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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Ferramentas da Vida

 

Viver é como escrever...uma história, um conto, uma aventura...

Nascemos, diante uma página em branco.

À medida que vamos crescendo, vamos deixando as primeiras marcas nessas folhas. São desenhos abstractos, coisas que nos apetece pôr no papel, gatafunhos próprios da infância, dos tempos em que ainda não assumimos a responsabilidade pelo nosso caminho e pela nossa vida.

A partir daí, tomamos consciência da nossa missão, e tornamo-nos mais cuidadosos e cautelosos...ou não!

É nessa altura que começamos a fazer uso das várias ferramentas que a vida nos coloca à disposição.

Por vezes, temos medo. Preferimos escrever a lápis. Se nos enganarmos, apagamos com a borracha e voltamos a escrever de novo, sem deixar qualquer marca. Mas, o que se escreve a lápis, não tem muita força. Corre o risco de ser apagado pelo tempo, ou por variadas circunstâncias.

Também as nossas acções, quando são feitas sem grande convicção, não convencem, e caem no esquecimento.

Outras vezes, enchemo-nos de coragem, e escrevemos a caneta. Estamos mais seguros para tal, mas não significa que não cometamos erros.

Erros que não podemos apagar com a borracha. Podemos utilizar um corrector mas, apesar de, aparentemente, não se notar o erro, ele está lá por baixo da tinta, para os olhares mais atentos.

Quando temos atitudes menos dignas, por mais que queiramos apagar isso do nosso pensamento, e da memória das outras pessoas, nem sempre conseguimos.

Ou podemos, simplesmente, riscar. Não fica bonito, mas assumimos o erro, e seguimos em frente.

Também a nossa vida não é um percurso imaculado desde o nascimento até à morte. Faz parte da vida aprender, errar, acertar, arriscar, ter medo, ter coragem...

E a tesoura, será que precisamos dela? Valerá a pena cortar um pedaço de folha que nos está a manchar o livro? É verdade que será uma maior garantia de que ninguém algum dia saberá o que lá estava. Mas é um buraco que fica e que não conseguiremos preencher. Se o remendarmos, perceber-se-á isso mesmo!

Depois, há quem apenas escreva, e há quem ilustre todas essas palavras e frases. Há quem o faça em tons de cinzento, preto ou branco. E quem utilize uma panóplia de cores!

O resultado final dir-nos-á muito sobre quem fomos e como aproveitámos a nossa curta estadia neste mundo. As ferramentas que utilizámos, mostrarão a forma como vivemos a nossa vida!

 

 

Balanço Final

 

"2011 - um ano de vitórias, de batalhas perdidas, de impasses, de obstáculos ultrapassados, de barreiras ainda não eliminadas, de muitas emoções...O ano em que, em determinados momentos, pensei que tudo se desmoronava à minha volta, mas também um ano de construções fortes...um ano para esquecer, mas também um ano para recordar...Um ano que agora está prestes a terminar..."

 

Estamos a chegar ao fim de mais um ano.

Um ciclo termina, para ceder o seu lugar a um novo que, em breve, se apresentará. 

É tempo de fazer uma pausa...parar...reflectir...e fazer um balanço.

Na verdade, apenas passamos de um dia para outro, de uma hora para a outra, de um ano para o outro.

Mas é um facto, e penso que já se tornou um hábito, em determinadas alturas do ano, ao longo da nossa vida, querermos encerrar um capítulo e recomeçar, numa nova página em branco.

Fazer uma selecção do que já passou, guardando o que é bom de guardar, deitando fora o que não vale a pena...

E planear o futuro que se aproxima, formulando desejos, criando expectativas, fazendo planos, estipulando objectivos...

Que só, no fim, saberemos se se concretizaram ou não...

São momentos de renovação em que, por instantes, ganhamos um novo fôlego. Um balão de oxigénio, de esperança e optimismo...

Não podemos apagar as páginas que já escrevemos, mas podemos sempre escrever naquelas que ainda estão vazias.

Isso dá-nos coragem. Dá-nos ânimo. É, simplesmente, reconfortante para a nossa alma e para o nosso coração!

E se, essas pausas e reflexões, se mostrarem benéficas, tanto física como espiritualmente, e até enriquecedoras, valerá a pena (se sentirem essa necessidade, claro), dedicarem-se por um momento a elas!  

 

 

 

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