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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

"Se Os Gatos Desaparecessem do Mundo", de Genki Kawamura

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Depois de ler este livro, devo confessar que um outro, que tinha na minha lista de desejos para comprar, sobre gatos, foi de lá retirado a alta velocidade.

Chega de decepções!

 

O anterior, "Memórias de Um Gato Viajante", já não me tinha enchido as medidas mas, supostamente, este era melhor, e mais emotivo.

Não foi!

Foi uma seca.

Uma história básica que pouco tem a ver com gatos. Que pouco tem a ver com o sentido da vida. 

É uma reflexão fraquinha sobre aquilo de que realmente precisamos, e o que não nos faz falta. Sobre o que os outros precisam, ou não. Sobre a nossa importância neste imenso mundo, e as consequências dos nossos actos.

 

É dito ao longo da história que, para alguém ganhar, outro alguém tem que perder. E que, para nós ganharmos algo, temos que perder algo.

Pois eu diria que, para ganhar este livro, alguém perdeu dinheiro.

E, para o ler, perdi o meu tempo.

Mas ganhei a noção de que não me posso voltar a deixar enganar por este tipo de histórias!

 

A sério?!

Um gato que, às tantas, fala linguagem humana de há séculos atrás?!

Um Diabo que não sei se veste Prada, mas usa roupas extravagantes, tem sentido de humor e faz acordos com Deus?!

Uma ex-namorada que ainda guarda uma carta da falecida mãe do ex-namorado, para um dia lhe entregar, quando, e se, ele a procurasse?!

Enfim...

Só posso dizer: não percam o vosso tempo!

 

 

SINOPSE
 

"Tão belo quanto comovente, este é um romance sobre a perda e sobre o quão importante é estarmos próximos e presentes na vida de quem amamos. Em pleno século XXI, o que importa realmente na vida?
Os dias do jovem carteiro estão contados. Afastado da família, vive sozinho e tem por companhia o seu gato Repolho. Nada o preparou para a notícia que acaba de receber: o médico diz-lhe que tem apenas alguns meses de vida. Mesmo antes de começar a escrever a lista de coisas que tem de fazer antes de morrer, o Diabo aparece para lhe propor um trato: se ele fizer desaparecer apenas uma coisa do mundo, ganha um dia de vida. Assim começa uma estranhíssima semana…
Pensemos: como podemos escolher o que conta realmente na nossa vida?
Como separamos as coisas sem as quais viveríamos daquelas de que mais gostamos?
Perante a oferta do Diabo, o protagonista desta história e o seu adorado gato são levados até aos limites da escolha, da aceitação e da reconciliação.
Um romance-fábula sobre um homem e a sua luta para descobrir o que realmente importa na vida."

É o mundo que está perdido, ou nós que nos perdemos nele?

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O mundo está louco. Virado do avesso.

Ou, então, somos nós, que vamos enlouquecendo, com tudo aquilo com que nos deparamos à nossa volta.

O mundo está perdido. Sem rumo.

Ou, então, somos nós que estamos perdidos, nesse rumo para onde nos arrastam, sem que o tenhamos escolhido.

Muitas vezes, a vida atira-nos para o “olho do furacão”, para o meio da tempestade.

Prende-nos na “montanha-russa”, e faz-nos andar em velocidades e perigos vertiginosos, sem opção.

Ou, então, obriga-nos a assistir a um “filme de terror”, no qual não temos como intervir para salvar aquelas personagens que estão a vivê-lo.

Muitas vezes, só queremos que pare. Que acabe. Que chegue ao fim, e nos seja possível libertar, fugir para bem longe.

Só queremos que a maré nos arraste até à areia, onde não haverá mais perigo.

Refugiar no nosso porto de abrigo, onde nos sentimos seguros. Na nossa bolha protectora.

Onde o sol ainda brilha.

Onde a sanidade ainda prevalece.

Onde a paz ainda é a constante...

O mundo é pequeno...

(Hoje marquei presença noutro bairro!)

