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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Em contagem decrescente para o início das aulas

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E para o fim da boa vida!

 

Já se sabe que a apresentação e recepção aos alunos será na sexta-feira. Sexta-feira 13, espero que seja um bom presságio, de que o ano que aí vem irá correr lindamente!

Já se sabe que só nesse dia os alunos, que vão para o 10º ano, ficarão a conhecer a escola onde irão passar os próximos três anos.

Já se sabe que os horários, bem à portuguesa, só serão afixados no dia 13 e que as aulas começam na 2ª feira seguinte (muito tempo para interiorizar, portanto)!

Já sei que a minha filha vai tem um director de turma. 

 

Pelo que me disseram os pais de quem lá anda, não costuma haver praxes que havia antigamente (e que nos faziam não querer meter lá os pés). Haja alguma coisa boa nos tempos modernos, que me deixa um bocadinho mais sossegada.

 

Obviamente, na sexta-feira, e porque a apresentação é só para os alunos, é provável que eu esteja no trabalho tão ou mais nervosa que ela, lá, entregue aos "tubarões"! Sim, porque ali já não há peixe miúdo 

 

 

 

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Os meus votos para este ano, para a minha filha e para todos os que estão em idêntica situação:

- que se adaptem bem à nova escola

- que se integrem minimamente na turma que lhes calhou

- que consigam fazer novas e boas amizades

- que gostem, de uma forma geral, dos professores que lhes calharem

- que tenham um(a) bom(oa) director(a) de turma

- que gostem das novas matérias que vão aprender, e que consigam tirar boas notas

- que se esforcem tanto ou mais do que o já faziam, porque dizem que este é um ano importante e, ao mesmo tempo, difícil, por ser um ano de adaptação

- que passe depressa este primeiro período, para que cheguem as férias de Natal!

 

 

Viver continuamente sob stress...

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... não é para mim.

Há quem goste dessa adrenalina, dessa correria, desse stress constante de viver sempre ali no limite, de ter mil e uma coisas para fazer e consegui-las, nem que seja no último minuto!

Para algumas pessoas, só assim a vida faz sentido, só assim se sentem vivas, activas, úteis.

 

 

Para mim, não dá.

A mim, faz-me sentir pressionada, ansiosa, preocupada, nervosa, stressada e, até, irritada.

Nunca fui disso, mas cada vez mais preciso de paz, sossego, calma, tranquilidade, de fazer as coisas ao meu tempo, e não em contrarrelógio.

De fazer as coisas por gosto, com a devida atenção dada a cada uma delas em particular, e não de as fazer de empreitada, como se costuma dizer "a aviar porcos".

 

 

Quando começo a ver muitas coisas a juntarem-se ao mesmo tempo, e percebo que não sei se terei tempo para todas elas, nem como vou dar conta delas em tempo útil e com a celeridade que, por vezes, é necessária, começo a entrar em parafuso.

Parece uma onda gigante que vem lá ao fundo e se está a aproximar, e da qual só nos apetece fugir.

No entanto, até ver, tenho-me mantido dentro de água e, quando a onda chega e passa por mim, afinal não era assim tão grande como parecia.

Até um dia...

 

 

E por aí, são daquelas pessoas a quem o stress dá energia e pica para viver, ou das que preferem a tranquilidade?

 

 

Já posso ter um ataque de nervos?!

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Estamos a pouco mais de duas semanas do final do primeiro período.

A minha filha tem ainda, por fazer, cerca de 5 ou 6 testes.

Todos os dias traz TPC's para fazer.

Tem um trabalho de Educação Visual para terminar em casa, porque as aulas não são suficientes.

 

 

Como se tudo isto não chegasse, tem ainda para fazer, em pares/ grupo:

  • um trabalho de português
  • um trabalho de espanhol 
  • um trabalho de inglês 
  • um trabalho de geografia
  • um trabalho de físico-química 
  • um trabalho de matemática 

 

 

Inês, já escolheram o artista espanhol para a entrevista? 

Não.

Inês, já pensaste qual a Lei de Newton que vais escolher? Já viste os links que te enviei?

Ainda não.

Inês, já combinaram entre vocês quando é que se juntam para fazer o trabalho de geografia?

Não.

 

 

É tudo para fazer até ao final do período, enquanto estuda e tenta não deixar nada por fazer, mas sem tempo nem cabeça para tudo ao mesmo tempo. E, pelos vistos, também sem muito interesse e responsabilidade.

 

 

Agora digam-me: ainda é cedo, ou já posso ter um ataque de nervos, já que a minha filha é a calma e relax em pessoa?!

