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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Sobre a amizade

 

Não existem pessoas perfeitas e, como tal, também não existirão, certamente, amores perfeitos (a não ser a flor) ou amizades perfeitas.

Porque, antes de sermos amigos, somos humanos, e os humanos cometem erros e falham. 

Mas, será que se pode considerar amigo alguém que, de um dia para o outro, deixa de dizer o que quer que seja, se torna incontactável e, simplesmente, desaparece?

Será que se pode considerar amigo alguém que apenas nos procura por interesse, quando lhe convém?

Será que os amigos tentam que façamos tudo à maneira deles, não nos dando espaço para emitir as nossa próprias vontades ou opiniões, nem tão pouco para tomarmos as nossas próprias atitudes, ou os contrariar?

Será que um verdadeiro amigo fica aborrecido com os nossos sucessos ou vitórias, ou sente inveja das nossas conquistas?

Afinal, como é que se distinguem os verdadeiros amigos entre os amigos?

Existem algumas regras ou critérios específicos para os classificar?

Serão nossos amigos mesmo aqueles que cometem erros e não agem como deveriam, só porque faz parte do ser humano errar, e perdoar?

Será que devemos ser muito exigentes com as nossas amizades, e correr o risco de excluir a todas da nossa vida?

Ou será que devemos ser menos exigentes, e desculparmos determinadas atitudes menos correctas porque, apesar de tudo, gostamos dessas pessoas e queremos continuar a tê-las como amigos?

Onde é que se situa a fronteira entre o que é permitido ou não numa amizade?

Pior que desiludir os outros, é desiludir-mo-nos a nós próprios

 

No passado domingo, um dos concorrentes do Ídolos, que foi eliminado, desabafava que se sentia mal porque toda a gente na sua terra o apoiava e esperava muito dele, e ele tinha desiludido todas essas pessoas que nele acreditavam.

A meu ver, pior que desiludirmos os outros, é desiludir-mo-nos a nós próprios. Com isso, sim, devemo-nos preocupar e ficar tristes. Por sabermos que podíamos ter feito melhor, dado o nosso melhor, e não o fizemos.

Também temos que ser, nós próprios, a primeira pessoa a nos perdoar por não o termos feito. Os outros, ou estão realmente do nosso lado e nos apoiam, independentemente do que tenha acontecido ou, simplesmente, não nos interessam, nem aquilo que possam pensar!

Sabemos o nosso valor, sabemos aquilo de que somos capazes, sabemos os nossos limites e as nossas limitações. Só temos que aceitar e viver bem com isso. Se nos esforçámos menos do que devíamos, se não mostrámos o que valíamos, vamos lutar para fazê-lo da próxima vez.

A força de vontade e a determinação são, sem dúvida, a chave para ultrapassar cada etapa e cada prova da nossa vida. Nem sempre podemos contar com a sorte. Por vezes, as coisas não correm como esperávamos. Correm mesmo muito mal. E se isso se deveu, de alguma forma, a nós mesmos, devemo-nos responsabilizar. E sentir tristes. Mas não devemos baixar os braços. Devemos, sim, tirar daí uma lição e tentar melhorar daí em diante.

Não com arrogãncia e egocentrismo, mas com atitude, optimismo e confiança! 

Sobre o orgulho...


...e o seu lado mais negro!


Porque o orgulho pode, a qualquer momento, tornar-nos seu escravo, e condicionar as nossas atitudes. Pode nublar-nos a visão ou até mesmo cegar-nos.

Quantas vezes travamos batalhas com os outros, sem percebermos que é a nós próprios que estamos a atingir. Sem percebermos que, por cada ataque ao nosso suposto inimigo, acrescentamos mais uma ferida aberta em nós mesmos.

Ou então, simplesmente, viramos costas. Porque, de facto, é mais fácil assim: teimar em recordar, em vez de esquecer e seguir em frente.

Mais difícil é admitir os erros, quando erramos, ou perdoar, quando erram connosco. 

Preferimos, muitas vezes, a angústia do afastamento, de algo que ficou por resolver. Preferimos, muitas vezes, "fincar o pé" e não ceder, agarrando-nos a um orgulho desmedido que nos pode levar a perder aqueles que mais amamos. Por pura casmurrice!

E assim, ao invés de encurtar ou eliminar a distância, abre-se um fosso cada vez maior. Um fosso que um dia, quando nos apercebermos do tempo e das coisas boas que desperdiçámos, poderá ser grande demais para ultrapassar...




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