Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Sou uma eterna antissocial

41cb2bf39b29bc22d87b2db6d13ccaf5.jpg

 

"100% Antissocial

Você é uma pessoa muito reservada, um pouco tímida e que prefere ficar só do que ter que interagir com pessoas que não são tão próximas."

 

Confirmo!

Sempre fui, e acho que não há nada a fazer.

Quando era pequena, a minha timidez fazia-me querer ficar em casa, sempre que os meus pais iam a casa de alguém.

Eu bem insistia para ficar em casa. Mas não tinha sorte. E lá ia eu para o "inferno".

Não me sentia bem. Não me enquadrava. Queria sempre ter a minha mãe por perto.

Na escola, evitava participar, dar nas vistas, trabalhos de grupo, apresentações orais.

 

Depois de adulta, não mudei muito.

Não sou muito de festas, de noitadas, de grandes convívios.

Não sou de gostar de socializar com toda a gente e mais alguma, só porque sim.

 

E, hoje em dia, evito tudo aquilo que me deixa desconfortável, porque não tenho paciência para fazer "fretes". 

Não tenho paciência para conversa de circustância. Para tentar perceber se há alguma coisa em comum.

Não tenho jeito para disfarçar ou fingir que estou bem e perfeitamente integrada, quando a minha vontade é sair dali para fora, para o meu canto.

Os amigos dos outros não têm que, obrigatoriamente, ser meus amigos, nem eu tenho que ser amiga deles, só porque quem me rodeia é.

Gosto que as coisas surjam naturalmente, sem serem forçadas.

Claro que não descarto que, ao longo da vida, não surjam novas amizades, se assim tiver de ser.

 

Claro que gosto de conviver, sair, divertir-me, estar com as pessoas com as quais tenho afinidades, interesses comuns, com quem é fácil e natural conversar.

Mas mais do que isso já é querer esticar uma corda, que eu nem sequer tenho vontade de agarrar. 

Lamento, mas sou uma eterna antissocial!

 

 

 

Por vezes, é preciso pôr em prática a arte de saber ignorar

anta_de_kichute_004_neutral.jpg

 

Ignorar aqueles que gostam de provocar, para ver como reagimos 

Ignorar aqueles que gostam de "incendiar" e revolucionar só porque sim

Ignorar conversas sem sentido, que não levam a lado nenhum 

Ignorar aqueles que têm uma necessidade constante de querer atenção para si

Ignorar comparações sem fundamento

Ignorar falsos moralistas, donos da razão, egocentristas

 

Há tantas pessoas, situações, coisas que fazemos tão melhor em ignorar, no nosso dia a dia, que a lista não teria fim.

Nem sempre conseguimos fazê-lo. Há dias, em que a paciência falha. Ou no-la esgotam.

Mas, sempre que possível, é uma arte a aprimorar, e pôr em prática na nossa vida!

 

Algumas lojas/ sites online são impróprias para pessoas ansiosas

4914f4f927675a01173943f075884e3c.jpg

 

Se, de uma forma geral, sou uma pessoa paciente (cada vez menos), no que respeita a compras online, a coisa muda de figura.

Sou daquelas que, quando faz uma encomenda, está sempre à espera que ela chegue o mais depressa possível.

Uma semana para entrega, para mim, já é um prazo mais que suficiente, para começar a ficar impaciente. Mas, por norma, as encomendas que tenho feito chegam antes, e evitam-me essa preocupação.

 

Quando a minha filha me disse que queria encomendar umas coisas de um loja, e percebi que o prazo de entrega era de 15 a 20 dias, fiquei logo de pé atrás. Tanto tempo?

Lá fiz uma compra, para experimentar.

No site, é possível ir consultando o percurso da encomenda só que, apesar dos vários passos que ela já avançou, e que dão a sensação de que já muito aconteceu, a verdade é que, bem vistas as coisas, a encomenda ainda não saiu de lá!

 

Cada dia que passa, sem qualquer evolução, ou com uma evolução que não é aquela que queríamos ver, é um dia de ansiedade.

Será que vem? Será que não vem? Será que fica pelo caminho?

Quanto tempo ainda demorará? Quando será que chega?

 

Pois...

