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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Ando há 37 anos enganada!

 

E foi preciso uma brincadeira para pôr fim a este lamentável engano!

É óbvio que devo ter aprendido da forma certa, mas a minha memória deve ter os neurónios baralhados, e eu fui atrás dela :)

Dizia a minha filha, ontem, que não conseguia tirar uma imagem da cabeça. E eu, a brincar, disse-lhe para ela ver borregos, que seria uma boa solução!

Não me perguntem porque fui escolher logo estes animais, mas foram os primeiros que me vieram à cabeça, e achei imensa piada. 

Foi então que surgiu a dúvida: quem são os borregos? Serão os maridos das ovelhas? Ou das cabras?

À partida, nem uma coisa nem outra, porque os das ovelhas são os carneiros, e das cabras os bodes.

Então, onde é que entram os borregos?

 

Na verdade. os borregos são os filhos das ovelhas e carneiros, ou seja, os cordeiros com menos de um ano de idade, também conhecidos por anhos, e pertencem ao grupo dos bovinos!

 

Já as crias das cabras e dos bodes, são os cabritos, e pertencem à família dos caprinos.

 

 

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Ora, toda a minha vida andei com a mania que borrego e cabrito eram a mesma coisa!

Quem me conhece, sabe que eu não gosto de comer borrego. Só o cheiro, já me deixa mal disposta. E, na sequência do que atrás disse, cabrito também não.

Lembro-me de a minha tia cozinhar cabrito na Páscoa, e para mim e a minha prima fazer vitela assada, porque nenhuma de nós gostava.

Lembro-me de comentar isto com outras pessoas, e quando o meu marido fazia referência aos dois - borrego e cabrito, dizerem que um era o "pai", ou seja, mais velho, e o outro o "filho", mais novo.

Nunca ninguém me elucidou e mostrou que eu estava enganada.

Assim, foi preciso sugerir imagens de borregos à minha filha, para me dar ao trabalho de ir pesquisar quem eram os ditos cujos, e pôr fim a mais de três décadas de ignorância!

É caso para dizer que eu é que tenho sido uma bela "borrega"! 

 

 

P.S.: Ainda assim, continuo a não gostar de ambos, pelo menos no prato, porque ao vivo até são fofinhos!

 

Preciso de um destes para a minha rua!

 

 

É impressionante - mal saio de casa, a primeira coisa que vejo é a rua enfeitada!

Continuo a andar, tentando evitar, com grande dificuldade, estes desagradáveis presentes que os amigos cães nos deixaram. Sim, porque quando não estão à esquerda, estão à direita, e se não estão nem numa nem noutra, estão ao centro!

Os carros, que passam por cima, e a chuva, que sempre lava um pouco, não são suficientes.

Até porque, quando os mais antigos já estão espalmados e secos, constituindo uma ameaça diminuta, logo aparecem novos e fresquinhos, para nos fazer perder a cabeça!

O pior é que, infelizmente, não é só na minha rua que isto acontece. Este fenómeno alastrou-se em grande escala por todos os lados por onde passo. Ou seja, quase se pode dizer que a vila inteira está infestada por esta praga!

E ainda dizem que os cães são animais inteligentes...

É certo que os animaizinhos têm que fazer as suas necessidades em qualquer lado, e que ainda não inventaram casas de banho para cães.

Mas nesse aspecto, decididamente, os gatos ganham com larga vantagem.

Enquanto um cão faz o "serviço" onde calha, muitas vezes até em casa, um gato procura sempre o seu cantinho (que de preferência deve estar limpo, porque se não estiver ele já se sente incomodado), e tenta tapar tudo depois de fazer.

Mesmo na rua, nunca vi porcaria de gato nenhum.

Os sacos, que foram especialmente colocados para que os donos dos animais recolhessem os dejectos, de nada servem, porque muitas vezes a falta de civismo começa exactamente nessas pessoas, que pouco se ralam se isso incomoda os outros.

Além disso, quem se atreverá a pegar num saco, e limpar o que foi deixado pelos inúmeros cães vadios?

Se o cão tiver um dono, podemos sempre responsabilizá-lo. Mas, e aqueles que não têm? 

Outra coisa que me deixa, inevitavelmente, irritada é o facto de agora se ter tornado moda as forças de segurança, neste caso a GNR, andarem a passear e a fazer as rondas montados em cavalos. Cavalos esses que também não se envergonham na hora de deixar a sua marca mesmo no meio da estrada porque, afinal, também eles não têm casa de banho privativa!

E como isto mais parece o país da bicharada, e da "cocózada", ainda encontro, uma vez ou outra, centenas de bolinhas com que as queridas ovelhas nos brindaram, à sua passagem!

Sim, eu sei, é uma conversa porca e mal cheirosa!

Mas acreditem que, para quem assiste a esta crescente falta de limpeza e higiene das ruas da minha terra, há muito tempo que começou a cheirar mal de mais! 

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