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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A felicidade é como um raio de sol

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A felicidade é como um raio de sol por entre as nuvens: sente-se no momento!
 
 
Não dá para guardar num frasquinho.
Como quem guarda algo precioso, que poderá vir a usar, quando precisar.
 
Não dá para deixar para depois porque, depois, já as nuvens o ocultaram, e é tarde demais.
 
Da mesma forma que nunca sabemos quando o sol vai aparecer e brilhar, ou quando o céu estará carregado de nuvens, também não sabemos quando a felicidade nos baterá à porta.
 
Mas, em ambos os casos, há que aproveitar o que nos é oferecido, e nos faz sentir bem, no exacto momento em que temos essa oportunidade.
 
Antes que ela passe, e nos arrependamos de não a ter vivido.

Típico Agosto na zona oeste

Imagens de clipart Clip-art do tempo nublado

 

E depois de uns dias de calor anormal (seria assim tão anormal?) no mês de Julho, eis que chega o típico Agosto da zona oeste, a que já estamos mais que habituados:

- manhãs encobertas, com nevoeiro e chuviscos

- perto da hora de almoço as nuvens dissipam-se, e abrem espaço para o sol

- meio da tarde, as nuvens terminam o seu período de tréguas, e voltam a tapar o sol

- noites frias que convidam a ficar mesmo por casa

 

As temperaturas, essas não passam dos 24 graus, à hora de maior calor. Fora isso, contentamo-nos com uns míseros 18 graus.

E é isto, um pouco por toda a costa oeste.

 

Há quem goste. Há quem prefira assim.

Mas não me venham dizer que isto é verão!

Meus ricos dias quentinhos, por onde andam?

Nuvem iridescente?

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Ontem, ao sair do trabalho, ao final da tarde, olhei para o céu e vi ali uma "mancha colorida" a fazer lembrar o arco-íris, mas sem a forma deste.

Na brincadeira, até pensei "o que terá acontecido ao resto do arco-íris"?

A dita "mancha" estava em linha com o sol, e destacava-se ali por entre algumas nuvens e o céu azul.

 

 

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Curiosa, fui pesquisar o que poderia ser isto.

Será uma nuvem iridescente?

E o que é isso?

 

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Ao que parece, é um fenómeno meteorológico que, por norma, ocorre pela manhã, ou ao final da tarde, quando o céu tem um determinado tipo de nebulosidade - as nuvens devem ser finas e com uma base horizontal.

Para que estas nuvens iridescentes se formem, é necessário haver sol, e nuvens com determinadas condições e características.

Enquanto o arco-íris depende da chuva, as nuvens iridescentes resultam da refração (dispersão) dos raios solares, em gotículas bem minúsculas de água ou de pequenos cristais de gelo, que se encontram nas nuvens, em suspensão, ou seja, é necessário a luz do sol, e pequenas gotículas de água e partículas de gelo, suspensas no ar. 

Outro factor importante é a posição do sol, que deve ser bem próxima da nuvem.

Se, no caso no arco-íris, o sol encontra-se atrás do observador, que vê o arco colorido à sua frente, na nuvem colorida, o sol e a nuvem em questão aparecem no mesmo campo de visão.

A nuvem iridescente é um fenómeno mais raro que o arco-íris.

 

E pronto, aqui fica o registo do fenómeno, apenas com o rasto deixado por um avião que, em má hora, decidiu passar por ali, a destoar!

A flor

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Era uma vez uma flor, com lindas pétalas amarelas.

Nos dias de sol, era vê-la aberta, a receber o calor, a energia, a viver e fazer as delícias de quem por ela passava, e a via por ali em todo o seu explendor.

Já nos dias em que o sol se escondia atrás das nuvens, também ela se mantinha fechada, protegida, para que nada lhe acontecesse.

 

Havia uma menina que, todos os dias, quando por ali passava, olhava para a flor, ora aberta, ora fechada, como se já fosse um gesto rotineiro, e familiar.

E foi assim que começou a reparar que, ao contrário do habitual, nos últimos dias, a flor continuava fechada, sem dar sinal de vida.

A menina estranhou, e decidiu aproximar-se mais da flor.

Foi então que percebeu que a flor não podia mais abrir, porque tinha perdido todas as pétalas. Tinha perdido parte de si.

 

A flor contou-lhe, então, desolada, que num dia em que estava sol, ela tinha aberto, como era habitual, mas não percebeu que um vento forte se estava a aproximar e, quando ele passou por ela, com tal força e velocidade, arrancou-lhe pétala por pétala, sem lhe dar tempo para se resguardar.

 

Tinha "baixado a guarda", confiado, e fora traída.

Agora, era uma flor incompleta, sem graça, murcha, sem vontade de viver.

Nunca mais seria a mesma.

 

A menina, querendo animá-la, disse-lhe que agora, ela seria diferente, mas não menos bonita.

Simplesmente, agora tinha-se transformado numa flor apétala. 

Mas muito mais forte. Uma sobrevivente.

E garantiu-lhe que ia continuar a passar por ali, e admirá-la ainda mais!

Somos parte da Natureza...

(e agimos como ela)

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Porque é que não está sempre sol?

Porque a chuva também faz falta. 

Sem sol, não haveria chuva. E, sem chuva, não haveria sol.

Porque é que não nos sentimos sempre felizes?

Porque a tristeza também faz falta.

Sem felicidade, não haveria tristeza. E, sem tristeza, não haveria felicidade.

 

Podemos viver vários momentos felizes mas a verdade é que as outras emoções, tal como as gotas que se evaporam e formam as nuvens, também se vão acumulando e, quando percebemos, é necessário descarregá-las, tal como a chuva que cai. 

Um céu não está permanentemente coberto de nuvens, sem que o sol volte a espreitar. Da mesma forma, também não nos sentimos sempre tristes, em baixo, deprimidos, sem que a alegria nos volte a contagiar, e levar a melhor.

 

Um vulcão pode estar inactivo durante anos e anos. No entanto, volta e meia, ele entra em erupção. Da mesma forma que nós podemos manter a nossa calma e tranquilidade mas, um dia, podemos explodir.

Tal como o vento, mais suave, ou mais furioso, também nós, por vezes, nos mostramos mais ou menos agitados e, uma vez ou outra, levamos tudo à nossa frente. Ou somos levados.

Por vezes, tal como os trovões, levantamos a voz, discutimos, e as nossas palavras podem cair como raios, nos outros, ou as dos outros, em nós.

Mas, com a mesma rapidez com que acontece, também passa.

Não sem, claro, deixar a marca da sua passagem, do seu efeito.

Umas, mais vincadas e profundas que outras.

 

Também nós, à semelhança de um terramoto, estremecemos, trememos, abanamos o nosso mundo e o dos outros, por vezes, abrindo fendas que poderão não voltar a fechar.

Ou, tal como um tsunami, quantas vezes sentimos que nos vamos afundar naquela imensidade e força da água, contra a qual parecemos impotentes?

Mas, se sobrevivermos, cada um de nós aprende a reconstruir-se. 

 

Podemos estar mais murchos em determinadas alturas, sem ânimo, sem "vida", como as plantas que secam. Mas, noutras, algo nos faz ganhar de novo a vivacidade, arrebitar, voltar a dar e mostrar o melhor de nós.

 

No fundo, somos parte da Natureza. 

E, por isso, agimos como ela.