É caso para dizr que algumas lojas/ sites online são impróprias e pouco recomendáveis para pessoas ansiosas!

Sou, cada vez menos, uma boa ouvinte...

A diferença entre ouvir e escutar.

 

 

... quando isso significa ouvir, repetidamente, as mesmas coisas, as mesmas frases, as mesmas palavras, as mesmas queixas, os mesmos problemas, as mesmas lamentações, os mesmos planos que nunca passam da teoria à prática, as sucessivas mudanças de aspirações consoante o dia, as mesmas conversas que se fazem só porque sim, a constante necessidade de atenção.

Acho que essa pouca apetência para ouvir vem, a par com a falta de paciência, com o avançar da idade.

 

À primeira e, eventualmente, à segunda conversa, ainda consigo, realmente, ouvir, escutar e, eventualmente, aconselhar ou apoiar.

A partir daí, esqueçam. Ouvir o mesmo vezes sem conta, e ter que dar o feedback que esperam, outras tantas, não é para mim.

Às tantas, desligo, e já não estou a prestar atenção nenhuma. 

Por vezes, se me parece que a conversa está a ir pelo mesmo caminho, e tenho confiança com a pessoa em causa ainda alerto "outra vez isso" ou "já no outro dia falámos disso". Nem sempre a conversa iria parar ao mesmo, mas o meu sistema de alarme dispara logo.

Já com quem não tenho confiança, deixo apenas de prestar atenção.

 

E quanto mais insistem, menos paciência tenho, menos oiço, e menos vontade tenho de conversar.

Por exemplo, de há uns meses para cá, já nem sequer atendo o telemóvel a um tio meu, porque sei que, sempre que me liga, a conversa é sempre a mesma. Fico-me por uma mensagem, de vez em quando.

O meu marido até me diz: Porque é que não atendes? Ele não deve ter com quem falar.

E eu respondo: Não sou psicóloga! Uma pessoa fala uma, fala duas, fala três vezes, as coisas não mudam, o outro não quer saber do que dizemos, então corta-se.

 

Pode parecer muito radical, muito brusco, mas existem pessoas que abusam, que nos sugam toda a energia, que nos alteram de forma negativa a disposição e o humor.

Podemos até ajudar as primeiras vezes mas, depois, se não fizermos esse corte, estamo-nos a prejudicar mais, do que a ajudar os outros.

 

 

 

Trabalhar com um computador marado!

Desenho de Um computador portátil pintado e colorido por Lalisatan ...

Não é fácil.

O primeiro passo é ligar.

Depois, para o teclado e rato funcionarem, tenho que carregar sempre na tecla F5.

Está, então, operacional. Ou mais ou menos!

 

Nem todas as teclas funcionam, pelo que tenho que activar o teclado no ecrã.

E depois, é escrever umas letras no teclado normal, outras no do ecrã.

É passar o tempo todo a maximizar e minimizar o teclado no ecrã, ou a desviá-lo de cima para baixo, ou da esquerda para a direita, e vice-versa, para poder ver o que estou a escrever.

É estar sempre a pôr a página, o documento ou o local certo para colocar o cursor e escrever, porque ele abre outras que não são as que quero.

 

E, como está mesmo muito marado, não posso ter muitos páginas de internet abertas ao mesmo tempo senão, dá-me aquela mensagem irritante "Ah bolas", e fecha-me tudo!

 

Por vezes, volta a bloquear e lá tenho eu que carregar no F5.

Também acontece mudar sozinho para ecrã inteiro, e depois não deixar voltar ao normal.

 

Nos dias mais difíceis, que por acaso até nem têm ocorrido com frequência ultimamente (ele sabe que eu tenho que trabalhar e preciso da colaboração dele), é reininiar várias vezes, para ver se deixa fazer o mínimo.

 

É um portátil que já há muito estava com problemas, e só se usava para desenrascar, até porque comprámos um novo para a minha filha utilizar para a escola.

Mas tem sido, apesar de tudo, bastante útil nestes tempos de teletrabalho.

O pior, é voltar a escrever num pc normal!

Dou por mim a ir lançada, como se ainda estivesse a trabalhar com teclado no ecrã, e só depois me lembro que não é preciso!