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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Será que tenho cara de Madre Teresa de Calcutá?

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É que entre ontem e hoje, não param de me abordar na rua para pedir 1 euro!

 

Ontem, saio para ir aos CTT, e aparece-me um adolescente à frente, muito educado, a perguntar se lhe podia emprestar um 1 euro. Não disse para que o queria, mas também não perguntei. Não fazia ideia de lhe dar nada.

Quando volto dos correios, cruzo-me novamente com ele, e volta a vir ter comigo. Voltei a dizer-lhe o mesmo, que não tinha.

Depois pensei "será que o rapaz precisava de dinheiro para o transporte, ou algo do género?". Mas também podia ser para outra coisa desnecessária, ou algum esquema qualquer.

 

 

Hoje, quando vou para casa ao almoço, cruzo-me com uma senhora idosa, que também me aborda para pedir 1 euro para um bolinho. Digo-lhe que não tenho. Será que era mesmo para um bolinho? Será que realmente precisava?

 

Como saber, nos dias que correm e com tudo o que ouvimos por aí, quando e quem devemos ajudar ou não?

Para se educar, tem que se dar o exemplo?

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Costuma-se usar um velho ditado para justificar algo que pedimos aos outros para fazer, mas que nós próprios não fazemos: "faz aquilo que eu digo, e não aquilo que eu faço"!

Mas será que na educação de uma criança esse ditado se aplica?

No outro dia, em debate, dizia-me o meu marido que, para educar um filho, não temos que estar sempre a dar exemplo atrás de exemplo, só temos que lhe explicar o que é o melhor para ele, e fazê-lo entender.

Já eu, sou da opinião que a única forma de nos fazermos entender, de os nossos filhos apreenderem a mensagem que lhes tentamos transmitir, é através dos nossos exemplos e, mesmo assim, nem sempre resulta!

Por norma, os filhos tendem a "copiar" os comportamentos dos pais, porque é aquilo que vêem, com que lidam no dia-a-dia, e que supõem ser o normal e correcto. Logo, se os pais dão maus exemplos e se comportam de forma contrária aquela que, depois, pedem aos filhos para agir, como é que vão ter autoridade ou moral para lhes exigir isso, se eles próprios não o fazem?

Como é que se pode exigir a um filho que tenha uma alimentação saudável, se ele vir constantemente os pais a comer alimentos que fazem mal?

Como é que se pode pedir a um filho para ser organizado, se os pais vivem em total desorganização?

E por aí fora!

Para mim, mais do que ensinar, mais do que dizer o que deve ou não ser feito a um filho, são as nossas atitudes, os nossos comportamentos, a nossa forma de estar na vida e no quotidiano, enquanto pais, que lhe vão dar, ou não, o melhor exemplo. 

 

 

Mas alguém pediu alguma coisa?!

 

É por situações destas que prefiro que não dêem nada.

Uma tia da minha mãe, sempre que nos via na rua, cumprimentava-nos, e vice-versa, e tinha o hábito de dar uma moeda à minha filha. Ora, é óbvio que ela dava porque queria. Nunca lhe pedimos nada nem estávamos á espera de nada.

Há uns tempos atrás, voltámo-nos a cruzar. Como sempre, cumprimentámo-nos. E vira-se ela para a minha filha, com uma grande lata: "olha que hoje não tenho moeda nenhuma para te dar, se era isso que estavas à espera...".

E eu, sem jeito perante tal conversa sem sentido, não disse nada mas pensei cá com os meus botões: "Desculpe? Então, mas alguém pediu alguma coisa?" 

Quem a ouvisse falar, pensaria que só a cumprimentamos para ganhar a moeda em troca.

Enfim...há que dar um desconto atendendo à idade da senhora.

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