Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

As bóias a que nos agarramos na vida

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas

 

Por vezes, quando o navio parece navegar no rumo certo, somos atirados borda fora. 
Desnorteados, pensando que nada nos poderá salvar, surge-nos uma "bóia de salvamento", à qual nos agarramos com todas as forças, fazendo-nos sentir seguros e esquecer o perigo que corremos. E não a largamos por nada.
Mas quando, finalmente, chegamos a terra firme e não precisamos mais da bóia, atira-mo-la para um canto, como se fosse insignificante e inútil.
Até ao momento em que a vida nos pregar outra partida...E aí, poderá já não haver bóia que nos ajude...

 

Muitas vezes, descartamos e esquecemos depressa aqueles que estiveram connosco quando mais precisámos, aqueles que nos deram a mão, nos ajudaram, nos amaram.

Existem pessoas que, na nossa vida, não passam de meras bóias de salvamento, temporárias que, mal percebamos que já não fazem falta, afastamos de nós.

São pessoas que funcionam como uma ponte entre o passado e o futuro, com duração limitada na nossa vida.

 

Não podemos evitar o inevitável

Imagem relacionada

 

Muitas vezes, são tão bons os momentos que passamos em determinadas situações ou fases da nossa vida, ou com determinadas pessoas, que nos habituamos e acomodamos.

Pensamos que são permanentes, que estão garantidas, que nada mudará e, talvez por isso, acabemos por não viver e aproveitar ao máximo, por não perceber o valor desses momentos e pessoas, e o quanto devemos guardar na memória, para quando tudo mudar e deixar de existir.

E, um dia, de repente, o mundo dá uma volta, tira-nos tudo o que tínhamos, coloca-nos noutro cenário, e ficamos sem rumo.

Lutamos entre as saudades e a vontade de que tudo volte ao que era antes, e a adaptação a esta nova realidade que não tem que trazer, necessariamente, momentos ou pessoas piores, mas apenas diferentes, às quais nos acabaremos por habituar e acomodar, até que o mundo decida dar outra volta, arrancar-nos daquele cenário, e testar a forma como encaramos a vida, o diferente, o desconhecido, o presente, o futuro e o passado.

 

O nosso maior erro é pensar que tudo na vida permanecerá eternamente igual. Mas o mundo gira, e a nossa vida também. E não haverá nada que possamos fazer para evitar o inevitável!

O Silêncio, de Fiona Barton

Resultado de imagem para silêncio de fiona barton

 

Numa demolição em curso, de uma velha casa de classe média em Londres, um trabalhador descobre um esqueleto minúsculo, pertencente a um bebé, que parece estar enterrado há anos. 

Kate, a jornalista, parece achar que, por detrás desta descoberta, pode estar a história de que precisa para manter o seu trabalho, evitando ir parar à lista dos funcionários a despedir. E, por isso, começa a investigar, por sua conta, o que poderá ter acontecido, quem será o bebé sepultado, e a mãe dele.

Enquanto isso, Emma lê a notícia no jornal e fica perturbada, dando a entender que pode saber algo sobre o assunto, um segredo que há muito guarda, e que não quer ver desvendado.

Por outro lado, Angela também fica perturbada com a descoberta, e insiste que poderá ser o corpo da sua filha desaparecida. Após os procedimentos da praxe, os testes mostram uma correspondência de ADN, confirmando as suas suspeitas.

E Emma respira de alívio.

Só Jude, mãe de Emma, parece não se preocupar minimamente com o assunto, apesar de ter morado naquela mesma rua, na altura em que tudo terá acontecido. Será que ela não sabe mesmo de nada?

Mas, uma reviravolta na história, prova que o segredo é bem mais complexo do que poderíamos imaginar, que há duas pessoas com contas a ajustar com o passado, e outras duas que poderão ser mais próximas do que pensam.

E, quando o silêncio começa a destruir a pessoa, está na hora de expor a verdade, e desenterrar toda a história, custe o que custar, doa a quem doer.

Posso dizer que gostei muito mais deste livro que do anterior “A Viúva”, da mesma autora, e foi uma bela prenda de Natal que recebi!

Alguém com talento para interpretar sonhos?

Imagem relacionada

 

Me poderá explicar estes sonhos que tenho com frequência?

Não sei se, em alguma outra encarnação, já houve mar em Mafra (duvido muito), ou se estou a ter visões do futuro, mas já perdi a conta às vezes que sonhei que tinha o mar aqui quase à porta de casa.

E não pensem que é algo de bom. Não é aquela felicidade de sair de casa e ter a praia à porta, disponível para um passeio, uns banhos de sol ou um mergulho.

Nem sequer areia há.

O mar está sempre bravo, só vejo ondas e espuma, a virem par cima de nós. Isto, nos sonhos mais leves.

Nos pesadelos, é mesmo tsunamis que afectam a zona. Num deles, sei que estava em casa dos meus pais, e a força da água partiu os vidros todos.

No último, estava no caminho que faço para casa, e a onda tinha quase chegado ao pé de mim. Esta zona fica mais alta, o que significa que a parte onde moro tinha sido atingida. Tinha perdido tudo, a casa estava prestes a desmoronar.

 

Será que, daqui a centenas de anos, o mar chegará, efectivamente, a Mafra?

Ou são apenas sonhos sem qualquer significado, fruto de uma imaginação muito fértil, na hora de dormir?!

  • Blogs Portugal

  • BP