Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A felicidade é como um raio de sol

pexels-photo-1420440.jpeg 

 

A felicidade é como um raio de sol por entre as nuvens: sente-se no momento!
 
 
Não dá para guardar num frasquinho.
Como quem guarda algo precioso, que poderá vir a usar, quando precisar.
 
Não dá para deixar para depois porque, depois, já as nuvens o ocultaram, e é tarde demais.
 
Da mesma forma que nunca sabemos quando o sol vai aparecer e brilhar, ou quando o céu estará carregado de nuvens, também não sabemos quando a felicidade nos baterá à porta.
 
Mas, em ambos os casos, há que aproveitar o que nos é oferecido, e nos faz sentir bem, no exacto momento em que temos essa oportunidade.
 
Antes que ela passe, e nos arrependamos de não a ter vivido.

Quando uma porta se fecha, uma janela se abre...

maxresdefault.jpg 

 

Pois, está bem.

Isso é o que nos dizem para não nos sentirmos desanimados, quando algo de menos bom acontece.

Para não perdermos a esperança.

E acreditar que outras coisas boas nos esperam.

Mas ninguém sabe, realmente, se isso vai mesmo acontecer.

 

E, convenhamos...

...uma janela não é bem a mesma coisa, pois não?

Não se pode passar, por uma janela, da mesma forma que se atravessa uma porta.

Dá mais trabalho.

E soa assim como uma espécie de "prémio de consolação". 

A modos que "andar de cavalo para burro".

Se é para se abrir algo em troca, que seja uma outra porta. De preferência, dupla!

 

Brincadeira à parte, quando algo acontece temos tendência a ver apenas o imediato, a parte má, que é aquela que estamos a viver no momento e, por isso, tudo o resto parece um "cliché" que nos atiram, em jeito de consolo, mas sem grande sucesso.

Claro que, com o tempo, a vida segue, o que aconteceu vai ficando para trás, e por vezes, percebemos que até não foi assim tão mau.

E, nem sempre, mas uma ou outra vez, o que vem na sequência desses acontecimentos acaba por ser ainda melhor do que o aquilo que não queríamos ter perdido.

Seja uma "janela", ou uma "porta", o que se abra para nós.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma espécie de votos para 2022

(inspirados pelo ano 2021)

Espiritualidade equilibrada: salmos de paz para uma vida iluminada

 

Vem aí mais um ano e, porque cada novo ano pode ser um recomeço, uma página em branco, uma nova oportunidade de fazer melhor, fazer diferente, ou manter aquilo que nos faz bem, aqui ficam, em jeito de resumo de 2021, os meus votos/ conselhos para 2022:

 

- Comecem o ano sem amarras, aquelas das quais anseiam soltar-se e não tiveram coragem até agora

- Preservem a vossa essência

- Façam as coisas por vós, e não pelos outros

- Aprendam a deixar os outros confortáveis desde que, e acima de tudo, também vocês se sintam confortáveis

- Sintam-se bem convosco

- Pratiquem a arte de saber ignorar aquilo que não tem importância

- Aprendam a dizer “sim”

- Usem o vosso medo como a melhor arma para o vencer

- Não transformem a vida numa eterna competição

- Percebam que são parte da Natureza, e que ela leva sempre a melhor

- Libertem as palavras, e deixem-nas chegar aos outros porque elas não pertencem somente a quem as pronuncia/ escreve

- Façam tudo com o coração porque, quando vem do coração, tudo sai melhor

- Subam, um a um, os degraus da escada da vida, sem pressa de chegar ao topo

 

Feliz 2022!

Se soubessem que iam morrer...

1.jpg

 

... o que não poderiam deixar de dizer, e a quem?

 

Os momentos que antecedem a morte de alguém funcionam, quase sempre, como uma espécie de confessionário, de máquina da verdade, de dizer tudo o que há para dizer, e desprender-se desse fardo na despedida, para que a sua passagem a outro mundo seja permitida, e em paz.

 

Por vezes, as pessoas carregam, durante anos, esse “fardo” de palavras que sempre quiseram dizer, mas nunca saíram, de gestos que sempre quiseram fazer, mas foram sempre adiando, de conversas que não passaram de pensamentos, de perdões que nunca foram concedidos, ou pedidos, de revelações que sempre permaneceram em segredo, e tantas outras coisas, porque nunca era o momento, porque algo as travava, porque ficava sempre para “um dia” ou, simplesmente, nunca chegaria a acontecer.

 

E, carregando esse fardo não vivem, muitas vezes, a vida da melhor forma, com a alegria, a felicidade, a liberdade ou a paz que poderiam ter, porque esse peso as prende a algo não resolvido.

