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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Parece que ontem foi o dia da mãe

Foto de Inês Santos.

 

E a minha filha não quis deixar de assinalar o dia, com esta imagem de nós as duas. Até porque há anos em que nem passamos o dia juntas.

Tirando isso, foi um dia como outro qualquer. Ou melhor, foi pior que um dia qualquer.

Começou com uma ligeira dor de cabeça, mas que ainda deu para fazer algumas coisas em casa, ir às compras e participar nesta sessão fotográfica.

Depois da ajuda nos TPC's, descambou tudo. A dor de cabeça era tão forte, a juntar ao frio repentino e à má disposição, que me atirou para a cama, enquanto a minha filha estudava para o teste. Só melhorou à noite.

 

A minha sobrinha foi operada à perna este fim de semana.

Era para ter sido na sexta de manhã, mas os médicos "esqueceram-se" dela, e só foi para o bloco à noite, depois de um dia inteiro de nervos, e vómitos por conta de medicação errada.

Infelizmente, o estrago era maior do que pensavam e parece que metade da rótula foi destruída. Agora é esperar para ver se, quando começar a poder andar, o que restou da rótula aguenta com o peso dela.

 

O fim de semana de verão também deixou marca no meu marido que, para além da dor de dentes, arranjou uma infecção na garganta.

 

O que vale é que vem aí uma nova semana, e mais um feriado aqui para estes lados já na 5ª feira!

A Tica fugiu de casa

 

 

 

A nossa Tica fugiu ontem de casa.

Apanhou-me distraída no espaço de alguns minutos, e saiu pela janela da entrada, que estava entreaberta enquanto a máquina de secar roupa estava a trabalhar.

Quando dei por isso, tinha ela acabado de sair. Fui atrás dela, mas fugiu para um lado. Depois voltou para trás, mas em vez de ir para casa, olhou para mim e saltou para a rua, depois foi para o quintal dos vizinhos e enfiou-se debaixo de uma carrinha. 

Chamei-a, mas nem se mexeu.

Parva, estúpida, palerma, idiota...sei lá o que lhe chamei na altura, irritada como estava por ela ter fugido. Tem tudo cá em casa, é tratada como uma rainha (tomara muitos terem a mesma sorte) e é assim que agradece. Não dá valor à sorte que tem. Pois se não está bem em casa, fique na rua, para onde sempre quis ir. Nós é que somos maus por tentar protegê-la, por evitar que ela vá para a rua sozinha e lhe aconteça alguma coisa.

Os animais são como as pessoas, têm que aprender à sua custa, com os seus erros. Espero é que a lição não lhe saia cara.

Com este estado de espírito só pensava que, quando ela voltasse, ia levar um belo raspanete. E ia ficar de castigo sem ir à rua nos próximos dias para aprender. Depois, pensei em, simplesmente, ignorá-la por uns tempos para ela perceber que nos magoa cada vez que foge de casa.

No entanto, a minha fúria dura pouco, e com o passar das horas, sem ela dar sinal, só quero mesmo que ela volte, para recebê-la de braços abertos, como a um filho pródigo.

Não voltou. Passou a noite toda fora. Uma noite em que, a cada barulhinho, me levantava para ver se ela estava à porta. Sem sucesso. Em que ouvia a chuva lá fora e imaginava onde ela poderia estar - se estaria ao frio, se estaria molhada. Ou se tinha encontrado um abrigo. Se alguém a tinha apanhado, ou se algum cão a tinha atacado, ou algum carro atropelado. Se estaria presa em algum sítio sem conseguir sair.

A essa altura, o meu único desejo era que ela estivesse bem, onde quer que estivesse, mesmo que não voltasse.

De manhã, procurámos nos sítios em que ela normalmente se costuma esconder. Nada. Chamámos por ela, apitámos os seus ratos, agitámos a caixa da ração. Apareceram outros gatos, mas não a Tica.

A verdade é que não há muito que possamos fazer. Não sabemos onde está ou para onde foi. Só podemos esperar que ela apareça, e bem. Foi ela que escolheu o seu caminho. Mas custa-me não saber dela.

Já tentei ser compreensiva, optimista, forte, realista ou indiferente para não descambar. Para não me lembrar que todas as noites ela dormia encostadinha a mim, e esta sabe-se lá onde dormiu. Para não me lembrar do último olhar que me deu antes de saltar o muro e fugir. Para não me lembrar que todas as manhãs estava a postos para receber o dono e ir para a janela da sala, para não pensar na falta que ela faz e como a casa fica mais vazia sem ela...

