Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Finalmente vi "Assim Nasce Uma Estrela"!

Resultado de imagem para assim nasce uma estrela

 

E não achei o filme nada de especial.

 

 

Uma estrela é um corpo celeste que tem luz própria, que se pode manter viva (sem explodir) por trilhões de anos. No entanto, morrerá um dia, após gastar o seu combustível...

 

 

Também assim são as "estrelas" que surgem neste mundo, nas mais variadas áreas como, neste caso, na música.

Tal como Ally, podem nascer de forma inesperada, surpreendente, avassaladora. Podem ter os seus anos de estrelato, glória, fama, sucesso. Se tiverem bem acompanhadas, apoiadas, e com a cabeça no lugar, podem perdurar no tempo.

Caso contrário, depressa estas "estrelas" queimam todo o seu combustível, começam a decair, e morrem, literal ou metaforicamente.

 

 

Ally é o exemplo de que, muitas vezes, é no talento que está a chave para se ser notado por alguém mas, para que possa ser uma "verdadeira estrela", a pessoa é "obrigada" a perder a sua essência, a mascarar-se, a criar uma personagem, a mudar, a tornar-se num produto que vende. Por vezes, isso acontece de forma subtil. Outras, de tal forma vincado que acaba por funcionar contra a pessoa, uma vez que não foi por aquilo que as pessoas gostaram dela.

 

 

Jack, por sua vez, é o exemplo do que a fama, a pressão, a concorrência, a falta de inspiração ou até, problemas de saúde, podem fazer a uma estrela, que se passa a refugiar no álcool e nas drogas, para se aguentar, no palco, e na vida. 

E nem o amor poderá ser suficiente para impedir que o pior aconteça, quando a pessoa que amam representa aquilo que um dia foram, e não voltarão jamais a ser. Quando um deles está a ascender, enquanto o outro está em queda livre.

Quando a vontade de deixar a pessoa que amam, livre, é mais forte que a mão que tenta segurar o outro, para impedi-lo de cair.

 

 

À excepção das músicas, que fazem valer a pena ver o filme, e da oportunidade de ver a Lady Gaga como actriz, sem aquele aspecto a que estamos habituados, diria até, em algumas cenas "de cara lavada", mostrando-nos o quanto ser natural pode torná-la mais bonita (tem uns olhos lindos), a história em si é mais uma, igual a tantas outras que já vimos em filmes e, até, na vida real. 

 

 

Quando as pessoas confundem comentar com atacar

Imagem relacionada

 

De certeza que já aconteceu a muitos bloggers que por aqui andam, mas este não é um mal que afecta apenas a blogosfera - é um mal geral.

E acontece, por norma, com pessoas que, na falta de argumentos, na incapacidade de formular um comentário pertinente, ainda que mostrando uma opinião contrária, ou porque nem se deram ao trabalho de ler ou perceber o que foi escrito/ dito, limitam-se a disparar contra quem escreveu.

Também acontece atacarem quem estão a ler porque, de alguma forma, se sentiram picadas ou afectadas pelo que foi escrito ou dito.

 

 

Existem diversas formas de se comentar algo, ou dar a nossa opinião, sem sermos arrogantes, mal educados, rudes. Sem ofender, sem atacar. 

De exprimir, de forma saudável, o ponto de vista de cada um, sem resvalar para a falta de educação, ou comentários ofensivos.

Mesmo que essa opinião seja contrária, um comentário bem feito será sempre apreciado e valorizado.

Já quem, na falta do que dizer, ou sem saber o que dizer, insiste em comentar só porque sim, e fazê-lo da pior forma,  depressa será ignorado.

 

 

Visita inesperada à Unidade de Saúde Mafra Norte

Resultado de imagem para unidade de saude mafra norte

 

Foi inaugurada no dia do município, a 30 de maio deste ano, depois de mais de um ano de obras, e uns últimos meses caóticos para quem por aquela zona tinha que passar.

Ao que parece, nos primeiros dias de funcionamento, não tinham linhas telefónicas. Diz quem tentou ligar para lá.

 

 

As minhas últimas consultas, já este ano, ainda foram no Centro de Saúde antigo, pelo que tão depressa não contava aparecer no novo.

Mas acabei por ter que lá ir mais cedo do que esperava.

 

 

À chegada, uma segurança mulher - uma novidade, portanto.

O que salta logo à vista são as duas máquinas, os dois postos de atendimento, e as duas salas de espera em lados opostos.

Para a consulta que eu pretendia, indicaram-me o lado esquerdo que, penso eu, corresponde à antiga Unidade de Saúde Familiar ANDREAS. Não percebi para que consultas serve o lado direito, apelidado de Unidade D. João V.

