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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Se não lutarmos por aquilo que queremos, quem o fará?

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Se temos um objectivo, temos que ir à luta, para o concretizar.

Se nos deparamos com obstáculos pelo caminho, há que os contornar.

Se nem sempre as coisas acontecem quando queremos, temos que ser pacientes, saber esperar. Um adiamento é apenas isso, um adiamento. É uma vírgula numa frase, para uma pausa, e não um ponto final.

E se, pelo caminho, começamos a perder a determinação, a força, a coragem e a vontade, temos que contrariar o nosso pensamento, e encontrar a motivação necessária, nas mais pequenas coisas a que nos pudermos agarrar, para continuarmos a avançar.

As coisas não nos caem nos braços por obra do acaso. Nada nos é oferecido de bandeja. Nada se consegue sem esforço.

Por isso, não basta ficar parados à espera que a vida passe por nós. É preciso fazermo-nos ao caminho, e passarmos nós pela vida, aproveitando tudo o que pudermos ao longo dessa passagem.

 

 

 

Body Revolution Movement

Foto de Body Revolution Movement.

 

Conheci a Marta Romero no início deste ano, e foi um prazer.

A Marta é a mentora deste movimento, que pretende revolucionar a forma como vemos o nosso corpo, e realçar a beleza que existe dentro, e fora, de cada um de nós.

 

"Body Revolution Movement nasce na perspetiva criar uma mudança de paradigmas e redefinir conceitos de Beleza. A Beleza existe em todos os corpos, tamanhos, formas e medidas. 
Aceitar um corpo que é rejeitado pelos demais ou que não se enquadra nos parâmetros definidos pela sociedade atual passa pela confiança. Uma confiança que não nasce quando outros nos aceitam, mas sim quando nos sentimos bem com o nosso corpo, mesmo quando os outros não o vêm da mesma forma."


Os principais objectivos do movimento são:

Incentivar a Aceitação

Trabalhar o Positivismo

Ressaltar a Sensualidade 

Ter confiança

Obter uma linguagem positiva

Potenciar a capacidade de sentir amor

 

E, ao mesmo tempo, ensinar:

 

A viver sem juízos sobre a nossa imagem 

A amar o nosso corpo 

Habilidades que irão tornar as pessoas resistentes e inabaláveis em qualquer um dos objetivos 

A não comparar-nos com os outros constantemente

Que p corpo não é um ornamento

A ser saudável em cada peso fomentando  o emagrecimento como algo meramente relacionado com a saúde e não com a estética.

 

Ontem à tarde, e no seguimento deste Body Revolution Body, a Marta apresentou o Calendário Body Revolution 2018, que considera "uma das ações mais reivindicatórias e altruístas do movimento", composto por mulheres corajosas que posam completamente nuas, transmitindo uma mensagem clara de positivismo do seu físico, ressaltando as suas diferenças individuais.

Ao mesmo tempo, o calendário pretende ensinar e inspirar as mulheres a aceitar o seu corpo, durante os 365 dias do ano.

 

O calendário tem o valor de 8 euros. O valor angariado será revertido na totalidade para ajudar a causa do Movimento Body Revolution.

 

Mais informação em http://www.bodyrevolutions.net/body-revolution/ ou Body Revolution Movement

 

 

Na recente entrevista que deu à RCM (rádio de Mafra), a Marta afirmou que 91% das mulheres não estão satisfeitas com o seu corpo.

E deixo aqui o desafio, não só para as mulheres que seguem este blogue, como também para os homens:

 

O que menos gostam no vosso corpo, que gostariam de mudar? E o que não gostavam, mas já aprenderam a aceitar?

Focar num único rumo ou dispersar por vários?

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Na vida, há pessoas que:

 

Se contentam com pouco, estando satisfeitas com aquilo que têm. Embora sabendo que um pouco mais seria bem vindo, não consideram que isso justifique mudanças, e permanecem sempre da mesma forma, a não ser que algum facto involuntário as obrigue à mudança.

