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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Aquele momento em que a torradeira não dispara...

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...e quando chego à cozinha só vejo fumo por todo o lado, porque as torradas não saltaram e estão a esturricar!

Desligada a torradeira, e retiradas as torradas, que se resumem a dois pedaços de carvão, resta-me fechar a porta que dá para o corredor, para evitar que o fumo se propague (ainda mais) para outras divisões e fiquemos todos intoxicados, e abrir a janela da entrada, mesmo a chover, para tentar que saia a maior parte do fumo.

Ainda hoje, passados 3 dias, se nota o cheiro a queimado mal se entra em casa! 

Desde então, tem trabalhado normalmente. 

Querem ver que estou a torrar carne?!

 

Ligo eu a torradeira lá em casa e, imaginem só, começa-me a vir um cheirinho a tirinhas. 

Não era uma carne qualquer grelhada, era mesmo aquelas tirinhas (carne de porco) que costumo comer no Cantinho dos Grelhados, na Malveira!

Querem ver que me enganei, e que em vez de pôr pão, estou a torrar carne?

Ou então a torradeira ganhou poderes de transfomar o cheiro a pão torrado em cheiro a carne grelhada, só para abrir ainda mais o apetite!

Fruta, peixe e pão fresquinho à porta!

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Quando eu era pequenina,

quando eu era pequenina... (ok, vamos lá deixar de cantorias)

Quando eu era pequenina, havia uma senhora que vinha vender fruta de porta em porta ou, melhor dizendo, parava em determinados sítios ao longo das ruas, apitava, e lá íam as pessoas espreitar o que trazia e comprar frutas e legumes.

Lembro-me de ir, muitas vezes, com a minha mãe. Parava no largo mesmo por trás da nossa casa, ficava perto e tinha produtos frescos, baratos e de qualidade. Mas, ao fim de muitos anos, deixou de aparecer.

 

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Mas a venda de produtos porta a porta não se ficou pela fruta. Começou a vir, entretanto, uma peixeira. Eu não sou muito apreciadora de peixe, mas não sei até que ponto o peixe chegaria às mãos de quem comprava, ainda fresquinho. No entanto, ao fim de algum tempo, foi para outra freguesia, e não voltou.

 

 

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E como nestas coisas de vendas ambulantes não pode faltar o alimento principal, também tivemos uma padeira, que veio fazer esta volta desde que eu era pequena, até a minha filha ter a mesma idade que eu tinha no início!

Entretanto, começou a fornecer para as grandes superfícies.

Agora quase toda a gente tem carro, e vai fazer todas as suas compras às grandes superfícies. Mesmo as pessoas mais idosas, aproveitam a boleia dos filhos e netos. Mas antigamente, havia apenas os mini mercados, que nem sempre ficavam perto de casa. E os preços nem sempre compensavam. 

Por isso, estas carrinhas que vinham vender este tipo de produtos à porta das pessoas tinham muita clientela, e davam imenso jeito.

Recentemente, aqui na zona onde moro, começou a vir novamente uma carrinha de venda de pão. Só prova que, apesar da modernização do comércio, ainda há tradições que se vão mantendo.

 

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