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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Quando o prazer se torna obrigação, perde-se a paixão

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No outro dia, perguntava-me o meu marido: "Se te pagassem para escrever um artigo todas as semanas, aceitavas?".

E eu respondi-lhe "Não!". "Não", porque gosto de escrever quando estou inspirada, quando tenho algo para dizer, quando um assunto surge e me interessa. E isso não tem dia e hora marcada para acontecer.

Tudo é que acontece de forma natural e espontânea, sai melhor. É feito com gosto, por prazer, e deixa-nos felizes.

Mas, se começarmos a transformar esse prazer em obrigação, a paixão perde-se, muitas vezes, pelo caminho e, às tantas, já não queremos fazer aquilo, já sentimos o peso da pressão, da necessidade de apresentar aquilo para o que nos pagam, e com o qual estão a contar. 

 

Estou a imaginar, por exemplo, alguém que adora cozinhar, para a família, para um grupo de amigos, ou sozinho, inventando receitas, fazendo experiências. Que leva o seu tempo a apurar, a ornamentar os pratos, que preza a apresentação.

Se, de repente, tiver que cozinhar para um regimento, sem tempo para grandes invenções, e com o relógio a contar, a pessoa acaba por não conseguir dar aquilo que mais gostava, e cozinhar torna-se cansativo e sem graça.

 

Imagino que também os escritores passem um pouco por isso, quando têm prazos para entregar as suas obras, e não lhes saem as palavras ou, quando saem, não são as que deveriam.

Ou os artistas plásticos.

E, um pouco, todos nós, naquelas pequenas coisas que, normalmente, fazemos por prazer, e lazer.

A obrigação, é meio caminho andado para tornar a paixão, em aversão, e levar ao abandono daquilo que, um dia, gostámos de fazer. 

 

 

 

Por vezes, também é preciso saber desistir

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Há quem desista muito facilmente, e quem teime em não desistir.

Há quem leve a vida toda a desistir, e quem não tenha essa palavra no seu dicionário.

 

Há quem diga que desistir é para os fracos. 

Mas, por vezes, desistir pode ser a decisão mais acertada.

E não torna ninguém mais fraco. Apenas, mais sensato.

 

É aí que as coisas se complicam.

Nem toda a gente sabe desistir. Há quem confunda persistência, com teimosia. Determinação, com irresponsabilidade.

Há quem insista naquilo que sabe que será uma luta perdida, por puro orgulho.

Há quem esteja tão agarrado, tão focado, que não consiga abdicar, abrir mão, tomar a decisão mais acertada.

 

Por vezes, insistir é insensato. Ainda que pareça ser aquilo que nos faz mais felizes hoje, pode não ser o que nos trará felicidade, amanhã.

Para algumas pessoas, desistir será a decisão mais difícil que alguma vez tomaram na vida.

Mas é preciso aprender a fazê-lo, a saber fazê-lo, e a aceitar que, o que achamos que estamos a perder hoje, pode ser aquilo que nos levará a ganhar, amanhã.

 

Quando todo o nosso trabalho se perde em segundos

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Está uma pessoa a colocar todo o seu empenho naquele trabalho, a emendar daqui e dali, a retirar uma palavra, e a colocar outra, até chegar a um resultado satisfatório e pensar "ok, é isto" quando, no alto da sua tamanha inteligência, decide cortar do rascunho, e colar no documento final.

 

Só que, pelo meio, lembrou-se de cortar e colar outra coisa e, quando percebe, lá se foi o trabalho e não há forma de o recuperar!

 

Quem me manda a mim "cortar", em vez de "copiar".

Como diz, por vezes, a minha filha, sou mesmo "jumenta"!

Claro que me chamei um rol de nomes bem piores quando percebi a asneira que tinha feito.

A primeira derrota do Benfica da era Bruno Lage

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Era inevitável...

Mais cedo ou mais tarde, a derrota num qualquer jogo acabaria por acontecer. Até mesmo para um clube como o Benfica, com os jogadores de qualidade que tem, e com o treinador que mudou a história do clube nos últimos meses.

 

 

Acontece a todas as equipas, mesmo às grandes.

Umas vezes ganham, outras empatam, outras perdem.

Umas vezes pensam que será difícil, e surpreendem. Outras, acham que será fácil, e acabam por encontrar pedras pelo caminho.

E outras, são o que são. Um clássico, é um clássico. Tudo poderia acontecer. Tudo estava em aberto.

 

 

O que torna esta derrota mais difícil para o Benfica?

Talvez o facto de ser a primeira derrota com Bruno Lage ao comando, depois de 22 jogos.

O facto de ser o primeiro jogo em que não marcam um único golo. E o primeiro jogo em que sofrem golos.

O facto de perderem o jogo em casa.

E, obviamente, o facto de o perderem contra o Porto, principal rival.

 

 

Mas o futebol é mesmo assim!

Nem mesmo os Super Wings são invencíveis, sobretudo quando se deixam intimidar pela outra equipa, e não se esforçam o suficiente para vencer.

O Porto foi um justo vencedor. 

Cabe ao Benfica, agora, tirar daqui o que for preciso para melhorar nos próximos jogos, sem se deixar afectar por uma derrota, quando no passado sofreram tantas e, nem por isso, deixaram de ganhar o campeonato.

 

 

Do jogo de ontem, ainda que não tenha influenciado o resultado, confesso que não gostei da postura do Pepe, e de algumas decisões do árbitro, que parecia ter uma certa dualidade de critérios.

Pelo lado positivo, foi bonito ver os adeptos do Benfica puxarem pela equipa até ao último minuto.

 

 

Imagem: https://www.dnoticias.pt/

Quando um livro desvenda o mistério nas primeiras páginas

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Já aqui confessei que sou muito curiosa e batoteira e, muitas vezes, espreito o final dos livros para saber como acabam as histórias, sem que isso me faça pô-lo de parte e deixar de o ler, por já saber de antemão como vai terminar.

Pelo contrário, na maioria das vezes aguça-me o apetite para ler tudo e perceber como chegou àquele culminar. Até porque, já me aconteceu, ao não seguir a história, não perceber muito bem, ou interpretar de forma errada as últimas cenas, e só na leitura que faço em seguida, encontro o sentido.  

 

 

Mas, e quando um livro desvenda, ele próprio, o mistério nas primeiras páginas?

 

 

Será que nos leva a perder o interesse na história?

Aconteceu-me com a minha última leitura e, confesso, coloquei de parte o livro por alguns dias, porque já sabia o segredo, e já tinha percebido onde a história iria chegar.

Ainda assim, retomei a leitura uns dias depois, e terminei-a com nota positiva. Claro que o principal já se sabia e, logo aí, não houve grande volta a dar, nem grandes surpresas, mas não dei por desperdiçado o tempo que lhe dediquei, ou o dinheiro que gastei, como pensei logo no início.

 

 

E por aí, já vos aconteceu?

Quando assim é, continuam a ler,  ou colocam de parte e passam ao próximo?