afecta? De que forma é que encaro essa possibilidade?

E, mais importante, em que é que isso a afectará?

 

Vai perder os colegas que seguirem em frente, e começar de novo no que respeita a integração numa nova turma.

Vai perder um ano de estudos, mas há tanta gente que os perde em determinadas fases da vida - seja em anos sabáticos, a fazer disciplinas que ficaram para trás, à procura de emprego. 

Vai ouvir tudo de novo, e talvez consiga perceber melhor e adquirir os conhecimentos que faltaram no ano anterior. É para isso que serve, afinal, a retenção, e não para andar lá mais um ano a passear, como muitos fazem.

 

Se isto significa que estou resignada? Nem por isso. Nem quero, porque senão daqui a pouco dou por mim a achar normal duas ou três retenções!

Continuo a insistir com ela para que dê o máximo que consiga, para que safar-se, nem que seja com duas negativas mas, de preferência, sem elas.

Mas que já vi essa hipótese mais remota, não posso negar...

 

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