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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A Felicidade Nunca Vem Só

 

O último romance de Nora Roberts traz-nos aventuras que nem todos estariam dispostos a experimentar, nem mesmo pelo tesouro mais valioso que pudessem alcançar.

Mas, antes de mais, tenho que destacar a personagem feminina, Whitney MacAllister. Penso que todas as mulheres, incluindo eu, gostariam de ser como a Whitney desta história. Porquê?

Ora vejamos:

  • é uma mulher extremamente inteligente e sempre atenta, nunca deixando que lhe passem a perna ou a enganem
  • é linda e elegante
  • é simpática, extrovertida e amável com todos
  • é sensível, muito humana e generosa com quem merece
  • é extremamente ágil, hábil, desenrascada e prática
  • é rica, filha do dono do império dos gelados MacAllister, tem dinheiro que nunca mais acaba e nem sabe o que fazer com ele, e está profissionalmente realizada
  • tem um humor extraordinário, mesmo nas situações mais extremas

 

Será suficiente?!

 

Ora bem, voltando à história do livro, Whitney tinha acabado de chegar de uma das suas muitas viagens, e dirigia-se para casa, no seu Mercedes, aborrecida com a vida que tinha e com o pensamento naquilo que gostaria de viver quando, de repente, lhe entra um homem no carro, e começa a ouvir o som de tiros, e balas a tentarem atingi-los.

Esta é a oportunidade de Whitney viver uma aventura, aquela que tanto desejava, e aproveita a oportunidade, sem receios nem hesitações.

O homem misterioso é Doug Lord, um ladrão profissional contratado que tem na sua posse documentos valiosos, que podem levá-los até ao tesouro mais cobiçado, e que está a fugir de quem o contratou e da morte certa, para iniciar esta caça ao tesouro e nunca mais ter de se preocupar com nada na vida.

Assim que conseguem despistar os perseguidores, Whitney leva o ladrão para sua casa, faz-lhe um curativo e decide ajudá-lo. E Doug até poderia aceitar a sua ajuda financeira, ou simplesmente roubá-la, e fugir. Mas, a partir do momento em que entrou no carro de Whitney, colocou-a automaticamente em perigo.

Agora, serão dois a ter que fugir e embarcar numa aventura que envolve assassinos sem dó nem piedade, capazes das piores atrocidades, caminhadas de quilómetros e acampamentos na floresta, ou debaixo de um sol escaldante, saltos de comboios em movimento, rios cheios de crocodilos e, até, um porco! 

Mas esta aventura precisa de investimento, e Whitney leva consigo, além da carteira com dinheiro e cartões de crédito, um caderninho onde vai apontar cada cêntimo que está a gastar, para que Doug lhe pague tudo no fim, afinal, ela é também uma mulher de negócios!

Ao longo de toda a história, os perseguidores não vão dar tréguas a este par, seguindo-lhes sempre o rastro bem de perto, apesar de Whitney e Doug, por diversas vezes, lhes trocarem as voltas. Pelo caminho, muitos inocentes vão perder a vida.

No entanto, Doug e Whitney não desistem, e seguem em frente. O que os une é uma caça ao tesouro, um investimento a ser recuperado, mas também um sentimento que cresce entre ambos. Primeiro atracção, depois admiração e, por fim, amor.

Só que Dimitri, um homem nojento e perverso, não vai facilitar a vida a este casalinho e, na primeira oportunidade, faz de Whitney sua prisioneira.

Conseguirão Doug e Whitney escapar a Dimitri com vida? Conseguirão descobrir o tesouro?

Terá valido a pena tanta ambição e desejo de aventura, ou qualquer vida é mais preciosa que um punhado de diamantes? 

 

Mais um livro que não me desiludiu!

O que mais destaco é, de facto, a relação entre as personagens principais ao longo de toda a história, e o humor presente do início ao fim.

Considero apenas como ponto negativo as extensas descrições, e o excessivo tempo que demorou esta excursão até Madasgáscar, que torna algumas páginas mais aborrecidas.

Ainda assim, para quem gosta da autora e do género, eu recomendo!

Quero este livro!