 

Mas, depois, o aproximar da hora da morte tem esse efeito, qiual “varinha de condão”, de fazer, finalmente, as pessoas abrirem-se, dizerem tudo o que lhes vai na alma, confessarem os seus erros e pecados, em busca de absolvição, ou perdoar aos outros, revelar os seus verdadeiros sentimentos, porque mais vale tarde que nunca e querem que, quem cá permanece saiba, agora que essas pessoas vão partir e já não há mais nada fazer, aquilo que nunca quiseram que se soubesse, em vida.

 

Não seria tão mais simples, e tão melhor, se isso não dependesse da morte, para acontecer?

É certo que é, muitas vezes, apenas neste momento que as pessoas percebem que o tempo está a acabar, que é a última oportunidade que não podem desperdiçar, que é “agora ou nunca”.

E que, no momento em causa, tem sempre aquele efeito redentor.

Mas, para quem cá fica, fica sempre aquele sabor agridoce, de agradecimento, pela verdade, ainda que tardia, mas também de tristeza, por não ter acontecido antes, evitando tantas situações, mágoas, tristezas, ressentimentos, mal entendidos que se vão prolongando por anos, ou décadas, sem qualquer necessidade.

E para quem parte, a par com essa sensação de libertação, uma outra, de arrependimento, por não ter falado antes, e aproveitado melhor, enquanto podia.

Isto, quando é possível ter essa oportunidade, porque algumas pessoas partem sem o poder fazer.

 

Assim, mudo a reflexão para "ainda que saibam que não vão morrer tão depressa, ou assim o esperam, o que não queriam deixar de dizer já, e a quem?".

Pensem nisso, e façam-no já porque, amanhã, pode ser tarde demais!

 

 

Texto inspirado pelo último episódio da série "The Good Doctor".

Fui a um workshop sobre animais e não gostei

Resultado de imagem para cães e gatos felizes

 

O facto de termos chegado depois da hora, e estarmos com alguma pressa, dado que havia ainda coisas para fazer, e o tempo não estica, não terá ajudado. 

No entanto, tendo por única experiência a participação em seminários em que, realmente, aprendi várias coisas sobre os animais, estranhei bastante este workshop.

 

O espaço

Sabia que era numa loja de animais, mas esperava que fosse em alguma divisão ou espaço mais sossegado, e não no meio da loja, com as pessoas em pleno shopping a passar por nós, e dentro da própria loja, com todo o ruído de fundo que dificultava a audição da veterinária.

Meia dúzia de bancos a rodear uma mesa, onde a veterinária tinha um portátil, com os pontos a focar e debater.

 

A discriminação implícita

Nessa mesa, tinham colocado uma espécie de decoração alusiva aos animais, exclusiva para cães - uns ossos azuis que, lá dentro, continham os saquinhos para os cocós.

Todos os presentes, excepto nós, tinham cães. Fomos os únicos representantes dos felinos.

 

O sentido de oportunidade

Sabendo o quanto sai dispendioso levar um animal ao veterinário, as pessoas acabam por aproveitar estes workshops para tirar todas as dúvidas acerca dos seus animais, fazendo aquelas perguntas que faríamos numa consulta normal. Às tantas, em vez de falarmos da qualidade de uma ração, e daquilo que devemos procurar numa boa ração, estava-se a discutir sobre a marca A, X ou Y, e ainda a H, a D, e a K. Estão a imaginar?  

Num seminário também interagimos, também tiramos dúvidas, mas de carácter mais abrangente, e não ao caso de cada um em específico, pelo menos desta forma.  

 

A falta de respeito

Estava um dos participantes a falar com a veterinária, quando uma das restantes pessoas presentes decidiu interromper para mostrar à médica a fotografia dos seus cães. Nos seminários a que fomos, ninguém andou lá a mostrar os seus animais.  

 

O exibicionismo

Às tantas, chegámos à fase em que estava tudo a sacar os telemóveis para mostrar as suas beldades. Pois muito bem que, se foi para isso que lá fomos, também nós temos fotos das nossas bichanas para mostrar.

 

Não aprendi nada

O workshop intitulava-se "12 Dicas para Animais Felizes e Saudáveis". 

Do que ali foi falado, e no que a mim diz respeito, senti mais o workshop como uma troca de opiniões e conhecimentos, do que como uma aprendizagem. Não foi ali dito nada que já não soubesse, nomeadamente, acerca da escovagem, unhas, alimentação, higiene e por aí fora.

 

 

Imagem relacionada

A destacar de positivo:

A médica veterinária era simpática.

Havia uma pessoa presente que mostrou saber estar, e que tinha, realmente, algum conhecimento sobre animais e estava ali para aprender mais, e não para sacar o máximo de informações possível, a custo zero.