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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Neste Dia Internacional da Mulher...

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...deixo aqui uma questão para todas elas:

 

Porque é que nós, mulheres, gostamos tanto, e sentimos tanto orgulho em ser mulheres?

 

Podem comentar com tudo aquilo que vos vier à cabeça, por mais fútil ou profundo que vos pareça!

 

 

Será porque temos uma capacidade única que os homens nunca terão: o de gerar uma vida dentro de nós, e carregar parte de nós dentro no nosso corpo durante meses, até o colocarmos no mundo?

Será porque temos, supostamente, uma maior sensibilidade? Porque temos o famoso "sexto sentido"?

Será porque, apesar de consideradas mais sensíveis e delicadas, conseguimos mostrar o quão somos fortes quando é preciso?

Será porque as mulheres são seres lutadores por natureza?

Será porque a mulher tem um corpo mais bonito?

Será porque podemos usar uma infinidade de roupas, e penteados, enquanto que os homens estão limitados?

Será porque, atrás de um grande homem, está sempre uma grande mulher?

 

Eu acho que acaba por ser um pouco de tudo isto mas, acima de tudo, mais do que me orgulhar de ser mulher, orgulho-me da mulher em que me tornei, e da forma como transformei na mulher que hoje sou!

 

 

Tenho muito orgulho do meu sobrinho!

 

Tenho uma grande admiração e um enorme orgulho do meu sobrinho!

Desde pequeno que sempre foi muito protegido pelos pais, principalmente, pela mãe. E, talvez por isso, nunca tenha tido aquela necessidade de se desenrascar sozinho, de "sair da sua casca" e da "protecção das asas da mãe".

Era daquelas pessoas que, se o deixassem, passava os dias em casa, agarrado a um computador ou a uma consola.

Quando passou para o 10º ano, veio aqui para Mafra estudar, e começou a fazer novas amizades e a viver a vida de qualquer adolescente, com mais alguma liberdade do que até então.

Findo o 12º ano, e sem possibilidades financeiras de ir para a faculdade e médias que dessem para tal, começou a ponderar as suas hipóteses - o que é que poderia fazer da sua vida?

Tentar subir as médias de algumas disciplinas, para voltar a tentar uma candidatura com bolsa, encontrar um emprego (e tentar tirar a carta de condução para ter mais oportunidades) ou enveredar pelo serviço militar.

Depois de muito ponderar, e dado que era a solução mais viável, optou por voluntariar-se ao serviço militar. Esteve alguns meses a treinar para as provas fisicas, e o meu marido chegou a ir ter com ele para lhe dar apoio e treinar com ele, puxando assim pelo melhor que ele podia dar.

A verdade é que o meu sobrinho acabou mesmo por passar nos testes, e foi colocado em Abrantes par a recruta. Ora, dado a vida que até então tinha levado, sabíamos que ia ser duro para ele, não só a nível psicológico (saudades de casa, da família, lidar com a pressão e bullying a que por vezes submetem os recrutas), mas também a nível físico.

Tínhamos algum receio que ele não aguentasse e desistisse pouco depois de lá estar mas, contra todas as expectativas, felizmente ele gostou e manteve-se firme, sem desistir!

Apesar das mazelas físicas, das árduas provas, das condições a que foi submetido, e da terrível semana de campo, à chuva e com o temporal que se fez sentir, e que lhe valeu um pé torcido, uma inflamação no olho, uma otite e umas quantas manchas negras do corpo, seguiu caminho até à sua nova morada.

E, mais uma vez, o desânimo inicial foi superado.

Para quem já passou por tudo o que passou até aqui, o caminho só pode ser para a frente, com a mesma coragem e, determinação que demonstrou até aqui, e a confiança de que tomou a decisão certa e terá um futuro sorridente à sua frente!

Está mesmo de parabéns, o meu sobrinho!

O Cante Alentejano já é Património da Humanidade!

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O cante alentejano, um canto colectivo sem recurso a instrumentos e que incorpora música e poesia, foi esta quinta-feira classificado como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

Após a inscrição do fado, em 2011, e da dieta mediterrânica, em 2013, na lista representativa do património cultural imaterial da humanidade, este é o terceiro elemento português ali inscrito.

Se é um motivo de orgulho para os portugueses, principalmente, os alentejanos? Certamente. E eu até tenho uma costela alentejana, por parte do meu pai!

Em que é que isso contribui para melhorar o estado do país? Muito pouco! Haveria tanto a fazer, e tão mais importante (em termos práticos) que estas candidaturas...

Mas pronto, já que o objectivo é valorizar, distinguir e reconhecer, que ao menos seja português! 

 

Pequenas atitudes que me deixam feliz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sei que tudo isto pode acabar com o tempo, mas enquanto dura há que aproveitar, ficar feliz e elogiar!

Carreguei o cartão da escola à minha filha. Embora ela leve lanche de casa, já várias vezes falámos que ela podia comprar alguma coisa que quisesse lá no bar. Desde que saiba gerir o dinheiro, é para isso que ele lá está. E, desde o início das aulas, nunca o gastou. 

Mas, num destes dias, ligou-me a perguntar se podia comprar um croissant com queijo, porque estava com fome! No fim, acabou por não comprar porque a fila era enorme e tinha aula logo a seguir.

Já no dia em que foi ao circo com uma amiga, dei-lhe dinheiro para pagar o seu bilhete, e alguma coisa mais que quisesse. No intervalo, ligou-me para saber se podia comprar uma espada que eles costumam vender no intervalo.

E no último fim de semana, dei-lhe dinheiro para ela ir com o pai andar nos carrinhos de choque. Dali a pouco, telefonou a perguntar se, em vez de gastar o dinheiro nos carrinhos de choque, podia antes andar no saltamontes!

Em todas estas situações, ela podia não ter perguntado nada. Nem eu esperava que o fizesse. Mas ela achou que devia. E eu fiquei, mais uma vez, muito orgulhosa da minha menina!

A minha filha é linda!

 

E muito querida, amiga, sossegada, modesta...

 

Não estou doente, nem ela, é mesmo a verdade :) Porque não posso apontar sempre os defeitos!

Passou a semana toda a brincar na praia com a nova amiga que lá conheceu, portou-se muito bem, mostrou-se uma pequena mulherzinha e, apesar de pedinchona - a ver se lhe calhava algum gelado, na hora de escolher contenta-se com os mais baratos, sem extravagâncias.

Na despedida, ela e a amiga trocaram lembranças - um postal e um desenho - para terem uma recordação. E deram beijinhos e abraços!

E nós as duas, temos sido as companheiras uma da outra nestas semanas de férias que chegaram ao fim.

Espero que ela continue a mostrar este lado tão positivo do seu carácter, e que me deixa tão feliz e orgulhosa! 

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