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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Quando uma porta se fecha, uma janela se abre...

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Pois, está bem.

Isso é o que nos dizem para não nos sentirmos desanimados, quando algo de menos bom acontece.

Para não perdermos a esperança.

E acreditar que outras coisas boas nos esperam.

Mas ninguém sabe, realmente, se isso vai mesmo acontecer.

 

E, convenhamos...

...uma janela não é bem a mesma coisa, pois não?

Não se pode passar, por uma janela, da mesma forma que se atravessa uma porta.

Dá mais trabalho.

E soa assim como uma espécie de "prémio de consolação". 

A modos que "andar de cavalo para burro".

Se é para se abrir algo em troca, que seja uma outra porta. De preferência, dupla!

 

Brincadeira à parte, quando algo acontece temos tendência a ver apenas o imediato, a parte má, que é aquela que estamos a viver no momento e, por isso, tudo o resto parece um "cliché" que nos atiram, em jeito de consolo, mas sem grande sucesso.

Claro que, com o tempo, a vida segue, o que aconteceu vai ficando para trás, e por vezes, percebemos que até não foi assim tão mau.

E, nem sempre, mas uma ou outra vez, o que vem na sequência desses acontecimentos acaba por ser ainda melhor do que o aquilo que não queríamos ter perdido.

Seja uma "janela", ou uma "porta", o que se abra para nós.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lucidez

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Pensar que, há muitos anos, era eu que a rejeitava.

Era eu que não queria nada com ela.

Porque ela me fazia lembrar aquilo que eu deveria fazer. O homem que eu deveria ser.

E eu ainda não queria assumir esse compromisso. 

Ainda queria viver muitas aventuras e sabia que, a partir do momento em que ela passasse a fazer parte da minha vida, isso chegaria ao fim.

 

Sabia que precisava dela. Sabia que ela faria parte do meu futuro.

Mas ainda não estava preparado para tê-la comigo.

Por isso, ia alternando, entre uma e outra.

No fundo, ela esteve sempre lá. 

Mas eram mais as vezes que a deixava de parte, a um canto, do que as que me permitia estar com ela.

 

Claro que, um dia, isso mudou.

Estava na hora. 

Já tinha idade para ter juízo. E assumi.

Desde então, caminhamos juntos, lado a lado.

Nunca me abandonou.

Nunca me deixou ficar mal.

Tem sido uma grande companheira, e decisiva, nos momentos mais importantes.

 

Agora, parece-me que isso está prestes a mudar.

Sinto que, de vez em quando, é ela que se afasta de mim. É ela que se ausenta, ainda que por breves instantes.

Como se estivesse a estudar a melhor forma de me abandonar de vez, fazendo-o um pouco de cada vez.

 

Sinto que, em determinados momentos, ela me falha.

Como se já não quisesse saber de mim.

Como se já não me fizesse falta. 

 

Nesses momentos, sinto-me confuso.

As coisas não parecem as mesmas.

A minha vida não parece a mesma.

 

Mas, depois, como se nunca tivesse deixado de ali estar, ela volta.

Volta, e faz-me perceber a figura ridícula que fiz, enquanto me deixou.

E sinto-me mal, por estar tão dependente dela.

E por ela me pregar estas partidas.

Ela, que nunca me deixou ficar mal age, agora, como se fosse esse o seu objectivo.

 

Oh, lucidez...

Porque é que me deixas sozinho, sem rumo, quando mais preciso que me guies?

Porque é que, agora, és tu que me rejeitas? 

Logo agora, quando mais preciso de ti.

 

Porque é que vais, e voltas, em vez de permanecer comigo?

Estarás, tu, a testar-me?

A vingar-te de mim?

 

Quando estás comigo, não consigo parar de pensar que, quando eu menos esperar, não voltarás mais, e me deixarás para sempre.

E se isso acontecer, o que restará de mim?...  

 

Há dias que nos inspiram!

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Há dias que nos inspiram.

Inspiram a mudar. 

A fazer.

A tomar a iniciativa.

A querer mais, e melhor.

Há dias em que nos sentimos cheios de energia, e vontade, e entusiasmo.

Há dias em que achamos que podemos tudo!

 

E, depois, há outros, que nos bloqueiam, deitando tudo isso pelo cano abaixo.

 

Há dias em que me decido a fazer uma limpeza geral à casa.

Em mudar as cortinas.

Em substituir o que está estragado.

Em tirar aquilo que não faz falta.

Em dar um destino a tanta roupa e brinquedos que lá tenho desde que a minha filha era pequena.

Em ver se dou um rumo ao meu futuro livro, encalhado há mais de 3 anos por falta de ideias (ou por ideias a mais que não sei bem como conjugar).

A fazer uma mudança.

Porque mudança gera mudança.

E, quem sabe, não leva a outras mudanças.

 

Depois, porque nada disto chegou a ser posto em prática no momento, vêm dias em que perco esse entusiasmo, trocando-o pelo comodismo, pela preguiça, pelo apego.

Olho para as coisas que ía despachar, e percebo que não as quero despachar, voltando a pô-las no mesmo sítio.

Olho para a despesa que vou ter, e penso que pode esperar, ficar para depois, quando der mais jeito financeiramente.

Começo a recear a mudança, e a acreditar que é melhor ficar tudo como está. Porque até não está mal.

Falta a paciência, e a imaginação.

Falta garra, e energia.

E, em vez de "pegar o touro pelos cornos" e pôr mãos à obra, acabo sentada num sofá, a fazer tudo menos aquilo que pretendia, adiando indefinidamente as acções.

