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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

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Os "lobos em pele de cordeiro" deste mundo

13 ideias de Lobo em pele de cordeiro para salvar hoje | ideias de  tatuagens, tatuagens retro, inspiração para tatuagem e muito mais

 

Eles andam por aí.

Disfarçam-se de bondade, de companheirismo, até de amizade.

Acolhem e protegem aqueles que acreditam que os seguirão fielmente, porque os veem como "líderes".

Ou aqueles que, a seu ver, são mais fracos, e nunca lhe farão frente, pelo que não constituem uma ameaça.

Mostram-se sensatos, amistosos, sábios.

E assim conquistam todos ao seu redor.

 

No entanto, basta que algo, ou alguém, se atreva a sair do trilho, para estes lobos começarem a deixar cair a sua máscara.

Para começarem a mostrar o que se esconde por debaixo do aparente cordeiro inofensivo.

Pessoas arrogantes, prepotentes, com a mania que são mais, e melhores, que os outros.

Pessoas que não sabem conviver e lidar, ou tentar compreender a diferença.

Que acham que, por falarem num tom de voz baixo e monocórdico, ou por terem o dom da oratória, não deixam transparecer o ataque, a agressividade, a ameaça velada que estão a transmitir aos outros.

 

E é desses que devemos manter a distância.

Porque uma pessoa até pode não estar correcta nas coisas que diz, na forma como o diz, no tempo em que o diz, mas não ter maldade ou más intenções.

Já aqueles que não se permitem perceber isso, compreender os outros, e agem com superioridade, com desprezo, com rancor, com uma raiva disfarçada sem qualquer motivo, acabam por ter pior carácter, do que aqueles que querem denegrir.

 

Uma pessoa que se impõe de forma autoritária, falando sem permitir que os outros também falem, atacando sem permitir que o outro se defenda, como se só ela fosse a dona da razão, e os outros tivessem que se vergar ou curvar perante si, é uma pessoa a manter bem longe. 

 

Distância de falinhas mansas, de discursos fingidos, de olhares raivosos, dos "lobos em pele de cordeiro" deste mundo.

O nosso corpo conta histórias

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Dizem que a pele tem memória.

Absorve e regista tudo, para mais tarde "apresentar a conta". 

Para nos "castigar", da mesma forma que, um dia, a castigámos.

Mas não será só a pele.

 

O nosso corpo também a tem.

Uma memória, em ambos os casos, a longo prazo.

Daquelas que, quando já nem sequer nos lembramos do que fizemos há anos ou décadas, nos apresenta, como se nos colocasse à frente a nossa vida em fotografias, os episódios que deram origem às nossas marcas, cicatrizes, e maleitas. 

 

No fundo, o nosso corpo, e a nossa pele, contam histórias, como um livro.

Histórias de aventuras, de erros, de brincadeiras, de acidentes.

Histórias de decisões precipitadas ou impulsivas, sonhadoras ou românticas.

Histórias da infância, da adolescência e da vida adulta.

 

Um corpo sem história, é um corpo que nunca viveu.

Como um boneco que permaneceu, intocável, dentro da embalagem. 

Se nos arrendemos de algumas dessas histórias? Talvez...

Talvez as pudéssemos ter evitado, ou escrito de outra forma.

 

Ou, talvez, todas elas fossem necessárias à nossa aprendizagem nesta vida.

Certo é que, queiramos ou não, fazem agora parte de nós. 

Como uma impressão digital, ou o ADN, são únicas. 

E lembram-nos que tudo tem uma consequência mas que, talvez, também tudo tenha tido uma razão para acontecer.

 

 

Por onde anda o meu "outro eu"'?

Le relazioni sono lo specchio in cui ci vediamo

 

Por onde anda o meu "outro eu"?

Aquele que, um dia, fui e que, hoje, não consigo vislumbrar?

 

Foram tantas as capas que lhe vesti 

Tantas as peles com que o revesti

Para o resguardar

Para o fortalecer

Para enfrentar o que viesse pela frente

 

E, agora, quase não o reconheço

Parece distante

Muito distante

 

Tento rasgar cada uma das capas

Tento arrancar cada uma das peles

Na esperança de o voltar a reencontrar

Mas descubro que, por baixo de cada uma, continuo a ser "este eu" 

Só existe "este eu"

 

Então, por onde anda o meu "outro eu"?

Porque sinto amarras que me impedem de o procurar?

Porque sinto uma névoa, que me impede de o redescobrir?

Porque sinto forças, que me impedem de alcançá-lo?

 

Sinto falta do "outro eu"

Aquele mais livre, mais leve

Aquele mais descontraído, mais divertido

Aquele mais romântico

Aquele mais aventureiro

Aquele mais disponível

Aquele mais jovem

 

Em lugar dele, encontro "este eu".

