Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Por vezes, conversar é como caminhar sobre um campo minado

Imagem relacionada

 

“Ela queria discutir com todas as forças, mas isso roubar-lhe-ia ainda mais energia.

Para o caso de não te teres apercebido, estou cansada. Teria gastado mais tempo a discutir contigo, do que a que tenho para gastar.”, do romance “Não É Bem Meu”.

 

 

Por vezes, estamos tão cansados que se torna difícil manter uma conversa com alguém, sobretudo quando meras conversas banais, tendem a tornar-se verdadeiras batalhas pela defesa de cada um dos pontos de vista.

Nem sempre é preciso levar uma conversa ao limite, espremê-la até se conseguir tirar o sumo todo, debater o assunto como se a nossa vida dependesse disso. Há conversas que, pelo contrário, devem ser leves, descontraídas.

E nem sempre uma opinião diferente significa contrariar o que o outro diz ou pensa. São apenas opiniões, cada um é livre de ter a sua. Não precisamos de enveredar por um "braço de ferro", em que só pode haver um vencedor, e um vencido.

 

Quando se começa a dissecar cada conversa que se tem, perdemos a vontade de conversar, porque isso exige-nos uma energia que não temos para gastar, um esforço que não temos vontade de empreender, em algo que não faz sentido.

Assim, deixamos de conversar, de nos manifestar, de dar opiniões, optando pelo silêncio, ou pela concordância com o que a outra parte diz. 

 

Por outro lado, quando se entra por esse caminho, o que acontece é que nos sentimos a caminhar sobre um campo minado. Sabemos que temos que ter cuidado onde pisamos, que a caminhada até pode decorrer sem incidentes mas que, qualquer passo em falso, pode fazer explodir uma mina e atingir-nos. Qualquer frase ou palavra pode tornar-se uma armadilha a ser usada contra nós. 

Como tal, deixamos de querer entrar em qualquer campo que seja, preferindo ficar quietos, para não correr perigo de activar o explosivo.

 

 

 

 

 

Cada um é responsável pelas suas próprias decisões

Resultado de imagem para decisões

 

E não tem o direito de remeter essa responsabilidade para os outros, como se fossem os outros a tomar as decisões por si.

 

 

O que vejo cada vez mais, nos dias que correm, são pessoas indecisas, confusas, com dúvidas que, a determinado momento, pedem opinião a outras. 

Não há qualquer mal nisso. Por vezes, as opiniões podem ajudar-nos a encontrar o rumo certo, ou a perceber se estamos no bom caminho, ou a resvalar para caminhos sinuosos. Em qualquer dos casos, a decisão final é sempre nossa.

 

 

Mas o que as pessoas pedem, nunca é apenas isso - uma opinião. Querem mais! Querem quase que lhes digamos o que devem fazer. Ou então, não querem a nossa opinião, mas apenas obter a nossa concordância e aprovação.

E depois, ou ficam aborrecidas porque aquilo que ouvem vai contra a ideia que tinham e, chateadas, acabam por descartar essas opiniões porque não têm que seguir o que os outros dizem, e sim o que querem e pensam.

Ou seguem essa opinião e, caso as coisas não resultem, acusam os outros de as terem induzido em erro.

 

 

Pior ainda, é quando essas pessoas tomam as decisões por vontade própria, mas apercebem-se de que estavam errados, e tentam culpabilizar os outros, que nem sequer se manifestaram, ou o fizeram, mas em sentido contrário.

Se não querem ouvir, ou acham que não vão gostar do que os outros têm a dizer, não lhes perguntem. 

 

 

Mas se, de alguma forma, envolvem os outros nas decisões que têm que tomar, seja através do pedido de opinião ou com constantes conversas sobre o assunto, sobretudo se essas decisões têm impacto sobre os outros também, as pessoas têm que estar preparadas para ouvir.

Por vezes, aquilo que aos seus ouvidos soa como crítica, parecendo que lhes queremos mal, não é mais do que uma chamada de atenção, que um alerta, precisamente pelo contrário, porque queremos o bem da pessoa e, quer queiramos quer não, pela proximidade e pela forma como nos envolveu no assunto, temos o direito de o fazer. 

 

 

 

Quem sou eu?

Imagem relacionada

 

Sabem aquelas alturas em que determinadas situações nos incomodam, e determinadas pessoas nos dão nervos, e gostaríamos de lhes dizer que não estão a perceber nada, nem a agir da melhor forma, e que deveriam mudar a sua atitude, para as coisas resultarem?

 

Aquelas alturas em que temos todo um discurso preparado, com imensos conselhos e opiniões sobre a questão, baseados naquilo que fomos observando e lidando com?

Em que consideramos que agir da forma que recomendamos traria muito mais felicidade a todos?

 

Há momentos em que isso me acontece.

