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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Se não lutarmos por aquilo que queremos, quem o fará?

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Se temos um objectivo, temos que ir à luta, para o concretizar.

Se nos deparamos com obstáculos pelo caminho, há que os contornar.

Se nem sempre as coisas acontecem quando queremos, temos que ser pacientes, saber esperar. Um adiamento é apenas isso, um adiamento. É uma vírgula numa frase, para uma pausa, e não um ponto final.

E se, pelo caminho, começamos a perder a determinação, a força, a coragem e a vontade, temos que contrariar o nosso pensamento, e encontrar a motivação necessária, nas mais pequenas coisas a que nos pudermos agarrar, para continuarmos a avançar.

As coisas não nos caem nos braços por obra do acaso. Nada nos é oferecido de bandeja. Nada se consegue sem esforço.

Por isso, não basta ficar parados à espera que a vida passe por nós. É preciso fazermo-nos ao caminho, e passarmos nós pela vida, aproveitando tudo o que pudermos ao longo dessa passagem.

 

 

 

38 anos, já?!

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Embora já esteja há alguns dias com o pensamento nos 38 (foi o que respondi no outro dia quando me perguntaram a idade), só hoje é que, efectivamente, os vou ter!

Para me vingar, e porque nem o pequeno-almoço pude tomar por conta das análises que fui fazer, vou abusar dos bolos hoje!

Ainda me lembro dos tempos em que estava grávida, e comia uma bola de berlim e um caracol depois do jejum obrigatório das análises. E não, não engordei!

Fora isso, será um dia como outro qualquer, a trabalhar, com a filha em aulas e o marido a trabalhar também. E mais um ano a acrescentar ao currículo da vida.

Southpaw - Coração de Aço

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É um daqueles filmes que se vê bem num daqueles dias em que não temos mais nada para fazer e que, apesar de nos apetecer ver um filme, não temos nenhum em mente.

Não sendo nada de extraordinário, ainda assim serviu para uma espécie de debate com o meu marido sobre o amor de um pai pela sua filha, e a melhor ou pior forma de o mostrar.

Billy Hope é um pugilista de sucesso, que colecciona títulos e prémios, e vive uma vida que muitos desejariam, com a sua companheira de sempre, Maureen.

 

 

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Tanto ele como ela vieram de instituições de crianças em risco, mas conseguiram encontrar um rumo, e formar uma família, juntamente com a filha de ambos, Leila.

Maureen é o seu apoio, a sua consciência, o seu porto de abrigo, e também quem gere a sua carreira.

 

 

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Apesar de saber que a vida que levam depende das vitórias de Billy e que, para as haver, ele tem que competir, Maureen percebe que os combates são cada vez mais violentos, que Billy está a ir longe demais, e que, da próxima vez, as coisas podem correr mal. E poderá não haver próxima vez.

Ele acede ao pedido dela, de uma pausa. Tudo parece estar bem, até que um outro pugilista começa a provocar Billy à saída de um jantar de beneficência.

 

E aqui vem a primeira questão para debate: ceder a provocações ou ignorar?

 

Por norma, tenho tendência a ignorar. O meu pai sempre me ensinou que não vale a pena perder tempo com essas pessoas. Que ceder ou retaliar é dar-lhes esse prazer, de perceber que nos afectaram, que caímos. A melhor arma é ignorar, resumi-los à importância que têm.

Claro que isto é difícil de pôr em prática por pessoas de "pelo na venta", que não pensam antes de agir, e que acham que as coisas se resolvem à pancada.

Foi o que fez Billy, ignorando os pedidos da mulher para irem embora, e para não ligar ao que o outro dizia. E pagou caro por isso. Maureen acabou por morrer após uma troca de tiros.

 

 

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Depois disto, Billy começa a fazer tudo ao contrário do que deveria, e depois de atingir um árbitro com uma cabeçada, é suspenso, perde tudo o que tinha e tenta o suicídio, acabando por perder a guarda da filha.

 

Segunda questão para debate: retirar a filha a este homem foi a decisão mais acertada?

