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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Como perder totalmente o interesse num programa

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Fui uma fiel seguidora, nos últimos anos, do programa The Voice Portugal.

Conseguiu manter-me ligada a ele a cada domingo à noite, mesmo quando no dia seguinte acordava cheia de sono para ir trabalhar.

Nenhum outro programa me tinha feito mudar de canal e trocar. Até este ano...

 

 

Sim, este ano, ainda comecei a vê-lo, apenas para constatar que o programa (tal como provavelmente a maioria deles) está viciado, esgotado, sem nada de novo: as mesmas injustiças, os mesmos discursos, as mesmas desculpas esfarradas, os mesmos interesses, e um objectivo que é tudo menos aquele que apregoa.

Aos poucos, comecei a optar por assistir ao Casados à Primeira Vista, e gravar o The Voice para ver mais tarde. Mas nem me dou a esse trabalho. O pouco que vou vendo e lendo, permite-se ficar por dentro do que se passa, e acentuar mais a pouca vontade em perder tempo a segui-lo.

 

 

Mudem os apresentadores, mudem os mentores, mudem a dinâmica, sejam genuínos e espontâneos, e talvez voltem a conquistar audiências.

Aliás, acho que qualquer programa do género (incluindo o Casados à Primeira Vista, que já soa mais a encenação) teriam a receita de sucesso na novidade, aliada à espontaneidade. Porque é isso que mais agrada ao público.

Até lá, será sempre a diminuir, até acabarem de vez com o programa. 

Absentia - a nova série do AXN

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Estreou esta segunda-feira a nova série do AXN - Absentia.

Vi o trailer e fiquei curiosa para ver esta série, pelo que programei para gravar.

Ontem, vi o primeiro episódio. Para quem está habituada ao ritmo de Quantico, este primeiro episódio pareceu-me um pouco parado. Ou então era eu que estava com mais sono que na noite anterior!

 

A premissa da história é esta:

"Durante a perseguição a um assassino em série, uma agente do FBI desaparece e é dada como morta, deixando um marido e um filho de 3 anos. Para surpresa de todos, aparece seis anos depois, sem ser capaz de recordar nada sobre o seu rapto e o que lhe aconteceu depois. Na nova realidade que se lhe depara, tem de aceitar que o seu marido já se encontra com outra mulher e que o seu filho não a conhece.  Além disso, uma nova série de assassinatos faz com que os seus colegas pensem que é ela a autora."

 

Sabemos que um homem, que se julga ser o serial killer, foi considerado culpado pela morte de Emily. 

Seis anos depois, o marido, Nick, recebe uma chamada que julga ser desse homem, a indicar-lhe onde está a mulher, e o que tem que fazer para a salvar.

E é assim que Emily é encontrada, trancada dentro de um tanque cheio de água, prestes a afogar-se.

O seu regresso vai revolucionar a vida de todos, sobretudo, a sua família, que entretanto perdeu.

 

 

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As questões que mais me impressionaram neste episódio tiveram mesmo a ver com isso.

Como é que um marido, que julgava a mulher morta, e refez a sua vida casando-se e dando uma nova mãe ao seu filho, deve agir agora, com a actual mulher, e com a anterior que, afinal, está viva e é a verdadeira mãe do pequeno Flynn?

 

Como é que um miúdo de 9 anos que, quando a mãe desapareceu, tinha apenas 3 e não tem qualquer recordação da mãe, deve encarar agora uma mulher completamente estranha, e tratá-la como mãe, quando a única mãe que ele conhece é a actual mulher do pai, que o criou?

 

Como é que uma mulher, desaparecida durante 6 anos e, ao que tudo indica, sujeita a todo o tipo de torturas, encara agora esta libertação, sabendo que tudo o que tinha está definitivamente perdido - a sua vida, a sua família, até a sua carreira?  

 

Mas há mais problemas a caminho. Aparece mais um corpo com a marca do assassino, e percebem que não pode ser Conrad, que está preso, pelo que, pelas pistas resultantes do tratamento de Emily, chegam até um suspeito de um caso que ela teve. Só que, afinal, o corpo encontrado é dele, e o ADN encontrado no seu corpo, é da própria Emily!

 

No final deste primeiro episódio, começa-se a suspeitar que ela poderá não ser uma vítima, mas sim a assassina. E ela terá que provar que não o é, e descobrir quem está por detrás dos crimes e do seu rapto.

 

 

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A série é de 10 episódios, tendo ido para o ar, na segunda-feira, os dois primeiros episódios (falta-me ver o segundo). Se tivesse que dar um palpite, no escuro, sobre quem seria o responsável, escolheria Jack, o irmão adoptivo de Emily, um médico que depois do desaparecimento da irmã começou a beber e perdeu a licença para exercer medicina.   

 

Aguardam-se os próximos episódios, que talvez me façam mudar de opinião!

 

 

Cavalo de Guerra

 

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Para as pessoas mais sensíveis, amantes de animais e de lágrima fácil, cuidado com este filme!

Antes da estreia, no cinema, fiquei na dúvida se iria gostar ou não, porque não aprecio muito filmes sobre guerras. O tempo passou e nunca mais me lembrei do filme.

Entretanto, descobri que no passado sábado tinha passado na SIC. Apetecia-me ver um filme, mas decidi-me pelo que tinha dado antes "Um Anjo da Guarda". Gostei muito e, embalada, comecei então a ver o "Cavalo de Guerra". 

Primeiras cenas, entre Joey (nome que deram ao cavalo) e Albert, até ao momento da separação, quando o pai o vende para os militares, e as primeiras lágrimas a cair.

