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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Para quem, com conhecimento de causa, souber responder

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Em que sentido é que os "não vacinados" prejudicam, em termos de saúde, os "vacinados"?

Ah e tal, são os "não vacinados" que apanham o vírus e o transmitem aos "vacinados".

 

Está cientificamente provado que os "não vacinados" são os únicos transmissores do vírus?

Que a única forma de um vacinado contrair o vírus é por contacto com os "não vacinados"? Ou existem outras formas de contágio que, em nada, estão relacionadas com a não vacinação?

 

Ainda que assim seja, que seja essa a única forma de contágio, e o único motivo de contágio, estando os vacinados, vacinados, qual o seu receio relativamente à contracção do vírus?

Os não vacinados, pelo simples facto de terem optado por não o ser, podem ter casos mais graves de infecção, e correm riscos acrescidos de morte. São responsáveis por si próprios.

Mas os vacinados, por conta da vacina, estão protegidos. Logo, não correm riscos.

A não ser que não confiem a 100% na vacina que levaram, e que condenam os restantes de não levar, por não confiar.

Ou será apenas, a constatar-se que a premissa acima referida se confirma, pelo facto de ficarem condicionados na sua vida, com isolamentos, por conta dos outros?

O argumento de que andam os "vacinados" a pagar os custos de internamentos aos "não vacinados" não é válido porque, se fossemos por aí, andamos todos a pagar contas que não são nossas, mas nos calham a todos, de diversas formas, e nunca nos queixámos.

 

Transmitirão, os "não vacinados", a doença de forma mais grave, aos vacinados, do que aconteceria entre vacinados?

Isso seria admitir que, entre vacinados, a mesma também se transmite.

E, assim sendo, não se poderá imputar, unica e exclusivamente, a culpa aos "não vacinados".

 

Poderemos, com certeza, afirmar que um país, com a sua população totalmente vacinada, sem excepções, é um país livre da doença? 

Para isso, só poderíamos, então, aceitar, no nosso país, a entrada de pessoas vacinadas, vindas de outros países. O que, na prática, nunca irá acontecer! 

 

Ou apenas nos livra de casos graves de infecção, e óbitos?

 

Quantas doses da vacina serão necessárias, para proteger uma pessoa de todas as variantes que forem surgindo, até não precisar de mais reforços?

Estando as vacinas ainda em estudo, ainda a sofrer alterações e melhoramentos, à medida que vão surgindo variantes novas, não será válido aguardar até que haja uma "solução/ vacina" definitiva, devidamente testada, e com eficácia comprovada, para que a confiança seja maior?

 

Vivendo num país onde apenas duas vacinas são obrigatórias, e todas as restantes, opcionais, fará sentido equacionar a obrigatoriedade desta vacina contra a covid 19?

Fará sentido pressionar, "chantagear", levar as pessoas a fazer algo com o qual não se sentem seguras, sem qualquer garantia ou responsabilidade assumida do outro lado?

Havendo países que se preparam para lidar com este tipo de infecção como se de uma gripe se tratasse, não sendo a própria vacina da gripe, obrigatória, fará sentido obrigar a toma desta?

 

E não, não são dúvidas de uma negacionista!

Penso que são dúvidas válidas, de quem ainda não levou uma única dose da vacina, não pondo, no entanto, de parte, a ideia de vir a levar.

São dúvidas de quem sabe que a doença existe, que há riscos que se correm por não levar a vacina, mas que existem também riscos, para quem a leva.

 

Também não são dúvidas de alguém antivacinas!

São dúvidas de quem, desde que chegou a este mundo, assumiu a vacinação como algo natural. Nunca sequer pensei se as vacinas do PNV eram obrigatórias ou não. É algo que já vem "pré estabelecido". Os nossos avós vacinaram os nossos pais. Os nossos pais vacinaram-nos. E nós vacinamos os nossos filhos.

Sem questionar. Sem pensar noutra hipótese. 

Embora, recentemente, tenha vindo a ganhar terreno a opção de alguns pais não vacinarem os filhos.

Acredito que, daqui a uns anos, talvez décadas, as gerações futuras estarão mais receptivas a esta vacina. Fará, também ela, quem sabe, parte do PNV, e será levada naturalmente.

É dar tempo ao tempo. 

 

Neste momento, as pessoas estão, simplesmente, confusas.

Confusas com tanta informação e, ainda mais, desinformação.

 

Desconfiadas.

Com tanto que se omite, que se esconde, que não se sabe ou não convém saber.

Com opiniões tão diferentes, até mesmo entre os especialistas, que nos deveriam esclarecer.

Com tanto a que não se sabe responder. Que não se consegue garantir.

Com interesses camuflados que possam existir, e tirar partido, e lucro, do receio e medo da população.

 

Receosas.

É o medo de morrer da doença. Ou morrer da cura.

É o medo dos efeitos secundários do vírus. Ou dos efeitos secundários da vacina.

É o medo de fazer o pior, achando que era o melhor. E lidar com a culpa da sua decisão. Ou da decisão que foram obrigadas a tomar, por força das circunstâncias, contra a sua vontade.

 

Não seria o caso de, antes de impôr, condenar, acusar, encontrar culpados, explicar, esclarecer, abrir o jogo, e deixar as pessoas decidirem por si, devidamente informadas, e sem margem para dúvidas?

 

 

 

 

 

 

 

Vacinados versus Não Vacinados

As divisões nas denominações pentecostais parecem estar no gerúndio

 

"Trabalhadores da RTP defendem que não vacinados não devem utilizar espaços coletivos."
"... ninguém que tenha recusado vacinar-se pode impor a sua presença em espaços fechados a colegas que se vacinaram, para proteção própria e para proteção alheia."

 

Não venho aqui defender nenhum dos lados.

Sou uma "não vacinada" assumida. 

O meu marido é um "vacinado".

Cada um foi livre de tomar a sua decisão. E respeitamo-la.

Não digo que não venha a levar a vacina. Mas gostaria que fosse por iniciativa própria, sem "chantagens", "discriminações", "imposições". Pelo real motivo para o qual foi criada.

 

Adiante.

Como referi, respeito tanto quem foi vacinado, como quem não o foi.

E, sempre que vejo a necessidade de apresentar um certificado de vacinação, para poder fazer uma vida normal ou, pior ainda, notícias como esta que li hoje, sobre os trabalhadores da RTP, que querem fazer uma divisão entre vacinados e não vacinados, para protecção, não consigo deixar de me irritar com tamanha estupidez.

Porque, se me falarem de um teste negativo, ainda compreendo, porque é uma informação mais actual e, aparentemente, mais indicadora de que não haverá contágio.

Mas certificado de vacinação?!

 

Qual foi a parte que eu não percebi?

- A vacina não evita que a pessoa vacinada contraia o vírus, mas também não a impede de contagiar os outros, portanto, o risco de contágio funciona nos dois sentidos.

- Em caso de contágio, é a pessoa não vacinada que, por sua conta e vontade, mais risco corre, por os sintomas se manifestarem mais severos.

 

Será que, agora, os vacinados são "seres superiores", que não se misturam com a "ralé" não vacinada?