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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

For Life: viver num mundo movido por interesses e alimentado pelo poder

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Vivemos num mundo movido, maioritariamente, por interesses, e nem sempre interesses colectivos mas, muitas vezes, individuais.

E para eles contribui, quase sempre, o poder daqueles que os podem satisfazer, concretizar, levar a cabo. Ou para os travar, aniquilar, impedir.

Se uns têm a sorte de o poder estar do seu lado, outros, têm-no constantemente contra si. Sobretudo, se os interesses de uns, chocam com os de outros. Quando não podem coexistir.

Quando assim é, por muito que tentemos quebrar esse ciclo, mudar o rumo dos acontecimentos, inverter as situações, torna-se complicado.

É difícil vencer qualquer batalha que seja e, quando achamos que, por uma vez que seja, a vitória nos coube, logo a vida se encarrega de mostrar que não ganhámos coisa nenhuma.

 

For Life conta a história de um homem condenado injustamente, por um crime que não cometeu, a prisão perpétua. Porque não quis assinar nenhum acordo, em que se desse como culpado, sabendo que era inocente.

Obstinação? Ingenuidade? Coragem? Quem sabe…

Foi usado como “bode expiatório”, como “exemplo” de justiça, com fins e interesses políticos de uns, e pessoais, de outros. Não é que tivessem, particularmente, algo em concreto contra a sua pessoa, mas era preciso arranjar um culpado, e ele estava mesmo ali a jeito.

Ao longo dos anos em que esteve preso, Aaron Wallace viu a mulher trocá-lo pelo seu melhor amigo e a filha engravidar. Ainda assim, manteve o seu foco em formar-se em direito e ir ajudando os seus colegas de prisão, com o objectivo final de pedir um novo julgamento para si mesmo e provar a sua inocência, derrubando o responsável por tê-lo colocado lá dentro, e recuperando a família.

 

Sabemos que a vida na prisão não é fácil. Grupos rivais, rixas e, lá está, mais uma vez, interesses, podem ser um factor a favor, ou contra. Nem sempre a imparcialidade é bem vista, ou aceite. Algumas vezes, se não estamos do lado de alguém, então é porque estamos contra.

Depois, há todo um sistema paralelo, em que nem os guardas e os directores não gostam de se meter, ou interferir.

Os que se atrevem, angariam inimizades, e há sempre quem aguarde, na plateia, o momento em que cometam erros, em que caiam, em que fracassem, em que as circunstâncias os derrubem. Nem que seja preciso dar um empurrãozinho.

 

De qualquer forma, contra tudo e todos, umas vezes com sucesso, outras nem tanto, Wallace vai superando os desafios, as contrariedades, levantando-se depois das rasteiras que, volta e meia, o atiram ao chão, e seguindo rumo ao objectivo.

Para isso, conta com a ajuda de alguns colegas da prisão, da mulher, que ainda o ama, da filha, que quer ver o pai fora da cadeia, da directora da prisão, e de um antigo promotor público, agora seu mentor jurídico e amigo.

No entanto, há quem não tenha interesse em que Aaron consiga alcançar aquilo a que se propôs, e se empenhe ao máximo para mantê-lo para sempre atrás das grades. De cada vez que Aaron acende um fósforo, logo alguém se encarrega de apagá-lo.

Ainda assim, ele consegue mesmo acender a fogueira!

Só que, lá está. Nem tudo corre como queremos e, agora, Aaron terá de escolher entre manter a fogueira acesa, correndo o risco de queimar todos aqueles que ama, ou apagá-la ele mesmo, perdendo tudo aquilo pelo qual lutou, e resignando-se ao que sempre recusou.

O poder, por mais voltas que se dê, uma vez contra nós, sempre contra nós.

 

 

 

Se a tartaruga conseguiu passar a lebre, também nós conseguiremos!

História Infantil A Lebre e a Tartaruga

 

Já te aconteceu parecer que correste como nunca e, mesmo assim, não ficaste bem classificado?

Parecer que tinhas feito o teu melhor trabalho de sempre e, no fim, foi apenas considerado “bom”?

Parecer que deste o teu melhor, mas esse melhor foi inferior ao que se esperava?

Que, escolhas o atalho que escolheres, há sempre alguém que te passa à frente?

Que qualquer que seja a ideia que tenhas, há sempre uma melhor que a tua?

Ou que até era a mesma, mas alguém pensou nela primeiro?

 

Por vezes, temos a sensação de que, façamos o que fizermos, nunca chegamos onde queremos chegar.

Que, por mais que nos esforcemos, esse esforço cai sempre em “saco roto”, nunca é suficiente, nunca é recompensado.

Que há sempre alguém mais à frente, que chega primeiro, que ocupa o lugar que queríamos para nós.

 

Eu sei que pode ser frustrante. Até, de certa forma, injusto.

Mas, se calhar, o objectivo nunca foi chegar à meta, por si só, em primeiro lugar, mas sim disfrutar de todo o caminho.

Se calhar, mais importante que alcançar o objectivo, é tudo aquilo que fazemos, aprendemos, em que nos empenhamos, para lá chegar.

Se calhar, a nossa meta nem sequer é aquela que imaginámos na nossa mente.

Ou, também pode acontecer, estarmos a tentar alcançar as metas erradas, e ainda não percebemos que, as que nos cabem, não estão ao fundo desse caminho que insistimos em percorrer.

Talvez tenhamos, algumas vezes, que mudar a direcção.

 

E, quem sabe, deixar de pensar e valorizar tanto naquilo que os outros conseguem, para nos focarmos mais naquilo que nós conseguimos, e valorizar os nossos feitos.

