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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Quando as pessoas não têm opinião própria

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Hoje em dia, quase toda a gente tem uma opinião a dar, qualquer que seja o assunto.

Umas mais informadas ou fundamentadas que outras, é certo. Mas as pessoas gostam de mostrar o seu ponto de vista e, se em muitos casos, nem sequer lhes é pedido, ou não serve para nada, noutros, as opiniões são bem vindas.

Não vem mal ao mundo em partilhar e trocar opiniões, e até pode ser enriquecedor, ou gerar boas conversas e debates.

Mas, para isso, é preciso que as pessoas apresentem aquela que é, de facto, a sua opinião.

 

E o que se vê, por vezes, é que as pessoas nem sempre têm opinião e, como tal, vão atrás das opiniões alheias, consoante a sua conveniência. Hoje, até são da mesma opinião que fulano x mas, amanhã, se for preciso, já são da opinião de fulano y que, por acaso, até é contrária à do x!

Ou, pior, mudam de opinião sem qualquer critério, só porque sim. Porque é melhor ir atrás da maioria. Ou porque é mais cool ser do contra.

 

São opiniões que, na prática, não valem nada porque, na verdade, as pessoas que as pronunciam não têm sequer uma opinião formada.

Já em relação àqueles que, realmente, mostram a sua opinião, esta acaba por gerar, muitas vezes, em vez de discussões saudáveis, verdadeiros pesadelos para quem as pronuncia.

Porque quem está do lado de lá, nem sempre está preparado para ouvir opiniões contrárias à sua. E, a única forma de evitar dissabores, é manter-se calado, ou concordar com os outros.

 

Por isso, para quem está no lugar do ouvinte diria que há que respeitar todas as opiniões, ainda que contrárias à sua. Se fosse para todos pensarmos da mesma forma, e termos o mesmo ponto de vista, tinham-nos feito robots, e programavam-nos para tal.

Para quem está no lugar de opinante, que dê a sua opinião, se de facto tiver alguma, ou mantenha-se calado, se não a tiver, em vez de estar a roubar as dos outros. 

 

 

Partilhar o guarda roupa entre mãe e filha

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Se, há uns anos, a minha filha ainda usava botas, com o tempo, as mesmas foram sendo substituídas por ténis.

Enquanto eu usava e, dali a uns tempos, tinha que comprar novas, ela deixou de usar, e foram ficando esquecidas nas caixas debaixo da cama.

Hoje, está tempo de chuva. Tenho roupa clara vestida, mas as únicas botas que tenho são pretas (ainda não renovei o calçado de inverno).

 

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Lembrei-me que, em tempos, vi numa caixa, umas botas dela, castanhas. Ainda estão em condições de usar. Foi só limpá-las. Servem-me, e são confortáveis. Acho que vão ficar para mim.

Aliás, vinha pelo caminho a pensar que hoje estou totalmente reciclada, com coisas que eram da minha filha, que ela já não usa, e despachou para mim.

As calças, cinzentas, estão boas, nem largas, como algumas que tenho, que assim ficaram com o uso, nem demasiado apertadas, que me impeçam os movimentos.

 

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A camisola, que ela adorava na altura em que foi comprada, e com a qual chegou a fazer a sessão fotográfica para o book, há uns anos, é agora passado para ela, mas presente para mim.

E o casaco, que até faz conjunto com a camisola, também me deu, porque não tem intenção de usar mais.

O seu estilo agora é outro. E quem ganha sou eu que, assim, fico com roupa nova sem gastar dinheiro!

 

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Mas não sou só eu que uso as coisas dela.

No outro dia, quis usar um macacão preto que tinha comprado para as duas, mas não tinha sandálias a condizer. Como disse, ela é miúda de ténis. E nem quando a convidei para ir à sapataria comprar sandálias, quis ir.

Por isso, a solução foi usar as minhas, que comprei este verão.

No baile de finalistas do 9º ano, levou um vestido meu, dos meus 20 anos.

Por vezes, lá vai um casaco ou outro.

E, para dormir, já várias vezes me assaltou a gaveta das T-shirts e pijamas. Segundo ela, tenho umas T-shirts giras.

 

E assim, apesar de não sermos irmãs nem amigas, com a vantagem de termos um corpo muito parecido e calçar números próximos, vamos partilhando o guarda roupa entre nós.