 

Sinopse
 
"Com uma vida de sonho que é a inveja de todas as mulheres, Whitney MacAllister um dia é surpreendida quando um homem misterioso se apodera do seu Mercedes, pouco antes das balas começarem a voar. Mas esta não é uma tentativa de sequestro nem o homem ferido é um criminoso comum. Inesperadamente, Whitney é arrastada para uma parceria com um estranho para conseguir escapar à morte iminente. Diante deles está uma série de documentos roubados que levam a uma fabulosa fortuna escondida. Atrás, um grupo de assassinos implacáveis que eliminam quem se atravessa no seu caminho. A perseguição acaba por levá-los à exótica ilha de Madagáscar, onde o jogo terá um aterrador desfecho, que poderá não ter vencedores, nem perdedores… nem sobreviventes."

Reencontro com o passado, de Nora Roberts

 

Sinopse
"Ninguém pode fugir para sempre. Filha de uma mãe controladora e possessiva, Elizabeth deixa-se levar pelas loucuras de uma noite, bebendo e permitindo que um estranho sedutor, com sotaque russo, a leve até uma casa isolada. O que aconteceu a seguir mudou a sua vida para sempre. Doze anos mais tarde, a mulher conhecida como Abigail Lowery vive nos subúrbios de uma pequena cidade. Programadora informática, desenha sistemas de segurança e complementa a sua própria segurança com um cão feroz e algumas armas de fogo. É reservada e nada revela da sua vida. Mas essa reserva apenas intriga Brooks Gleason, o chefe de polícia. A lucidez e opiniões frias e sem romantismo da jovem deixam-no fascinado… e um pouco frustrado. Ele suspeita que Abigail esteja a esconder-se de alguém, e as táticas de defesa dela ocultam uma história que urge ser revelada."
 
 
Elizabeth não era bem uma filha, mas um projecto. Nunca teve pai, apenas um dador meticulosamente escolhido por aquela que é sua mãe. Embora não se possa propriamente apelidar esta mulher de mãe, mas antes de criadora.
Durante 16 anos, Elizabeth viveu de acordo com as regras desta mulher, seguindo as decisões dela sem reclamar. Estudos, roupa, alimentação, tudo na vida de Elizabeth era programado ao mais ínfimo pormenor.
Mas isso estava prestes a mudar.
Como qualquer adolescente a quem lhe sejam feitas demasiadas imposições sem qualquer hipótese de argumentar, sem ninguém que realmente a oiça ou compreenda, ou pense naquilo que ela própria gostaria, a revolta e a transgressão das regras é o caminho para a liberdade.
No fim de semana em que a mãe se ausenta, Elizabeth transforma-se em Liz, e vive experiências que todas as adolescentes normais vivem, como ir às compras, divertir-se com as amigas, falar de rapazes, e até ir a uma discoteca, fazendo-se passar por mais velha.
O que ela estava longe de imaginar, era que essa rebeldia lhe ia custar muito caro. A sinopse já antevê que algo aconteceu a Liz naquela casa isolada.
De facto, ela e a recém amiga Julie bebem demais na discoteca e vão com um dos rapazes que lá conheceram para uma casa no lago, já que o outro ficou retido a tratar de alguns assuntos pendentes.
E se já estão a adivinhar o que poderá ter acontecido, aviso-vos que não foi isso que estarão a pensar.
Na verdade, Liz escapa por um triz, de ser assassinada pela máfia russa e, a partir desse momento, vai andar em fuga constante e lutar pela sua sobrevivência, ficando entregue a si própria quando os policiais que a protegiam são, também eles, assassinados. 
Será que, 12 anos depois, ela continua a ser um alvo a abater? Será que, apesar da sua nova vida e identidade, poderá vir a ser reconhecida e correr perigo de vida?
Poderá Brooks, o chefe da polícia, ajudá-la?
 
Terão que descobrir quando lerem esta empolgante história que, a mim, me cativou logo na primeira página! Livros assim, dão gosto ler!
 
 

"Descobri" Nora Roberts!

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Estreei-me com o "Segredos", que não me desapontou. 

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E continuei com "A Pousada do Fim do Rio", que me fez render a esta escritora à qual nunca tinha prestado muita atenção. 

Não conheço a fundo os livros de Nora Roberts e, provavelmente, nem todos terão os meus ingredientes preferidos, como foi o caso destes dois, mas espero poder ler muitos mais e surpreender-me positivamente! Ou talvez não...É que, por este andar, não há dinheiro que chegue para tantas colecções de livros!