Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Enquanto espero...

20240307_150751.jpg 

 

... aproveito uma aberta, e procuro um banco de jardim, onde me possa sentar, e aquecer ao sol, num dia tão frio.

Por incrível que pareça, tempo não me falta.

Pelo contrário, parece ser tempo a mais, ainda que nunca o seja.

É irónico que esteja sempre a queixar-me de que me falta tempo e, quando o tenho, não o possa aproveitar como gostaria, e só queira vê-lo passar depressa.

 

Por mim, passam pessoas. 

Estudantes, num qualquer intervalo entre aulas, ou já com o dia terminado.

Acompanhantes que, tal como eu, tentam ocupar o tempo.

Funcionários, que aproveitam a pausa para petiscar, ou fumar um cigarrinho.

Pacientes, que vão, ou vêm, de alguma consulta.

Familiares que chegam para visitas.

 

Poucos se atrevem a sentar.

Afinal, os bancos estão molhados da chuva que, pouco tempo antes, tinha caído.

O vento também não convida a ficar parado muito tempo.

Mas eu, deixo-me estar.

Ali, posso respirar. Aliviar a dor de cabeça. Abstrair.

 

Olho para o céu.

Nuvens brancas percorrem-no, em passo apressado.

Também não querem ficar ali muito tempo.

E quem quer?

 

O sol vai aproveitando os seus últimos minutos de esplendor.

A caminho, vêm as nuvens negras que, depressa, o esconderão.

Tiro, para memória futura, uma fotografia daquele pedacinho de paz, no meio da incerteza que me aguarda.

Levanto-me, e dirijo-me de volta ao caos, para me proteger da chuva que não há-de tardar a cair.

 

E espero...

Abrigada de uma intempérie. Desabrigada de outra.

Eu, e tantas outras pessoas. 

 

 

Pelas furnas da Ericeira

20240127_165925.jpg 

 

No sábado fomos até à Ericeira.

O tempo ameno em Mafra fez-nos ir até lá dar uma volta mas, claro, como já seria de esperar, na Ericeira não estava tão ameno. Estava um ventinho fresco típico de Janeiro.

E também o mar estava a combinar.

Sou daquelas pessoas que tanto adora um mar calmo no verão, para entrar nele, como agitado no inverno, para apreciar.

Ainda por cima, com maré cheia.

 

 

20240127_165130.jpg 

 

Já tinha saudades de ver as ondas rebentarem nas furnas, proporcionando um bonito espectáculo natural.

Havia muita gente por ali, não só a passear, mas também a fotografar, ou filmar este show.

As ondas iam alternando: ora quatro ou cinco fortes, ora um período de calmaria.

E, claro, elas não esperam nem posam para a câmara.

Ou se tem a sorte de as captar, ou se aprecia directamente.

Com muita "sorte" até somos brindados com os salpicos resultantes da rebentação.

Aliás, devia ser por isso que a atmosfera parecia meio nublada, esbranquiçada, apesar de não haver nevoeiro explícito.

 

 

20240127_165028.jpg 

20240127_164903.jpg 

20240127_170039.jpg

20240127_165128.jpg

20240127_165058.jpg 

20240127_165833.jpg 

20240127_165836.jpg

20240127_170202.jpg

 

1 Foto, 1 Texto #17

20231112_171826.jpg 

 

- Que lugar é este?

- É um refúgio, onde podes vir sempre que precisares.

- E porque precisaria eu de um refúgio?

- Todos nós, em algum momento da nossa vida, precisamos de um!

 

- Porque temos que fugir?

- Não necessariamente. Podemos apenas procurá-lo para nos afastarmos daquilo (e daqueles) que nos rodeia, e estar a sós, connosco, sem pensar em mais nada, por breves instantes.

- Então, é para me esconder? Enquanto o mundo conta até dez, eu venho e escondo-me aqui?

 

- Por exemplo. Mas é mais do que isso.

  Aqui está a calma, a paz, o silêncio, que nos abstraem da confusão e ruído diário.

