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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Segredos de Natal, da Netflix

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Nenhuma família é perfeita.

Cada uma tem as suas diferenças, divergências, problemas, questões por resolver e, até, os seus segredos. Umas, claro, mais que outras.

Quase sempre, tudo isso acaba por vir mais ao de cima, quando essas famílias se juntam. E, em vez de ser uma reunião pacífica de toda a família, acaba por se tornar uma tempestade com consequências imprevisíveis.

 

Desilusões com aqueles que considerávamos a sua referência, protagonismo e tendência para chamar a atenção para si, ignorando aqueles que estão ao lado, exibicionismo, autoritarismo, passividade, medo de desapontar, revolta, e um pouco de loucura, tornam esta família totalmente desestruturada.

Apesar disso, continua a haver um elo que liga todas estas mulheres, de várias gerações - o amor.

É ele que, no fim, falará mais alto e permitirá deitar para fora tudo o que foi sendo guardado ao longo de vários anos, toda a raiva, frustração, receios, e desejos que ficaram sempre por se concretizar.

Esta é uma família que se junta no Natal, em busca de aprovação, redenção, acenar da bandeira branca, recuperação do tempo, e até da vida, algures, perdida.

 

É o momento de pôr os pontos nos "is" e, no meio desse turbilhão de emoções, descobrir o segredo que Eva tem a revelar à família, antes de partir.

E é essa imperfeição que torna estas famílias reais, verdadeiras, e um exemplo para todos nós.

 

 

Alta Mar - segunda temporada

Quem matou Rosa Marín?

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Se já tinha gostado da primeira temporada, posso dizer que esta segunda está ainda melhor!

 

Relembrando que, depois de tantas desconfianças, relativamente a diversas personagens, aparentemente, tudo ficou esclarecido, e os culpados detidos, até à chegada ao Rio de Janeiro.

Só algo nos deixou expectantes: um bote à deriva no mar, com meia dúzia de pessoas, a fazer prever que, afinal, poderá não estar tudo terminado mas, sim, apenas a começar.

 

Na segunda temporada, os ditos náufragos são resgatados e levados para o navio.

Depois de examinados pelo médico de serviço, são-lhes facultados camarotes, para que possam descansar e ficar instalados até ao final da viagem.

A mais misteriosa é Casandra, uma mulher que afirma ter o dom de pressentir acontecimentos, ter premonições ou sentir energias negativas.

Se há quem acredite nela, também há que duvide e encare tudo o que ela diz com cepticismo.

Eva é uma dessas pessoas que não acredita naquilo que não tenha uma explicação lógica.

 

Casandra diz que alguém morreu naquele navio, há muito tempo, e que o seu corpo ainda lá está.

Os passageiros, incluindo Carolina, vêem mesmo o fantasma dessa mulher.

Os ânimos exaltam-se, e sucedem-se acusações e desconfianças.

Quem matou, afinal, Rosa Marín? E porquê?

 

Uma coisa é certa: o assassino está a bordo!

E a chave para a resolução do mistério, numa pessoa que jamais imaginaríamos.

Até lá, todos nos irão parecer suspeitos.

 

Paralelamente ao mistério em torno de Rosa Marín, decorre a tentativa de fuga de Carlos, pai de Eva e Carolina, com a amante. Conseguirá ele levar o seu plano avante?

 

Alta Mar explora ainda a descoberta da homossexualidade, e como isso poderá afectar toda uma vida planeada, bem como traição e redenção, confiança, suicídio, ganância e amores proibidos.

 

Quanto ao fantasma, existirá mesmo?

Ou não passará tudo de uma farsa?

 

E que segredos esconde cada uma daquelas personagens, incluindo Casandra?

 

Foram 8 episódios que passaram num instante, e deixaram com vontade de mais.

Haverá novas temporadas, agora que o navio atracou, finalmente, no Rio de Janeiro, e todos rumaram às suas vidas?

Haverá novas viagens à espera daquelas personagens?

Que segredos poderão ainda estar ocultos?

