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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Aulas de 90 minutos - sim ou não?

 

Quando eu estudava, nós dizíamos que tínhamos aulas de uma hora, quando se tratava de 45/50 minutos, e de duas horas, quando era o dobro. 

Entre todas as aulas tínhamos um intervalo, nem que fosse de 5 minutos, para fazer uma pausa e descontrair. A única excepção era a aula de "duas horas" de educação física. Mas, nesse caso, o professor deixava-nos sempre sair mais cedo.

Agora, e tendo como exemplo a minha filha, têm menos intervalos e as aulas de 90 minutos são dadas sem interrupções, sendo o intervalo a seguir.

A propósito da duração das aulas, vem o ex-ministro da educação David Justino defender a sua redução, alertando para a dificuldade que os alunos têm em manter a concentração.

O próprio professor de história da minha filha concorda que, por exemplo, uma aula de 90 minutos de história à tarde é sinónimo de desatenção, conversa e chamadas de atenção. Afinal, é difícil controlar e manter na ordem uma turma de 30 alunos, durante uma hora e meia. E tanto é difícil para os alunos, como para os professores.

Actualmente, são as escolas que decidem a duração de cada aula, entre 45, 60 ou 90 minutos. Mas devem ter em conta que quanto maior a duração, menor a capacidade de concentração, e menor o rendimento.

E pode resultar em casos considerados de indisciplina, quando se começam a distrair, a conversar com os colegas, a brincar. Mas não podemos pedir às crianças que fiquem 90 minutos quietas!

Já basta os currículos extensos e a enorme carga lectiva que recai sobre os alunos, aliada à dimensão exagerada das turmas, que em nada contribui para o sucesso escolar.

Por isso, penso que até podem existir aulas de 90 minutos, mas com intervalos pelo meio, como acontecia antes.

Finalmente!

 

Finalmente a minha filha regressou à escola!

Ainda sarapintada, é verdade, e com algumas restrições - não pode fazer desporto, nem correr, nem andar muito a pé.

Ainda com consultas regulares de vigilância.

Aterrando de paraquedas em território um pouco estranho, sem muita preparação e num momento em que todos, incluindo ela, serão postos à prova.

Mas já é bom! É uma óptima notícia! E estou muito feliz!

No entanto, não consigo deixar de sentir aquela nostalgia, típica de começo de ano lectivo, em que os nossos filhos regressam à escola, depois das longas férias que passaram connosco. Com a diferença de que, neste caso, não estivemos de férias nem tão pouco nos divertimos.

É incrível como a vida segue e o tempo não pára. Depois de mais de um mês em que tudo se alterou, voltamos à rotina sem direito a pausas para assimilar e recuperar de tudo o que aconteceu! Sem folgas para fraquejar, para comemorar, para baixar os braços...para nada!

Costumo dizer que eu sou como algo que permanece de pé durante toda a tempestade e, só então depois de ela passar, quando já nada o fazia prever, caio!

Neste caso, nem para isso tive tempo! É que agora que o sismo, e respectivas réplicas, já não ameaçam destruir mais nada, há que lutar para manter o que ficou intacto, e recuperar o que foi perdido.

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