Esperando por outros dias, que me voltem a inspirar, e me levem para lá dos pensamentos e ideias, que nunca se chegam a concretizar.

 

O Serviço Nacional de Saúde mudou para melhor?

esteto4 – A saúde do teu corpo

 

Na segunda-feira fui à consulta que o Centro de Saúde me marcou em Abril. Quase dois meses depois, portanto. Mas a culpa é do Covid, temos que dar um desconto.

Estava marcada para as 11.30h. Cheguei cerca de 15 minutos antes. O segurança informou-me que só podia entrar quando faltasse 10 minutos, para confirmar a consulta. Assim fiz.

Havia lugar na sala de espera, por isso, aguardei a minha vez num lugar sentado.

 

No entanto, ocupadas todas as cadeiras, e mantendo o distanciamento, o segurança pedia às pessoas para aguardarem na rua que, logo que as suas senhas fossem chamadas, ou houvesse cadeiras livres, ele as chamaria, tomando nota do número de senha de cada uma.

O atendimento até está a funcionar de forma célere. A chamada para a consulta também. Apesar de não ter sido chamada à hora marcada, fui cerca de 15/20 minutos depois. E só demorei mais tempo porque a minha médica é daquelas que, quando nos apanha lá, gosta de observar tudo.

 

Passou-me as análises que eu queria, mais umas para ver se estou imune ao covid, e outras tantas na sequência das minhas queixas, para além de exames de rotina.

Tendo-lhe falado da minha dificuldade em respirar e maior sensação de cansaço sem motivo, que senti em Abril, ela perguntou-me se eu não teria tido covid.

Mas, pelas análises que me passou, parece que ela também quer eliminar suspeitas de algum problema a nível de fígado.

Na verdade, alguns dos sintomas de quem tem esses problemas batem certo. Mas, por outro lado, não há nenhuma causa lógica que, no meu caso, se aplique.

Não bebo, não fumo, não me drogo. Não como muitas gorduras. Não sofro de obesidade ou diabetes. Não tomo medicação, para além da pílula. Enfim... Vamos esperar para ver. 

 

À saída, enquanto esperava a minha vez para pedir a declaração de presença, estava o segurança a chamar a atenção de um utente que andava lá dentro, de um lado para o outro, a falar ao telemóvel, com a máscara abaixo do nariz. E de uma senhora, para ela se afastar da utente do lado, mesmo que não se quisesse sentar.

Apanhei também uma utente mais enervada, a reclamar com a administrativa, penso que por algo relcionado com isolamento profilático, delegados de saúde, declarações. Ela dizia que a tinham mandado para ali, e ali a estavam a mandar de volta, e que não era nenhuma bola de ping pong. A coisa estava feia. Não sei que desfecho teve, porque fui atendida e saí.

 

Como era nas análises que tinha mais urgência, até para ver o nível de plaquetas no sangue, e saber se há perigo em ser vacinada contra o Covid, por esse motivo, fui hoje fazer as ditas.

Cheguei perto das 8h, fui chamada ao fim de uns 5 minutos.

Apanhei uma autêntica "máquina de produzir palavras" que, desde que me chamou, até eu sair, não parou de falar, e tão depressa que metade nem percebi. Muito simpática, bem disposta, educada, mas tagarela.

E, para minha surpresa, que desde 2019 não andava nestas lides de consultas, análises e exames, agora estamos isentos de tudo!

Nada de taxas moderadoras, naquilo que seja comparticipado pelo Serviço Nacional de Saúde.

Agora sim, pode-se dizer que o acesso à saúde é mais gratuito.

Resta saber por quanto tempo...

Voltar à cor natural ao fim de 17 anos

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Sempre tive cabelos em tons de cantanho escuro.

Ou quase, se excluir os primeiros meses de vida em que era uma espécie de cor de caramelo.

E assim foi, até a minha filha nascer.

Esta deve ser das últimas fotos em que o meu cabelo ainda tinha a sua cor original. Aos 25 anos.

 

Depois, comecei a pintá-lo.

De acobreado. Também chamado de loiro escuro.

Que, por vezes, se transformava num loiro quase normal, ou em ruivo.

Ou numa mistura de castanho escuro, loiro, ruivo e branco, ultimamente, por conta do confinamento.

Mas, quando ainda tem cor, gosto de como fica quando o sol lhe bate. 

Gosto de me ver.

E já estava habituada.

 

No último fim de semana, fui pintá-lo. Estava a precisar.

Fui ao mesmo local onde costumava ir e, apesar de ter ficado sem a minha cabeleireira, ela deixou lá as fichas das clientes, por isso, estava descansada.

Quando me vi no espelho, depois de aplicada a tinta, estranhei aquele tom escuro, mas poderia ser efeito do produto., por ser de marca diferente.

Depois, achei que era por estar lá dentro, e quando chegasse à rua, já se notava mais.

Mas não. 

 

 

A verdade é que, sem eu estar à espera, voltei à minha cor natural. 

Castanho escuro.

E não sei se ainda me gosto de ver com ela.

Estranho muito não ter mais aqueles reflexos vermelhos e dourados.

Não sei se a cabeleireira achou que esta cor iria durar mais, se quis que ele ficasse uniformizado de acordo com o tom natural e as próprias sobrancelhas, ou se foi do reforço de tinta, por estar mesmo muito carecido dela.

Ele está bonito, bem pintado, e gostei muito do atendimento.

Mas...

 

Acho que, da próxima vez, vou pedir para mudar a cor!

E voltar ao meu acobreado dos últimos anos!