Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Algumas lojas/ sites online são impróprias para pessoas ansiosas

4914f4f927675a01173943f075884e3c.jpg

 

Se, de uma forma geral, sou uma pessoa paciente (cada vez menos), no que respeita a compras online, a coisa muda de figura.

Sou daquelas que, quando faz uma encomenda, está sempre à espera que ela chegue o mais depressa possível.

Uma semana para entrega, para mim, já é um prazo mais que suficiente, para começar a ficar impaciente. Mas, por norma, as encomendas que tenho feito chegam antes, e evitam-me essa preocupação.

 

Quando a minha filha me disse que queria encomendar umas coisas de um loja, e percebi que o prazo de entrega era de 15 a 20 dias, fiquei logo de pé atrás. Tanto tempo?

Lá fiz uma compra, para experimentar.

No site, é possível ir consultando o percurso da encomenda só que, apesar dos vários passos que ela já avançou, e que dão a sensação de que já muito aconteceu, a verdade é que, bem vistas as coisas, a encomenda ainda não saiu de lá!

 

Cada dia que passa, sem qualquer evolução, ou com uma evolução que não é aquela que queríamos ver, é um dia de ansiedade.

Será que vem? Será que não vem? Será que fica pelo caminho?

Quanto tempo ainda demorará? Quando será que chega?

 

Pois...

É caso para dizr que algumas lojas/ sites online são impróprias e pouco recomendáveis para pessoas ansiosas!

Sou, cada vez menos, uma boa ouvinte...

A diferença entre ouvir e escutar.

 

 

... quando isso significa ouvir, repetidamente, as mesmas coisas, as mesmas frases, as mesmas palavras, as mesmas queixas, os mesmos problemas, as mesmas lamentações, os mesmos planos que nunca passam da teoria à prática, as sucessivas mudanças de aspirações consoante o dia, as mesmas conversas que se fazem só porque sim, a constante necessidade de atenção.

Acho que essa pouca apetência para ouvir vem, a par com a falta de paciência, com o avançar da idade.

 

À primeira e, eventualmente, à segunda conversa, ainda consigo, realmente, ouvir, escutar e, eventualmente, aconselhar ou apoiar.

A partir daí, esqueçam. Ouvir o mesmo vezes sem conta, e ter que dar o feedback que esperam, outras tantas, não é para mim.

Às tantas, desligo, e já não estou a prestar atenção nenhuma. 

Por vezes, se me parece que a conversa está a ir pelo mesmo caminho, e tenho confiança com a pessoa em causa ainda alerto "outra vez isso" ou "já no outro dia falámos disso". Nem sempre a conversa iria parar ao mesmo, mas o meu sistema de alarme dispara logo.

Já com quem não tenho confiança, deixo apenas de prestar atenção.

 

E quanto mais insistem, menos paciência tenho, menos oiço, e menos vontade tenho de conversar.

Por exemplo, de há uns meses para cá, já nem sequer atendo o telemóvel a um tio meu, porque sei que, sempre que me liga, a conversa é sempre a mesma. Fico-me por uma mensagem, de vez em quando.

O meu marido até me diz: Porque é que não atendes? Ele não deve ter com quem falar.

E eu respondo: Não sou psicóloga! Uma pessoa fala uma, fala duas, fala três vezes, as coisas não mudam, o outro não quer saber do que dizemos, então corta-se.

 

Pode parecer muito radical, muito brusco, mas existem pessoas que abusam, que nos sugam toda a energia, que nos alteram de forma negativa a disposição e o humor.

Podemos até ajudar as primeiras vezes mas, depois, se não fizermos esse corte, estamo-nos a prejudicar mais, do que a ajudar os outros.

 

 

 

Trabalhar com um computador marado!

Desenho de Um computador portátil pintado e colorido por Lalisatan ...

Não é fácil.

O primeiro passo é ligar.

Depois, para o teclado e rato funcionarem, tenho que carregar sempre na tecla F5.

Está, então, operacional. Ou mais ou menos!

 

Nem todas as teclas funcionam, pelo que tenho que activar o teclado no ecrã.

E depois, é escrever umas letras no teclado normal, outras no do ecrã.

É passar o tempo todo a maximizar e minimizar o teclado no ecrã, ou a desviá-lo de cima para baixo, ou da esquerda para a direita, e vice-versa, para poder ver o que estou a escrever.

É estar sempre a pôr a página, o documento ou o local certo para colocar o cursor e escrever, porque ele abre outras que não são as que quero.

 

E, como está mesmo muito marado, não posso ter muitos páginas de internet abertas ao mesmo tempo senão, dá-me aquela mensagem irritante "Ah bolas", e fecha-me tudo!

 

Por vezes, volta a bloquear e lá tenho eu que carregar no F5.

Também acontece mudar sozinho para ecrã inteiro, e depois não deixar voltar ao normal.

 

Nos dias mais difíceis, que por acaso até nem têm ocorrido com frequência ultimamente (ele sabe que eu tenho que trabalhar e preciso da colaboração dele), é reininiar várias vezes, para ver se deixa fazer o mínimo.

 

É um portátil que já há muito estava com problemas, e só se usava para desenrascar, até porque comprámos um novo para a minha filha utilizar para a escola.

Mas tem sido, apesar de tudo, bastante útil nestes tempos de teletrabalho.

O pior, é voltar a escrever num pc normal!

Dou por mim a ir lançada, como se ainda estivesse a trabalhar com teclado no ecrã, e só depois me lembro que não é preciso!

O desafio do balão

Resultado de imagem para balão

 

O desafio era simples.

Cada uma tinha que segurar o seu balão com as pernas, e aguentar o máximo de tempo com ele cheio. Numa das mãos, tinham um alfinete.