Em que bastava uma dessas pessoas me perguntar, e eu desfilaria toda a minha análise à questão, e a forma como julgo que os outros deveriam agir.

 

A intenção é boa. Mas de boas intenções, está o inferno cheio!

E ninguém me perguntou nada. Em momento algum foi pedida a minha opinião.

Por isso, calo-me, e calo o meu subconsciente.

Além disso...

 

 

Quem sou eu para dizer o que quer que seja, para dar conselhos a quem quer que seja?

O que me leva a pensar que sei mais do que os outros, que posso ajudar mais que os outros, que tenho mais experiência que os outros?

Aquilo que eu tenho, para me basear, é apenas aquilo que me é dado a conhecer. Será suficiente, ou precisaria de conhecer o todo?

E essa aparente sabedoria para com as questões de terceiros, também funciona comigo e com os meus?

Ou, em casa de ferreiro, espeto de pau? Façam o que eu digo, mas não o que eu faço? 

 

 

Quem sou eu para, mesmo observando a realidade e, eventualmente, tendo razão, mostrar aos outros o quão enganados ou errados podem estar, sem que eles estejam disponíveis ou receptivos a esse abrir de olhos, e sem ferir susceptibilidades?

E se fosse ao contrário? Será que gostaria? Será que aceitaria? Ou pensaria o mesmo "quem é que pensa que é?".

Pois...

 

 

Quem sou eu?

Apenas mais um peão deste mundo, nem mais nem menos que ninguém, a tentar fazer o melhor que sabe, com o melhor (e o pior) que tem, na descoberta de que, por mais que queiramos ajudar quem nos é mais próximo, nem sempre temos o direito de nos intrometer na vida alheia sem permissão para tal.

Começamos mal, assim...

Resultado de imagem para explicações

 

No ano passado, pela primeira vez, pus a minha filha nas explicações de matemática.

Depois de alguma pesquisa e informações sobre localização, preços e modalidades, escolhemos um centro que ficava relativamente perto da escola.

Ela gostava do professor, e da proprietária do espaço.

 

Ficou decidido que, este ano, começaria com as explicações de matemática no início do ano. Liguei para o número de telemóvel do centro, e fiquei a saber que, este ano, o mesmo já não estaria em funcionamento. Que azar.

Ainda nos disseram que, ao lado daquele centro, iria abrir algo do género mas, quando lá passei, estava a porta fechada, e não tinha qualquer contacto ou informação do que irá ser. Ninguém atendeu quando tocámos, e não posso estar à espera para saber se, de facto vai abrir ou não, e o que será.

 

Tinha falado com um outro centro, que ficou de confirmar com o professor a disponibilidade para o dia que eu pretendia. No sábado, para a minha filha ficar a saber onde era, e para ver se a inscrevia, fomos lá. Estava fechado, mas ao ligar para a proprietária, ela disponibilizou-se para ir até lá e fazer a inscrição.

Primeiro veio com a conversa de que o dia que eu pretendia era o que tinha mais procura. Pensei "vai dizer que já não tem vagas", mas não. Depoios daquela conversa disse então que estivesse descansada que, se não conseguisse para um professor, ficaria para outro professor. Não percebi então para quê aquilo tudo, mas enfim...

 

Como pretendo aulas individuais, esclareceu-me que o valor é de 15 euros à hora. Era o que eu já pagava antes.

Deu-me o formulário de inscrição para preencher, e o regulamento do centro.

E foi aqui que começou a minha relutância.

Onde a minha filha estava antes, eu marcava as horas que queria, em cada mês sendo que, nos meses em que apanhasse as férias de natal, páscoa e última quinzena de junho, poupava algum dinheiro, já que não seria preciso explicação.

Aqui, independentemente das férias, o valor a pagar é sempre o mesmo, quer eles apareçam ou não. Não agrada muito à minha carteira esta modalidade, mas para já era o que tínhamos...

Estava a comentar sobre isto com o meu marido quando a senhora, que estava a ouvir a conversa, achou que deveria explicar o porquê de funcionarem assim.

 

Ah e tal, nós e, acredito, a maioria dos centros funcionam desta forma porque é sempre útil continuar a trabalhar na matéria durantes as férias, para não esquecer. E o centro está aberto à disposição para eles virem. Ainda mais, tendo a sua filha exames no final do ano, é sempre uma mais valia. Até aqui, estava a ir muito bem... Mas tinha que estragar!

 

Os pais querem sempre que os filhos venham à explicação nessas alturas, e até agradecem. É a primeira mãe que não está satisfeita!

Pois, eu sou uma mãe diferente!

Para mim, férias é férias. Já estudam vários meses a fio, já têm pressão e stress suficiente nesses meses. Por isso, as férias são para descansar a cabeça, e abstrair-se dos estudos.

 

E podia ter ficado por aqui, cada uma com a sua opinião. O centro funciona assim e eu, ou quero e pago, ou vou a outro lado.

