Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Submersa...

fe66079f2aa82e0ce255c7616106d3f3.jpg

 

Longe vão os tempos em que nadava e boiava, livremente, à superfície.

E que, livremente, mergulhava.

Quando lhe apetecia. Ou quando, por algum motivo, precisava de ir ao fundo.

Mas logo voltava à superfície. Até porque a maré nunca estava muito alta.

Lá fora, divertia-se com tudo o que via. Com todos os seres que consigo conviviam, e partilhavam o espaço.

 

Depois, um dia, começou a ter que ir mais vezes ao fundo.

Não por sua vontade, mas por necessidade. Havia responsabilidades. Obrigações, que era necessário cumprir, e que dependiam de si.

E o mar, inesperamente, encheu-se de mais água, vinda não se sabe bem de onde. 

A cada dia que passava, água e mais água.

As vindas à superfície foram diminuindo, até que deixaram de acontecer.

Agora, a vida era passada de forma submersa.

 

E, bem vistas as coisas, talvez o hábito e a resiliência sejam tão grandes que se tornou mais fácil viver assim.

Sabe-se lá como, e se, ainda conseguiria ir à superfície, e sentir-se da mesma forma que antes. Divertir-se, da mesma forma que antes.

Quando já nada é como antes.

Quando, ao fim de tanto tempo, se movimenta e orienta melhor lá em baixo.

 

Até poderia tentar.

Mas a sensação é a de que, à semelhança de quem está soterrado e tenta escavar para sair do buraco, mas só lhe cai mais e mais areia em cima, soterrando ainda mais, sempre que pensa sequer em experimentar vir à tona, mais o mar se enche, mais água lhe cai em cima, mais difícil se torna, e menos vontade tem.

 

Além disso, há amarras a prender.

Como quem vai criando raízes, por estar muito tempo no mesmo sítio.

Como quem fica enredado na teia e, mesmo quando parece que está a soltar-se, há sempre um fio que impede. Ou que só solta, se tiver outro alguém a quem possa agarrar temporariamente.

E há todo um mundo que depende de si. Há todo um peso nas suas costas que, para que possa tentar sair dali, ainda que por instantes, alguém tem que estar disposto a carregar ou, pelo menos, partilhar.

Também isso não é fácil.

Porque há sempre quem desafie, quem chame para a superfície, mas poucos são os que querem aceitar a contrapartida.

 

E é por isso que, até lá, continuará a ser uma vida submersa...

Isto das comissões bancárias de manutenção de contas...

Euro DE Desenho Animado Ilustração

... tem muito que se lhe diga!

 

Especificamente quanto ao meu banco, a CGD, estou cada vez menos satisfeita com a sua política.

Enquanto tinha a conta antiga, era-me sempre cobrado um valor de pouco mais de 3 euros mensais. E tinha que ter o ordenado domiciliado na conta.

Quando abri a conta nova, passaram a cobrar mais de 5 euros por mês.

Questionada sobre isso, a funcionária explicou-me que, para continuar a pagar o valor antigo, teria que, para além das imposições anteriores, fazer compras no valor de 50 euros por mês, com o cartão multibanco.

Isto, ao mesmo tempo que tentam evitar que as pessoas recorram ao multibanco, com imposição de limitações ao número de movimentos efectuados mensalmente, e impingem o serviço caixa directa que, confesso, é bastante prático e faz as pessoas quererem fazer as operações quase todas sem sair de casa.

Desta forma, evitam que as pessoas façam o tal valor mínimo em compras.

 

Mas eu ainda não sou dessas que aderiu à preguiça total e, ainda no feriado, fui de propósito ao multibanco, para pagar a ração das gatas. Já era quase metade do valor para o mês de Novembro.

Hoje, em consulta ao meu extrato, percebi que me cobraram os 5 euros referentes a Outubro e fui ver os valores das várias compras.

Qual não é o meu espanto quando percebo que muitas das compras que eu fiz não são consideradas "compras" mas "pagamentos de serviços".

Pagar a ração das gatas, por exemplo, é um "pagamento de serviço".

Portanto, só os pagamentos efectuados directamente nos estabelecimentos são considerados compras.

 

E eu, lá vou ter que, a par com o cartão de refeição, começar a pagar tudo, mas mesmo tudo, com multibanco!

Atraso nos reembolsos de IRS 2015

Resultado de imagem para reembolso de irs 2015

 

Entregar a declaração de IRS via internet, logo nos primeiros dias, será sinónimo de receber o reembolso de IRS a que se tem direito, mais cedo que os restantes? Nem por isso!

Que o diga o meu marido! E, pelo que tenho ouvido por aí, muitos mais portugueses que, por esta altura, já fazem contas à vida, porque o dinheiro lhes pertence por direito, lhes faz falta, e tarda em chegar.

Este ano, o prazo para entrega das declarações foi antecipado para 26 de março. Foi dito que o Ministério das Finanças queria acelerar os reembolsos de IRS, de quem tivesse tudo em ordem.

Foi também dito que, em meados do mês de Abril, já tinha sido efectuados reembolsos a milhares de portugueses. No entanto, só os começaram, supostamente, a fazer no dia 22 de Abril.

E têm demorado a chegar à conta bancária dos contribuintes, não se percebe muito bem porquê, porque as declarações foram consideradas correctas e liquidadas mas, pagamento, nem vê-lo.

Aqui em casa tivemos as duas situações: duas declarações entregues no mesmo dia, com uma diferença de 4 ou 5 horas, tiveram reembolsos em datas totalmente distintas.

A primeira, liquidada e a aguardar confirmação de transferência para o NIB a 22 de Abril, foi reembolsada a 24 de Abril. Aliás, comentei com o meu marido que não me lembro de ter recebido tão cedo em outros anos. 

Já a outra declaração, só foi liquidada a 24 de Abril, esteve até dia 4 de Maio a aguardar confirmação, e só foi paga a 5 de Maio!

Se a culpa é dos serviços tributários ou das entidades bancárias, não faço ideia. Mas alguma coisa se passa para que haja esta discrepância tão grande entre reembolsos, e quando os contribuintes até foram cumpridores e sensatos, não deixando para o último dia o cumprimento das suas obrigações!