 

Querem sempre mais, nunca estando satisfeitas com aquilo que têm.

 

Ter ambição, desde que com conta, peso e medida, não é mau. Nem tão pouco desejar um futuro melhor, um bom ordenado, melhores horários, e outras regalias que não existem na situação actual.

Mas, dentro deste grupo, encontramos dois tipos de pessoas:

 

- as que sabem exactamente aquilo que querem, que definem a sua meta, e seguem esse caminho com um objectivo concreto, ainda que possa ser realizado ou não, e não se dispersam;

 

- as que querem várias coisas ao mesmo tempo, ou que não fazem a mínima ideia do que querem, e acabam por se dispersar por vários caminhos, que por vezes nunca chegam a atravessar até ao fim, mudando para outros que também não completam, numa tentativa de chegar a uma meta, seja ela qual for.

 

Mudar, se essa mudança é fundamental para o nosso bem estar, arriscar e perder, e voltar a tentar, enveredar por novos caminhos quando já vimos tudo o que tínhamos a ver nos antigos, quando chegamos à meta e precisamos de novas para alcançar, não tem que ser necessariamente algo de mau.

 

Mas eu gosto daquilo que é aparentemente seguro. Gosto de ter um plano, uma linha definida, uma meta concreta. E tenho alguma dificuldade em compreender aqueles que não têm esta forma de estar. Que hoje querem uma coisa, e é para norte que vão, mas amanhã já não é aquilo que querem, e afinal o caminho é para sul, e passados uns dias afinal querem ir para oeste, para chegar à conclusão que o caminho ideal é a este, e é isso que definitivamente querem. E, uns tempos mais tarde, já mudaram de ideias outra vez.

 

Para mim, é mais fácil uma pessoa conseguir algo focando-se nisso a 100%, do que querer várias coisas ao mesmo tempo, dispersando-se por todas elas, correndo o risco de não conseguir nenhuma. Como se costuma dizer "quem tudo quer, tudo perde" e "mais vale um pássaro na mão, que dois a voar".

 

É-me ainda mais difícil compreender quando se trata de adultos, com responsabilidades assumidas, que ambicionam estabilidade na sua vida. Porque esta dispersão parece-me tudo menos estável. Que miúdos acabados de sair do liceu, ou até da universidade, se sintam assim, ainda se compreende. Mas adultos, numa idade em que deveriam ter já a sua vida organizada, é mais difícil...

 

E, depois, pergunto-me: serão assim em tudo na vida? É que se, em determinados assuntos, essa dispersão e mudança constante de planos e ideias, não causam muitos estragos, haverá outras decisões que, depois de tomadas, não há volta a dar para voltar atráscom elas. E que está ao lado de pessoas assim sente tudo menos segurança e estabilidade.

 

E por aí, são mais de se focar, ou dispersar?

O que acham que trás mais vantagens ou desvantagens?

 

O "não" está sempre garantido!

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Se não lutarmos por aquilo que queremos, quem o fará?

Sempre fui mulher para ficar quieta no meu canto, e não me aventurar em certas coisas porque o mais provável era não resultar, o mais certo era ouvir um "não" como resposta.

Mas, de há uns tempos para cá, tenho agido de forma diferente. 

É verdade que o "não" está sempre garantido. Mas também pode vir um talvez ou, quem sabe, um sim. E nunca saberemos se isso acontecerá se não arriscarmos, se não tentarmos. Quem não arrisca, não petisca!

Afinal, o que temos a perder? Nada.

Mas podemos vir a ganhar!

 

Sim, por vezes (muitas vezes) é mesmo o tão esperado "não" que chega, isto quando chega alguma coisa. E sim, desanimo. Queria que tivesse dado certo. Não consegui. E dá vontade de voltar a ficar quietinha e não perder tempo com mais nada.