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A Miúda convidou-me para participar nesta rubrica e eu, sem saber ainda sobre o que falar, aceitei o convite, que desde já agradeço.
Depois, dei por mim a pensar que o mundo é pequeno porque, apesar de os nossos blogs estarem em plataformas diferentes, estamos muito perto uns dos outros, acabando por minimizar essa distância.
E, daí, surgiu o tema, e o texto que se segue!
 
 

“O mundo é pequeno.

É pequeno porque, no meio de toda a sua vastidão, ainda assim, acabamos por nos cruzar, inesperadamente, com alguém que conhecemos, e que nunca esperaríamos ver.

É pequeno porque, apesar do seu enorme tamanho, e da distância entre cada um de nós, conseguimos estar muito perto uns dos outros, e diminuir a distância que nos separa.

É tão pequeno, que conseguimos ver muito além do nosso campo de visão, do nosso horizonte.

E, ainda assim, um mundo tão grande, que se torna (e tornamos) tão pequeno, consegue transformar-se num mundo gigante.

Onde, muitas vezes, parecemos estar tão longe, tão afastados, tão distantes uns dos outros, como se não fosse possível alcançarmo-nos.

Um mundo tão gigante que nem conseguimos observar tudo aquilo que está perto de nós.

Um mundo onde não conseguimos encontrar aquilo/ aqueles que desejamos, por mais que procuremos.

Quando, afinal, tudo/ todos estavam mesmo ali, à nossa frente.”

As palavras, e a sua interpretação, não pertencem somente a quem as escreve

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Sempre que escrevemos, apropriamo-nos das palavras para transmitir a nossa mensagem.

Apenas nós sabemos o que pretendemos expressar, o que sentimos quando utilizamos cada uma delas, e o que pretendemos dizer, ao pô-las no papel.

 

Aquela, é a nossa verdade.

Uma verdade que pode ser compreendida, ou até partilhada, por quem a lê.

Mas que pode, também, ser entendida de muitas outras formas e sentidos, por quem está do outro lado.

 

Porque, no fundo, as palavras, e a sua interpretação, não pertencem somente a quem as escreve, mas a todos nós.

É por isso que, de cada vez que alguém lê algo que um autor escreveu, pode eventualmente deduzir o significado que as suas palavras pretendiam expressar, mas nunca terá a certeza porque, cada uma das pessoas pode ler uma mesma frase, um mesmo excerto, uma mesma obra, e retirar dela interpretações totalmente diferentes.

E se é verdade que o autor poderia não querer exprimir nada daquilo que as pessoas entenderam, também é verdade que essas interpretações aferidas, em determinados contextos, fazem sentido para essas pessoas, e até para quem as escreveu, ainda que com outro objectivo, e delas tomar conhecimento.

 

No fundo, escrevemos de nós, para o mundo. 

E, a partir desse momento, as palavras deixam de ser nossas.

Apenas a ideia que lhes deu vida se mantém na nossa posse.

E apenas nós, enquanto autores, poderemos, ou não, limitá-las a esse pensamento e dá-lo a conhecer a quem não o compreendeu, ou deixá-las livres de correrem por aí, englobando outros tantos pensamentos, que nelas encontram abrigo.

 

 

Dos "cães raivosos" que existem neste mundo

Biblioteca de vetores Cachorro bravo desenho, ilustrações Cachorro ...

 

Andam por aí muitos, mesmo que nem sempre os consigamos identificar.

Eles até podem disfarçar, tentar camuflar, mas o instinto está lá e, assim que lhes cheira a "carne", soltam-no, mostrando a verdadeira "raça".

 

Tal como numa luta de cães, juntam-se, na vida, cães treinados e habituados a atirar-se e atacar gratuitamente, só para provar que são os maiores e mais fortes, e cães que nunca participaram numa luta, não percebem o seu propósito e se recusam a fazê-lo, ou se veem obrigados a defender-se, ainda que não queiram.

 

Depois, há os cães que, mal farejam a mínima oportunidade, correm para se alimentar. Há os que precisam disso para se alimentar. E há os que passam bem sem esse tipo de alimento.

E, por norma, são estes últimos que veem mais além, chegam mais longe e ficam, no fim, com o melhor prato. Sem arrancar nenhum pedaço de ninguém.