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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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O que se passa com os motoristas da Mafrense?

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No sábado passado aguardávamos, na paragem, a chegada do autocarro. Quando o vejo surgir e entrar na rua, pareceu-me vir aos ziguezagues e pensei "isto promete"!

Começou com a cobrança dos bilhetes - é certo que o motorista é para conduzir mas, sendo obrigado a desempenhar outras funções, assim o deve fazer, incluindo contas. Apesar de eu lhe ter facilitado o trabalho, indicando-lhe o valor, o motorista ainda ficou a fazer contas, e deu-me um valor errado, que tive que corrigir, desculpando-se ele por não ser muito bom a matemática. Até aí, tudo bem.

Mas o resto do percurso, de cerca de 10 km, foi feito com várias travagens bruscas, em que numa delas pensei mesmo que tinha chocado com o carro da frente.

Numa paragem, apesar de a passageira ter tocado à campainha, não parou. Só depois de alertado pela mesma, parou mais à frente, pedindo desculpa.

Já a chegar à minha saída, esperei que passasse pela paregem anterior, para tocar à campainha. E não é que o motorista pára a meio das duas paragens, sem saber se eu tinha tocado para a de trás, ou para a da frente. Tive que lhe dizer que era para parar na próxima. Felizmente, saímos sãs e salvas desta viagem atribulada.

 

Mas já não é a primeira vez que apanhamos motoristas que parecem estar a dormir, e acordar quando vêem carros pela frente a curta distância, obrigando a travagens bruscas.

E, depois, há aqueles que têm experiência com determinados autocarros, e com outros nem tanto, e passam grande parte do tempo que deveria ser para os passageiros entrarem, a receber indicações dos colegas, e ainda vão pelo caminho a tentar perceber a mecânica daquele veículo específico.

 

Nunca tive problemas nas minhas viagens na Mafrense, mas começo a temer, depois destes episódios que ocorreram no espaço de uma semana.

Isto já para não falar dos problemas de alguns autocarros, que dificultam a vida, tanto aos motoristas, como aos passageiros. Numa das viagens para casa, o mesmo teve que abrir e fechar várias vezes a porta traseira e, inclusive, desligar o autocarro na estrada, e voltar a ligar, porque senão não arrancava.

Andar de autocarro

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Já aqui referi noutros textos que gosto de andar nos autocarros da Mafrense, talvez porque tenha sido habituada desde pequena.

Gosto da rotina de irmos até à paragem apanhar o autocarro para a praia, e ver quem entra nas várias paragens. E, à vinda, da caminhada até ao terminal, e do regresso dos veraneantes a casa, depois de uma tarde de praia. 

Já não se vêem, como antigamente, os avós a entrar com os netos, munidos com chapéu de sol. Para dizer a verdade, quem mais vimos no autocarro nestes dias foram adolescentes, talvez pela promoção do mês de Agosto, de meio bilhete para todos até aos 18 anos.

Também vimos muitos turistas que vinham visitar a Ericeira, alguns para ficar, carregados de malas. 

Num desses dias, e porque este autocarro não transporta só pessoas para a praia, dei por mim a pensar como deve ser mau algumas pessoas apanharem-no para ir trabalhar, e ver ali tanta gente de férias, a aproveitar o bom tempo, enquanto elas não têm a mesma sorte.

Ao longo destes dias, apanhámos passageiros regulares, e outros que não voltámos a ver. E motoristas diferentes todos os dias, uns mais atenciosos que outros, mais apressados ou mais conscientes, alguns conhecidos e outros nem tanto, e um distraído!

Desta vez, o totó foi ele!

Estávamos sentadas e a minha filha, como estava do lado de fora, tocou à campainha. Apareceu lá à frente a indicação parar, pelo que estávamos descansadas. Ficámos as duas de pé, o autocarro abrandou não sei porquê (achava eu que era para parar e sairmos), e continua a andar. Diz-me a minha filha "oh mãe, ele não parou".

Lá grito eu do fundo, a dizer que tinha tocado para ele parar, mas penso que não ouviu. Já estava a ir ter com o motorista, quando alguém também lá atrás grita "oh chefe". Ainda assim, como já lá estava à frente, voltei a dizer ao homem que era para parar na paragem que ele tinha ignorado.

Resultado: parou, com grande sacrifício, sem dizer "ai" nem "ui", uns quantos metros à frente, depois de uma curva!

 

Falta de consideração

 

 

Há alguns anos, foi criado um novo itinerário dentro da vila, e atribuído um pequeno autocarro para o percorrer.

Aparentemente, a ideia era transportar aqueles que não tivessem outra forma de se deslocar, para determinados locais na vila, como o Intermarché, o centro de saúde, o Parque Desportivo e outros, com diversos pontos de paragem pelo caminho. 

Como qualquer transporte público, também este tem que ser pago, e bem pago. Um bilhete custa mais de 1 euro, independentemente do percurso que se faça.

E, como qualquer transporte público, está sujeito a atrasos e outros contratempos bem comuns.

A diferença é que, ao contrário dos outros veículos da mesma empresa de transporte, que fazem outros intinerários, este é um caso permanente de queixas por quem lá anda. Com toda a razão!

Não são raras as vezes em que o autocarro avaria, sem que seja prontamente substituído. Mas se o é, não tarda a que o substituto vá pelo mesmo caminho. Ou seja, é sempre imprevisível saber se haverá autocarro ou não. Por outro lado, em termos de condições, deixa muito a desejar. Cheguei a ir num deles, e entrar água da chuva lá dentro.

Quanto aos atrasos, principalmente no primeiro horário, são constantes. O que, de certa forma, não sei se estará relacionado com quem o conduz. A verdade é que, durante as férias, sempre que vinha para o trabalho, o autocarro passava por mim no horário que deveria passar. Mas bastou começar as aulas, e mudar o motorista, para vir sempre com 10 ou 15 minutos de atraso.

Resultado: o meu pai carregou o passe para a minha filha ir para a escola de autocarro, uma vez que este ano entra mais tarde, e ela tem que ir mais cedo a pé, porque o autocarro nunca vem a horas. Dinheiro gasto para nada.

O que mais me irrita é que parece que este autocarro é um favor que a empresa faz às pessoas e, como tal, deviam era dar-se por satisfeitos em vez de reclamar. Até porque não tem adiantado muito reclamar. 

Mas não é nenhum favor. As pessoas pagam por este serviço, e é suposto este serviço ser tão bem prestado como os restantes.

Se não lhes compensa ou não lhes dá lucro, acabem com ele. Mas se o têm, ao menos façam-no bem. E mostrem alguma consideração pelas pessoas que vos pagam!

 

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