 

Mas o que disse a seguir ficou-lhe mesmo mal. Vir com chantagem não é a melhor forma de conseguir angariar clientes!

Ah e tal, o centro funciona assim, os pais pagam o valor total mas, se for preciso estar mais do que a hora contratada, ou precisar de mais uma ou outra hora em altura de testes ou exames, também não cobramos mais por isso.

Se preferir pagar só as horas que quer, podemos fazer isso, mas se a sua filha ficar mais meia hora em alguns desses dias, facturamos a mais esse valor!

Mas tem que ficar decidido agora o que é que pretende!

 

Depois disto, a primeira coisa que lhe pedi foi uma cópia do regulamento, para me lembrar que tenho que rescindir o contrato com um mês de antecedência. 

Porque a minha filha é mais importante que a antipatia que ficou logo ali estabelecida entre eu e a proprietária do centro, avancei com a inscrição de acordo com o regulamento do centro. Mas é só encontrar outro local que fique mais perto e em que não me venham com este tipo de ameaça, que rescindo na hora!

Comecámos mal...

 

 

 

A importância de um blog na nossa vida

Resultado de imagem para blog

 

Um blog pode fazer parte da nossa vida, mas não deverá ser nunca, exclusivamente, a nossa vida.

 

Por muito difícil que seja lidar ou conviver com as pessoas cara a cara, fazer novas amizades, travar novos conhecimentos na nossa vida, fora da blogosfera, e se procure colmatar essa dificuldade, seja ela por que motivo for, na blogosfera, as coisas quase nunca correm como idealizamos. A maior parte das vezes, é um engano.

Nem todas as pessoas que encontramos na blogosfera são exactamente como se apresentam. Muitas vezes, são personagens criadas especificamente para aquele blog.

Além disso, alguns blogs chegam e partem, uns mais rapidamente que outros, não dando tempo para criar laços ou, quando criados, acabam por se quebrar. 

 

Se é possível nascer amizades neste mundo virtual? Sem dúvida! Não faltam exemplos de bloggers que se conheceram através dos respectivos blogs, e que levaram essa amizade para além da blogosfera. E, quando isso acontece, é bom! Eu que o diga.

No entanto, e como é óbvio, essas amizades são (ou deveriam ser) apenas uma parte do conjunto de pessoas que fazem parte das suas vidas.

 

 

 

Resultado de imagem para blog

 

Por muito bom que seja pertencer a este mundo da blogosfera, e sermos mimados com comentários, visualizações, destaques, supresas e prémios, que o é, sem dúvida, até que ponto a nossa vida se pode resumir à felicidade que daí advém?

 

Sermos reconhecidos pelo que escrevemos é óptimo. Sentir que os seguidores se identificam e partilham as suas opiniões, também. Saber que um post nosso chegou a muita gente e nos fizemos ouvir, idem. São pequenos mimos que nos deixam com um sorriso no rosto. É quase como um presente por aquilo que andamos aqui a fazer.

 

Mas é algo que depressa vem, e depressa vai.

 

 

Ninguém, por mais comentários ou visualizações que obtenha (salvo raras excepções) fica mais rico por isso! Ninguém anda a coleccionar troféus (tipo óscares da blogosfera), pelos destaques obtidos ao longo dos meses.

A única riqueza que recebemos de um blog, é o seu conteúdo, aquilo que quisemos pôr cá para fora, o nosso testemunho. São as amizades que eventualmente se façam, e que se fortaleçam também fora do mundo virtual. É a troca de experiências, opiniões e conhecimentos que poderemos fazer através deste meio. E um ou outro prémio que se vença em algum passatempo. 

Se passarmos a nossa vida numa tristeza, porque não conseguimos isto ou aquilo aqui na blogosfera, amargurados porque naquele dia ninguém nos visitou ou comentou, frustrados porque fizemos um texto tão bom, e não o destacaram, enfurecidos porque alguém tem mais "protagonismo", e com o coração cheio de negativismo porque a vida que idealizámos conquistar na blogosfera não é aquela que esperámos, então não estamos, de facto, a viver.

 

 

 

 

Imagem relacionada

 

 

Estamos a reduzir a nossa vida a muito pouco, se acharmos que, somente num blog, estará escondida a chave para a nossa felicidade. 

 

 

Sim, um blog pode ser importante em determinadas fases da nossa vida, ou até mesmo sempre, por um motivo ou por outro. E não há qualquer mal nisso. Mas não podemos viver, unica e exclusivamente, encerrados dentro da blogosfera, e esperar que os restantes bloggers façam o mesmo.

Um blog poderá ter sempre um lugar reservado na nossa vida. Já a vida, é abrangente demais para a reduzirmos ao espaço de um blog.

 

 

 

 

  • Blogs Portugal

  • BP