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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

As mudanças que o coronavírus obrigou o mundo a implementar

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Ao longo da História, várias foram as situações pelas quais as pessoas desse tempo tiveram que passar, muitas delas catastróficas e mortíferas e que, hoje, todos nós estudamos na escola, ou ouvimos falar, noutros contextos.

Com esta pandemia do Coronavírus, quer queiramos, quer não, também nós vamos fazer parte da História que, um dia, os nossos descendentes irão estudar ou conhecer.

Acredito que, para a maioria de nós, isto é algo nunca antes vivido, e com um grande impacto não só em cada um de nós, como também na sociedade em que vivemos, e no mundo.

É algo que marca. Ainda que de forma negativa e assustadora, mas não deixa de ser um marco. 

 

Se este vírus "inteligente e agressivo", como diz Graça Freitas, foi criado por mão humana e o seu contágio foi intencional, ou se foi algo ocasional, ou a mãe Natureza a querer passar-nos alguma mensagem, não sabemos.

 

Mas cabe-nos a nós, humanos, tentar retirar de tudo isto, a nossa lição. 

Sobre aquilo que nunca pensámos fazer, de livre vontade, mas fazemos agora, obrigados.

Sobre aquilo que se poderia evitar, mas no qual nunca pensámos, e que agora temos que tentar combater ou resistir.

Sobre coisas que se poderiam há muito ter posto em prática, mas nunca houve vontade para isso e, agora, têm mesmo que ser.

Sobre novas formas de trabalhar, sobre novas formas de estudar.

Sobre facilitar o que pode ser facilitado, evitando burocracias desnecessárias. E sobre apertar aquilo em que havia demasiado facilitismo, quando deveria ser ao contrário.

Sobre apoiar mais, os que mais precisam, quando precisam (e que nem só agora precisam) porque, quando existe vontade, a ajuda consegue-se, e vem.

Sobre como temos tanto a ganhar, quando nos unimos, quando nos apoiamos uns aos outros. E não deveria acontecer apenas em situações de risco.

 

Infelizmente, quer queiramos, quer não, irá morrer muita gente por este mundo fora, por conta deste vírus.

Mas foi, também, assim, com outras maleitas, epidemias, pandemias, doenças, vírus e bactérias, que se foram descobrindo formas de as conter, curar, travar, evitar.

É assim que a ciência, apesar de estar, quase sempre, um passo ou mais atrás, vai evoluindo, não para os que já não podem dela usufruir, para para as gerações futuras.

 

Infelizmente, é assim que muitos de nós percebemos que a morte não escolhe raça, idade, estatuto social ou qualquer outra diferença. Aos olhos dela, somos todos iguais.

 

Infelizmente, foi preciso uma pandemia como esta, que está a matar seres humanos um pouco por todo o mundo, para que a natureza pudesse "respirar". 

 

Sim, apesar da situação dramática que vivemos, do perigo a que estamos sujeitos, e das consequências, a todos os níveis que iremos sofrer, acredito que, enquanto seres humanos, teríamos muito a aprender.

Mas também acredito que, quando tudo isto estiver mais contro lado, ou tiver passado, todos nós voltaremos a fazer o mesmo de sempre, como se nada tivesse acontecido porque, afinal, o que lá vai, lá vai.

A História só interessa a quem a estuda, e quem vive do passado, é museu. 

 

 

 

Natal em África

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Estreou há poucos dias, na Netflix, este filme, que poderia ser uma comédia romântica como tantas outras.

Uma mulher vê-se sozinha, numa viagem a África, que deveria ser uma suposta segunda lua-de-mel, para aproveitar o tempo a dois com o marido, agora que o seu filho foi para a universidade.

O motivo? O marido saiu de casa e quer o divórcio, porque já não a ama.

Durante a viagem, conhece alguém que vai muda a sua vida de forma surpreendente. Nada de novo, portanto.

 

Mas, ainda assim, vale a pena ver!

Para quem gosta de animais e vida selvagem, é impossível resistir àqueles elefantes, sobretudo os mais pequenos.

Mostra um pouco do trabalho de resgate e recuperação dos elefantes em perigo, na reserva, com outros elefantes, da evolução dos pequenos, e da devolução ao seu habitat natural, quando estiverem prontos.

Dá-nos a perspectiva de toda a logística, dedicação e meios que esse trabalho com os elefantes exige, e do quão gratificante mas, ao mesmo tempo, frustrante, pode ser.

Mas, como se sabe, eles têm “memória de elefante”, e não esquecem quem esteve lá para eles, quando mais precisavam.

 

 

 

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Infelizmente, existem pessoas que se movem à base de interesses pessoais, e acabam por manipular todo um trabalho, e colocar em risco a vida e segurança dos animais, recorrendo a chantagem, por pura vingança.

 

É um filme que mostra como, ainda hoje, muitas mulheres abdicam das suas profissões, de fazer aquilo que gostam, e lhes dá prazer, para se dedicarem á família, optando por apoiar as carreiras e sucesso dos maridos, em detrimento dos seus próprios desejos e sonhos.

E de como só mais tarde, quando se vêem sozinhas, voltam a pensar em si mesmas, percebendo a forma como se anularam até então, e como desperdiçaram tanto tempo e oportunidades.

Ainda assim, mostra-nos que nunca é tarde para tentar recuperar o tempo perdido, mudar, recomeçar uma nova vida, e ser feliz.

 

E que, se nós queremos realizar os nossos sonhos e ser felizes a fazer o que gostamos, não devemos impedir os nossos filhos de fazer o mesmo. Pelo contrário, devemos apoiá-los. O facto de percebermos como esperámos tanto tempo para o fazer, é mais um motivo para não deixar que os nossos filhos percam anos da sua vida a fazer algo que não gostam, só porque os pais acham que é o melhor para eles.

 

“Natal em África” mostra-nos ainda, como temos tendência a dar valor a coisas tão insignificantes e fúteis nesta época do anos, quando inseridos num determinado meio, e como tudo isso perde a importância, aos deparamos com o verdadeiro significado do Natal: a reunião da família, a companhia dos amigos, a solidariedade, e o amor incondicional.

 

 

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