Mas a vida é mesmo assim. Ouvimos muitos "nãos", e ainda havemos de ouvir muitos mais.

Passado o desânimo, está na hora de levantar novamente os braços e continuar a lutar pelos objectivos. 

Se der, melhor. Se não der, paciência!

 

 

 

Da ida à TV, em representação do Clube de Gatos

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Não vai acontecer.

Irá acontecer?

É possível que aconteça.

Vai mesmo acontecer!

Está quase...

Está a acontecer!

Já passou.

Aconteceu mesmo!

Aconteceu mesmo?

Já foi há tanto tempo!

 

Por coincidência, à saída de cena, encontrei uma antiga colega de liceu, a Inês (beijinho Inês, e se estiveres a ler este post, já sabes que te queremos a ti e ao teu bichano no clube)! Diz ela que, quando percebeu que eu ia lá, disse aos colegas para me porem a falar porque, daquilo que se lembrava de mim, eu era muito caladinha. É verdade. 

Sempre fui mais de estar no meu cantinho, e não ter que falar em público, porque corava, bloqueava, ficava cheia de nervos, era uma tortura. Ainda hoje sou assim. 

Mas uma pessoa tem que enfrentar desafios, tentar superar os seus receios, fobias e lutar pelo que quer.

 

Não vai acontecer.

Quando enviei o email à Sic, pensei que o "não" estava sempre garantido, mas até podia dar certo. No entanto, o meu pensamento era de que não daria em nada, até porque o programa da tarde iria acabar.

 

Irá acontecer?

Foi com surpresa que recebi o contacto deles, para participar na rubrica do programa novo, que iria estrear, com mais alguns membros do Clube. Falei com alguns membros, sobre essa possibilidade, mas ainda era algo incerto.

 

É possível que aconteça.

Depois tivemos a questão da incompatibilidade de horários, de trazer os gatos, de haver membros suficientes, e estivemos naquela - iremos, não iremos? Será que vai mesmo acontecer? É possível, mas sem grande euforia.

 

Vai mesmo acontecer!

E foi então que a Inês Dias nos confirmou que conseguiu fazer uma troca, e nos colocar no programa de dia 17, dia em que dava para todos irmos. Ia mesmo acontecer. Mas só na própria semana partilhámos a notícia com todos!

 

Está quase...

Os nervos a fazerem-se sentir pela espera, pelas pessoas que nos iriam estar a ver, por imaginar como seria e o que aconteceria lá, e os dias a passar e a aproximar-se cada vez mais a hora.

 

Está a acontecer!

Quando lá chegamos, acho que passa tudo. Não há volta a dar nem nada a fazer. É cabelos, maquilhagem, preparar tudo, pôr microfones, entrar no intervalo, pôr tudo a jeito, contagem decrescente e estamos no ar, em directo, para milhões de espectadores. Sair de fininho enquanto as câmaras focam o outro lado, e de volta aos bastidores.

 

Já passou.

Ok, já está. Já podemos respirar de alívio. Prova superada!

Sim, porque para além do objectivo principal, havia inerente o objectivo de superar a vergonha, o medo do público, os bloqueios de falar em directo e por aí fora. Faz parte da experiência da vida.

 

Aconteceu mesmo!

Passado o momento, chegamos a casa e vemos a gravação e as fotos e ainda estamos em euforia - aconteceu mesmo! Foi real.

 

Aconteceu mesmo?

Mas não criamos falsas expectativas, e sabemos que foi uma oportunidade que poderá ser boa, mas há que regressar à Terra e continuar a trabalhar. Não somos mais famosas por isso. Somos pessoas iguais às que éramos, e daqui a uns tempos vamos olhar para trás e pensar: aconteceu mesmo?

 

Já foi há tanto tempo!

E um dia, esse acontecimento vai fazer parte das nossas boas recordações da vida, e vamos falar dele com saudades!

 

E assim dou por encerrado este capítulo!

 

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