 

 

A sala de espera é bastante iluminada e com capacidade para bastantes utentes.

A chamar as respectivas senhas, estava uma única pessoa, para todos os assuntos. Só já quase na minha vez de ser chamada é que apareceu uma outra funcionária, mas não sei se seria para ajudar ou substituir.

Consegui consulta, em parte porque a funcionária foi simpática, compreensiva e flexível, para esse dia, depois das 19 horas.

 

 

Chegada à hora marcada, confirmei a consulta e esperei a nossa vez. Vi por lá médicos e pessoal novo, para além dos habituais.

Fiquei curiosa para saber para que serve o Módulo Complementar, que ficava ali naquela zona. Será para outro tipo de consultas de especialidade? Para quem não tem médico de família?

Fomos chamadas para o gabinete médico, com algum tempo de atraso, como já era habitual.

 

 

A médica pediu-nos para entrar e esperar um pouco, que já ia.

Atendeu-nos. Examinou. Pediu colheita de urina e, enquanto isso, ia atendendo outro utente.

Lá nos deu o material.

Achei que deveriam ter uma casa de banho para esse efeito junto dos gabinetes, e não termos que utilizar a geral, passando pelos utentes em espera com a dita colheita na mão!

 

 

Voltámos ao gabinete de enfermagem, para a enfermeira analisar. Deu-nos um papelinho com a leitura, e pediu-nos para esperar num banquinho existente no corredor dos gabinetes. 

A médica, passado pouco tempo, chamou-nos. Mandou-nos entrar e pediu para esperarmos. Foi falar com outra médica.

Voltou ao gabinete. Foi interrompida pela médica, que veio tirar dúvidas sobre o caso da utente que estava a atender.

Finalmente, passou a receita e viemos embora.

 

 

Até está bonzinho o novo Centro de Saúde.

Agora, bom mesmo, seria abrirem por ali uma farmácia, para evitar estar a dois passos de casa, e ter que percorrer toda a vila para comprar os medicamentos.

Dava bem mais jeito que o Snack Bar que abriu no mesmo dia!

Reflexão do dia

Resultado de imagem para pensar

 

Existem idades próprias para se exercer determinadas profissões?

 

De uma forma geral, sabemos que a maioria dos empregadores prefere contratar pessoal mais jovem, em detrimento de funcionários na faixa dos 40/ 50 anos.

No entanto, segundo alguns estudos (não sei até que ponto, credíveis), parece que ainda há profissões em que se dá preferência a pessoas mais velhas, por mostrarem maior maturidade e inspirarem mais confiança.

No outro dia, estava a conversar com o meu marido sobre o desejo dele de ir tirar o curso de medicina veterinária, mas recear, no momento em que terminar o mesmo, não ser chamado devido à idade.

 

Para mim, a idade é subjectiva. Até mesmo os critérios em que as entidades empregadoras se baseiam para contratar alguém, podem ser subjectivos.

Mas, por exemplo, entre uma pessoa de 25/26 anos, recém licenciada, e uma pessoa de 39/40 anos, acabada de se licenciar, quem é que as empresas irão preferir?

Entre duas pessoas de 39/40 anos, em que uma, para além da licenciatura ou mestrado, tem outras formações e experiência no currículo, e a outra apenas tem a licenciatura, qual seria a escolhida?

 

A nível de medicina, diz-se que a maioria dos utentes sente mais confiança num médico mais velho, por ter mais experiência. No entanto, a idade pode ser interpretada nos dois sentidos: se for alguém novo, pode ser visto como inexperiente, imaturo, irresponsável, como pode ser visto como tendo conhecimentos mais actualizados. Já de um médico mais velho, podemos pensar que está farto daquilo e quer é despachar, que os seus métodos são retrógados, que só lá está para ganhar o dele ao fim do mês, sem se chatear ou preocupar.

 

Uma coisa é certa: penso que nenhuma empresa irá contratar um funcionário somente com base naquilo que os clientes possam pensar do mesmo.  

 

Da mesma forma, não devemos condicionar as nossas escolhas com base em estudos, opiniões, ou aquilo que achamos que poderá acontecer daqui a uns anos, quando estivermos formados na área escolhida. A idade não deve ser a principal condicionante, para decidirmos o nosso futuro.

E qualquer decisão tomada hoje, é sempre um tiro no escuro do futuro longínquo. Pode acertar, pode errar. Ninguém sabe como pensarão as partes envolvidas - empregadora e empregada - daqui a uns anos.

Mas cabe a nós a decisão de dispará-lo e, a partir daí, deixá-lo seguir o seu rumo, sem receios.

 

  • Blogs Portugal

  • BP