 

 

 

Natal em África

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Estreou há poucos dias, na Netflix, este filme, que poderia ser uma comédia romântica como tantas outras.

Uma mulher vê-se sozinha, numa viagem a África, que deveria ser uma suposta segunda lua-de-mel, para aproveitar o tempo a dois com o marido, agora que o seu filho foi para a universidade.

O motivo? O marido saiu de casa e quer o divórcio, porque já não a ama.

Durante a viagem, conhece alguém que vai muda a sua vida de forma surpreendente. Nada de novo, portanto.

 

Mas, ainda assim, vale a pena ver!

Para quem gosta de animais e vida selvagem, é impossível resistir àqueles elefantes, sobretudo os mais pequenos.

Mostra um pouco do trabalho de resgate e recuperação dos elefantes em perigo, na reserva, com outros elefantes, da evolução dos pequenos, e da devolução ao seu habitat natural, quando estiverem prontos.

Dá-nos a perspectiva de toda a logística, dedicação e meios que esse trabalho com os elefantes exige, e do quão gratificante mas, ao mesmo tempo, frustrante, pode ser.

Mas, como se sabe, eles têm “memória de elefante”, e não esquecem quem esteve lá para eles, quando mais precisavam.

 

 

 

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Infelizmente, existem pessoas que se movem à base de interesses pessoais, e acabam por manipular todo um trabalho, e colocar em risco a vida e segurança dos animais, recorrendo a chantagem, por pura vingança.

 

É um filme que mostra como, ainda hoje, muitas mulheres abdicam das suas profissões, de fazer aquilo que gostam, e lhes dá prazer, para se dedicarem á família, optando por apoiar as carreiras e sucesso dos maridos, em detrimento dos seus próprios desejos e sonhos.

E de como só mais tarde, quando se vêem sozinhas, voltam a pensar em si mesmas, percebendo a forma como se anularam até então, e como desperdiçaram tanto tempo e oportunidades.

Ainda assim, mostra-nos que nunca é tarde para tentar recuperar o tempo perdido, mudar, recomeçar uma nova vida, e ser feliz.

 

E que, se nós queremos realizar os nossos sonhos e ser felizes a fazer o que gostamos, não devemos impedir os nossos filhos de fazer o mesmo. Pelo contrário, devemos apoiá-los. O facto de percebermos como esperámos tanto tempo para o fazer, é mais um motivo para não deixar que os nossos filhos percam anos da sua vida a fazer algo que não gostam, só porque os pais acham que é o melhor para eles.

 

“Natal em África” mostra-nos ainda, como temos tendência a dar valor a coisas tão insignificantes e fúteis nesta época do anos, quando inseridos num determinado meio, e como tudo isso perde a importância, aos deparamos com o verdadeiro significado do Natal: a reunião da família, a companhia dos amigos, a solidariedade, e o amor incondicional.

 

 

Retribution, da Netflix

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Grace e Adam, um casal, recém casado e de regresso da lua de mel, é brutalmente assassinado na sua própria casa.
No sofá, o marido. No chão, a mulher grávida. E na outra ponta, o suspeito, com uma faca na mão.

Logo as respectivas famílias - Elliot e Douglas - vizinhas e conhecidas de longa data, são informadas do homicídio, e juntam-se na dor, pela perda dos seus filhos e neto.

 

Enquanto isso, o principal suspeito tenta, desesperadamente, arranjar dinheiro com a venda de objectos que roubou da casa das vítimas, para seguir viagem até um determinado local onde, diz, irá terminar o que começou.

E é perto da casa das famílias que, durante uma tempestade, à noite, ele acaba por sofrer um acidente, sendo socorrido por estas.

Até ao momento em que percebem que estão a acolher alguém que pode ser o assassino dos seus filhos e que, talvez, não mereça ajuda, mas também a morte. Até porque não sabem o que ele iria ali fazer, e porque razão teria o endereço dali, num envelope, dentro do bolso. O que é certo é que, na manhã seguinte, ele está morto.

