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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Aprender a dizer "sim"

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Todos sabemos o quão importante é saber dizer "não" em determinados momentos ou situações da nossa vida.

Mas é igualmente importante aprender a dizer "sim", em outras tantas. 

Se há ocasiões em que se torna fundamental colocar um travão, outras há em que é preciso largá-lo.

 

Pode parecer que não mas, da mesma forma que aquelas pessoas, que têm dificuldades em dizer "não", acabam muitas vezes por ser prejudicadas, porque abusam delas, ou simplesmente porque, para fazer a vontade aos outros, anulam a sua, também as pessoas que não sabem dizer "sim" se privam, muitas vezes, de tantas coisas que poderiam ser boas para elas.

 

E porquê?

Porque, quase automaticamente, essas pessoas estão "programadas" para dizer "não", rejeitando tudo, sem dar qualquer oportunidade aos outros e, sobretudo, a si mesmas.

Estão tão habituadas, que dizem "não" sem nem sequer tentar, experimentar, dar uma hipótese. 

Por vezes, fazem-no porque creem que isso é o melhor para si.

Outras, porque têm receio.

E algumas, apenas porque foi uma sugestão, ideia ou proposta de uma determinada pessoa. Ou seja, mais uma vez, mas no sentido oposto, estão a anular os seus desejos e vontades, ou a desperdiçar oportunidades, em função ou por causa dos outros.

 

Por isso, é importante aprender e, de vez em quando, ter a coragem e ousadia de dizer "sim".

Por nós. Porque temos que pensar em nós, em primeiro lugar.

Quem sabe não descobrimos, nesses "sim's", momentos felizes que, de outra forma, nunca viveríamos?

Neste Dia internacional do Café, uma pergunta

21 ideias de Dia Mundial do Café | receitas de café, café, receitas

 

De alguém que raramente bebe café!

 

Costumam beber café: 

a) com açúcar

b) sem açúcar

 

Eu, que se contam pelos dedos as vezes que bebo café na vida, uma vez virei-me para o meu marido e disse-lhe:

"O verdadeiro apreciador de café bebe-o sem açúcar, porque só assim poderá apreciar o seu sabor natural."

E ele, desde então, deixou de pôr açúcar no café.

Eu também o bebo, quando o faço, sem açúcar.

Já o meu pai, por exemplo, costumava pôr um pacote e meio de açúcar no seu!

Porque temos, tantas vezes, medo de assumir compromissos?

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Porque temos, tantas vezes, medo de assumir compromissos? De aceitar desafios?

 

De chegar à frente e dizer "eu faço", "eu aceito", "vamos a isso", com entusiasmo, preferindo um dúbio e pouco seguro "posso tentar", "é complicado", ou "sem compromisso" assumindo, à partida, que não o vamos conseguir fazer?

 

Porque temos tanto receio de dizer um "não" bem claro, ou um "sim" convicto, ficando-nos, tantas vezes, pelo "vou pensar", "tenho que ver", "talvez", deixando para depois uma decisão que, no fim, já está totalmente tomada no nosso pensamento?

 

Porque temos tanto medo de afirmar as nossas vontades?

Porque nos deixamos invadir tantas vezes pela insegurança acerca das nossas capacidades?

Porque receamos tanto aquilo que os outros pensarão de nós, ou de que forma receberão as nossas decisões?

 

 

 

Nunca digas "nunca"

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É incrível a facilidade com que, muitas vezes, expressamos de forma tão rápida, e sem direito a discussão, as nossas convicções e posturas, sobre determinadas situações que ocorreram a outras pessoas.

“Eu não…”, “Eu nunca…”, “Comigo nunca…”, “A mim não…”, “um filho meu nunca…”.

 

Depois, vemo-nos a passar exactamente pelas mesmas situações e, não raras vezes, com a mesma facilidade com que antes manifestámos essas convicções, vemo-las, nesse instante, a cair por terra!

Porque, como eu sempre digo, é muito fácil falar quando estamos de fora. Mais difícil é quando estamos dentro.

 

Mas esse abandono das convicções anteriormente manifestadas não significa que tenhamos estado errados antes, ou que estejamos a errar agora.

É com a vida, e com as experiências, que aprendemos, e é essa aprendizagem que nos leva a reflectir melhor, e a optar por uma postura diferente perante as situações.

Na vida, nem tudo é preto ou branco. Há uma infinidade de cores. Não existe apenas o sim e o não, ou é ou não é. Existem outras opções. E é, muitas vezes, nesse meio termo, que encontramos o equilíbrio!

 

Cabe-nos a nós agir com alguma flexibilidade e adaptação ao mundo em que vivemos, e à era em que estamos por cá. Sem deixar de lado a responsabilidade, os nossos valores, e tudo aquilo em que acreditamos, pondo-nos no lugar dos outros e seguindo o nosso coração, saberemos exactamente como devemos agir, e podemos ter a certeza que, resultando ou não, essa será a melhor forma de ter a certeza de que estamos no bom caminho, e não nos devemos condenar por agir dessa forma.

O "não" está sempre garantido!

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Se não lutarmos por aquilo que queremos, quem o fará?

Sempre fui mulher para ficar quieta no meu canto, e não me aventurar em certas coisas porque o mais provável era não resultar, o mais certo era ouvir um "não" como resposta.

Mas, de há uns tempos para cá, tenho agido de forma diferente. 

É verdade que o "não" está sempre garantido. Mas também pode vir um talvez ou, quem sabe, um sim. E nunca saberemos se isso acontecerá se não arriscarmos, se não tentarmos. Quem não arrisca, não petisca!

Afinal, o que temos a perder? Nada.

Mas podemos vir a ganhar!

 

Sim, por vezes (muitas vezes) é mesmo o tão esperado "não" que chega, isto quando chega alguma coisa. E sim, desanimo. Queria que tivesse dado certo. Não consegui. E dá vontade de voltar a ficar quietinha e não perder tempo com mais nada.

Mas a vida é mesmo assim. Ouvimos muitos "nãos", e ainda havemos de ouvir muitos mais.

Passado o desânimo, está na hora de levantar novamente os braços e continuar a lutar pelos objectivos. 

Se der, melhor. Se não der, paciência!