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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Nunca digas "nunca"

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É incrível a facilidade com que, muitas vezes, expressamos de forma tão rápida, e sem direito a discussão, as nossas convicções e posturas, sobre determinadas situações que ocorreram a outras pessoas.

“Eu não…”, “Eu nunca…”, “Comigo nunca…”, “A mim não…”, “um filho meu nunca…”.

 

Depois, vemo-nos a passar exactamente pelas mesmas situações e, não raras vezes, com a mesma facilidade com que antes manifestámos essas convicções, vemo-las, nesse instante, a cair por terra!

Porque, como eu sempre digo, é muito fácil falar quando estamos de fora. Mais difícil é quando estamos dentro.

 

Mas esse abandono das convicções anteriormente manifestadas não significa que tenhamos estado errados antes, ou que estejamos a errar agora.

É com a vida, e com as experiências, que aprendemos, e é essa aprendizagem que nos leva a reflectir melhor, e a optar por uma postura diferente perante as situações.

Na vida, nem tudo é preto ou branco. Há uma infinidade de cores. Não existe apenas o sim e o não, ou é ou não é. Existem outras opções. E é, muitas vezes, nesse meio termo, que encontramos o equilíbrio!

 

Cabe-nos a nós agir com alguma flexibilidade e adaptação ao mundo em que vivemos, e à era em que estamos por cá. Sem deixar de lado a responsabilidade, os nossos valores, e tudo aquilo em que acreditamos, pondo-nos no lugar dos outros e seguindo o nosso coração, saberemos exactamente como devemos agir, e podemos ter a certeza que, resultando ou não, essa será a melhor forma de ter a certeza de que estamos no bom caminho, e não nos devemos condenar por agir dessa forma.

Desapontada...

 

 

Sim, penso que será mesmo esse o termo certo.

Fomos ontem levantar o book da minha filha à agência e, como podem imaginar, estávamos ansiosos para ver o resultado.

O meu marido gostou! Diz que nem parece ela.

A Inês pareceu satisfeita. 

Já eu, senti-me defraudada, desapontada. Tem fotografias bonitas, é verdade. E é certo que não percebo muito de fotografia a nível profissional. Mas esperava mais.

Em primeiro lugar, o penteado que lhe fizeram não a favoreceu. Ela fica melhor com o cabelo liso, do que ondulado. Principalmente, porque ficou com um aspecto despenteado (com aquele efeito como se tivesse levado com humidade e vento).

Depois, no dia do casting, tinham-me dito que era melhor ir a mãe com ela, até para ajudar a mudar de roupa. Mas no dia da sessão, teve que se desenrascar sozinha, e como ninguém se deu ao trabalho de ajeitar nada, acabou por não dar o melhor aspecto.

Por último, as fotografias parecem-me "artificiais". Não me parece que tenham captado a Inês, a sua naturalidade, a sua descontração, o seu sorriso (não há uma única foto dela a sorrir). Parece-me tudo muito forçado.

Frisando mais uma vez que destes assuntos de books, fotografias e preferências de quem escolhe alguém para um trabalho não percebo muito, atrevo-me a dizer que eu, leiga nesses assuntos, tenho fotografias da Inês, tiradas por mim, que estão muito melhores que muitas destas da agência.

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