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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A importância de filtrar cada dia da nossa vida

Tempo de aprender para filtrar |

 

Cada dia da nossa vida é uma espécie de matéria em bruto, com diversos constituintes.

É a soma de tudo aquilo que foi acontecendo nesse dia, daquilo que ouvimos, experienciámos, dissemos, fizemos, de bom e de menos bom.

Parece muito, porque está tudo junto, e confuso, porque está misturado. Não é fácil, no momento, arrumar ou organizar os nossos pensamentos e sensações.

 

Por isso, é importante, no final de cada dia, colocar tudo numa espécie de peneira, filtrar a matéria em bruto, e perceber o que foi realmente importante, e devemos levar connosco, e o que não passa de lixo, de impurezas que não servem para nada, e mais vale deitar fora.

É importante absorver tudo aquilo que nos é benéfico, que nos faz sentir bem, o que nos ajuda a melhorar e crescer, aquilo que queremos guardar, o que de bom resultou desse dia. 

E descartar aquilo que não nos servirá para nada, e não valerá a pena estar a guardar e a ocupar espaço. Aquilo que apenas nos corrói, que é destrutivo e prejudicial, e nos ensombrará os dias seguintes, impedindo-nos de ver o sol.

O melhor momento para viver é o "agora"

O desafio de viver no presente – Matrika

 

Quando somos novos, depositamos todos os nossos pensamentos e planos no futuro.

O que há-de vir. 

Quando terminarmos os estudos. Quando entrarmos no mundo laboral. Quando formarmos família. Quando tivermos a nossa casa. E tantas outras coisas que idealizamos para o nosso futuro.

Por vezes, estamos tão focados nesse futuro, e tão ansiosos para que chegue depressa e saia tudo como planeámos, que nem aproveitamos o tempo que estamos a viver naquele momento.

Estamos lá fisicamente mas, mentalmente, já estamos mais à frente. Demasiado à frente.

 

Por outro lado, quanto mais os anos vão passando por nós, mais nos focamos nas memórias do que já vivemos. Nas recordações de tempos passados, de quando tínhamos isto, ou fazíamos aquilo.

De forma totalmente inversa, viramo-nos para o passado, esquecendo que, por muito que já tenhamos vivido, enquanto cá estivermos, não chegámos à meta, há sempre algo mais à nossa frente. 

 

O único momento em que não pensamos muito no que já passou, e nem queremos saber do que está por vir, encontra-se a meio do nosso percurso de vida.

Porque ainda não estamos na fase saudosista, de quem pensa que já não tem muito mais para aproveitar, nem na fase de ainda planearmos o futuro, que já percebemos que nem sempre corre como o imaginámos, e mais vale deixar as coisas acontecerem, sem grandes expectativas.

Por isso mesmo, para quem está nesse patamar de vida, o melhor momento para viver, é o "agora"!

Pensamentos...

6 passos para ser menos Ansioso e parar de pensar demais sobre tudo

 

A inspiração chega- nos de onde menos esperamos e, com ela, os pensamentos.

Pensamentos que surgem de repente e, mal damos por eles, já nos fugiram…

Pensamentos que se atropelam, que tentam levar a melhor, uns sobre os outros…

Pensamentos que chegam em catadupa, e não sabemos a qual deles agarrar primeiro…

 

Há dias em que só queríamos um, e não aparece nenhum. E outros, em que são tantos e ao mesmo tempo, que ficamos com medo de perdê-los pelo caminho.

 

Nesses momentos, em que os pensamentos surgem tão de repente, e vão embora com igual rapidez, daria jeito uma máquina que os registasse e, já agora, os organizasse!

Queremos mesmo pessoas iguais a nós ao nosso lado?

Imagem relacionada

 

 

Ouvimos, muitas vezes, no que respeita ao amor, a afirmação de que os opostos se atraem. Mas será mesmo assim?

São as diferenças entre as duas pessoas, que fazem com que se encaixem uma na outra, e a relação resulte?

Até que ponto serão, as diferenças, algo de positivo para a relação? Até que ponto elas condicionam o sucesso ou o fracasso da mesma? Até que ponto deixam de ser aceitáveis?

 

 

Por outro lado, será que procuramos, do outro lado, alguém exactamente igual a nós? Que pense da mesma forma, que aja da mesma forma, que tenha os mesmos gostos, ideais, feitio? Que seja uma "cópia" de nós?

Até que ponto isso não tornará a relação monótona, aborrecida, sem nada de novo a acrescentar? Até que ponto conseguimos conviver com alguém com as mesmas qualidades mas, também, com os mesmos defeitos?

Até que ponto as semelhanças funcionam melhor que as diferenças, numa relação?

 

 

Dizia a Graça, concorrente do Casados à Primeira Vista, em resposta à pergunta sobre se queria ao seu lado uma pessoa como ela mesma, que isto de que os opostos se atraem é coisa do século XX, e não do século XXI.

Mas, será que queremos mesmo pessoas iguais a nós, ao nosso lado?

 

 

Correndo o risco de mais um "lugar comum", penso que o segredo está num meio termo, entre as diferenças e as semelhanças.

Se, no início, até podemos ficar encantados com as diferenças, com o tempo, podemos perceber que elas nos afastam mais do que juntam. No entanto, há diferenças que nos fazem falta, para nos equilibrar. Por exemplo, se um é demasiado sério, o outro equilibra com a sua alegria; se um é mais gastador, o outro equilibra ao poupar mais; se um é mais infantil, o outro equilibra com a sua postura mais adulta; se um é pessimista por natureza, o outro equilibra com o seu optimismo, e por aí fora.

Por outro lado, se até nos identificamos de imediato com as semelhanças e tudo corre bem pode acontecer, com o tempo, deixar de existir novidade, ser tudo sempre igual, sem surpresas, sem o inesperado. E e, para o bem, pode ser fácil resultar. Já para o mal, afundam mais depressa.

 

 

E por aí, o que vos une mais?

Para qual dos lados da balança se inclinam mais? Preferem ter alguém igual a vocês, ou diferente, ao vosso lado?

 

Chegou Setembro...

Estreias anime em Setembro 2017

 

Setembro até poderia ser um bom mês para se gostar, para eu gostar...

É pequenino, passa depressa, e ainda tem um resto de cheirinho a verão com ele, para se "queimar os últimos cartuchos".

 

No entanto, Setembro só me traz pensamentos negativos, nostalgia, melancolia...

É o fim das férias, aquele momento porque esperamos o ano inteiro, e que passa a correr...

É o fim das férias escolares, e traz consigo o regresso às aulas dos nossos filhos, a volta das rotinas, do tempo mais curto para tudo o que há a fazer, do acompanhamento dos estudos, da saga dos testes...

É aquele mês em que, de facto, começamos a notar os dias mais curtos, o tempo mais fresco, a mistura da despedida do verão, com a chegada do outono...

É aquele momento em que percebemos o que nos espera nos próximos meses, e nos faz sentir ainda com menos coragem para enfrentá-los...

 

O que ainda atenua os efeitos de Setembro, em mim, é ficar tão próximo de Dezembro. 

Mas, até lá...