 

Alguém, de entre cada uma daquelas pessoas que ali estiveram, foi o responsável. No entanto, ninguém se acusa. Por outro lado, com a polícia a investigar, a fazer perguntas e a andar por ali, e a imprensa à procura de algo para publicar, resta-lhes unir-se no encobrimento do crime, do cadáver, e de qualquer prova que os possa denunciar.

 

Que motivo teria este sem abrigo para matar o casal? Será que se conheciam?
Ao tentar descobrir mais sobre o que poderá ter levado ao assassinato do irmão, e enquanto tenta lidar com a perda, o luto, e a mentira, Claire acaba por puxar o fio de uma meada que, ao desenrolar, revelará toda a verdade sobre os segredos mais ocultos das respectivas famílias, o que levou o assassino a cometer o crime, e quem lhe pagou para o fazer.

 

Em paralelo, a investigadora do homicídio, que tenta apurar toda a verdade e critíca o seu colega por se mostrar tão pouco interessado estará, também ela, a determinado ponto, na mira de um traficante, a quem ela forneceu drogas a troco de dinheiro, e da própria justiça, se aquele abrir a boca e contar toda a verdade.

Ainda mais, porque essas mesmas drogas que ela vendeu, foram responsáveis pelo suicídio de uma jovem.

Deverá ela cometer outro crime, para esconder o primeiro?

Terá ela coragem de desafiar tudo, para lutar e salvar a única pessoa que ama, ainda que isso a torne uma criminosa e fugitiva?

Ainda que queira esconder aquilo que, na sua profissão, teria o dever de desvendar? 

 

 

 

A série Living With Yourself, da Netflix

 
 
Um homem, completamente desanimado, submete-se a um estranho tratamento e, quando acorda, descobre que foi substituído por uma versão melhorada de si mesmo.
 
 
Tudo começa quando Miles, desanimado com a sua vida amorosa e falta de inspiração para o trabalho, segue os conselhos do seu amigo Dan, que lhe aconselha uma ida a um spa selectivo e secreto, de onde sairá renovado e muito mais confiante.
 
Ao ver o fracasso em que se tornou a sua vida, e o sucesso que o amigo está a conseguir a todos os níveis, Miles gasta parte do dinheiro que ele e a sua mulher pouparam, para pagar o spa, que lhe promete um verdadeiro milagre - um tratamento avançado e sofisticado, capaz de resolver todos os seus problemas.
 
Na realidade, o que acontece no spa é um processo de clonagem, que transforma os clientes numa versão melhorada de si mesmos. E, enquanto os clones ocupam os respectivos lugares na vida que, antes, pertencia aos clientes, estes são enterrados vivos, sob o efeito da anestesia, acabando por morrer.
 
 
 
O que nem ele, nem os donos do spa esperavam, era que as coisas não resultassem como habitualmente, e que Miles sobrevivesse.
 
Agora, o verdadeiro Miles, que continua sem grande vontade de mudar por si próprio, e o seu clone, que age de uma forma totalmente diferente, tornando-se um homem bem sucedido, respeitado, e que facilmente conquista todos à sua volta, terão que partilhar a mesma vida, o mesmo trabalho e, até, a mesma mulher.
 
 
 
Apesar de ser uma comédia, faz-nos pensar neste mundo em que vivemos, em que a competição no trabalho leva, cada vez mais, a frustrações e stress quando não se consegue dar o melhor, em que reina a lei do mais esperto.
Um mundo em que as pessoas têm preguiça de pensar por si, lutar por si mesmas. Preferem cruzar os braços e ignorar o que se passa, consigo e com os que o rodeiam, do que enfrentar as situações, e tentar resolver os problemas.
Um mundo em que as pessoas preferem afundar-se em autocomiseração, desvalorizar-se e fazer o papel de coitadinhos, do que dar a cara e tentar melhorar e mudar a sua vida, e a pessoa que é, ou na qual se transformou.
E este é meio caminho andado para perderem aquilo que tanto receiam perder.
Depois?
Depois poderá ser tarde demais...
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