  Aqui consegues sentir o ar mais puro. As árvores dão-te o oxigénio e o fôlego que necessitas.

  És só tu, e a natureza. Mais ninguém.

 

- E não é perigoso? 

- O perigo está em qualquer lado. Não é mais nem menos perigoso do que outro lugar qualquer.

 

- Posso chamar-lhe floresta encantada?

- Porque não?! Afinal, tudo aqui tem o seu encanto: as flores, os pássaros, os ramos, o rio.

  Até o sol, a brilhar por entre as árvores, a dizer que a luz estará sempre presente, para te iluminar.

  Que te dará sempre energia, quando a tua se estiver a esgotar.

  Que nunca te deixará perder a esperança, mesmo num dia mais cinzento.

 

- E não posso falar com ninguém sobre ele?

- Não deves. Se não, deixa de ser o teu refúgio. A não ser que o queiras partilhar com alguém especial para ti.

- Como tu estás a fazer?

- Sim, como eu estou a fazer, agora, contigo.

 

- Gostei do "nosso" refúgio. 

- Ainda bem!

- E vou mantê-lo secreto.

- Para que o resto do mundo fique lá fora.

- Sim. E nós, cá dentro! 

 

Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1Texto 

1 Foto, 1 Texto #16

20231028_153045.jpg 

 

Na natureza, como na vida, nada, nem ninguém, é poupado.

Seja novo, seja velho.

Tenha acabado de nascer, com uma vida pela frente, ou esteja perto de morrer.

Seja jovem, ou maduro.

 

Quando tem que ser, quando é mais forte, quando é algo contra o qual não se consegue lutar, calha a todos.

Umas vezes, faz poucas vítimas.

Outras, destrói dezenas de vidas, mostrando-se arrasadora.

A natureza. E a vida.

 

Naquela tarde, depois da intempérie, encontraram-nas caídas.

Não resistiram. Não aguentaram.

Ali, jazia, quem sabe, mãe e filha. Avó e neta. Ou talvez nem se conheçam mas, ainda assim juntas.

Inocentes. Vítimas atiradas, sem qualquer piedade, ao chão.

 

E, agora, o que será delas?

Talvez pontapeadas por quem ali passar.

Pisadas. Esmagadas. Enxotadas.

Ou talvez alguém se compadeça, e lhes dê um final mais digno.

 

 

Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1Texto 

 

 

Praia da Adraga

(Colares, Sintra)

20230815_170352.jpg 

 

Quem disse que as praias são todas iguais?

Sim, todas têm mar, areia, rochas.

E é certo que a nossa costa é rica em falésias, portanto, encontramo-las frequentemente.

Por outro lado, passamos, quase sempre, pela natureza verdejante para aceder às praias.

Gaivotas também não podem faltar.

Mas...

 

 

20230815_172705.jpg 

 

Cada praia é diferente da outra. Esta Praia da Adraga, que fica na zona de Colares e Almoçageme, inserida no Parque Natural Sintra-Cascais.

As imagens que se seguem são o registo de um passeio para conhecê-la, sendo que a primeira coisa que vemos, quando chegamos, é a indicação de que o mar tem correntes fortes e há perigo de afogamento.

E, claro, também há perigo de derrocada das falésias.

 

 

20230815_170150.jpg 

20230815_170029.jpg 

20230815_165746.jpg 

20230815_164918cópia.jpg 

20230815_164149.jpg 

20230815_164843.jpg 

20230815_164844.jpg 

20230815_164846.jpg 

20230815_165824.jpg 

20230815_165846.jpg 

20230815_165929.jpg

20230815_170623.jpg

20230815_165854.jpg 

20230815_171142.jpg 

20230815_171206.jpg 

20230815_172714.jpg 

20230815_172721.jpg 

20230815_193737.jpg 

20230815_170234.jpg 

20230815_171235.jpg 

20230815_165537.jpg 

20230815_165337.jpg 

20230815_165432.jpg 

20230815_164453.jpg 

20230815_173533.jpg 

20230815_180147.jpg 

20230815_180032.jpg