 

Ninguém nasce ensinado!

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Mas estamos sempre a tempo de aprender.

Se assim o desejarmos...

 

Há quem queira permanecer a vida toda com o pouco que sabe, que aprendeu, que lhe foi transmitido, e considere que isso é suficiente, não vendo necessidade de experimentar ou conhecer mais nada para além disso.

Mas há quem reconheça que, podendo e tendo essa oportunidade, é sempre bom saber mais, e acrescentar conhecimentos e aprendizagens, que poderão até vir a ser úteis ao longo da vida, afinal, como costumam dizer, o saber não ocupa lugar.

 

Da mesma forma, o conhecimento não foi feito para estar trancado a sete chaves, mas para ser partilhado, por aqueles que o possuem, com os restantes. 

Porque de nada serve o conhecimento, se este não puder ser colocado em prática, e se não poder chegar aos demais.

O conhecimento é universal, não é algo que pertence, exclusivamente, a cada um de nós. E, ao partilhá-lo estamos a tornar os outros mais ricos e, ao mesmo tempo, a enriquecermo-nos a nós próprios, porque nunca sabemos o que, do outro lado, também haverá para partilhar connosco. 

 

Se cada um de nós partilhar com os outros as ferramentas que possuímos, e vice-versa, e se aceitarmos com disponibilidade as ferramentas que nos querem entregar para a mão, todos nós conseguiremos, se assim o desejarmos e soubermos utilizá-las, cosntruir algo muito melhor e mais eficaz, do que aquilo que faríamos com o pouco que pudessemos ter.

 

Esta semana, o exercício proposto pela especialista do programa Casados à Primeira Vista, era fazer um buraco numa folha A4, onde pudesse caber o casal lá dentro.

A primeira coisa em que pensei, tal como os casais, foi fazer um pequeno buraco, onde o casal, simultaneamente, colocasse um dedo cada um, simbolizando a presença dos dois.

Mas não. A ideia era mesmo caberem os dois, fisicamente, de corpo inteiro, dentro do buraco.

Ora, nós olhamos para o tamanho de uma folha A4, para a tesoura que temos na mão e pensamos: é impossível!

Ou seja, tínhamos algumas ferramentas, mas pouco conhecimento sobre como utilizá-las de modo a chegar ao objectivo proposto.

Cabia a cada um daqueles casais estar disponível para aprender e perceber que, com a ajuda dos que os rodeiam que, por sua vez, também aprenderam com outros, tudo se torna mais fácil.

 

E sim, é possível fazer um buraco numa folha A4, onde caibam várias pessoas dentro!

Deixo aqui um vídeo onde se pode aprender a fazê-lo:

https://www.youtube.com/watch?v=GT0ywwvex_k

Quem escreve seus males espanta!

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Costuma-se dizer que "quem canta seus males espanta".

E se aplicarmos este ditado à escrita, fará sentido?

 

Já aqui falei de como algumas pessoas se exprimem através da escrita, de uma forma que, provavelmente, não o conseguiriam verbalmente.

E a verdade é que escrever pode ser extremamente útil nas mais variadas situações:

 

- quando temos algo de muito bom e importante para dizer, e não temos com quem partilhar no momento, ou queremos partilhá-lo com toda a gente

 

- quando estamos irritados e precisamos de pôr cá para fora tudo o que nos vai na alma

 

- quando temos o cérebro a fervilhar de pensamentos, e o coração a entrar em colapso de tantos sentimentos que o habitam, e precisamos de um escape

 

- dar largas à nossa imaginação

 

- quando podemos, através da escrita, dar um pouco do nosso conhecimento ou contributo relativamente a algo, a outras pessoas

 

- escrever pelo simples prazer de escrever - textos, histórias, cartas, postais, mensagens e o que mais nos apetecer

 

Não precisamos de escrever para ninguém. Podemos, simplesmente, escrever para nós próprios.

Palavras e frases que ficarão fechadas no nosso mundo, e ali permanecerão eternamente, se ninguém as descobrir e ler um dia. 

O que importa é escrever. Para quem gosta, claro. E como "quem escreve, seus males espanta" porque não dar uso a esta ferramenta valiosa!