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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Surpresa, expectativa, obrigação, aversão, mudança...

Para onde vamos?

 

Quando fazemos algo bom, por nossa vontade, uma ou outra vez, sem que a outra pessoa esteja a contar, acabamos por supreendê-la pela positiva.

E como o objectivo de surpreender até foi conseguido, por vezes, atrevemo-nos a fazê-lo mais vezes, mas...

 

Às tantas, do outro lado, gera-se uma expectativa. A outra pessoa começa a habituar-se a esperar uma acção nossa.

E isso leva-nos, de certa forma, a sentir uma "obrigação" de continuar, mesmo que já não seja supresa nenhuma, apenas para não defraudar as expectativas das pessoas.

 

Inevitavelmente, chegaremos a um ponto em que a nossa vontade é não fazer nada, porque criámos aversão àquele tipo de acções. Como se estivessemos numa espécie de "prisão".

 

No entanto, se por algum motivo, se gerar uma mudança que altere essa dinâmica, e nos devolva a liberdade, é provável que se volte a ganhar o gosto pela surpresa.

Mas com cuidado, não vá o ciclo voltar a repetir-se, e cairmos no mesmo erro.

A primavera começa a dar sinais da sua chegada

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Andamos tão absortos nas nossas rotinas, que muitas vezes nem percebemos os sinais de mudança que a natureza vai dando.

Ontem, quando ia a caminho do trabalho, deparei-me com as ameixoeiras em flor. E pensei "quando é que as flores nasceram, que eu não dei por nada?!"

 

 

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Mais à frente, o mesmo cenário, só mudando a cor das flores que, nestas ameixoeiras, são em tons de vermelho e branco.

 

 

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E até a noite lhes realça a beleza!

É a Primavera a dizer que está a caminho.

 

 

 

 

 

Somos, de uma forma geral, um povo brando e passivo

Só há um poder: o emanado do povo

 

Aquilo que temos de sobra, em valentia, coragem, revolta e crítica sobre o que está mal no país e no mundo, esgota-se em meia dúzia de linhas, em comentários nas redes sociais, em meia dúzia de palavras, numa qualquer conversa de café ou de circunstância, num desabafo que nos é permitido, mas que só serve mesmo para nos aliviar o stress momentâneo.

 

No fundo, acabamos por acatar, contrariados, tudo o que os outros decidem por nós, e nos impõem.

Acabamos por agir como cordeirinhos. Alguns, desviam-se do caminho só para provocar, mas logo voltam. Os poucos que realmente querem deixar o rebanho são isso mesmo, muito poucos.

E acabam por ser arrastados de volta, ou por ser ostracizados pelos demais.

São os poucos que lutam por todos, mas de quem todos se desmarcam, na hora de os apoiar.

 

Quantas dessas pessoas transpõem essa linha, para transformar aquilo que estão a sentir, e aquilo que querem ver mudar, em manifestações que produzam algum efeito real?

Se virmos bem, aquilo que hoje temos, que alguns conseguiram para todos nós, temo-lo, porque se fizeram revoluções, porque meia dúzia de pessoas ousou sair para as ruas, manifestar-se, expressar aquilo que queria, e lutar pela mudança.

Não foi, ficando sentados no sofá, enquanto bebem uma cervejinha na esplanada, ou a criticar tudo e todos nas redes sociais.

Aí, são todos valentes.

Já no terreno, muitos enfiam o rabinho entre as pernas, e saem de mansinho, para que ninguém dê por eles. Afinal, não querem problemas para o seu lado.

 

Pois, é verdade.

As revoluções acarretam consequências, para quem se envolve nelas e as leva a cabo, mas é também por elas que somos o que somos, temos o que temos, e conhecemos o mundo que hoje conhecemos.

Não terá valido a pena?

 

 

 

 

Big Brother: A Revolução

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Parece que estreou no passado domingo aquele a que apelidaram de "Big Brother: A Revolução", um programa que pretendia celebrar os 20 anos do primeiro reality show exibido em Portugal.

Pois, para mim, a verdadeira revolução do Big Brother não é este programa, mas sim o anterior.

 

Esse, sim, foi uma verdadeira revolução a vários níveis:

- mudança da casa para a Ericeira (um verdadeiro retiro agora transformado em prisão)

- mudança de apresentador (pode não ter sido a melhor aposta, nem a prestação ter sido a melhor, mas foi diferente)

- uma escolha de concorrentes muito distintos entre si, e como há muito não se via em reality shows, cada um com as suas causas, umas melhor defendidas e debatidas que outras

 

Agora este novo programa, a que lhe chamaram "revolução", talvez por não haver regras ou estas poderem mudar a qualquer instante, e pelo aspecto que quiseram dar à casa, não me parece nada revolucionário. Parece-me mais um "Salve-se Quem Puder", no meio de tanta gente com a mania que é boa, e que sairá dali com um futuro garantido, misturado com um "Bem vindos à Selva".

