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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Got Talent e Pequenos Gigantes

 

Como tem vindo a ser hábito, nem sempre os melhores talentos são escolhidos pelo público ou pelos jurados, e a noite de ontem não foi excepção.

Relativamente às prestações dos concorrentes, gostei muito de ver o Hélio. Há ali muito trabalho investido, e não é qualquer um que consegue fazer todos aqueles movimentos com aquela flexibilidade, harmonia e destreza. 

Gostei dos Mini Feel It, mas concordo que não tenham passado à final, à semelhança do Rodrigo, que por muita razão que tenha quanto às condições e aquilo que era possível fazer dentro das mesmas, se alongou em demasiadas explicações ao júri. Como é óbvio, se fosse eu, assim que me pusesse em cima dos patins, caía logo. Mas penso que ele, como profissional, podia ter feito mais.

Aos Sangre Ibérico, reconheço o talento, mas não aprecio o género. A mesma coisa para o António Ledo mas, ainda assim, acho que preferi ouvir o António tocar o acordeão. Se pagava para ir ver um espectáculo de algum destes concorrentes? Não!

Os Opera Buffa são outro daqueles casos em que não pagaria para ver. E preferi muito mais a actuação na audição do que esta. A pianista foi a que esteve melhor, deste quinteto, e não percebo porque nunca a mostraram no vídeo do grupo, falando apenas dele como quarteto.

Os Guitardrums são mais um dos casos em que reconheço o trabalho que fizeram, mas a mim não me dizem muito.

O Angelo, não tendo qualquer formação a nível de dança, conseguiu cativar-me. A escolha da música também ajudou. Apesar dos percalços, gostei da actuação e tive pena de não ficar entre os 3 primeiros. 

Para mim, seria o Hélio, o António e o Angelo a disputar os lugares na final. Infelizmente, o Hélio não teve a sorte de ocupar um deles.

Muito se tem falado da injustiça de ter que escolher entre talentos diferentes, da injustiça de ter vários concorrentes a fazer o mesmo na final, em detrimento de outros com talentos diferentes. É verdade.

Mas não seria também uma injustiça não escolher alguém com talento, só porque já lá está outro a fazer o mesmo?

Como temos oportunidade de ver, a maior parte dos finalistas escolhidos até agora resumem-se a canto, dança e pouco mais. Todos os outros talentos diferentes acabam por ser eliminados e ficar pelo caminho. Não me parece que seja esse o espírito do programa, pelo menos tendo em conta o que se vê noutros países.

Quanto aos apresentadores, gabo a exibição do José Pedro a fazer o pino! E critico solenemente a vestimenta da Vanessa! Os convidados musicais, nem sequer ouvi.

 

 

Hoje de manhã, e enquanto me despachava, a minha filha foi ver a gala dos Pequenos Gigantes. 

Só tenho a dizer que, se as escolhas dos jovens talentos forem todas ao estilo António Raminhos, nem vale a pena ver o resto do programa!

 

 

Imagens www.endemolnoar.com e Got Talent Portugal

Temos fadista?!

Imagem www.movenoticias.com

 

Domingo à noite, em plena gala do programa Pequenos Gigantes, oiço duas vozes a cantar o Desfado da Ana Moura. Sim, apenas oiço, porque não estava a olhar para a televisão. 

Uma das vozes, percebi que seria da criança concorrente. A outra, juro-vos, pensei que fosse da própria Ana Moura ou de alguma outra fadista, de tão bem que cantava e com um timbre de voz mesmo bom para cantar fado!

Quando olhei para o ecrã, fiquei de boca aberta, tal como os elementos do júri e ainda a tentar acreditar no que via!

Não era nenhuma fadista, não senhora. Era a actriz, e madrinha da equipa dos Imprevisíveis, Sofia Ribeiro!

Como a Fátima lopes referiu, a Sofia não tinha motivos nenhuns para estar preocupada ou nervosa porque tem um vozeirão e cantou este Desfado como se o tivesse feito a vida toda!

Já tínhamos uma actriz com talento comprovado para a representação.  E agora, teremos fadista?!

 

Deixo-vos aqui a prova dos 9:

(A partir dos 2,30 minutos aproximadamente)

Uma mão cheia de talentos!

A esta altura, na terceira gala do programa Pequenos Gigantes, já começo a ter os meus preferidos:

 

Este rapaz vai longe ou, pelo menos, assim espero!