O balão representava, naquele caso, a sua paciência.

A única coisa que poderiam mexer, era a mão que segurava o alfinete no ar que, suponho, utilizariam para rebentar o balão quando já não aguentassem mais.

Quem chegasse ao final do desafio com o balão cheio, ganhava um prémio.

 

 

A moderadora deu início ao desafio e, o que é que aquelas mulheres fazem todos em menos de 2 segundos?

Rebentam os balões das outras! À excepção de uma, que nem teve tempo de agir e já tinha o seu balão rebentado, e de outra, que rebentou o seu próprio balão sem querer.

O que se retirou deste desafio?

Que, muitas vezes, as pessoas, em vez de tentarem manter a sua paciência e o seu balão cheio, preferem estoirar a dos outros!

É algo inato, impulsivo, que parece estar programado pelo nosso cérebro.

Nenhuma daquelas mulheres percebeu o que lhes foi explicado, e o que era suposto fazer. Todas elas poderiam ter ganhado! Bastava que permanecessem quietas. E, quando a moderadora lhes explicou isso mesmo, perceberam o quão parvas tinham sido.

 

 

É isto que acontece também na vida real, não só no que respeita às relações entre casais, mas às relações em geral.

Mais do que se preocuparem se o seu próprio balão está cheio ou rebenta, o que importa é que, de qualquer das formas, os baloes dos outros estejam rebentados.

É mais fácil dirigir as nossas forças contra os outros, do que virá-las para nós mesmos. 

Muitas vezes, as pessoas vivem mais felizes com o mal dos outros, do que com o seu bem. Apontam mais para os defeitos dos outros, do que para os seus. Criticam mais as acções dos outros, sem se perguntarem se fizeram diferente ou  sequer, fizeram algo?

Este é um bom retrato da sociedade em que vivemos, visível através de um simples desafio, e uma simples atitude.

 

 

No caso concreto desta experiência, a intenção era mostrar a estas mulheres que, numa relação, os balões devem estar mais ou menos ao mesmo nível e, sempre que um deles estiver a descer, cabe ao outro tentar fazê-lo subir. Não com críticas, com imposições, mas com atitudes e palavras positivas, de incentivo. E que devem pensar duas vezes e tentar ser mais pacientes, para que o balão do outro lado não estoire, e se acabe a "brincadeira" ainda esta mal começou.

 

 

Quanto à única que, no meio de todas, rebentou o seu próprio balão, só posso concluir que, na ânsia de querer rebentar o balão do outro, através das suas atitudes, não percebe que ela é quem sai mais prejudicada. Que é a ela que, efectivamente, está a fazer mal, ao não dar uma oportunidade, ao não se permitir ser feliz, preferindo afastar todos do seu caminho.

Sem medo de ficar sozinhos ou com pouca paciência para investir numa relação?

(porque é que a maioria das relações terminam tão depressa como começam)

Resultado de imagem para relações amorosas

 

Sinceramente, ainda não consegui perceber porque é que as relações amorosas duram, hoje em dia, tão pouco tempo.

Não sei se é porque, de há umas décadas para cá, aprendemos a apreciar mais a liberdade, a ser mais independentes, a viver melhor connosco próprios e a ser felizes sem companhia romântica, e sem a necessidade de "fazer fretes" ou estar com alguém por conveniência ou obrigação, ou se é porque, simplesmente, manter uma relação amorosa dá trabalho, requer paciência e investimento que a maioria não está disposta a empreender, só para ter alguém ao seu lado.

 

Passámos do 8 para o 80.

Do tempo em que tínhamos que aguentar tudo em nome de um casamento, e parecia mal ser uma pessoa separada, passámos para aquele em que não temos que fazer o mínimo esforço para que as coisas resultem porque, se não dá certo com a pessoa com quem se está, outras haverá que possam servir melhor.

 

E parece-me que, quanto mais velhas as pessoas ficam, mais intolerantes, impacientes e inflexíveis se tornam.

 

Ainda no outro dia, brincava com o meu marido, a propósito dos Casados à Primeira vista.

"Olha, não tivemos lua de mel, nem tempo só para nós, mas estamos a aguentar bem. Já lá vão quase 10 anos!".

E sim, passámos por muitas situações semelhantes aos que estes casais passam.

Não tivemos um "casamento à primeira vista" mas quase um "namoro à primeira vista".

Houve momentos em que quase não nos víamos nem estávamos juntos. Outros, em os ciúmes ameaçaram a relação.

Houve muitos momentos de insegurança, incerteza, e uma certa negatividade quando se falou de viver juntos. E, de um momento para o outro, e de forma inesperada, lá calhou e tivemos que nos adaptar a uma nova realidade.

Houve várias discussões, sim. E momentos em que quase batemos com a porta para seguir cada um o seu caminho.

Também cada um de nós trazia a dita "bagagem". A minha, incluía uma filha e, de certa forma, um ex marido.

Temos coisas em comum, mas outras muito diferentes, a nível de personalidade e, muitas vezes, como bons sagitarianos, chocamos um com o outro e também dá "faísca".

Lidar com a rotina, a falta de tempo, as inúmeras tarefas que se interpoem entre nós, não é fácil. E o romantismo muitas vezes falta, porque não há clima que o proporcione e porque, de certa forma, se começam a valorizar e dar importância a outras coisas.

Estamos longe de ter uma relação perfeita. Mas ainda não desistimos. Porque, no fundo, ainda permanece aquilo que nos une.

 

Não significa que vá durar para sempre. 

Apenas que, caso um dia acabe, saibamos que tentámos todas as formas possíveis para que resultasse, antes de baixar definitivamente os braços.