Qual o sentido da vida...

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... quando já nada se espera dela?

 

Quando nascemos, não nos explicam o que viemos fazer a este mundo. É uma descoberta que vamos fazendo, à medida que crescemos e nos tornamos adultos.

Há coisas às quais não podemos fugir, e outras, que são objectivos que nós próprios definimos, e que vivemos para tentar alcançar e aproveitar.

Sejam os estudos, o trabalho, a família, os filhos, há sempre algo que nos faz querer estar por cá e viver o tempo que nos é permitido.

 

 

Mas... E quando já não se espera nada da vida?

Quando as pessoas chegam a uma idade em que se vêem sozinhas?

Em que os seus filhos já estão criados e, muitos, nem querem saber deles, que apenas representam um "fardo" nas suas vidas?

Em que os netos já não precisam dos avós que, muitas vezes, só vêem esporadicamente?

Em que já não têm o companheiro(a) de uma vida com quem dividir as alegrias e tristezas?

Em que os amigos são poucos ou nenhuns?

 

 

Quando as pessoas deixam de se sentir úteis, e sentem que só cá estão à espera que chegue o momento de, também elas, partirem?

Quando percebem que já não existem quaisquer objectivos que queiram levar a cabo e concretizar?

Quando compreendem que, se partirem, ninguém vai sentir a sua falta?

Quando a tristeza se apodera delas de tal forma, que não conseguem ver para além dela?

 

 

A que (a quem) se agarram estas pessoas?

Onde vão buscar forças, coragem, determinação?

O que as faz continuar a caminhada?

Como se trata o problema da solidão?

 

 

É possível encontrar esperança?

Um motivo para viver?

Uma razão para ficar?

 

 

Reflexão inspirada em muitos casos reais com que me tenho deparado, e neste vídeo, com o qual foi impossível não me comover, pela mensagem que transmite, além de ser uma música linda:

 

 

Se não lutarmos por aquilo que queremos, quem o fará?

Imagem relacionada

 

 

Se temos um objectivo, temos que ir à luta, para o concretizar.

Se nos deparamos com obstáculos pelo caminho, há que os contornar.

Se nem sempre as coisas acontecem quando queremos, temos que ser pacientes, saber esperar. Um adiamento é apenas isso, um adiamento. É uma vírgula numa frase, para uma pausa, e não um ponto final.

E se, pelo caminho, começamos a perder a determinação, a força, a coragem e a vontade, temos que contrariar o nosso pensamento, e encontrar a motivação necessária, nas mais pequenas coisas a que nos pudermos agarrar, para continuarmos a avançar.

As coisas não nos caem nos braços por obra do acaso. Nada nos é oferecido de bandeja. Nada se consegue sem esforço.

Por isso, não basta ficar parados à espera que a vida passe por nós. É preciso fazermo-nos ao caminho, e passarmos nós pela vida, aproveitando tudo o que pudermos ao longo dessa passagem.

 

 

 

Body Revolution Movement

Foto de Body Revolution Movement.

 

Conheci a Marta Romero no início deste ano, e foi um prazer.

A Marta é a mentora deste movimento, que pretende revolucionar a forma como vemos o nosso corpo, e realçar a beleza que existe dentro, e fora, de cada um de nós.

 

"Body Revolution Movement nasce na perspetiva criar uma mudança de paradigmas e redefinir conceitos de Beleza. A Beleza existe em todos os corpos, tamanhos, formas e medidas. 
Aceitar um corpo que é rejeitado pelos demais ou que não se enquadra nos parâmetros definidos pela sociedade atual passa pela confiança. Uma confiança que não nasce quando outros nos aceitam, mas sim quando nos sentimos bem com o nosso corpo, mesmo quando os outros não o vêm da mesma forma."


Os principais objectivos do movimento são:

Incentivar a Aceitação

Trabalhar o Positivismo

Ressaltar a Sensualidade 

Ter confiança

Obter uma linguagem positiva

Potenciar a capacidade de sentir amor

 

E, ao mesmo tempo, ensinar:

 

A viver sem juízos sobre a nossa imagem 

A amar o nosso corpo 

Habilidades que irão tornar as pessoas resistentes e inabaláveis em qualquer um dos objetivos 

A não comparar-nos com os outros constantemente

Que p corpo não é um ornamento

A ser saudável em cada peso fomentando  o emagrecimento como algo meramente relacionado com a saúde e não com a estética.

 

Ontem à tarde, e no seguimento deste Body Revolution Body, a Marta apresentou o Calendário Body Revolution 2018, que considera "uma das ações mais reivindicatórias e altruístas do movimento", composto por mulheres corajosas que posam completamente nuas, transmitindo uma mensagem clara de positivismo do seu físico, ressaltando as suas diferenças individuais.

Ao mesmo tempo, o calendário pretende ensinar e inspirar as mulheres a aceitar o seu corpo, durante os 365 dias do ano.

 

O calendário tem o valor de 8 euros. O valor angariado será revertido na totalidade para ajudar a causa do Movimento Body Revolution.

 

Mais informação em http://www.bodyrevolutions.net/body-revolution/ ou Body Revolution Movement

 

 

Na recente entrevista que deu à RCM (rádio de Mafra), a Marta afirmou que 91% das mulheres não estão satisfeitas com o seu corpo.

E deixo aqui o desafio, não só para as mulheres que seguem este blogue, como também para os homens:

 

O que menos gostam no vosso corpo, que gostariam de mudar? E o que não gostavam, mas já aprenderam a aceitar?