 

Ou, talvez, não exista "este eu", e "outro eu".

Exista apenas o "eu".

O "eu" que evoluiu

Que se transformou

Que amadureceu, com o tempo

Que guarda características de outrora, e lhe junta outras de agora

 

Quem sabe, aceitando "este eu", venha à tona o "outro eu", e se fundam num só...

 

 

Histórias Soltas #23: O sinal

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Dizem que más notícias, quanto mais tarde vierem, melhor.

Ela não sabia se era bem assim.

Na verdade, ela nem sequer sabia se eram más notícias, as que viriam.

 

Nunca se preocupou muito com isso.

Quando surgiu, há cerca de dois anos, acreditou que era mais um sinal, que estaria a nascer.

Mais um para a colecção.

Para se juntar aos outros que, constantemente, vão surgindo.

Ano após ano.

 

Nas estações mais frescas, com a quantidade de roupa que vestia, nem sequer se lembrava daquilo.

Só voltava a dar por isso, no verão.

Quando ficava exposto.

Quando começava a provocar prurido.

Mas logo o verão passava, e se esquecia novamente da sua existência.

 

Até que, chegada uma nova primavera, olhou para aquela mancha estranha com outros olhos.

Que raio seria aquilo?

Estava a dar-lhe uma comichão louca e, sem conseguir evitar coçar, já estava a fazer ferida.

Para evitar mais esse problema, andou a pôr umas pomadas, que ajudaram.

 

Marcou uma consulta de dermatologia.

Começou a lembrar-se de todos os escaldões que tinha apanhado há muitos anos. E das consequências que, agora, eles poderiam trazer.

Mais valia averiguar, e descartar o pior.

 

Como ainda faltava mais de um mês, tirou umas fotografias, e partilhou num grupo dessa área, para ver o que diziam.

A resposta que lhe deram foi de que, pelas fotografias, não parecia ter sinais de malignidade. Parecia ser só um nevus plano que irrita ao contacto com a roupa, e por isso o eritema, escamação e comichão.

No entanto, foi aconselhada a fazer uma consulta presencial com um dermatologista, que iria usar outros meios para um diagnóstico mais correto.

 

Restava, então, esperar pela consulta.

E tinha, finalmente, chegado o dia.

 

Mas foi adiada.

Mais um mês.

 

Pode ser um sinal, de que não é caso para preocupação.

Mais um verão, e umas férias, para aproveitar o sol e a praia.

A mancha está melhor.

Se calhar até faz bem.

 

Seja como for, não há nada a fazer, a não ser esperar pela nova data.

Boas ou más notícias, só então se saberão...

 

 

 

Existe idade certa para começar a fazer a depilação

 

Sortudas as mulheres que foram favorecidas pela mãe natureza, e nunca tiveram que se preocupar com a depilação.

As restantes, têm que enfrentar este problema dos pelos, a melhor forma de os tirar sem dor, os produtos mais eficazes, os que têm um efeito mais prolongado, os que se adequam mais à sua pele, e outras preocupações associadas à depilação.

Mas a principal pergunta é: com que idade podemos começar a fazer a depilação? Existe uma idade certa? 

Com a puberdade, há uma transformação completa do corpo das crianças e pré adolescentes. Também nessa altura, começam a preocupar-se mais com a sua aparência e, como não podia deixar de ser, com os tão indesejados pelos! Podem surgir os complexos, a vergonha, o ter que andar tapado para não se ver. Se forem poucos, há quem aconselhe a descoloração. Mas, para pernas (e outras partes do corpo) sem pelos, a única solução é mesmo a depilação!

E se, um dia destes, a vossa filha vos disser que quer começar a fazer a depilação?!

Alguns médicos acreditam que a idade ideal para se começar é entre os 10 e os 13 anos. Outros, preferem aguardar pela primeira menstruação, que normalmente também é por volta desta idade.

No entanto, estão de acordo ao afirmar que, quanto mais precoce for o contacto com substãncias químicas, maior a possibilidade de desenvolver alergias e sensibilizações. Isto porque a pele das crianças é mais fina e sensível devendo o uso de ceras, cremes depilatórios e lãminas (entre outros) ser evitado ao máximo.

Convém ainda relembrar que devem utilizar materiais descartáveis e, no caso da cera, a temperatura não pode ser muito alta, sob pena de queimaduras.

Na momento em que as nossas filhas querem iniciar a depilação, é uma questão de experimentar diferentes métodos e ver com qual deles elas se dão melhor. E, de preferência, nos primeiros tempos, fazer apenas quando se mostrar mesmo necessário.