 

Não se pode dizer que seja um regresso às origens, porque os primeiros Big Brothers não se assemelhavam tanto às "Casas dos Segredos" e aos "Love on Top" que lhe sucederam.

Quanto à Teresa Guilherme, a rainha dos reality shows, não nego o "à vontade" que tem para este tipo de programas, como um peixe na água.

Das primeiras vezes que vi o Cláudio Ramos a apresentar, desejei a Teresa de volta.

No entanto, pelo que vi no último domingo, fiquei com a sensação de que a Teresa fez o melhor ao longo dos últimos anos de apresentação neste tipo de programas, mas deveria ser um capítulo encerrado. 

Penso que nos cansámos da imagem, do discurso. A mim, apeteceu-me ver uma cara nova ali. 

 

Para já, não penso acompanhar este novo Big Brother.

Quem sabe lá mais para a frente.

Mudança TDT: se não sabem ajudar, dêem lugar a quem sabe

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Há já algum tempo que se ouve falar da mudança de frequências nos canais de TDT mas, até agora, ainda não tinha chegado a estes lados.

No sábado, o meu pai pediu-me ajuda para ver o que se passava porque a televisão não tinha imagem, e o som vinha intermitente.

Deduzi que fosse desta mudança, e que seria preciso sintonizar os canais novamente.

 

Fui até lá.

Ainda sou do tempo em que se usava a box para o TDT. Naquela televisão, o meu pai já não tem.

Foi difícil descortinar naquele comando onde estariam as funções.

Lá descobri o Menu, Instalação e Procura Automática, mas tinha que selecionar onde procurar, entre várias opções.

Eu, confessada leiga nestes assuntos, optei por analógico, nem sei bem porquê. Aquilo pesquisou, e não deu nada.

Estava também lá um vizinho do meu pai, mais novo que eu, que me facultou o número para onde deveria ligar, em caso de dúvidas.

 

Do outro lado, para além da péssima qualidade da chamada, atendeu-me um operador que mais valia estar quieto.

"Ah e tal, ainda não temos informação nenhuma de que o sinal tenha mudado nessa zona."

"Tem de ver para onde está virada a antena." Segundo sei, não precisamos sequer mexer na antena, não sei porque raios me falou nisso.

Lá viu através do código postal, e me informou, mas fiquei sem saber o que fazer com essa informação.

"Tem que sintonizar novamente os canais"- já tinha feito isso, mas não resultou.

"Ah e tal, se dá som é porque algum cabo deve estar a fazer mau contacto. Experimente desligar e voltar a ligar tudo." - o problema não era dos cabos.

"Se não conseguir, depois ligue novamente. O técnico fará o orçamento e depois enviamos alguém."

 

Ou seja, agradeci e desliguei porque já estava a ver que, através da linha de ajuda, só me tinham confundido ainda mais, e não resolveram o problema.

O vizinho também não sabia o que fazer, porque é do tempo das operadoras móveis.

Fomos embora.

Em casa, lembrei-me de um outro vizinho que, eventualmente, poderia verificar o problema do cabo.

Perguntei ao meu pai se queria chamá-lo. Assim fizemos.

Ele prontificou-se a ir lá. 

E resolveu o problema que, afinal, era tão simples: era para sintonizar, sim, mas numa outra opção que não aquela que eu estava a escolher.

 

Ou seja, se o operador que me atendeu, da linha de ajuda, fosse competente, ter-me-ia pedido para pegar no comando, e indicado passo a passo, as opções que deveria ir escolhendo e, quando chegada à parte em que tinha que seleccionar onde sintonizar, ter-me-ia dito que era em "antena digital".

E ficávamos todos satisfeitos.

Assim, como não faz a mínima ideia do que anda ali a fazer, tivemos que pedir ajuda a terceiros, que nada têm a ver com estas mudanças, mas que souberam logo o que era, e pagar pelo serviço. (o vizinho não queria nada, porque nem 5 minutos demorou, mas o meu pai insistiu, já que lhe tinha resolvido o problema)

 

Moral da história: se não sabem ajudar nem fazer bem o serviço, dêem o lugar a quem saiba, e que pode verdadeiramente ajudar, em vez de induzir em erro.