O Daniel, além do dom que tem para a música parece ser, como a Fátima Lopes frisou, humilde e educado.

Adorei ouvi-lo cantar ontem o tema Skyfall, da Adele!

 

Guilherme e Matilde são uma dupla de peso que está a dar cartas na dança!

Há que ter atenção a estes jovens dançarinos que, além do talento, revelam total sintonia e cumplicidade, na hora de mostrar o que valem! 

 

A Diana e o Sandro formam também uma dupla na dança que, todas as semanas, mostram, apesar da sua tenra idade, um grande profissionalismo e entrega em cada uma das suas actuações.

 

Destaco ainda a Laura, que tem recebido algumas pontuações injustas, não apenas pelo seu talento, mas também pela personalidade da menina! Acho-a tão querida! E fartei-me de rir com a pergunta que ela fez ontem ao Nélson Évora!

 

Imagens retiradas do facebook Pequenos Gigantes

Pequenos Gigantes com grandes talentos!

 

E muita polémica também!

Ao que parece, e depois de ter sido anunciado, talvez por se tratar de crianças e pelo horário tardio, que as galas seriam gravadas e não em directo. Segundo dizem, as gravações chegaram mesmo a ser feitas e tudo estaria a postos para a estreia, em Setembro.

Mas a verdade é que o programa estreou ainda em Agosto, e com galas em directo, com outras crianças que não as que gravaram anteriormente, revoltando tanto as ditas crianças que foram deixadas para segundo plano, que é como quem diz, para uma possível próxima edição (se a houver), como os respectivos pais, que acusam a produção de não pensar nos mais novos, nem os respeitar.

Apesar de tudo isto, e polémicas à parte, a verdade é que alguns destes pequenos gigantes possuem mesmo um grande talento, e atrevo-me a dizer que 2 ou 3 deles dão "baile" a muitos adultos, tanto no canto, como na dança!

O que é pena é que nem sempre estes talentos sejam aproveitados e explorados (no bom sentido), acabando por cair no esquecimento passada a "época alta" do programa. 

É certo que são apenas crianças, mas com a formação adequada, a oportunidade certa e o investimento no seu dom, dariam, certamente, mais tarde, grandes artistas de qualidade que tanta falta fazem, em detrimento daqueles cujo talento falta, mas têm a sorte de vender música para as massas.

Sobre o programa em si, tenho a dizer que não percebo qual o critério usado para algumas das pontuações atribuídas pelos jurados, já que vi crianças com óptimas actuações levarem menos pontuação que outras que não se destacaram tanto. Mas o ditado é bem antigo "mais vale cair em graça, que ser engraçado". Ainda assim, de uma forma geral, a escolha dos concorrentes tem sido justa.

No entanto, na minha opinião, tanto os pais como as crianças que concorrem a este tipo de programa, devem estar psicologicamente preparados para o tipo de formato do programa, para as regras, para saberem ouvir as críticas, e aprenderem a lidar com o "não". Penso que deve vir, também dos pais, o incentivo para os filhos seguirem o seu sonho mas, ao mesmo tempo, a desdramatização quando não são escolhidos, fazendo-os compreender que isto é apenas um programa de televisão que não determina, necessariamente, o fim do sonho, nem tão pouco, a falta de talento para aquilo que gostam.

Quanto menos peso e responsabilidade sentirem em cima dos ombros, melhor correrão as coisas, e melhor saberão acatar as escolhas, sem pressão nem drama. Não é muito saudável ver ali crianças a chorar, só porque não foram escolhidas. Ou a querer desesperadamente ir ter com a mãe ou o pai. 

Em relação à apresentação, não sei se me agrada muito a Fátima Lopes como apresentadora deste tipo de programa. Por um lado, ela é muito "querida" para as crianças e tenta colocar-se ao mesmo nível que eles mas, por outro lado, há ali qualquer coisa que ainda não me convenceu totalmente. Tal como não me agrada muito a Rita Pereira como jurada.

Já com as saídas do David Carreira, fartei-me de rir! E gostei muito da forma como ele comentou cada actuação. Aqui por casa até lhe mudámos o nome para David 8 e meio, pelo facto de ser quase sempre essa a pontuação dada por ele! 

Por último, é de realçar o facto de o Manuel Luís Goucha ter explicado aos mais pequenos as respostas correctas do desafio dos mini talentos, porque é importante que as crianças, não só percebam se acertaram ou erraram, mas aprendam coisas novas e adquiram conhecimento.

 

 

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