Por muito que custe a ambos, sim! Que futuro teria uma criança sozinha, cuja única família é um pai agressivo, que vive em permanente confusão, que se embebeda para esquecer os problemas, sem trabalho, sem um lar, sem condições para educar a filha? Que futuro teria uma criança que, a qualquer momento, se poderia deparar com o pai morto?

 

 

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Não será fácil para nenhum deles aceitar a nova vida. Mas só Billy poderá reverter a situação, e recuperar o amor e a guarda de Leila.

 

 

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Para isso, ele terá que perceber que, por vezes, a melhor forma de ataque, é a defesa, e que a força nem sempre vem unicamente dos músculos, e que a chave do sucesso pode estar no nosso pensamento!

Porque é que temos tendência para pensar sempre o pior?

 

 

Quem me conhece já sabe que não costumo ser uma pessoa muito positiva dependendo, obviamente, da situação em si, e das circunstâncias. 

Há quem considere que isso é um grave defeito, mas eu prefiro ser "realista" e ter os pés bem assentes na terra, do que sonhadora e viver num mundo que só existe nos nossos sonhos.

Claro que, quando as coisas acontecem aos outros, tento sempre puxar pelo meu positivismo, ou desvalorizar a gravidade das situações. Mas quando me diz respeito, ou mais precisamente, à minha filha, vejo-me várias vezes a pensar o pior.

O episódio de ontem só veio comprovar esta teoria.

A minha filha tem o hábito de me ligar quando sai da escola, e quando chega a casa, para eu ficar mais descansada. Ontem, como sempre, ligou quando estava a sair. Como estava entretida com o trabalho, nem reparei nas horas, até porque algumas vezes ela liga um bom bocado depois de chegar a casa.

Entretanto, recebo uma chamada do meu pai a perguntar pela minha filha, porque ainda não tinha chegado a casa. Activou-me logo o botão "alerta vermelho"!

Já tinha passado mais do dobro do tempo que ela leva no caminho da escola a casa. Liguei logo para ela. Tinha o telemóvel desligado! 

Ainda com algum poder de discernimento, lembro-me de ligar para o meu marido, para saber se por acaso ela estaria com ele. Não me atendeu.

A esta altura já eu estava numa pilha de nervos, a pensar o pior!

Felizmente, ao fim de uns minutos, a minha filha ligou-me a dizer que estava a chegar a casa. Afinal demorou porque esteve à espera de uma colega de turma, para ver se vinha com ela e com a mãe para casa de carro, mas acabou por não ter boleia. Não passou de um valente susto.

Mas porque é que o ser humano tem tendência para pensar ou esperar sempre o pior? Será um mecanismo de defesa? Querer estar mentalizado ou preparado para a pior das hipóteses, para não ter surpresas? Não se iludir para não se decepcionar? Não criar muitas expectactivas para não correr o risco de vê-las cair por terra? Será o pessimismo uma característica enraizada na personalidade de algumas pessoas?

Talvez um pouco de tudo isso. E daquilo que nos rodeia, do mundo em que vivemos, daquilo que presenciamos, ouvimos ou conhecemos. 

Mas tenho para mim que até as pessoas mais positivas sentem, de vez em quando, medo, dúvida e apreensão, e vêem-se, algumas vezes, confrontadas com o seu lado mais negativo, ainda que jurem a pés juntos que isso nunca acontece. E, da mesma forma, embora o possam negar, as pessoas mais negativas também têm esperança, sonhos e expectativas, e conseguem pôr o pessimismo de parte em algumas ocasiões!  

 

 

A psicologia das cores

No outro dia fui às compras à hora de maior calor, a pé.

Pelo caminho, ao olhar para o meu lado esquerdo, tinha ervas completamente secas, amarelas, e fiquei ainda com mais calor. Fez-me lembrar os desertos!

 

Mais à frente, do meu lado direito, vejo árvores e muito verde, e a sensação foi logo refrescante.

 

Por aqui posso deduzir que, apesar de ser uma ilusâo, as cores influenciam o nosso pensamento e as nossas sensações. É aquilo a que chamo a psicologia das cores!

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