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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

As cordas a que nos queremos agarrar na vida

Cada um tem seu poço, e não precisa sair dele sozinho. | by Elivelton  Rodrigues | Medium

 

Muitas vezes, na ânsia, e no desespero de querer sair do poço à força, e ainda que só tenhamos dois braços, e duas mãos, mais cordas fossem lançadas, mais as que tentaríamos agarrar, sem sequer olhar para elas.

Queremos tanto sair dali, agarrar todas as oportunidades, que nos seguramos a todas. Correndo o risco de não conseguirmos agarrar nem uma delas, até ao fim do percurso.

Quando, se parássemos para reflectir, para observar, para prestar atenção, bastaria apenas agarrar a "certa", para conseguirmos subir até onde queríamos.

Por vezes, mais do que tentar agarrá-las todas, ou uma que seja, deveríamos tentar perceber se aquilo que nos traz realização pessoal está do lado de fora do poço ou, pelo contrário, está ali mesmo, connosco, mais perto do que imaginamos.

Porque, ainda que as consigamos agarrar todas, subir e chegar ao topo, pode acontecer continuarmos a não nos sentir realizados.

Simplesmente, encontrarmo-nos, outra vez, num outro poço, à espera de outras tantas cordas, numa busca que se arrasta pela vida fora, sem nunca alcançarmos aquilo que nem sabemos bem o que procuramos.

 

 

 

O melhor momento para viver é o "agora"

O desafio de viver no presente – Matrika

 

Quando somos novos, depositamos todos os nossos pensamentos e planos no futuro.

O que há-de vir. 

Quando terminarmos os estudos. Quando entrarmos no mundo laboral. Quando formarmos família. Quando tivermos a nossa casa. E tantas outras coisas que idealizamos para o nosso futuro.

Por vezes, estamos tão focados nesse futuro, e tão ansiosos para que chegue depressa e saia tudo como planeámos, que nem aproveitamos o tempo que estamos a viver naquele momento.

Estamos lá fisicamente mas, mentalmente, já estamos mais à frente. Demasiado à frente.

 

Por outro lado, quanto mais os anos vão passando por nós, mais nos focamos nas memórias do que já vivemos. Nas recordações de tempos passados, de quando tínhamos isto, ou fazíamos aquilo.

De forma totalmente inversa, viramo-nos para o passado, esquecendo que, por muito que já tenhamos vivido, enquanto cá estivermos, não chegámos à meta, há sempre algo mais à nossa frente. 

 

O único momento em que não pensamos muito no que já passou, e nem queremos saber do que está por vir, encontra-se a meio do nosso percurso de vida.

Porque ainda não estamos na fase saudosista, de quem pensa que já não tem muito mais para aproveitar, nem na fase de ainda planearmos o futuro, que já percebemos que nem sempre corre como o imaginámos, e mais vale deixar as coisas acontecerem, sem grandes expectativas.

Por isso mesmo, para quem está nesse patamar de vida, o melhor momento para viver, é o "agora"!

Masterchef Júnior - A Grande Vencedora

 

Está encontrada a grande vencedora do Masterchef Júnior Portugal - a Maria!

Se foi uma vitória justa? Isso é tudo muito subjectivo.

Tendo em conta esta final a Maria foi, sem dúvida, a que mais se destacou a par com o João Mata, e mereceram os dois disputar a última prova.

Relativamente a todo o programa, talvez a Maria tenha sido mais constante, com pratos nem sempre tão arrojados ou apelativos, mas que vingaram. Na minha opinião, penso que houve algumas provas em que foi favorecida, em detrimento de outros colegas.

O João Mata, por sua vez, teve um percurso mais conturbado - ora apresentava os melhores pratos, ora as coisas lhe corriam mal e não era bem sucedido. Houve uma altura em que temi que ele saísse, embora fosse um dos meus favoritos à vitória.

Nesta final, e no momento de escolher o primeiro finalista, a disputa foi entre João Mata e Maria. Ganhou o primeiro, que saltou directamente para a última prova.

A Maria ainda teve que conquistar o seu lugar, numa prova em que as voltas foram trocadas aos três concorrentes, e cada um teve que cozinhar, precisamente, aquilo que não queria. Foi a vez da Maria seguir adiante.

No duelo final, as entradas dos dois estavam muito equiparadas, com óptimo aspecto e bem apresentadas. Já o prato principal de ambos deixou muito a desejar. Nas sobremesas, voltaram a equilibrar-se e a tarefa de escolher apenas um não terá sido fácil para os jurados.

De um lado, alguém que aposta em pratos arrojados, mas que poderiam ser mais trabalhados e melhorados. De outro, alguém mais contido, que apresentada pratos mais simples, mas que consegue bons resultados.

Qualquer deles seria um justo vencedor! Mas só um poderia levar o troféu e ganhar o título. Venceu a Maria.

Parabéns Maria! Parabéns João Mata! 

 

 

Imagem MasterChef Portugal

Mais um ano lectivo começou

 

Quantas vezes desejámos que o tempo andasse para trás, ou para a frente? Que andasse mais lentamente, ou acelerasse? Ou, simplesmente, ficasse parado?

Era o que eu mais queria, neste momento, parar o tempo!

Mas o tempo não para, não quer saber o que desejamos e anda sempre à mesma velocidade, restando-nos apenas acompanhá-lo o melhor que pudermos, e como melhor soubermos.

E assim se inicia, hoje, mais um ano lectivo. Um dia que, para muitos pais, acredito, já há muito devia ter chegado mas que, por mim, não havia pressa em começar.

Porquê?

Porque este ano se adivinha um ano difícil, em que o número de aulas reduziu, e o de férias aumentou. As actividades de enriquecimento curricular diminuíram para que o tempo útil de aulas (para toda a matéria que têm que saber) compense o corte de dias de aulas.

Porque este é um ano de provas para a minha filha.

Porque é o último ano desta etapa do seu percurso escolar que, apesar de tudo, é a menos dura de todas.

Porque este ano, com a mudança de horário, vão acabar os momentos a duas pela manhã. Não a vou poder levar mais à escola, não vamos mais conversar pelo caminho, fazer as “nossas telenovelas”. Porque vamos voltar a não estar juntas à hora de almoço.

E para o ano, tudo será diferente. Nova escola, nova turma, novos colegas, nova etapa, novas rotinas, mais disciplina, mais estudo, mais tudo…

É a minha filha a crescer, a viver a sua vida à medida que o tempo vai passando por ela, acompanhando a evolução e ordem das coisas. É normal.

Mas por mais que eu o saiba, por mais que eu perceba que também eu já passei pelo mesmo e que agora chegou a sua vez, ainda assim custa…e muito!