 

Quem sou eu?

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Sabem aquelas alturas em que determinadas situações nos incomodam, e determinadas pessoas nos dão nervos, e gostaríamos de lhes dizer que não estão a perceber nada, nem a agir da melhor forma, e que deveriam mudar a sua atitude, para as coisas resultarem?

 

Aquelas alturas em que temos todo um discurso preparado, com imensos conselhos e opiniões sobre a questão, baseados naquilo que fomos observando e lidando com?

Em que consideramos que agir da forma que recomendamos traria muito mais felicidade a todos?

 

Há momentos em que isso me acontece.

Em que bastava uma dessas pessoas me perguntar, e eu desfilaria toda a minha análise à questão, e a forma como julgo que os outros deveriam agir.

 

A intenção é boa. Mas de boas intenções, está o inferno cheio!

E ninguém me perguntou nada. Em momento algum foi pedida a minha opinião.

Por isso, calo-me, e calo o meu subconsciente.

Além disso...

 

 

Quem sou eu para dizer o que quer que seja, para dar conselhos a quem quer que seja?

O que me leva a pensar que sei mais do que os outros, que posso ajudar mais que os outros, que tenho mais experiência que os outros?

Aquilo que eu tenho, para me basear, é apenas aquilo que me é dado a conhecer. Será suficiente, ou precisaria de conhecer o todo?

E essa aparente sabedoria para com as questões de terceiros, também funciona comigo e com os meus?

Ou, em casa de ferreiro, espeto de pau? Façam o que eu digo, mas não o que eu faço? 

 

 

Quem sou eu para, mesmo observando a realidade e, eventualmente, tendo razão, mostrar aos outros o quão enganados ou errados podem estar, sem que eles estejam disponíveis ou receptivos a esse abrir de olhos, e sem ferir susceptibilidades?

E se fosse ao contrário? Será que gostaria? Será que aceitaria? Ou pensaria o mesmo "quem é que pensa que é?".

Pois...

 

 

Quem sou eu?

Apenas mais um peão deste mundo, nem mais nem menos que ninguém, a tentar fazer o melhor que sabe, com o melhor (e o pior) que tem, na descoberta de que, por mais que queiramos ajudar quem nos é mais próximo, nem sempre temos o direito de nos intrometer na vida alheia sem permissão para tal.

Como acordar bem disposta num sábado de manhã!

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Uma pessoa passa a semana inteira a desejar o sábado.

Porquê?

Porque sábado é aquele dia em que podemos dormir até mais tarde. Em que o corpo pede por mais umas horinhas de sono.

E é o primeiro dia do fim de semana!

Tudo bons motivos para acordar bem disposta!

Só que não 

 

Seis da manhã: primeiro round - gatas a morderem-se uma à outra

Levanto-me em modo zombie, ponho comida e volto para a cama.

 

Sete da manhã: segundo round - gatas a morderem-se de novo

Levanto-me, abro as corinas, puxo as persianas para cima, limpo as janelas, limpo as caixas de areia e volto para a cama

 

Nove da manhã: terceiro round - desta vez, estão as duas na cama, mas continuam a morder-se

Desisto! 

Levanto-me de vez, e despacho-me para ir às compras.

 

Chego à cozinha, vejo uma escavadora em frente.

Oh não, outra vez obras?

Barulho. Gatas assustadas. Lamaçal à porta e pela rua fora.

E... cortaram a água!

 

A sério?!

Vêm para aqui, não aviam ninguém, e ainda cortam a água?

E se eu tivesse roupa a lavar na máquina, e esta se avariasse por causa disso, quem se responsabilizava?

E se eu estivesse a tomar banho?

Pensei em desenrascar-me na casa dos meus pais, que é um pouco mais acima, mas desisti, quando percebi que uma vizinha que mora ao pé deles veio reclamar que também não tinha água em casa.

 

Valeu-me um garrafão de água que o meu marido comprou há meses, e nunca chegou a beber a água. 

E lá fiz as coisas à moda antiga: aquecer a água no fogão para o básico, e esperar que, quando viesse das compras, tudo já estivesse normalizado.

Passei pelos meus pais. Já tinham água!

O meu marido ligou-me pouco depois, a dizer que também já tínhamos em casa.

Segundo o informaram, foram resolver uma avaria.

Pois não sei que avaria resolveram, mas o que é certo é que, coincidência ou não, desde esse dia as minhas torneiras ficam sempre a pingar.

 

E para completar este sábado fenomenal, só mesmo os aviões aqui a passar por cima das nossas cabeças como se nos fossem cair em cima, e a fazer um barulho ensurdecedor!

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