Pode até parecer um exagero, mas a Tica é como uma filha para mim. E a pior coisa que pode acontecer a uma mãe, é perder um filho...

Conversas a dois

 

Ela: Sinto que estou a travar os teus sonhos...

Ele: Porque dizes isso?

Ela: Com a vida que temos é difícil pensarmos em filhos...

Ele: As coisas hão-de mudar!

Ela: Achas? Eu não acredito muito. Se eu não tivesse já uma filha, poderíamos pensar nisso, mas assim...

Ele: Não podes ser tão pessimista.

Ela: Pois...Mas se tivesses com uma mulher sem filhos, as coisas seriam diferentes...

Ele: Talvez...Mas eu não quero outra mulher! É a ti que eu amo! É a ti que eu quero na minha vida!

Ela: (sorri) 

Ele: Sabes que vou tirar o curso, para poder arranjar um emprego melhor, e termos outras condições. E aí já vamos poder ter o nosso filho!

Ela: (a brincar) Hum...estás a dizer que termos um filho depende de um canudo!?

Ele: (sorri) Não!

Ela: (sorri também mas, no fundo, continua convencida de que nada vai mudar)

Balanço Final

 

"2011 - um ano de vitórias, de batalhas perdidas, de impasses, de obstáculos ultrapassados, de barreiras ainda não eliminadas, de muitas emoções...O ano em que, em determinados momentos, pensei que tudo se desmoronava à minha volta, mas também um ano de construções fortes...um ano para esquecer, mas também um ano para recordar...Um ano que agora está prestes a terminar..."

 

Estamos a chegar ao fim de mais um ano.

Um ciclo termina, para ceder o seu lugar a um novo que, em breve, se apresentará. 

É tempo de fazer uma pausa...parar...reflectir...e fazer um balanço.

Na verdade, apenas passamos de um dia para outro, de uma hora para a outra, de um ano para o outro.

Mas é um facto, e penso que já se tornou um hábito, em determinadas alturas do ano, ao longo da nossa vida, querermos encerrar um capítulo e recomeçar, numa nova página em branco.

Fazer uma selecção do que já passou, guardando o que é bom de guardar, deitando fora o que não vale a pena...

E planear o futuro que se aproxima, formulando desejos, criando expectativas, fazendo planos, estipulando objectivos...

Que só, no fim, saberemos se se concretizaram ou não...

São momentos de renovação em que, por instantes, ganhamos um novo fôlego. Um balão de oxigénio, de esperança e optimismo...

Não podemos apagar as páginas que já escrevemos, mas podemos sempre escrever naquelas que ainda estão vazias.

Isso dá-nos coragem. Dá-nos ânimo. É, simplesmente, reconfortante para a nossa alma e para o nosso coração!

E se, essas pausas e reflexões, se mostrarem benéficas, tanto física como espiritualmente, e até enriquecedoras, valerá a pena (se sentirem essa necessidade, claro), dedicarem-se por um momento a elas!  

 

 

 

Há dias assim...

Há momentos em que é preciso respirar fundo...

Contar até 100...

Uma bela noite de sono...

Um chá de tília...

 

E há outros em que nada disso funciona!

 

Hoje sinto-me uma panela de pressão, cuja tampa pode a qualquer momento saltar!

 

Tenho todo o direito de me aborrecer, de estar rabujenta, de estar triste e de explodir, é verdade.

 

Mas depois, tenho também o dever de arrumar a irritação e a neura no baú, dar lugar a pensamentos positivos e viver mais um dia com boas energias!

 

Afinal depois de a água ferver e sair toda para fora, só nos resta voltar a encher a panela, que é como quem diz - depois de o mal estar feito não adianta remoer e repisar o assunto.

 

É preferível empenharmo-nos em voltar a pôr tudo em ordem.

 

Ainda assim, apesar das várias ameaças dos últimos dias, estou decidida a tentar manter a minha tampa equilibrada em cima da panela! 

 

E encarar com optimismo este dia de temporal (que não começou da melhor maneira), em que a chuva e o vento marcam presença. Atirar-me ao trabalho e pensar que mais logo à noite, vou tomar aquele banhinho que sabe tão bem, e deitar-me bem aconchegada na minha caminha, com a sensação de missão cumprida e meta do dia atingida!     

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