 

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Depois, a cena em que Albert recebe um caderno com desenhos do Joey, e fica a saber que o oficial que prometeu cuidar do seu cavalo faleceu.

Os maus tratos aos cavalos, a facilidade com que deles se descartam quando já não servem, a estupidez de certos humanos versus a inteligência dos animais, ou a lealdade entre os animais, também não deixam ninguém indiferente.

Temos também o sentido de protecção entre irmãos, na guerra. Ou uma trégua entre duas forças inimigas que se unem por momentos para salvar Joey.

Outro momento emocionante foi a morte do companheiro de Joey, depois do esforço a que foi obrigado a empreender, mesmo ferido. A forma como Joey o acaricia, como lamenta, como se revolta.

Já mais para o final, e quando Joey está prestes a ser abatido, a forma como Albert o chama e, assim, o salva da morte. Para depois ser obrigado a levá-lo ao leilão onde, apesar da ajuda dos colegas e superiores, o acaba por perder.

Perde-o para o avô da menina que, durante algum tempo, cuidou de Joey e do seu parceiro de guerra, antes de os arracarem brusca e dolorosamente da neta.

 

E quando já estamos convencidos que Albert vai ficar sem Joey, o senhor surpreende-o, e a nós, ao abdicar da sua aquisição, e oferecer a Albert o seu cavalo.

Oh meu deus, a esta altura já era extremamente difícil parar a fonte das lágrimas! E acabou em grande, com o regresso dos dois ao lar, para junto da família, sãos e salvos, e mais unidos do que nunca.

Há muito tempo que não via assim um filme tão bom, e que me deixasse com uma valente dor de cabeça, de tanto chorar! Ainda por cima com a nossa gatinha a dormir como um anjo no meu colo.

Demorei a voltar ao estado normal e, ainda agora, ao escrever este texto, me emociono ao lembrar as cenas mais fortes do filme.

Para quem ainda não o viu, eu recomendo!

A culpa é das estrelas?!

Num primeiro momento, pensei: "mais um igual ao Agora Fico Bem". Não liguei mais ao livro.

Uns tempos mais tarde, recebo as newsletters da Fnac, da Bertrand e da Wook com a promoção do livro. Leio a sinopse e fico indecisa. Compro? Não compro?

Não comprei! Mas consegui lê-lo, depois de o ter descoberto na internet. Li-o em um dia.

Se gostei? Gostei! 

Mas, contrariamente a muitas opiniões que li sobre o mesmo, não me fascinou. Houve apenas uma pequena parte que realmente me emocionou, mas nada como eu esperaria.

Ainda assim, gostei da história da Hazel Grace e do Gus, e dos temas abordados. Pareceu-me mais consistente do que a do Agora Fico Bem (embora em relação a esse ainda só tenha visto o filme).

E fica a mensagem que se pode retirar do livro - nada é seguro nem certo, a única certeza que temos na vida é a morte. Há que aproveitar enquanto cá estamos. E, se achamos que não há ninguém pior que nós, enganamo-nos. Podemos ter mais sorte, no meio do azar, do que pensamos. E ser mais fortes, do que imaginamos...

 

 

 

O luto e a perda

 

O que é o luto? A roupa escura que se veste por respeito ao falecimento de alguém? Pode ser. Mas não se resume a tão pouco.

O luto é, sim, um conjunto de reacções a uma perda, seja ela de que natureza for, com diferentes formas de expressão em cada cultura, e com determinadas características.

No início, normalmente, ocorre a negação da perda. Segue-se o choque (muito embora, na minha opinião, possa acontecer o inverso - primeiro o choque, e depois a negação).

As pessoas entram num processo que pode incluir, entre outros sentimentos, estado de choque, raiva, impotência, hostilidade e solidão. É normal sentirem-se sozinhas e isoladas, até porque elas próprias se isolam e querem ficar sozinhas.

A fase seguinte caracteriza-se por uma profunda tristeza. Há uma tendência para relembrar a perda. Essas recordações, intercalando as agradáveis e desagradáveis, são muitas vezes acompanhadas de tristeza e choro, que vão diminuindo com o passar do tempo, à medida que as pessoas se vão reorganizando, ainda que com recaídas. 

A última fase é a aceitação da perda.

Nem todas as pessoas vivem da mesma forma cada uma destas fases, cuja duração é igualmente variável em função do tipo de perda e da pessoa que a experiencia. Mas, por norma, todas passam por elas. E por mais que os outros lhes tentam dar ânimo, força, palavras de conforto ou qualquer outro tipo de ajuda, embora sejam gestos benvindos, nem sempre vão minorar os efeitos devastadores da perda, nem aquilo que as pessoas estão a sentir. Penso mesmo que, muitas vezes, o silêncio é de ouro. Quem acompanha estas pessoas pode sentir um certo desconforto, nervosismo ou constrangimento, evitando falar do assunto, porque não sabe o que dizer nem o que fazer. 

Mas o mais importante, é mostrar interesse, sensibilidade e disponibilidade. Estar presente, de forma sentida e sincera.

Sim, porque existem algumas pessoas que só estão presentes em corpo. Que vão a funerais para pôr a conversa em dia com familiares e conhecidos, para ver quem leva o quê vestido, se foi de preto ou de branco...Que falam ao telemóvel e trocam mensagens em plena igreja...Que marcam presença só para "inglês ver"...Que se aproximam para tudo menos apoiar, ou apoiam com interesse...Que nem se aproximam, ou logo se afastam só porque não sabem o que dizer...E, definitavamente, não é esse tipo de ajuda que as pessoas precisam. 

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